Governantes Malfeitores preferem matar os Trabalhadores e o Estado !

              Krugman contra a política de austeridade      (# por R. Narciso, PuxaPalavra, 23/9/2012)

  A quem se interesse por compreender a atual crise política em Portugal e na Europa, a sua origem, as razões que movem os políticos defensores da austeridade "custe o que custar" e perceber ao serviço de que interesses elas estão, aconselho o livro do prémio Nobel, Paul Krugman, recentemente publicado em português "Acabem com esta crise, JÁ"
   Sinopse:  Acabem com Esta Crise Já! é um autêntico «apelo às armas» do Nobel de Economia e autor bestseller Paul Krugman, perante a profunda recessão que estamos a viver e que se prolonga já há mais de quatro anos. No entanto, como o autor refere nesta obra brilhantemente fundamentada, «As nações ricas em recursos, talentos e conhecimento, que possuem todas as condições para gerar prosperidade e um padrão de vida decente para todos, permanecem num estado que acarreta um intenso sofrimento para os seus cidadãos».
      Como é que chegámos a este ponto? Como é que ficámos atolados no que agora só pode ser considerado como uma das maiores depressões desde 1929? E acima de tudo, como podemos libertar-nos dela?
     Krugman responde a estas perguntas com a lucidez e perspicácia tão características dele. A mensagem que aqui transmite é sem dúvida poderosa para qualquer pessoa que tenha suportado estes últimos, penosos anos: uma recuperação rápida e forte está apenas a um passo, se os nossos líderes encontrarem a "clareza intelectual e vontade política" para acabar com esta depressão agoraLink índice e Introdução.
     Interpelado pelo PS no Parlamento, o Primeiro-Ministro não negou que estivesse a pensar em privatizar a CGD, ao menos parcialmente, o que traduziria o último passo para liquidar o sector empresarial público, num processo de privatizações que não poupou a REN (que gere a infraestrutura de transmissão de gás e electricidade, que além do mais é um monopólio natural) nem as Águas de Portugal (que gere a infraestrutura básica de captação, tratamento e transporte de água em todo o País). Agora é o banco público.
     Todavia, a CGD não é somente um importante activo do Estado e uma fonte de receita através dos dividendos, mas também uma alavanca de "regulação" do sector financeiro e de interveção indirecta na economia, tanto mais importante quanto é certo que quase todos os maiores bancos privados nacionais têm ou estão em vias de ter uma decisica participação estrangeira.    Mas, que importa o interesse público da CGD face ao programa ideológico do PSD?!
     É evidente que não há lugar para a noção de banco público no léxico ultraliberal deste (des)Governo.
               Contra o Governo ou só contra a TSU?    
     Matos Correia, um dos "spinners" capazes do PSD, está na SIC-N a vender a tese de que manifestações não foram contra o Governo, só contra a "mal explicada" mudança na TSU, a tal que Passos Coelho agora se diz pronto a modular/modelar...
     Sucede que o povo não é parvo:
     além da TSU "Robin dos Bosques ao contrário", este Governo é responsável, mas foge como o diabo da cruz, por prestar contas pela colossal derrapagem no défice e na dívida publica, apesar dos brutais sacrifícios impostos aos portugueses.
     Um Governo que é responsável pelo agravar da depressão e pelo disparar do desemprego e que manda os jovens emigrar e a isso também obriga menos jovens.
     Um Governo que escandalosamente se demite de se bater pelos interesses nacionais e europeus junto da Troika e de quem nela manda - Itália, Irlanda, Grécia e Espanha reúnem em Roma dia 21, a convite de Monti, mas Portugal brilhará pela ausência!!!
     Um Governo incompetente, insensível e desnorteado, que manda às urtigas o consenso social e político que punha a render no exterior. E que até se dá ao luxo de não se concertar entre parceiros de coligação. E que "custe o que custar" se obstina em empobrecer os portugueses e afundar Portugal.
     Razões não faltam para os portugueses, com ou sem TSU a transbordar do saco cheio, se manifestarem a plenos pulmões contra o Governo.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 24.09.12 | link do post | comentar |

7 comentários:
De .Mercado tutela Democracia falseada a 26 de Setembro de 2012 às 10:11
Amolece, apodrece e cai

«Espera-se de nós nada menos que a demolição dos direitos sociais, a desorganização dos fóruns de concertação social, o desmantelamento de instituições e empresas essenciais à preservação de um mínimo de soberania, o esvaziamento dos parlamentos e o recuo do poder local.

