De .INDIGNAÇÂO imediata dos Portugueses. a 12 de Setembro de 2012 às 18:07
Público, 12/12/2012
Carvalho da Silva, ex-secretário-geral da CGTP, apelou hoje aos portugueses para que manifestem a sua “indignação imediata” face às medidas de austeridade e perante um Governo que “actua sem transparência e sem vergonha”.

“Este Governo está a actuar absolutamente distanciado dos problemas dos portugueses, não tem nenhuma proposta de saída e actua sem transparência, sem verdade e sem vergonha. E é preciso dar resposta urgente”, afirmou.
Carvalho da Silva falava em conferência de imprensa promovida pela organização do Congresso Democrático das Alternativas, que se realizará no dia 5 de Outubro, em Lisboa, e que reuniu cerca de dois mil subscritores até ao momento.

Num contexto de agravamento da situação económica e social do país, em que “a troika está claramente a fazer do país uma cobaia” que conduz ao “empobrecimento aceleradíssimo e chocante”, acentuou, “é necessário uma reacção fortíssima dos portugueses, manifestando indignação imediata”.

O ex-secretário-geral da CGTP contestou que as medidas anunciadas ontem pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantam a criação de 47 mil empregos e afirmou que “isso é uma falácia absoluta”.

“Onde é que o homem tem instrumentos para chegar a este número?”, questionou, afirmando que “mais um ano” da mesma política “é prolongar a agonia”.

Para além da expressão da indignação dos portugueses, defendeu Carvalho da Silva,
“é preciso que aqueles que não se submetem a estas políticas encontrem pontos de convergência”.

Nesse sentido, o objectivo do Congresso Democrático das Alternativas, afirmou, é definir “denominadores comuns” entre as diversas forças e sensibilidades políticas para “identificar conteúdos e respostas concretas”, sem “escamotear a forma de lidar com os credores e com a dívida”.

“Não é um percurso fácil, é um percurso que obriga à acção e à solidariedade internacional. Não podemos continuar isolados” nas formas de luta contra as actuais políticas, que são impostas “pelo governo externo”, considerou.

Até à realização do Congresso Democrático das Alternativas, que irá decorrer no dia 5 de Outubro sob o lema “Resgatar Portugal para um Futuro Decente”, na Aula Magna, Lisboa, vão realizar-se encontros de subscritores por todo o país e debates temáticos.

“Os desafios da denúncia do memorando”, em Lisboa, “Uma economia sustentável que dignifique o trabalho”, em Coimbra, “O lugar de Portugal na Europa e no Mundo”, no Porto, e “Uma sociedade mais justa e inclusiva”, em Braga, são os debates já confirmados pela organização.





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