De Parceria Lucro p.Priv., € e Risco Pub.!! a 30 de Julho de 2012 às 14:00

Consórcio de Luís Montez compra Pavilhão Atlântico por 21,2 milhões de euros

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/consorcio-de-luis-montez-compra-pavilhao-atlantico-por-212-milhoes-de-euros-1556482


A "engenharia financeira" por detrás desta venda extraída duma caixa de comentários do '«porta de loja»

"Aparentemente uma excelente privatização:
afinal o consórcio vencedor era aquele que mais encaixe financeiro permitiria ao Estado, segundo o Governo.
Aparentemente, pois vejamos.
O Pavilhão de Portugal na Expo foi vendido ao consórcio entre a empresa de Luiz Montez e o BES. O BES terá afinal financiado a operação através do “fundo de capital de risco BES – PME”.
O Fundo BES-PME é financiado e apoiado pelo QREN/Compete http://www.pofc.qren.pt/compete/portfolio/fundos-de-capital-de-risco/entity/fundo-de-capital-de-risco--pmebes?fromlist=1
ou seja a Sociedade Gestora a ES Capital investe em empresas dinheiro que recebe de fundos comunitários.
Faz esses “investimentos” directamente pela ESCapital (ou ES Ventures), ou indo-se refinanciar ao Fundo de Sindicação de Capital de Risco, que é gerido pelo Ministério da Economia, através da PME Investimentos e do IAPMEI.

Ora este Fundo Público que sindica as operações de capital de risco neste QREN já se financiou em mais de 200 milhões de Euros, com os quais, sindicou operações em montantes equivalentes
http://www.pofc.qren.pt/areas-do-compete/financiamento-e-capital-de-risco/projectos-aprovados/page/1?area=5&search=y.

Na prática a ES Capital, que está sob supervisão da CMVM http://web3.cmvm.pt/sdi2004/capitalrisco/ficha_fcr.cfm?num_fun=%24%23%24%5B%5B%22P%20%20%0A

recebe pelo menos aquilo que investiu ou emprestou do Estado via QREN Capital de Risco.
E ainda cobra operações de gestão, avaliação e os muito naturais spread’s numa época de liquidez reduzida.

Sabendo-se que o BES está descapitalizado,
sabendo-se que é uma operação de risco,
nada mais natural que seja o Estado e fundos públicos a garantirem o risco,
que o BES e Luiz Montez parecem suportar.

Afinal tudo está bem quando acaba em bem.

O sogro de Luís Montez, o Prof. Cavaco com certeza não percebe nem quererá perceber a subtileza desta engenharia financeira,
pela qual o Estado vende um bem público único,
a privados, que garantem o financiamento e o risco, no próprio Estado.
É a natureza das coisas.
A rentabilidade e o risco que estes “privados” estão dispostos a assumir.
O risco de poder lucrar, livrando o Estado de tão grande encargo."

Lá vão a Maria e o Cavaco envergonhar mais um bocadinho o país
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=55388


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