Orçamento 2013, a moca da austeridade

O mago Gaspar acaba de anunciar, qual douta milagrosa anunciação, a vinda de um novo pacote de austeridade. Sempre a mesma receita.

Esta gente quer corrigir em tempo record (três/quatro anos) o regabofe que, políticos e banqueiros, andaram a incutir no povo durante quase 20 anos (foi a partir do 1º governo de Cavaco silva a propósito dos fundos de Bruxelas, lembram-se?).

Agora dão-nos com a moca da austeridade, sem apelo nem agrado e às cegas, e, acima de tudo, aos que menos beneficiaram do famigerado regabofe do novo-riquismo.

Das medidas anunciadas sobressaem:

A redução o número de escalões de IRS de 8 para 5, aumentando por via disso a taxa efectiva de IRS, e introduzindo simultaneamente, ainda, uma sobretaxa de 4 pontos percentuais sobre os rendimentos auferidos em 2013. A taxa média efetiva passa de 8,8 para 11,8% (mais 3%). Se considerarmos Com a sobretaxa, a taxa média efectiva de IRS passa de 9,8 para 13,2%, (mais 3,4%).

O próprio Ministro reconhece confessadamente que no conjunto as medidas, Gaspar correspondem a um «enorme» aumento de impostos.

Quem lhe poderá atribuir a penitência, ou será que só a excomunhão lhe seria apropriada? Há atenção do Sr. Bispo Torgal Ferreira.

Sobre a consolidação orçamental, Vítor Gaspar falou num «ajustamento sem precedentes», com o défice estrutural primário a diminuir «cerca de 6% em 2011 e 2012». Não será isto de loucos, quer troicos como dos capatazes da governação interna?

A única coisa de positivo anunciada, para alguns contribuintes, reside no facto da promessa de reposição de 1,1 subsídios aos funcionários, pensionistas e reformados públicos e empresas publicas para o efeito equiparadas, a quem, em 2012, foram extorquidos.

Do lado da despesa, segundo Vítor Gaspar, o Governo compromete-se a alcançar poupanças significativas, na ordem dos 4 mil milhões de euros até 2014. Assume a intenção de usar todos os meios legais para garantir a redução dos custos no que diz respeito às PPP, repondo a justiça entre as partes. Não lhes parece que de intenções estão o céu e o inferno cheios?

Luxos e vícios (- Agravamento do imposto sobre transacções financeiras; - Aumento da tributação sobre tabaco e bens de luxo) têm a ameaça de vir a ser tributados não se sabendo ainda qual o agravamento. Provavelmente ainda esta no segredo do deus A.B. que se fosse meu aluno da primeira fase de escolaridade não sei se faria a antiga quarta classe, mesmo em processo de alfabetização de adultos.



Publicado por Zé Pessoa às 17:57 de 03.10.12 | link do post | comentar |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO