Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Madoff condenado a 150 anos de prisão. Os lesados consideram que se fez justiça.

Porque é que os americanos acreditam nos seus sistemas? Porque são rápidos e por vezes justos muito ao contrário do que por cá se passa. Lentos, burocráticos, zigzaguiantes, vazios, ausentes e injustos.

O Juiz, Denny Chin, aplica pena máxima a Madoff. Vítimas aplaudem decisão mas não esperam recuperar dinheiro.

Sem clemência e para que possa servir de exemplo considerou o Juiz ao afirmar que "A mensagem que tem de ser passada é a de que os crimes de Madoff foram extremamente diabólicos".

Com 71 anos de idade, Bernard Madoff, o autor da maior fraude financeira da história, foi ontem condenado a 150 anos de prisão. Vai passar, inevitavelmente, os anos que lhe restam da sua vida atrás das grades. Numa audiência marcada pelo intenso aparato mediático, o juiz aplicou a pena máxima por considerar que Madoff mentiu tanto aos investidores como aos reguladores e que desenrolou uma teia de falta de verdade "massiva" no sistema de mercado financeiro e bolsista passando pelo “tráfico” contabilístico através dos paraísos fiscais.

Será que por estas bandas de brandos costumes onde tanto prolifera o oportunismo e a corrupção se tirará algum ensinamento deste exemplo? Seria bom para o equilíbrio económico, social e de credibilização da justiça que isso sucedesse.



Publicado por Otsirave às 11:53 | link do post | comentar

8 comentários:
De joao a 30 de Junho de 2009 às 18:34
Li post em
http://2dedosprosaepoesia2.blogs.sapo.pt/46339.html
que ficava bem neste blog


De DD a 30 de Junho de 2009 às 22:18
Não confundamos a condenação rápida de um criminoso confesso e arrependido com os nossos banqueiros que não se consideram criminosos e, menos ainda, arrependidos e com os partidos da oposição que querem castigar o regulador, ou seja, o polícia.
A fraude de Madox durou décadas e ninguém descobriu nada, ou antes, houve quem tivesse avisado, mas ninguém deu ouvidos.
Antes da crise, acreditava-se que os grandes senhores do capital eram pessoas honrados. Foi preciso vir a crise e haver um certo número de depositantes nos fundos do Madox que quiseram levantar o dinheiro para se descobrir que aquilo foi a mais gigantesca das fraudes de sempre.
Nos EUA, todavia, ninguém tentou castigar as entidades reguladoras, principalmente no âmbito da política, porque reguladores são todos, mesmo os pequenos depositantes, e todos acreditaram no melhor dos mundos capitalistas.
Ainda hoje, em Portugal, Manuela Ferreira Leite continua a acreditar no capitalismo totalitário com o Estado mínimo e julga que isso é uma varinha de condão para resolver os problemas do país e aliviar a pressão sindical das corporações do Estado que tanta força fazem para sugarem o erário público.
Será que ela é capaz de suster a reivindicações dos professores que não querem avaliações e antes subir automaticamente de escalão?
Ou poderá ela suster as reivindicações das forças policiais?
Ainda hoje, o PGR exigiu mais 40 magistrados do Ministério Público para serem formados á pressa.



De anónimo a 1 de Julho de 2009 às 10:56
Seja como for e para além das múltiplas razões... o problema mantém-se:

a JUSTIÇA em Portugal NÃO é EFICIENTE, não é Justiça e, sende este factor um dos pilares da Democracia e do Estado de Direito, ... Portugal/ portugueses estão mal, não vivem em boa democracia nem em pleno estado de direito !!

E alguém tem de fazer alguma coisa... ou o sistema Judiciário, ou os partidos no Governo e no Parlamento, ou os partidos e movimentos fora do Parlamento, ou os militares, ou os banqueiros, ou o Povo nas Eleições ... ou na Rua e nas esquinas !!.

Quem tiver consciência e poder que escolha ... antes que outros escolham por si !!


De ''Tachões'', Ladroagem e Opacidade a 1 de Julho de 2009 às 11:43
Exemplos críticos e pertinentes de O Jumento (30.6.2009):

UM GESTOR BEM SUCEDIDO

«O ex-chefe de gabinete de José Sócrates ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros. Com este salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.

