7 comentários:
De .Submissos às PPP e gr,Empresas/bancos. a 14 de Setembro de 2012 às 13:02
A 'Renegociação' deste desGoverno para as PPP no sector das auto-estradas e a conclusão é a seguinte:

O concessionário aceita baixar a comparticipação do Estado desde que seja o Estado a arcar com a despesa da manutenção e conservação (!!). isto é: Ficamos na mesma ou pior.!!
O PM pode dizer o que quiser, mas a realidade é esta.


De .Anti-Polvo Mercados e caciqs ultra-lib a 14 de Setembro de 2012 às 14:46

Alguém me pode explicar porque é que se vão privatizar os CTT, REN, etc, que constituem monopólios naturais??
(e algumas empresas públicas até podem dar lucro ao Estado, ajudando o orçamento, e outras têm importantes funções sociais e/ou de preservação do património, desenvolvimento.)

Trata-se de uma imposição da troika para continuarmos a receber dinheiro?
É uma outra forma de pagamento, mais subtil, aos credores??
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Um ano passou de vigência do Governo PSD-CDS , qual o saldo REAL.

Um País mais Pobre
Um País AINDA mais endividado
As contas publicas EM DERRAPAGEM
Desemprego em numeros NUNCA VISTOS
Maior desigualdade social
Cegueira , Incompetência criminosa, Corrupção, Compadrio.

E ainda para cumulo a fuga ao Fisco aumentou.

Perante este quadro , da TOTAL RESPONSABILIDADE do PSD e do CDS , o que é preciso fazer.

Em Democracia há sempre soluções e alternativas, em Portugal também, mas atenção alternativas coerentes, não basta correr com a dupla Coellho Portas para lá se colocar um qualquer sucedâneo do Socrates , para fazer EXACTAMENTE o mesmo.

E é aqui que a porca torce o rabo, há quem julgue que basta correr com o PSD-CDS, e colocar lá o PS com ou sem o apoio do PCP e do BE, para tudo correr no melhor dos mundos.

Errado, a esquerda tem de ter um programa coerente, com alternativas realizáveis, e que responda á crise actual.

E os apoiante do BE nem precisam de se esforçar muito, o programa eleitoral com que o BE se apresentou ás últimacs eleições a ser aplicado , não nos teria conduzido á situação em que hoje estamos.


De .Cidadãos apáticos são espoliados. a 14 de Setembro de 2012 às 12:53
Anatomia de um assalto (V) : as responsabilidades dos cidadãos
(-por Daniel Oliveira)

Não vale a pena ficar à espera de salvadores. Nem queixarmo-nos da classe política que temos. Não escolhemos advogados, juízes, polícias, professores, engenheiros, economistas. Mas escolhemos os políticos. Eles são o reflexo da nossa exigência ou da falta dela. E o problema não está no sistema eleitoral. Países com sistemas semelhantes têm melhores eleitos. Até porque o problema não se resume à escolha. Os políticos reagem aos impulsos que recebem dos cidadãos. Se são eleitos por serem simpáticos e prejudicados por serem frios é nisso que se concentram quando comunicam com eleitores que ignoram o conteúdo do que dizem. Se os cidadãos não leem jornais e não se informam, os políticos habituam-se a mentir-lhes. Se a corrupção é tolerada e os corruptos reeleitos, os corruptos vão tratando de afastar os honestos. Se os cidadãos acham "que os políticos são todos iguais" as pessoas mais sérias e capazes recusam-se a viver com tão degradante imagem e os patifes safam-se perante a suspeita geral. Cidadãos pouco exigentes contribuem, por ação ou omissão, para a degradação da vida democrática.

Mas estar informado não é apenas ler jornais ou ver televisão. Grande parte da informação que recebemos na vida vem da nossa experiência. E experimentar a democracia é participar nela. Se a maioria dos cidadãos vive alheada da participação cívica e acredita que o seu único papel é trabalhar, pagar impostos e, de quatro em quatro anos, votar, é natural que seja facilmente enganada no momento do voto. A fraca qualidade intelectual, técnica e ética da nossa elite política não é a causa dos nossos problemas. É a consequência. A consequência de uma cidadania anémica.

