11 comentários:
De Zé P "A rasga tudo" a 30 de Junho de 2009 às 10:08

Manuela também quer "rasgar" na educação
A exactamente três meses das eleições legislativas, que, conforme decisão do PR se realizam a 27 de Setembro, o debate político vai-se centrando em torno das opções programáticas, para a próxima legislatura, dos partidos com assento na AR especialmente do PS e do PSD.

A “avozinha” Ferreira Leite já veio prevenir que quer "rasgar" o essencial do programa de obras públicas, mas não só, prepara-se também para inverter prioridades no sector da educação e diz que quer menos estatística, mais exigência. Como irá ela fazer tal “milagre” se os professores já não aguentam as exigências colocadas pelo governo actual?

No final de Julho será dado a conhecer o programa eleitoral do PSD. Mas o que já se vai sabendo é que, se a Dona Manuela chega-se a primeira-ministra, pouco sobraria das políticas que José Sócrates, com tanto empenho dele e esforço dos contribuintes. A líder do PSD promete parar a construção do novo aeroporto, de novas auto-estradas, a construção do TGV entre Lisboa e Madrid (cujo protocolo o governo que ela própria fez parte assinou com o governo de Madrid) e, por consequência, da terceira travessia do Tejo em Lisboa.

Seria que o povo português andar muito distraído para eleger uma pessoa que iria ser uma primeira-ministra do “rasga tudo” a por o país à rasca de tudo.


De marcadores a 30 de Junho de 2009 às 11:24
O problema de Portugal é que os portugueses nunca votam 'em alguém', votam sempre 'contra alguém'.
E quem não perceber a diferença vai continuar a não perceber em que país está e que povo tem.
É por isso que, na minha modesta opinião, nas últimas eleições não foi o PSD, BE , etc. que ganharam, foi o PS que perdeu.
E nas próximas os resultados não dependem do que a Manuela, o Francisco, o Paulo ou mesmo o que o José disserem ou do programa que apresentarem, porque os portugueses votarão sempre contra aquilo que não querem.
E o mal deste governo não está no que faz ou não faz, mas de como 'mostra' ou 'não mostra' as suas decisões. Quero dizer, está na forma e não no conteúdo.
E, então com estes últimos discursos titubeantes e a várias vozes dissonantes vai ser ainda mais difícil...


De Izanagi a 30 de Junho de 2009 às 11:52
Uma visão de quem está atento à realidade, coisa que o staff de apoio ao marketing deste governo despreza, com os resultados que se viram.


De Zé T. a 30 de Junho de 2009 às 12:19
Concordo em quase tudo, excepto numa parte muito importante:
«o mal deste governo não está no que faz ou não faz, mas de como 'mostra' ou 'não mostra' as suas decisões. Quero dizer, está na forma e não no conteúdo. »

A forma/ a comunicação é importante, mas mais importante que isso,
o fundamental, é mesmo o conteúdo, as medidas legislativas e actos em concreto - que afectaram/ afectam e afectarão decisivamente o percurso de vida e as escolhas ou falta delas, para muitos portugueses !

E quanto a isto há muito descontentamento ... até interno no PS.
E não venham dizer que os eleitores/ votantes são estúpidos !
é que por muitos casos que conheçamos como tal... eles votam e a maioria de votos é que conta.
Não as razões ou gostos pessoais.


De marcadores a 30 de Junho de 2009 às 13:01
Não amigo, peço-lhe desculpa mas está na forma.
Porque eu parto do princípio da 'bondade' dos nossos governantes.
Tal como um pai indica os caminhos aos filhos, mesmo contrariando-os, quando eles não entendem os porquês, um governo deve fazer as reformas necessárias, mesmo que as classes profissionais não estejam de acordo. Porque um governo deve exercer as políticas da sua governação hoje, mas com a visão no amanhã.
Tal como um filho não entende porque deve estudar mais umas horas do que lhe apetece ou chegar a casa antes da meia-noite, um governo deve exercer as medidas que considera necessárias para o bem do país mesmo quando mexe nos direitos adquiridos de alguém.
Agora deve é saber explicar-se ou impor a sua autoridade, tal como um bom pai não perde o respeito dos seus filhos por os contrariar para o seu bem, um bom governo não perderá umas eleições se governar hoje contra alguns tendo em vista o bem de todos, porque mais tarde eles entenderão. O respeito conquista-se nas boas decisões, mesmo difíceis, e não no facilitismo.
Lembro-lhe que tanto se pode estar fechado em casa, como se pode estar fechado na rua.
E quando o poder está na rua...


De Zé T. a 30 de Junho de 2009 às 13:52
Caro 'Marcadores', tem razão nalguns pontos ... mas discordo no geral, porque:
a comparação da relação «entre pais e filhos» e entre «governantes e cidadãos» não é aceitável ou justificativa ...
É que, entre pais e filhos, a relação é entre educadores/tutores e dependentes/menores...

- situação que quero/ aceito na família, mas que não desejo nem quero para a sociedade dita Democrática e Republicana em que me insiro !
Só aceitaria tal situação se não tivesse opção, se a tal fosse obrigado por um regime inigualitário, por ditadura ...

enquanto a relação entre governantes e cidadãos deve ser uma relação ENTRE IGUAIS (embora com actividades diferentes), entre «activos/participativos sociais e políticos» desejavelmente conscientes e autónomos, com capacidade eleitoral e de serem eles próprios não só votantes de pleno direito mas também possíveis candidatos a eleitos políticos, governantes e outros.

