De .Investir e bem vs não fazer/Desempregar a 27 de Setembro de 2012 às 09:33

Keynes e o desemprego

(-por por Sérgio Lavos, Arrastão)


«Keynes calculou o custo do seu programa de emprego face a afirmações dos conservadores de que o dinheiro seria desperdiçado.
Ele argumentou que, pelo contrário, era por não se fazer nada que os recursos da nação estavam a ser desperdiçados.
O subsídio de desemprego já estava a custar aos contribuintes 50 milhões de libras anualmente, sem contar com as ajudas aos pobres. Nos oito anos anteriores, os desempregados tinham recebido um total de 500 milhões de libras para não fazerem nada.
Era um espantoso desperdício de recursos.
Um montante tão vasto teria dado para construir um milhão de casas novas ou para fazer a manutenção de um terço das estradas da Grã-Bretanha, ou para dar um carro a uma em cada três famílias, ou ainda para criar um fundo de investimento tão grande que permitiria proporcionar entradas gratuitas para todos até ao fim dos tempos.

"Mas isto não é o desperdício todo, nem de perto nem de longe", escreveu ele.
"Há o desperdício muito maior da perda sofrida pelos desempregados, perda essa representada pela diferença entre o subsídio de desemprego e o salário normal, assim como pela perda de força de ânimo.
Há a perda de lucro dos empregadores e de impostos devidos ao Ministério das Finanças.
Há a perda inestimável de retardar por uma década o progresso económico do país."»

Em Keynes/Hayek - O Confronto que Definiu a Economia Moderna, de Nicholas Wapshott, editado pela Dom Quixote. Um livro interessante para se perceber os paralelismos entre a época actual e o período entre guerras na Europa. A História não se repete, é verdade. Mas por vezes o passado é assustadoramente premonitório.


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