Odeio que se diga que esta crise é uma oportunidade. A miséria nunca é uma oportunidade. É um desperdício de oportunidades. Mas, no meio de todas as tragédias, aprendem-se algumas coisas. E, estando em causa a nossa vida de forma tão dramática, podemos aprender a envolvermo-nos na democracia. Perder horas das nossas vidas em reuniões de associações, movimentos, colectividades, sindicatos, comissões de moradores ou de trabalhadores, partidos, seja lá o que for, sem qualquer proveito individual, exige de nós muita paciência. O Facebook é mais fácil. Mas só isso garante a existência daquilo a que comummente chamamos de sociedade civil. Sem ela, a política institucional vive isolada daqueles que devia representar.

O sobressalto cívico é um primeiro sinal de saúde democrática. E as manifestações de amanhã, por todo o País, que se imaginam de enormes dimensões, são um suspiro de alívio para quem temia que este país tivesse definitivamente anestesiado. Mas só valem a pena se forem um começo. Não podemos exigir aos políticos que apresentem alternativas e deixarmo-nos de fora dessa tarefa. Um cidadão, numa democracia, não é um cliente do Estado. Nem tem de comer e calar, nem tem sempre razão. E há, na indignação de muitas pessoas, uma autocomiseração que me incomoda. Como se fossemos todos vítimas de um destino que não determinamos. Como cidadão, não espero que surja um político iluminado que me mostre o caminho para a salvação. Quero participar nesse debate e nas escolhas que dele surgirem. Porque este País também é meu.

Envolvi-me, recentemente, na organização de um encontro para debater alternativas. A convocatória do Congresso Democrático das Alternativas, que milhares de pessoas já assinaram (muitas centenas nos últimos dias), parte de uma posição clara de rejeição dos pressupostos do memorando da troika. Porque nenhum debate sério se faz sem um ponto de partida claro. Mas não quer ficar por aí. Quer saber o que fazer para fazer diferente.

Junta pessoas muito diferentes. Gente "anónima" ou mais mediática. Com partido ou, na maioria dos casos, nem por isso. A variedade política, social, profissional e geográfica das pessoas que se envolveram nisto é inédita. Difícil, claro está. Alguns não se apreciarão e habituaram-se a estar em campos diferentes.
E a tolerância democrática é fácil de apregoar em discursos e muito difícil de praticar. Mas a coisa está a fazer o seu caminho. Porque move estes milhares de cidadãos duas ideias.
A primeira: só é possível derrotar a austeridade
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De .Cidadãos: Exijam responsabilidades. a 14 de Setembro de 2012 às 12:56
Anatomia de um assalto (V) : as responsabilidades dos cidadãos
(-por Daniel Oliveira)
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A primeira: só é possível derrotar a austeridade com propostas alternativas credíveis. A segunda: a convergência dos que se opõem à austeridade não se faz com apelos, faz-se com a demonstração prática de que há mais coisas que os unem do que as que os separam. E essa demonstração forja-se através de propostas concretas. Propostas que não são apenas pensadas por académicos e técnicos nos seus gabinetes ou por políticos e militantes partidários em reuniões do partido. São pensadas com eles - técnicos e políticos -, em conjunto com os cidadãos. Porque esta é a democracia em que quero viver. Que não despreza o conhecimento especializado e a vida política institucional, num populismo fácil e inútil. Mas que sabe que isso não chega e que é na confluência da cidadania, do conhecimento e da construção de alternativas de poder que podem nascer as soluções mais sólidas.



Dou este exemplo mas poderia milhares de outros. Pequenos ou grandes nas suas dimensões, ambiciosos ou humildes nos seus propósitos, locais ou nacionais na sua abrangência, temáticos ou generalistas no seu objecto. Tanto faz. É o nosso futuro, bem concreto, que está em causa. Em vez de nos queixarmos da política, está na altura de a fazermos. Há política para além dos partidos. Para os que o têm ou para quem, na sua vida cívica, os dispensa.

Publicado no Expresso Online


De Oposição e o Assalto a 14 de Setembro de 2012 às 14:24
Anatomia de um assalto (IV): as responsabilidades da oposição
(-por Daniel Oliveira)

Nunca foi tão evidente o divórcio entre um governo e o País. Nunca foi tão clara a indignação das pessoas. E a conversa do "inevitável" já não paga dívidas. Depois daquebra do produto em 3,3% no ano de vigência do memorando, de 416 novos desempregados por dia e de uma brutal quebra nos rendimentos do trabalho, o governo falhou no défice - em vez de 4,5%, 6,9% - e na dívida pública - entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo trimestre de 2011 aumentou 20.7 mil milhões de euro; da assinatura do memorando até hoje aumentou 26.6 mil milhões de euros.