Luís Patrão acumula três cargos desde que trocou a chefia do gabinete de José Sócrates pela presidência do ITP: a par da liderança do IPT, onde terá um salário mensal de cerca de 10 mil euros, Patrão é membro do CGS da TAP e vogal da administração da ENATUR, onde não tem remuneração. » [Correio da Manhã]

Parecer: É demais.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Convide-se o senhor a optar por um dos cargos.»

MADOFF CONDENADO A 139 ANOS

«O juiz Denny Chin condenou Bernard Madoff à pena máxima pedida pelos procuradores americanos pela sua fraude, considerada a maior da história, que lesou investidores em dezenas de milhões de dólares.» [Diário de Notícias]

Parecer: Por c´a justiça nem os ouve.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Pinto Monteiro como vão as investigações do caso BPN.»

NO MELHOR PANO CAI A NÓDOA

«O Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que ficou responsável pela execução do Código dos Contratos Públicos, e pela criação de um portal, onde devem ser publicitados todos os ajustes directos e derrapagens, em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos, não está a conseguir, neste mesmo portal, dar o melhor exemplo. O portal está a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato para o qual não houve concurso público, e onde já há derrapagens.» [Público assinantes]

Parecer: A verdade é que sempre que estão envolvidas promessas políticas os governantes acham que estão acima da lei.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»


De Basta !! a 1 de Julho de 2009 às 15:35
BASTA, BASTA, BASTA !!!

VEJAM ESTE ESCÂNDALO !!!!!

Assunto: Despacho n.º 9810/2009:
subsídio mensal de residência de € 941,25!

Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo
organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 — É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.
12 de Fevereiro de 2009. — O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. — Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

!! !! !! !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ora, então os professores e os outros trabalhadores que têm que se deslocar das suas residências, para trabalhar a quilómetros de distância, deixando filhos, cônjuge, pais com idade avançada... que paguem dos seus gordos, chorudos e imerecidos salários !!!!

Mas será possível que andemos todos numa de "zombies"????

Mas será possível que "essas coisas" voltem a ganhar eleições?

Chego a sentir náuseas só de pensar...

Pessoal, vamos lá a acordar!

Breve chegará a altura de escolher o que queremos para nós, para os nossos filhos e netos. Eu não quero isto, nem para mim nem para eles, nem para vós.


De v a 1 de Julho de 2009 às 14:19
Bernard Madoff: 150 anos de prisão ...
... E uns quantos meses de investigação e julgamento (meio ano). Pena Máxima levou o Sr: Madoff.

Por cá há quanto tempo decorre a investigação do BCP (mais de ano e meio) e do BPN e do BPP? E a luz ao fundo do túnel? Mais uns anitos de espera desesperante.
E o que se espera? Uma "pena" insignificante.

Uma coima, pena suspensa ou talvez até (a cereja no bolo) nada se prove.

# posted by Joao Abel de Freitas, Puxa Palavra
---------------------------------------------------------

entre falta de provas, recurso de recursos, falhas processuais, prescrição de prazos, ...
os ''nossos caramelos'' vão sair em liberdade como «NÃO CULPADOS»,

...e, depois, ainda vão pôr o Estado (...) em tribunal (da UE) para lhes pagar uma INDEMNIZAÇÃO por danos morais e patrimoniais...


De À Bastonada? a 1 de Julho de 2009 às 15:55
O processo Madoff devia ser um exemplo a seguir pela Justiça portuguesa, diz Marinho Pinto.

"Devemos olhar para aquele país que nesta matéria [celeridade na Justiça] nos pode dar bons exemplos", afirmou bastonário dos advogados, durante uma comunicação no Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia.


De Izanagi a 1 de Julho de 2009 às 18:42
Há pessoas que nasceram com azar. Madoff foi um deles. Até onde poderia ter ido este homem se tivesse a sede social em Portugal?
Tinha a garantia de eficiência do Banco de Portugal e provavelmente ainda continuava na sua actividade, mas mesmo que por qualquer fatalidade, o Banco de Portugal se visse forçado a intervir, contaria com o excelente trabalho dos Tribunais e com uma justiça acérrima defensora das teses de Einstein, de que o tempo é relativo.


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