UMA ANTEVISAO DE UM NOVO 25 DE ABRIL?

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http://economico.sapo.pt/noticias/militares-avisam-governo-que-estao-com-a-populacao-contra-a-austeridade_129069.html

 

Militares admitem endurecer as manifestações de descontentamento e já marcaram um encontro nacional para 22 de Outubro.

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reagiu hoje às novas medidas de austeridade anunciadas ontem pelo Governo e que vão fazer parte do Orçamento do Estado para 2012.

Ao Económico, O presidente da ANS diz que "já há muito tempo" que os militares estão "a preparar uma série de iniciativas". E "se alguma dúvida existia na mente dos mais crédulos, as afirmações de Passos Coelho deitaram abaixo qualquer dúvida". António Lima Coelho lembra que "há meses atrás, na oposição, Passos Coelho disse a Sócrates, na altura primeiro-ministro, que cortar nos subsídios era um disparate" e acrescenta: "Nós temos de ter memória, não podemos continuar a ser adormecidos com conversas bem ditas". Por isso, no próximo dia 22, oficiais, sargentos e praças vão realizar um encontro nacional. "E este não é um encontro que se encerra em si mesmo, dado que poderão ser encontrados outros caminhos, quer sejam de demonstração de mau estar quer sejam de reiterar a disponibilidade para com quem está no poder de encontrar soluções para todas as partes", sublinha António Lima Coelho. É que, segundo o responsável, as novas medidas de austeridade anunciadas ontem por Passos Coelho, "põem em causa os direitos constitucionais e inclusive de soberania" do país, sendo que "o corte dos subsídios é um agravamento de uma situação que já era muito difícil".

"As revoluções não se anunciam"

António Lima Coelho admite que "para o cidadão comum é muito difícil não conseguir cumprir os seus compromissos, mas para um militar que está obrigado a cumprir com as leis da República é muito mais grave". Os militares garantem assim que "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares", e avisam: "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar". Questionada sobre um possível endurecimento dos protestos por parte dos militares, a Associação avança que "as revoluções não se anunciam, quando chegam, chegam porque têm de chegar, mas espero que a bem do Estado de direito que nunca um cenário desses se venha a pôr", conclui.

Recorde-se que no mês passado Passos Coelho fez questão de frisar, no discurso que escolheu para a sessão de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, que "em Portugal, há direito de manifestação, há direito à greve. São direitos que estão consagrados na Constituição e que têm merecido consenso alargado em Portugal".

No entanto, avisou na altura o primeiro-ministro, "aqueles que pensam que podem agitar as coisas de modo a transformar o período que estamos a viver numa guerra com o Governo", quando o que existe é "uma guerra contra o atraso, a dívida e o desperdício", esses "saberão que nós sabemos dialogar, mas que também sabemos decidir".



Publicado por DC às 22:52 de 12.09.12 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Luis Monteiro a 14 de Setembro de 2012 às 02:36
Para um comentário tão pobre em definições do que é ou não é ser militar apenas deixo duas pequenas reflexões :

Portugal faz fronteira terrestre apenas com Espanha mas, o mar está aberto a qualquer pais ou a qualquer invasor que venha sem reivindicar pátrias ou símbolos Nunca se deve desprezar quem tem como missão defender o povo, nem de forma alguma serem acusados de pouca utilização ou mesmo grau de ameaça reduzido porque não é isso que tem de se colocar em cima da "mesa", o que se coloca é a missão que cada pessoa/organismo tem com principio geral e neste caso em concreto (Forças Armadas/Forças de Segurança) transportam uma valiosa missão que nunca nem em qualquer circunstâncias de pode colocar em causa.


De Izanagi a 14 de Setembro de 2012 às 10:05
A este comentário rico em definições do que é ser militar pergunto: nestes 38 anos de democracia (?) pergunto quantas vezes foram os militares chamados a defender o povo? Temos umas forças armadas, como se ainda vivêssemos no período feudal, com guerras mês sim mês não. Mas há diferenças: nem há guerras e manter um exército com a estrutura do atual sai muito caro a alguns cidadãos (digo alguns porque nem todos contribuem com impostos)
Mas entendo que o país precisa de defesa, sobretudo a defesa da sua zona marítima e do seu espaço aéreo. Ironia do destino, a marinha comprou submarinos para os quais não tem capacidade financeira para que sejam utilizados, para além de algumas negociatas ilegais, que de tempos a tempos vamos tendo conhecimento. Também não fiscaliza a zona norte porque os navios não estão operacionais, notícia recente na comunicação social. Panorama idêntico se passa na força aérea, onde o negócio da compra de aviões não difere do da compra dos submarinos. Também no exército o quadro é idêntico e não é só com as “chaimites”.
As forças armadas são um alfobre de corrupção. Mas para além dos casos aqui enumerados e dão uma imagem dos valores das forças armadas, temos, e nunca é demais realçar, uma pirâmide de recursos humanos invertida e um número de militares proporcionalmente À média europeia, elevado. E isto tem custos, que saem, repito, do trabalho de alguns (não todos) portugueses. A pergunta que aqueles que tudo isto pagam deve ser: até quando?


De Izanagi a 13 de Setembro de 2012 às 01:35
De que se queixam os militares? Proporcionalmente à população, Portugal, que só tem fronteira com a Espanha, caso singular na Europa continental, tem o maior número de militares. Mas como se isto não fosse suficiente, tem o maior número de oficiais por praças. De que se queixam? Quem suporta estas incongruências? Os impostos daqueles que produzem alguma coisa.
Há muitas vítimas do estado em que se encontram as finanças portuguesas, situação que resulta da má gestão que os sucessivos governos e autarcas fizeram dos dinheiros públicos, mas não seguramente os militares.


De Luis Monteiro a 14 de Setembro de 2012 às 02:34
Para um comentário tão pobre em definições do que é ou não é ser militar apenas deixo duas pequenas reflexões :

Portugal faz fronteira terrestre apenas com Espanha mas, o mar está aberto a qualquer pais ou a qualquer invasor que venha sem reivindicar pátrias ou símbolos Nunca se deve desprezar quem tem como missão defender o povo, nem de forma alguma serem acusados de pouca utilização ou mesmo grau de ameaça reduzido porque não é isso que tem de se colocar em cima da "mesa", o que se coloca é a missão que cada pessoa/organismo tem com principio geral e neste caso em concreto (Forças Armadas/Forças de Segurança) transportam uma valiosa missão que nunca nem em qualquer circunstâncias de pode colocar em causa.


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