Sim, quando a troika chegou estávamos numa aflição. O PIB caia 0,7%. A dívida pública correspondia a 97% do PIB. O PIB agora cai 1,6%. E a dívida pública está nos 116% do PIB. Só o empréstimo e os juros agiotas que impedem que se possa chamar a isto uma ajuda levarão mais de 70% do que produzimos este ano.Não havia dinheiro, agora há ainda menos. Estávamos pobres, agora estamos miseráveis. Estávamos endividados, agora estamos mais.

Com as medidas anunciadas por Vítor Gaspar e Passos Coelho, assistimos à maior transferência de rendimentos do trabalho para o capital de que há memóriana história portuguesa. Escrevi ontem que o governo tem uma estratégia. E que essa estratégia passa pelo empobrecimento do País (o próprio primeiro-ministro o afirmou), na esperança de, com uma violenta redução dos custos do trabalho, garantir um crescimento típico de uma economia terceiro-mundista: não acrescenta valor e não distribui riqueza. Mesmo que resultasse, e não resultará, esse crescimento passaria ao lado da esmagadora maioria dos portugueses. Tão ao lado como a crise passa de uma pequena minoria.

Perante o mais radical dos governos eleitos que este país já conheceu, perante uma subversão democrática que passa pela aplicação de medidas que são em tudo contrárias ao que foi prometido em campanha eleitoral, perante o pornográfico assalto aos rendimentos dos que vivem apenas do seu trabalho, perante a falência de todos os objectivos definidos por quem nos pediu sacrifícios e, muito mais importante, perante uma política de terra queimada que deixará uma marca de destruição durante décadas, vivemos um momento de emergência nacional.

Não basta os partidos da oposição concordarem com este diagnóstico. Têm de ser consequentes. Não é apenas ao governo que se têm de exigir responsabilidades. É a todos. Quem contesta este caminho tem de apresentar alternativas - há quem esteja a dedicar as suas energias a essa tarefa difícil, mas deixarei isso para amanhã - e saber como as pretende aplicar.

É apenas isto que falta para correr com esta gente: uma alternativa credível. Olha-se para os partidos da oposição e fica-se com a sensação de que, no meio da tragédia, continuam a sua vida como antes. A direção do PS parece estar convencida que pode, como de costume, ficar, com um ar muito responsável, à espera que o poder lhe caia nas mãos de podre. Perante a selvajaria apresentada no último fim-de-semana, Seguro exalta-se e... pede uma audiência com o Presidente da República. Nem é capaz de dizer o óbvio: que este orçamento terá de contar com o seu voto negativo. Parece haver, da parte do secretário-geral do PS, uma enorme dificuldade em perceber a diferença entre "responsabilidade" e "passividade". Só que a estratégia habitual, a do paciente candidato a primeiro-ministro que espera que o seu antecessor se estatele sem nada fazer, já não resulta. Para governar um País é preciso que ainda haja um país governável.

O PCP mantém-se na sua fortaleza, seguro da sua razão e sem contactos que o possam contaminar com a impureza alheia. O Bloco de Esquerda faz experiências, divide o seu pequeno poder por pequenos poderes internos, desbarata a sua credibilidade, que já foi tão abalada nos dois últimos anos, e sonha com transposições automáticas de uma realidade (a grega) que tão pouco tem a ver, na sua história e cultura política, com a nossa.

Sou, por natureza, optimista. Se não o fosse, há muito tinha deixado de me ocupar do debate político. Tinha ficado na plateia a comentar, sem correr o risco de me comprometer com causas, ideias, partidos. E a minha esperança reside no sobressalto cívico q. esta crise ...


De .a Oposição e o Assalto. a 14 de Setembro de 2012 às 14:27
Anatomia de um assalto (IV): as responsabilidades da oposição
(-por Daniel Oliveira)
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... E a minha esperança reside no sobressalto cívico que esta crise começa provocar. E que esse sobressalto se transforme numa exigência. Não ao governo, que há muito se percebeu ser incapaz de ouvir o País. Mas a quem se apresente como alternativa.

Não há que temer as acusações sectárias do costume. Não há que temer as mútuas recriminações e lições de história, em que as responsabilidades do passado, que são tantas, servem apenas para nada mudar. Os tempos não estão para esses medos.Vivemos, vivemos mesmo, uma emergência nacional. Não há tempo para rodriguinhos e conversas a pensar nas susceptibilidades de cada capelinha. É como cidadão que quero correr com esta gente do governo. É como cidadão que preciso que uma alternativa possível se construa. Não dá para esperar mais umas décadas.