Concordo com Vítor Bento quando ele afirma que, embora os portugueses declarem querer o euro, não é seguro que queiram fazer o que é preciso para que possamos permanecer nele. Mas acrescentarei que, se de facto entendessem plenamente as implicações dessa escolha, prontamente reveriam a sua opinião.

O euro incorpora um programa político-económico que raramente foi explicitado, muito menos apresentado com clareza aos cidadãos e submetido ao sufrágio popular. O seu propósito declarado inicial foi a estabilização do Mercado Único através da eliminação das perturbações decorrentes de desvalorizações das moedas nacionais.
Para vender a ideia aos povos, as elites políticas europeias anunciaram que daí resultariam simultaneamente maior eficiência global e reforço da convergência entre países.

Sabemos hoje ser equivocada a crença fundadora da zona euro, segundo a qual desmontando-se uma a uma as instituições supostamente disfuncionais vigentes em certos Estados-membros, o mercado libertado encarregar-se-ia de assegurar a felicidade universal.
A convergência abrandou, depois estancou e ameaça agora inverter-se em cada vez mais países, nos quais sucessivas doses de austeridade sem fim à vista se combinam com a paralisia do sistema financeiro para eliminarem de um golpe décadas de progresso.

Azar? Não exactamente.
Ao abraçar o projecto da moda única, a União Europeia afastou-se radicalmente do método de tentativa e erro até então prevalecente para abraçar uma utopia monetarista sem regresso nem meio-termo.
Não por acaso, o regime que hoje temos na Europa assemelha-se muito ao projecto concebido por Hayek para eliminar de raiz a possibilidade de os mecanismos democráticos interferirem no livre funcionamento dos mercados.

Hayek, o principal inspirador do liberalismo extremista contemporâneo, concebeu uma solução ideal consistente em criar um PODER supranacional NÃO ELEITO que chamaria a si a definição dos direitos económicos e sociais (ou ausência deles) e das políticas macroeconómicas essenciais, deixando apenas ao nível inferior dependente do VOTO a responsabilidade de cobrar impostos e decidir sobre a redistribuição do rendimento.
Neste sistema, que hoje impera na União Europeia, o jogo democrático torna-se uma MERA FORMALIDADE sem consequências e os governos nacionais surgem cada vez mais aos olhos de todos como meros TÍTERES de poderes distantes e inamovíveis.

Percebe-se assim melhor que, imunes à convicção generalizada de que a raiz dos nossos actuais males se encontra na DESREGULAÇÃO do sistema financeiro, os seus agentes logrem reforçar ainda mais o seu PODER sob a tutela do Banco Central Europeu. A impropriamente chamada AJUDA aos países da periferia pode, por exemplo, ser lida sem excessivo maquiavelismo como, antes e acima de tudo, um socorro disfarçado aos BANCOS do centro durante anos envolvidos em investimentos ESPECULATIVOS em dívida pública que corriam agora o risco de não conseguir cobrar.

Quem entre nós exigiu nos últimos anos a mudança de regime pode regozijar-se: ele de facto já mudou, pois que, a par da Constituição oficial da República há hoje uma constituição não-escrita que, na prática, TUTELA a comunidade e governa os seus destinos.

Tal circunstância decorre de um dogma paralelo do LIBERALISMO doutrinário segundo o qual existe um conjunto de instituições ideais que todos os países que anseiam pela prosperidade devem adoptar, uma espécie de fato para marrecos que também nós teremos que envergar. Nada disto é validado pela experiência empírica: cada país desenvolveu através de um longo processo o enquadramento institucional mais apropriado às suas circunstâncias, pelo que não temos que IMITAR os tiques e os pesadelos da Alemanha para progredir.

Sucede que esta concepção pluralista é hoje "verbotten". Espera-se de nós nada menos que a DEMOLIÇÃO dos direitos sociais, a desorganização dos fóruns de concertação social, o desmantelamento de instituições e empresas essenciais ...


