De .Alternativas e União contra troikos.. a 14 de Setembro de 2012 às 16:13

CONGRESSOS, ALTERNATIVAS E A TROIKA !

Tudo menos a passividade ! A oposição ás políticas injustas deste Governo tem que ser total.
No entanto o que se passa no espaço das esquerdas não entusiasma. Análises sobre a situação não faltam. Analistas de qualidade também não.
Congressos a lembrarem os da «antiga oposição» não fazem mal a ninguém... mas é mais do mesmo! Debates inflamados ou mais teóricos, enfim, os mesmos protagonistas que irão ter mais televisão se esta achar mediático.
Até as reservas dos partidos de esquerda ás iniciativas de cidadãos são sempre do mesmo teor.
Ninguém quer que o seu palco seja ocupado por outros e há os que aproveitam estes palcos para se lançarem ou relançarem políticamente !

Perante a situação presente do nosso País, sob o controlo de instituições financeiras,
a esquerda política e social terá que fazer um grande esforço para criar uma alternativa de governação sustentada socialmente.
Já não tem muito tempo perante o vendaval que este governo está a gerar podendo mudar para sempre o modelo de sociedade no nosso país.

Nessa alternativa os partidos de esquerda serão os motores fundamentais ou não haverá alternativa dentro do atual regime.
Essa alternativa pode ser gerada a partir da mobilização para eleger um Presidente da República e através de um compromisso político tendo por base um programa de governação para 4 anos.

Efetivamente a situação e a falta de esperança é tão grande que a direita se sente relativamente á vontade enquanto a esquerda se mantiver nesta situação de divisão e até de antagonismo.

No entanto, a construção de um compromisso amplo á volta de um novo estado social, reequilibrio nas relações do trabalho, defesa da educação pública e do SNS, poderiam relançar a esperança da maioria dos cidadãos portugueses.

Um compriomisso sério com promessas passíveis de concretizar !
Sabemos que nãos seria fácil dada a situação financeira do país.
Um compriomisso com os trabalhadores e suas organizações, na medida em que não seria possível satisfazer todas as justas reivindicações na primeira legislatura.

Sabemos que a oposição da direita e dos grandes empresários a um tal governo seria dura, em particular na comunicação social.
Sabemos que teria que existir um grande apoio de rua, do povo organizado e uma forte luta ideológica.

Mas seria assim possível travar esta vertigem em que nos encontramos, no final da qual mal nos lembraremos de Abril !

Se o PS e o PCP recusarem tal caminho também ficarão mal na História portuguesa
pois sem eles não será possível uma República solidária, coesa e democrática em Portugal.

(-por A.Brandão Guedes, BemEstarNoTrabalho, 10/9/2012 )


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