Que não se iludam os partidos da oposição. Se julgam que vão apanhar os cacos do desespero das pessoas, enganam-se. Se julgam que a contestação e o desespero acabará ordeiramente numa alternância ou num protesto que teme a vitória, não perceberam nada do que se está a passar neste País. As pessoas estão indignadas. Mas a sua indignação não atinge apenas o governo. Atinge todos os partidos e todos os "políticos". Pode ser injusto, mas em momentos como este paga quem falha por ação e por omissão. Ou os partidos da oposição conseguem dar uma resposta a isto, fazem um esforço para perceberem onde se entendem - com a humildade de reconhecer os seus erros e a coragem de serem claros em relação ao carácter antidemocrático deste memorando e à forma de o ultrapassar -, ou as pessoas não acreditam neles. E desistem. Emigram. Abstêm-se. Amedrontam-se.Para correr com esta gente é preciso perceber que há outra gente. Num país tomado pela desilusão, não é fácil. Mas esta dificuldade é a única coisa que nos sobra.

Porque um País não se faz apenas de partidos e de políticos, amanhã trato do resto. De nós todos. Porque um cidadão não é um cliente. Nem tem sempre razão, nem tem de comer e calar.

(-Publicado no Expresso Online e Arrastão.)


De indignação e Luta contra o polvo Financ a 14 de Setembro de 2012 às 12:09
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Porque é que não fazem uma manif a exigir as cabeças dos responsáveis que nos conduziram a esta situação, por exemplo,
os responsáveis pelos contratos criminosos e leoninos das PPP, ou os responsáveis por esta dívida ?
Ou os responsaveis pelas transferências milionárias para Fundações e Institutos ?
Ou os responsáveis pela não concretização de reformas estruturais essenciais e que andam para ser feitas à mais de 30 anos ?
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E (contra) os que estoiraram 10 mil milhões no BPN e no BPP?
Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro e acólitos (Está em julgamento mas a massa já nos saiu do pêlo. Provavelmente serão considerados inocentes e o electricista dos 2 bancos será o culpado).

Mas se recuássemos mais atrás tínhamos outra lista que nem deveria ver o Sol aos quadradinhos mas simplesmente nem sequer ver o Sol. :
Costa Freire e Zezé Beleza (condenados por sacarem massa do Ministério da Saúde - prescreveu),
Tavares Moreira (sansionado pelo BdP por ter sacado ilegalmente massa do banco a que presidia para off-shores - prescreveu),
António Preto (mala de notas, braço engessado pelo cunhado médico para não confrontar assinaturas no tribunal - prescreveu),
Isaltino Morais (as notas do sobrinho suíço e os terrenos em Cabo Verde – prescreveu),
Negociata suja da Vargem Fria (Abel Pinheiro, Costa Neves e Nobre Guedes, receptador e facilitadores – prescreveu),
submarinos (nem falo em nomes, está em segredo de justiça, condenação na Alemanha por corrupção dos portugueses e dos gregos sem corrompidos em Portugal, na Grécia o ex-ministro está preso – em acelerada velocidade de prescrição),
Mário Pedra (este, por ser só autarca, ainda bateu com os costados na prisão por uns tempos, infelizmente morreu e não cumpriu a totalidade da pena),
António Lobo (autarca da Ponta do Sol, Madeira, 6 anos de prisão).
Os autarcas têm sido os únicos a bater com os costados no chilindró.
A lista seria tão extensa que desisto.
Já estou cansado.

O pulha do Sócrates tem muitas culpas no cartório, pois recebeu 64,7% de Dívida Pública e, em 6,5 anos, deixou-a em 97%.

Mas os seus queridos Passos e Gasparzinho receberam 97% e, em 1 ano e 3 meses, já vai em 117%, e com medidas de austeridade.
(Correção de ultima hora: A divida publica já vai nos 124 % !!. É por termos vivido acima das nossas posibilidades no ultimo ano e meio que a divida disparou ?!! )

pensam que basta lançar poeira para o ar e todos engolem.
Tenham vergonha na cara.

P. S. Infelizmente para nós, esta praga não se circunscreve à DIREITA, mas os do grande poder, os que metem as mãos na grande massa têm sido os piores, PSD, CDS e PS.

a Direita «impoluta» (os 'excelentes' empresários e administradores, os 'grandes' das soc.de advogados, ...) tem as mãos cheias de massa . (em paraíses fiscais/offshores seja em contas individuais ou em nome de empresas, que possuem dinheiro, acções, imobiliário e outros bens de grande riqueza, fugindo aos impostos.)


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