De .Rejeitar a PLUTOCRACIA ..e ultraLiberal a 26 de Setembro de 2012 às 10:17
Amolece, apodrece e cai

...
...Sucede que esta concepção pluralista é hoje "verbotten"(proibido).
Espera-se de nós nada menos que
a demolição dos direitos sociais,
a desorganização dos fóruns de concertação social,
o desmantelamento de instituições e empresas essenciais à preservação de um mínimo de soberania,
o esvaziamento dos parlamentos e o recuo do poder local.

Em suma, aplica-se à democracia o mesmo tratamento que a uma verruga que, após aplicação de uma agressiva mezinha, amolece, apodrece e cai.

O que nos espera no final desta crise financeira?
A salvífica união fiscal que agora se anuncia apenas acentua a deriva PLUTOCRÁTICA que estamos a viver.
Esta desgraça não é defeito, é feitio:
temo-nos até agora limitado a seguir mansamente o guião escrito por anónima mão invisível.
Urge decifrá-lo e REJEITÁ-LO .»

[Jornal de Negócios, João Pinto e Castro.] via OJumento


De .Enganadores, culpas, impor o mau. a 26 de Setembro de 2012 às 09:02

Fingidores

A estoria da TSU vai servir de bode expiatório para o assalto radical aos bolsos dos contribuintes. Esta gente sempre foi expedita em golpadas de engano para levar avante os seus intentos.
Apresenta primeiro o pior para depois impor o muito mau.

A cobardia com que normalmente esconde a ideologia caracteriza a acção:

Foi assim quando, alinhados com o Presidente da República, fizeram acreditar que era necessário recorrer à Troika depois de terem chumbado as alternativas já negociadas com os nossos parceiros europeus. A culpa ficou para o Governo anterior;

Foi assim quando avançaram com o assalto inconstitucional e iníquo para convencerem que tinham de assaltar todos. A culpa ficou com o Tribunal Constitucional;

É agora assim para a estucada final. A culpa fica com o povo português que se pronunciou na rua e com o Conselho de Estado que os fizeram recuar no cavalgar do empobrecimento fanático que pôs Portugal a trote.

Cada um destes subterfúgios produziu mais saque para disfarçar de incompetência os intuitos ideológicos duma extrema-direita camuflada de laranja que ambiciona destruir a veleidade de querermos ser europeus.

Pedro Passos Coelho é o testa-de-ferro que lança esta porcaria na ventoinha. Quanto mais ela se espalha mais a nossa pele parece não conseguir viver sem o seu perfume.

Paulo Portas continua a fazer o que sempre fez. Joga ao toca-e-foge, faz de caixeiro-viajante para fingir que não vê, trai e mente de igual forma como o faz Coelho, mas bate-o em dissimulação e em fingimento.

As televisões blindadas com vendedores de banha-da-cobra distraem remetendo para trás aquilo que é da exclusiva responsabilidade deste governo (que é resolver a questão)
e desfraldam o trapo da oposição incutindo a ideia que é a ela que compete fazer aquilo que é obrigação do poder.

E todos os dias encolhemos, ficamos mais pobres, menos europeus e mais desiguais.
LNT [0.447/2012] ABarbearia


De .UNIR a Esquerda.- subscrever em: a 24 de Setembro de 2012 às 16:52
Unir a Esquerda !
Apelo
A todos os partidos políticos e associações políticas de esquerda!
A todas as mulheres e homens de esquerda!

O capital financeiro, cuja ganancia não tem limites, desencadeou primeiro uma crise vendendo fraudulentamente produtos financeiros inexistentes.
Depois conseguiu impor aos governos a factura dos seus próprios desmandos, para logo passar a especular sobre a dívida pública daí resultante.

Estamos agora entregues a capatazes insensíveis e desumanizados do mesmo capital financeiro que ganhou com a burla, continuou a ganhar com a especulação atacando país a país, até conseguir taxas de juro usurário.

As últimas medidas anunciadas mostram bem que se pretende agora aproveitar o momento para acelerar o processo de saque e de liquidação do Estado Social já iniciado, quando a conjuntura europeia se vem lentamente aproximando de soluções para o problema.

A esquerda que neste momento pode constituir a única barreira contra o desmantelamento do 25 de Abril tem de demonstrar capacidade de identificar o inimigo e a obrigação cerrar fileiras para o combater.