Admito o princípio de ''bondade'' dos governantes em regime democrático (e até em alguns regimes ditatoriais ou absolutistas, tipo ''esclarecidos''...) ... e até prova em contrário ... mas isso não me pode impedir de pensar que podem existir outros motivos e/ou forças que determinem ou condicionem a vontade e a direcção dos governantes.

E não sejamos 'naíves':
todas as pessoas e todos os governantes são pressionados e pressionáveis (até certo ponto...) e todos os governantes se incluem num determinado grupo ou classe social/ económica/ profissional/ política/ ... familiar, compartilhando mais ou menos os valores (se não as práticas) desse grupo.

Aliás, aceitar este tipo de ''paternalismo'' pode ser confortável ... mas não pode ser mantido quando se pretende a autonomia e se exige a Liberdade, a capacidade de decidir a nossa própria vida e destino, assumindo-se a respectiva responsabilidade - como HOMENS LIVRES.

Dito de outra maneira ou perspectiva ''suave'':
eu até aceitaria a monarquia se pudesse ser eu o monarca... não o sendo, ética e racionalmente só posso ser republicano, e exigir Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Justiça.


De marcadores a 30 de Junho de 2009 às 14:44
Eu até posso concordar globalmente consigo nos conceitos que aqui descreve.
Mas só na teoria, filosoficamente.
Na prática não, não concordo.
E isso dos pais e dos filhos era só para ilustrar a conversa, mesmo que ‘mal comparado’, penso que deu para entender onde eu queria chegar.
E porquê? Porque uma coisa é defender o conceito da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Justiça, como o meu bom amigo diz e eu concordo, outra coisa é sermos todos livres, iguais, fraternos e justos. Treta.

Mas acho que sim, aquilo que nós fazemos aqui no Luminária é isso mesmo – conversa. Agora na vida real…
Como diria o filósofo Bertrand Russell, a Felicidade não se atinge – a Felicidade está no caminho.


De anónimo a 30 de Junho de 2009 às 11:30
Olhem que se ela se comprometer (...) a ''rasgar'' o SIADAP, o sistema de Avaliação de docentes, os Estatutos de Carreiras na Adm. Pública, ... vai ter apoiantes e muitos.

O problema é, por um lado o cumprimento de promessas, e por outro, o que viria a seguir... talvez bem pior
(com aqueles ''ajudantes de campo'' neoliberais ... para além de venderem os 'impostos a arrecadar', venderiam a CGD a preço da 'uva mijona' para os seus 'amigos' em ''concurso adjudicado especialmente'', venderiam hospitais, escolas, polícias, prisões, ... Estado mnimo dos micros.)


De marcadores a 30 de Junho de 2009 às 12:27
E então se acabar com o IRS, os descontos para a Segurança Social, der um carro da 'portuguesa' autoeuropa a cada pessoa, reforma completa aos 25 anos (melhor, aos 23)... então vai vencer com uma esmagadora maioria 'absolut'.
Sim 'absolut' porque só pode estar tudo bêbado.
Haja bom senso e discurso claro da parte de quem nos governa e o povo saberá ver quem deverá lá continuar.
Não se disfarça água entornada, inundando o chão.
Há quem o faça. Mas as pessoas podem ser 'tolas' mas não são 'parvas'...
E cá se fazem, cá se pagam ou como dizia o meu pai:
- As que não se fazem cá, levam-se lá!


De Anónimo a 30 de Junho de 2009 às 12:14
Henrique Granadeiro afirmou-se espantado com declarações de Manuela Ferreira Leite.

O presidente do conselho de administração da Portugal Telecom diz que está espantado com as declarações de Manuela Ferreira Leite sobre a abortada entrada da PT na Media Capital. "J

á parecem esquecidas as tentativas de intervenção do governo PSD na Lusomundo Media que levaram à minha demissão", disse Henrique Granadeiro.


De Missssssssssstérios Santanistas a 30 de Junho de 2009 às 12:31
Santana inaugurou jardim depois de deixar câmara? E esta hen!

A inauguração do Jardim do Arco do Cego, em Lisboa, onde Santana Lopes apresenta amanhã a sua candidatura à autarquia da capital, está envolta em mistério. Convém dizer para abono da verdade que esta questão foi resolvida à custa do erário de uma empresa pública, o metropolitano, para onde foi deslocada a estação da rede Expresso.

O espaço foi inaugurado a 10 de Setembro de 2005, quando Carmona Rodrigues já tinha substituído Santana Lopes na liderança do município, mas Carmona garantiu ao CM que não presidiu a qualquer cerimónia. "Há muitos mistérios em Lisboa", comentou.
Já Santana Lopes começou por dizer ao CM que não tinha uma explicação para o sucedido, mas após "alguma reflexão", esclareceu: "Terminei o mandato na câmara dias mais cedo por erro da Comissão de Regimento e Mandatos da Assembleia da República, e um dia dei umas voltas, que já estavam agendadas enquanto presidente, para colocar placas em obras feitas por mim".


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