De ..Golpe neo-fascista da Finança ultralib a 19 de Outubro de 2012 às 15:28

- «Orçamento é um golpe de Estado por via fiscal»
Manuel Alegre «incentiva» o Presidente a agir, está convencido que o Governo «vai cair» e avisa que os portugueses não são assim de «tão de brandos costumes»...
[TVI, 18-10-2012]

- Portugueses e espanhóis precisam de "uma perspectiva que não seja apenas a da austeridade"
O Presidente francês, François Hollande, defende que a União Europeia "requer uma nova forma de governar"
[Alexandre Martins, Jornal Público, 19-10-2012]
O Presidente francês, François Hollande, dirigiu-se "aos espanhóis e aos portugueses, que estão a pagar caro por desavenças de outros". "Chegou a hora de lhes dar uma perspectiva que não seja apenas a da austeridade”, defendeu numa entrevista concedida no Palácio do Eliseu a seis jornais europeus

- FMI prevê descalabro da economia portuguesa em 2013
[RTP, 17-10-2012]

- Militares das Forças Armadas vão manifestar-se nas ruas contra a austeridade
[Miguel Moreira , Ptjornal, 19-10-2012]
Militares das Forças Armadas (oficiais, sargentos e praças) marcaram uma concentração em Lisboa, a 10 de novembro, para protestar contra as medidas de austeridade do Governo. Esta ação de protesto prevê um desfile entre a Praça do Município e os Restauradores, em Lisboa. Os militares querem também que Cavaco faça uma fiscalização do Orçamento de Estado

- João Duque sublinha que todas as previsões falharam
Economista diz que as contas estão a ser mal feitas e Portugal é uma cobaia
[dinheirovivo.pt, 19-10-2012] | 0 comentários
O economista João Duque diz que as contas de Portugal estão a ser mal feitas e que não será possível cumprir as metas traçadas.
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«ALTERNATIVAS E PROTAGONISTAS»
[Elísio Estanque, 18-10-2012]

Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas.

Nos últimos tempos têm surgido sinais de que a nossa democracia se reforçou na sociedade ao mesmo tempo que se agravou a entropia e o processo de corrosão das instituições.
Parece paradoxal – e perigoso – que a democracia participativa germine no mesmo terreno onde definha a democracia representativa. Mas é isso que vem acontecendo:
os cidadãos contestam os políticos que temos mas no respeito pelos direitos democráticos (por enquanto).
Ora, num país onde a reflexão aberta e participada é tão escassa e o protagonismo político se esgota em geral nos partidos, pode dizer-se que as recentes manifestações, iniciativas cidadãs, movimentos e debates (por exemplo, o Congresso Democrático das Alternativas) que circulam na esfera pública e nas redes sociais representam um riquíssimo potencial para a construção das alternativas de amanhã.
Há um segmento politizado da sociedade portuguesa que não se resigna com a atual situação e pretende, além de contestar o governo e a troika, pressionar as esquerdas a entenderem-se para viabilizar um projeto diferente para o país, e isso pode ser o prenúncio de um novo ciclo na política portuguesa.

A recusa da austeridade como solução para a crise (rejeição do memorando da troika e das políticas do atual Governo PSD/PP);
a renegociação das condições do resgate e a necessidade de mais equidade na distribuição dos sacrifícios;
e a prioridade ao crescimento e emprego – são exigências que parecem gerar um amplo consenso entre as esquerdas, e até para além delas.
Mas então porque é tão difícil constituir uma base de aproximação entre os atuais partidos da esquerda?

Primeiro, porque a aparente clareza das propostas não chega para criar alianças alargadas, já que as boas intenções tropeçam quase sempre nos interesses escondidos, nas ambições, invejas e agendas pessoais (dentro e fora do campo partidário).

Segundo, porque os partidos cresceram na base de redes de afinidades e discursos identitários assentes na diabolização dos adversários – não apenas das ideologias ou dos líderes rivais mas também dos que fazem parte do mesmo campo e até do mesmo part...