Não o fazer será ser cúmplice da tragédia e abdicar do seu dever para com o país.
Não poderá ser perdoada pelo campo democrático se continuar a colocar os seus interesses eleitorais e partidários acima dos interesses dos portugueses.

A hora é de emergência e não há tempo nem espaço para deixar avançar ainda mais um governo que já perdeu toda a legitimidade ao renegar por completo o seu programa eleitoral e desrespeitar a Constituição da República Portuguesa.

A gigantesca manifestação popular de 15 de Setembro demonstrou de forma inequívoca o repúdio da política de desastre virada contra as conquistas de Abril.
Para todos os que agora estão a empobrecer só haverá esperança se os partidos e organizações tiverem finalmente a lucidez de ultrapassar as suas divergências, para construir uma alternativa sustentável que torne possível uma mudança de governo.

Estamos tristes e cansados de ver empresas a fechar, centenas de milhar de desempregados sem qualquer apoio social, jovens que partem, o roubo aos pensionistas, a pobreza envergonhada, o desespero e a amargura enchendo as praças.

O silêncio resignado foi cortado pelo grito da revolta. Já não chega dizer basta !
O guião desta gente é o mesmo que levou à desgraça que se vive na Grécia.

É falso que não existam alternativas que permitam restaurar as finanças públicas sem destroçar o país.
É falso que esta política tenha tido algum sucesso, nem mesmo sequer no seu apregoado objectivo de resolver o problema do défice.
É falso que só depois de destroçar as empresas e reduzir à miséria os que vivem do seu trabalho, será possível fazer nascer dos escombros uma nova economia saudável.

É certo que precisamos de resolver problemas de fundo e eliminar gastos absurdos do Estado (como por exemplo os 31 veículos do gabinete do 1º ministro).
É certo que temos de ser nós mesmos a resolver os nossos problemas, mas não será por insistir numa receita falhada que o vamos conseguir.

Como contribuintes também os votantes de esquerda pagam milhões a partidos e políticos para que se esforcem por encontrar soluções parlamentares estáveis que defendam os seus interesses.

Sentimo-nos defraudados quando verificamos que o nosso voto tem sido utilizado para alimentar partidos que se têm revelado incapazes de se juntar para propor uma real alternativa aos governos de direita.

Os signatários fazem um apelo para que todos os partidos da oposição, sem excepção, sindicatos e outras organizações estabeleçam de imediato negociações para de forma concertada e eficaz pôr em prática a única agenda que interessa:

RESISTIR, LUTAR e MUDAR DE GOVERNO !

--------------
...
para que uma alternativa democrática seja possível neste país.
Podemos ter na mão as melhores soluções para os problemas do país, mas se não houver um governo que as aplique com respaldo popular estamos condenados a continuar a sofrer as políticas de direita mais hard ou mais soft.
Não podemos ficar resignados, não podemos aceitar a situação como de uma fatalidade se tratasse. Podemos agir e dizer basta!, entendam-se.

O texto não será perfeito, nunca o é, mas é possível


De .controlar a Moeda, banca e agiotas. a 24 de Setembro de 2012 às 11:37

A ALTERNATIVA é o Banco de Portugal.

(-por Jorge Bateira, ionline.pt, 20 Set 2012 )

Os portugueses já perceberam que este caminho não tem saídae levar-nos-á ao desastre


Em Outubro do ano passado, na crónica com título
“A caminho do desastre”, escrevi:
“É triste, mas é preciso dizê-lo, a economia portuguesa encaminha-se para o precipício pela mão de obstinados seguidores da religião neoliberal.”
Nessa altura, é bem provável que os leitores tenham considerado a frase excessiva. Porém, a evolução da crise encarregou-se de a tornar uma evidência para a maioria dos portugueses.

Numa entrevista recente, embora por outras palavras, Manuela Ferreira Leite (MFL) disse o mesmo.
Constatou o fracasso da política económica em curso,
criticou o uso abusivo de modelos da economia por parte do ministro das Finanças
e chegou mesmo a afirmar que o saber dos economistas pertence ao universo das ciências sociais.
Não disse, mas era o momento para lembrar, que a complexidade, a incerteza, a não convergência para o equilíbrio são propriedades dos processos sociais incompatíveis com as relações lineares e probabilísticas embutidas nos modelos com que o ministro das Finanças trabalha.

