3 comentários:
De Extinção dos prof.s e dos func. públicos a 27 de Julho de 2012 às 10:46
A extinção dos professores.

O ano é 2020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:

- Vovô, por que o mundo está acabando?

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:

- Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.

- Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?

O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

- Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?

- Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

- E como foi que eles desapareceram, vovô?

- Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". O professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.

Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.


ATENÇÃO: Qualquer semelhança com a situação deste País ultrajado e saqueado por políticos quadrilheiros e mafiosos, não é mera coincidência.


De MoKa a 27 de Julho de 2012 às 16:28
Porque é que os funcionários públicos, onde incluo os professores, não poderão ser dispensados ou despedidos? São mais que os restantes trabalhadores não públicos que estão sujeitos às regras do chamado mercado? É porque se são mais ou especiais correm o risco de serem considerados inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional...

E já agora podem-me explicar para que quer um país tantos «doutores» e «engenheiros» se não o mesmo mercado não os absorve? Não terá sido a política de ensino desastrosa dos últimos anos de massassificação da obrigatoriedade de estudos em vez da qualidade do mesmo e da proibição de «chumar» os que não aprendem no ensino básico e preparatório a favor das estatísticas do «sucesso» escolar? E que teve com terrível consequência de arrastar a ignorância e as deficiências do início da aprendizagem até às faculdades? Basta ler e ouvir esta nova geração de políticos (e não só) para ficarmos corados de vergonha com os dislates e erros grosseiros que cometem. Podem ter o título mas não têm a capacidade.
O país para de refundar esta democracia da mediocridade onde estamos atulhados senão corremos o risco de desaparecer enquanto nação.
Há que enaltecer e dignificar as diferenças em vez de andar a enganar o povo fazendo-o acreditar que somos todos iguais...
Oxalá este tempo de pesadelo acabe depressa e que acordemos para realidade a tempo.


De MoKa a 27 de Julho de 2012 às 10:05
Galp com 178 milhões de lucro

O lucro da Galp cresceu 56,7 por cento no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 178 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a empresa. Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a petrolífera portuguesa refere que este crescimento representa um aumento do lucro em 64 milhões de euros e diz que todos os segmentos de negócio contribuíram de forma positiva para os resultados.

Pudera, com os preços praticados na gasolina e no gasóleo, de estranhar seria não ter lucro... A crise nunca é para todos. É sempre e só para os tótós!


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