De Alternativas e Protogonistas.-E.Estanque a 19 de Outubro de 2012 às 15:56
«ALTERNATIVAS E PROTAGONISTAS»

Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas.

Nos últimos tempos têm surgido sinais de que a nossa democracia se reforçou na sociedade ao mesmo tempo que se agravou a entropia e o processo de corrosão das instituições.
Parece paradoxal – e perigoso – que a democracia participativa germine no mesmo terreno onde definha a democracia representativa. Mas é isso que vem acontecendo:
os cidadãos contestam os políticos que temos mas no respeito pelos direitos democráticos (por enquanto).
Ora, num país onde a reflexão aberta e participada é tão escassa e o protagonismo político se esgota em geral nos partidos, pode dizer-se que as recentes manifestações, iniciativas cidadãs, movimentos e debates (por exemplo, o Congresso Democrático das Alternativas) que circulam na esfera pública e nas redes sociais representam um riquíssimo potencial para a construção das alternativas de amanhã.
Há um segmento politizado da sociedade portuguesa que não se resigna com a atual situação e pretende, além de contestar o governo e a troika, pressionar as esquerdas a entenderem-se para viabilizar um projeto diferente para o país, e isso pode ser o prenúncio de um novo ciclo na política portuguesa.

A recusa da austeridade como solução para a crise (rejeição do memorando da troika e das políticas do atual Governo PSD/PP);
a renegociação das condições do resgate e a necessidade de mais equidade na distribuição dos sacrifícios;
e a prioridade ao crescimento e emprego – são exigências que parecem gerar um amplo consenso entre as esquerdas, e até para além delas.
Mas então porque é tão difícil constituir uma base de aproximação entre os atuais partidos da esquerda?

Primeiro, porque a aparente clareza das propostas não chega para criar alianças alargadas, já que as boas intenções tropeçam quase sempre nos interesses escondidos, nas ambições, invejas e agendas pessoais (dentro e fora do campo partidário).

Segundo, porque os partidos cresceram na base de redes de afinidades e discursos identitários assentes na diabolização dos adversários – não apenas das ideologias ou dos líderes rivais mas também dos que fazem parte do mesmo campo e até do mesmo part...
... –, de tal forma que, para os quadros e militantes comuns, essa narrativa confunde-se com a própria razão de ser das suas atividades e rotinas quotidianas.

Terceiro, porque o debate democrático interno e a abertura à sociedade foram cedendo o lugar ao caciquismo e à “contagem de espingardas”,
deixando as estruturas na dependência dos “apoios” e voluntarismos dedicados mas oportunistas, nas mãos de pequenos poderes individuais e muitas vezes de gente medíocre.

O país encontra-se, hoje, numa situação de exceção e à beira de um cataclismo social.
Com a sua soberania limitada, não depende apenas de si próprio, pelo que as respostas e alianças adequadas terão de funcionar em diferentes escalas (temporais e espaciais).
Por isso, qualquer alternativa, terá de definir não só objetivos imediatos mas também de médio prazo, e nenhuma agenda política terá sucesso se não souber conjugar uns e outros.

Acresce que as propostas que agora se desenham no debate público só podem ter reais efeitos na condição de uma nova maioria parlamentar capaz de as pôr em prática.
Todavia, parece evidente que só lá chegaremos com outros dirigentes políticos e não com os atuais, porque a viabilidade das alternativas depende não só dos conteúdos mas sobretudo dos protagonistas.

E a atual situação de exceção exige líderes excecionais, que neste momento não temos.

Em suma, o crescente descontentamento popular terá certamente repercussão nas instituições, e espera-se que as ruturas ocorram simultaneamente no interior dos atuais partidos e fora deles.

Como a história nos tem ensinado, é no âmago da efervescência e da conflitualidade social (ainda no início) ...


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