Com o cuidado político que seria de esperar, MFL constatou que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças recusam admitir que a realidade desmente os seus modelos.
E tem razão porque, recusando toda a evidência histórica disponível, são movidos por uma dupla crença:
o empobrecimento é a solução para reduzir o endividamento público e privado do país e a sua missão consiste em fazer a ''REENGENHARIA da SOCIEDADE'' portuguesa para que tal se concretize até 2014.
Não são economistas, são FUNDAMENTALISTAS da religião NEOLIBERAL.

Com o maciço protesto de 15 de Setembro, a sociedade portuguesa disse a estes fanáticos: Basta !
Nesse dia, os portugueses repudiaram muito mais do que a iníqua reconfiguração das contribuições para a Segurança Social a pretexto de uma FICTÍCIA criação de empregos.
Fartos de SACRIFÍCIOS INÚTEIS, perdidas as ilusões sobre a eficácia da política inscrita no Memorando de entendimento, os portugueses disseram ao governo e à troika que não querem repetir o desastre da Grécia.
Podem ter dúvidas sobre qual é a alternativa, mas já têm uma certeza: este caminho não serve.

Tanto bastou para que Vítor Constâncio, em nome do BCE, a Comissão Europeia, através de um porta-voz, Angela Merkel, pessoalmente, a agência financeira Moody’s, em comunicado, uns atrás dos outros viessem lembrar que Portugal tem de manter o caminho da austeridade e mesmo reforçá-la.
ASSUSTADOS, disseram ao povo português que a austeridade é o caminho e que não temos ESCOLHA.

Com a economia em recessão grave, causada pela contracção da procura interna decorrente da austeridade, o governo “bom aluno” afinal não cumpriu o objectivo do défice para 2011, está a preparar austeridade adicional para tentar cumprir o de 2012 (aliviado pela troika para 5%)
e não sabe o que fazer com o Orçamento de 2013, agora encurralado pelo repúdio nacional e por uma sentença do Tribunal Constitucional (não é só na Alemanha!).

Os portugueses já perceberam que este caminho não tem saída e levará ao DESASTRE.
Fartos do teatro na política, desiludidos com os partidos bem vistos em Bruxelas, talvez possam começar a fazer o LUTO do EURO e abrir-se à ideia de recuperar a soberania monetária e, com ela, o crescimento e o emprego.
Perguntará o leitor:
- saindo do euro, como poderia o Estado pagar no imediato salários e pensões?
A resposta é simples, conhecida há muito tempo e funciona em todo o mundo desenvolvido, excepto na zona euro.
A alternativa à troika e aos mercados financeiros é o Banco de Portugal.
(emitir moeda própria, regular e controlar o câmbio, limites dos juros e comissões bancárias, os fluxos monetários/bancários, ... etc.)

(-Economista, co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas)


De .Razões e políticos da austeridade . a 24 de Setembro de 2012 às 10:41
Ele explica as RAZÕES encobertas da política de austeridade

Domingos Ferreira, no Público de 2012-09-22, explica porque prossegue o governo português esta política e não outra.
Revela AO SERVIÇO DE quem ela está.
Assim, DF não vai ser premiado com nenhum cargo dourado, nem no FMI, nem na UE, nem no Goldaman Sachs, que são o leitmotiv da acção política de Passos, Relvas, Gaspares e afins. Mas terá o reconhecimento daqueles são as suas vítimas.
________
"Diz-se que uma mentira dita muitas vezes, ao fim de algum tempo, acaba por se tomar verdade.
Ridiculamente, a propaganda e a ansiedade do Governo, corroborada por famosos comentadores políticos e economistas supostamente sérios, levaram os nossos governantes a ver aquilo que mais ninguém via.
Portugal e a Irlanda (ao contrario da Grécia) seriam o exemplo inequívoco do sucesso das medidas políticas de austeridade.
Porém, a crueldade dos números nunca deixa dúvidas. Aquilo que o Governo teimosamente não quer ver nem quer dizer é que
em apenas um ano a dívida pública subiu de 100% para 112%, e é certo que suba para 118% no próximo ano.
O desemprego subiu de forma galopante de 10%, em 2011, para perto de 16%, em 2012. Estima-se que no início do próximo ano esta taxa situar-se-á nos 18%, agravada pelo encolhimento da economia, que será cerca de 3,5%.

Assim, por muito que o Governo continue a insistir, o facto é que no próximo ano não haverá alterações positivas.
Há cerca de um ano, numa “Carta aberta ao primeiro-ministro”, publicada nesta coluna, alertei para o mau resultado das medidas de austeridade, que lamentavelmente acabou por se confirmar.
Mas as más notícias não se ficam por aqui. De acordo com um estudo da universidade de Harvard,
existe um comportamento-padrão nas crises originadas pelo excesso de austeridade. Verificou-se que estas demoraram em média cerca de dez anos a ser mais ou menos ultrapassadas.
O Japão representa um outlier neste comportamento-padrão, pois a crise arrasta-se há já vinte anos, apesar do acesso a financiamentos com baixíssimas taxas de juro.
Dada esta equação, colocam-se as questões:
sabendo que as medidas de austeridade de combate à crise resultaram no agravamento dramático da situação económica,
porque ë que o primeiro-ministro insiste no erro e não inverte a estratégia?
Porque é que não toma as convenientes medidas de estímulo de relançamento económico e de criação de emprego?

Pela simples razão de que este está a implementar as CARTILHA ideológica (neo/ ULTRALIBERAL) que serve os interesses das grandes corporações económicas e políticas internacionais, apesar de fortemente lesivos aos interesses dos portugueses, o que para eles pouco interessa.
De acordo com esta linha ideológica, um governo sério é sempre a causa do problema e nunca a solução.
Isto é, um governo sério não só promulga legislação regulatória e fiscalizadora, tendo em vista evitar abusos, posições dominantes e práticas predatórias,
mas também lança impostos sobre essas poderosas corporações de forma a que haja uma maior equidade e igualdade na distribuição da riqueza.

Consequentemente, estas auferem menores lucros, o que lhes desagrada profundamente.

Assim, há que diminuir e afastar a autoridade dos governos e influência da sociedade civil.
Por isso, é necessário, naquela perspectiva, não só privatizar todos os sectores da economia, nomeadamente os sectores estratégicos nacionais apetecíveis e isentos de risco, mas também aquilo a que eufemisticamente denominam “Flexibilizar o Mercado Laboral”, quando, na verdade, se trata apenas de cortar nos salários.

Tudo isto está patente em diversas medidas, tais como a recente transferência de parte dos custos da TSU para os trabalhadores em benefício do sector empresarial,
no selvagem aumento dos impostos para os mais vulneráveis e
na privatização de empresas públicas sem que se tenha observado qualquer reestruturação na economia portuguesa.

Pois, maior competitividade significaria afectar os interesses dos mais ricos e influentes.
Ingenuamente, os eleitores pensam que a melhor opção para um primeiro-ministro que quer ser reeleito é fazer aquilo que prometeu durante a campanha , eleitoral:
a satisfação dos eleitores, garantir-lhe-ia a reeleição.
Contudo, ..


De .«Que se Lixem os eleitores» e Trabalhad a 24 de Setembro de 2012 às 10:46

Ele explica as razões encobertas da política de austeridade

...
...
Contudo, na era dos interesses económicos globais, os líderes dos pequenos países como Portugal não estão preocupados com os seus eleitores.

Assim, se alguns dos líderes destes países terminarem o mandato usufruindo da estima do grupo de Davos ((Goldenberg, GoldmamSachs, ... altaFinança e Multinacionais) , estes não hesitarão em recompensa-los com uma posição dourada
na Comissão Europeia, no FMI ou noutros organismos afins, mesmo que seja desprezado pelos próprios conterrâneos.
Aliás, este desprezo constitui uma mais-valia na demonstração de lealdade e solidariedade com aquele grupo.
Isto está bem ilustrado no paradigmático caso de apoio de Durão Barroso à invasão do Iraque,
tendo-lhe garantido uma posição na Comissão Europeia ou na desprezível afirmação de Passos Coelho
“que se Iixem a eleições”, estando certo, claro, que terá melhores dias."


Professor/investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa.

( # posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 23/9/2012 )


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