3 comentários:
De .França combate . a 25 de Outubro de 2012 às 22:25
ALLONS ... ENFANTS DE LA PATRIE !! BRAVO !!

Isto é o que fez o François Hollande (não palavras mas... actos) em 56 dias de governo e no cargo de Presidente. Tal facto tem sido escondido pela imprensa portuguesa para que os portugueses não façam comparações entre o que é feito como prometido pelos socialistas franceses, e com o que este regime passista não faz, apesar da exaustiva promessa eleitoral em que iria abater as "gorduras", entre outras mentiras. Os dados que aqui constam são oficiais, e foram traduzidos do Le Monde :

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuido pelas regiões com maior número de centros urbanos com os suburbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estatais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha € 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu
rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " .Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para
aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de
aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou
59.870 diplomados desempregados, dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.

- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo
menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o
relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação
de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas
francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 mil milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vá à escola
primária, e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA !!!
O spread com títulos alemães caiu, por magia.
A inflação não aumentou.

A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez nos últimos três anos.

Portanto, as promessas eleitorais estão a ser cumpridas na íntegra, passo a passo. E é assim que tem de ser, mas só possível com gente de carácter e que honra a sua palavra dada ao Povo


De Izanagi a 24 de Outubro de 2012 às 15:22
Desmontagem
Renegociação da dívida? Bem… o que aqui se diz não configura uma renegociação mas sim uma imposição. Consegue-se? Duvido. Renegociar implica disponibilidade das partes. Existe essa disponibilidade da outra parte? E se sim, estará recetiva a aceitar a proposta de perdoar metade do capital e reduzir os juros da outra metade a 0.75%? Alguém acredita?
Programa de investimento local para criação de emprego? Bem… a Câmara de Viseu construiu imensas rotundas, muitas delas contra a vontade da população que entende que não fazem nenhuma falta, mas com essa medida criou emprego, ainda de temporário. Mas criou riqueza?
Colocar “ascensoristas” em cada elevador dos prédios de habitação, cria emprego, até perpétuo, mas não cria nenhuma riqueza. Aqui é que a porca torce o rabo. Criar riqueza ninguém diz como fazê-lo.
Penalizar com um imposto a empresas que se deslocalizam. Mas se se deslocalizam deixam de estar integradas no universo jurídico nacional. Como penalizá-las? Mais demagogia.
Finalmente, onde existe a justeza de bonificar os juros do crédito ao consumo? Porque é que o crédito ao consumo há-de ter juros bonificados? Por contribuir para a melhoria da rentabilidade das empresas estrangeiras, que são as principais beneficiadas com ao aumento do consumo, já que vivemos num país onde quase tudo o que consumimos, desde a alimentação aos eletrodométicos, é importado

Mais demagogia, como todas as medidas que não resultam da espoliação do património do cidadão e que em nada diferem do que o governo está a fazer: ou seja, aumento de impostos.
O que não diminui neste país, é a DEMAGOGIA: Assim esta criasse riqueza e seguramente que seríamos dos países com melhor qualidade devida


De Viciosa troika e desGoverno a 24 de Outubro de 2012 às 13:39
Troika quer plano B (à proposta de O.E.2013)

Segundo a Comissão Europeia, Vítor Gaspar tem um mês para apresentar à troika um novo pacote de medidas de corte na despesa, uma espécie de "plano B" que terá de estar pronto a ser colocado no terreno em 2013, caso se comece a registar uma nova derrapagem no cumprimento da meta de défice orçamental, escreve o 'Jornal de Negócios'.» [DN]...para 1 cenário de agravamento da recessão que comprometa as receitas fiscais
...Gaspar está a preparar é mais um golpe na Constituição com o apoio da troika?

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Revista Economist não acredita em Portugal

«Na sua última avaliação ao País os economistas da “Economist Inteligence Unit” consideram que Portugal terá de pedir um segundo pacote de financiamento, visto que não conseguirá regressar aos mercados em pleno em Setembro de 2013, e também que uma reestruturação da dívida pública será difícil de evitar.
...
A equipa de economistas considera ainda que Portugal não deverá escapar a uma reestruturação de dívida:
“Mesmo com a promessa de financiamento adicional, é improvável que Portugal seja capaz de voltar a ser solvente sem um alívio da dívida”, ....» [Jornal de Negócios]
Parecer:
É quase óbvio e o OE desesperado de 2013 só o demonstra.
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O malandro não era o Sócrates?

«A maior parte do dinheiro que a banca portuguesa tem obtido, a baixo preço, no Banco Central Europeu (BCE) tem sido utilizado para financiar o Estado e não para dar crédito à economia.

Os bancos portugueses foram buscar 8800 milhões de euros no último grande leilão do BCE em que foi fornecida liquidez ilimitada a três anos (a um juro de 1% ao ano) e nos dois meses seguintes investiram 6300 milhões de euros em títulos de dívida pública nacional, noticia o Diário Económico esta terça-feira, com base em dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal.

A banca aumentou a exposição à dívida pública portuguesa em 7400 mil milhões de euros nos primeiros oito meses do ano, e deste montante 5400 milhões foram canalizados para Obrigações do Tesouro – o que significa que foram adquiridas nos mercados secundários (de revenda de títulos) e por isso nem serviram para financiar o Estado, que desde o resgate da troika só emite Títulos do Tesouro, que têm prazos mais curtos que as Obrigações.

De Janeiro a Agosto, os bancos aumentaram em 32% a sua exposição à dívida pública portuguesa, enquanto o crédito às empresas caiu 4,2%, realça por seu lado o diário i. No mesmo período, cortou em 6800 milhões de euros o financiamento às empresas, 5400 milhões dos quais a micro e pequenas empresas.

Esta actuação da banca permite-lhe ganhar potencialmente muito mais dinheiro com títulos de dívida, comprados baratos quando os juros implícitos estavam mais altos, do que com crédito às empresas, onde o malparado tem aumentado desde o início do ano.» [Público]

Parecer:
A direita faz aquilo de que acusou Sócrates....
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A resposta do Gaspar ao desemprego

«O Governo pretende baixar o valor mínimo do subsídio mensal de desemprego em 10%, para os 377,29 euros, segundo uma proposta enviada hoje aos parceiros sociais, o que reduziria a prestação a cerca de 150 mil pessoas.» [DN]
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Desprezo pela investigação

«“Sem Ciência não há futuro”. É este o mote da carta aberta que três bolseiras de investigação científica entregaram, nesta terça-feira de manhã, no Ministério da Educação e Ciência. Mais de 3200 signatários do documento sublinham a “revolta” com que viram o Governo aprovar o novo Estatuto do Bolseiro, que dizem agravar a precariedade laboral dos investigadores.» [Público]

Parecer:
Compreende-se, um governo de falsos melhores alunos da turma não se perde de amores pelos investigadores.
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Mais cortes nos transportes públicos

«As empresas públicas de transportes vão cortar mais 1073 postos de trabalho no próximo ano, elevando assim para 3280 as saídas destas empresas desde o início de 2011. No total, e entre Janeiro do ano passado e Dezembro do próximo ano, estas empresas terão reduzido 20% o total de colaboradores.
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Aumentam os preços, piora a qualidade, diminui a utilização, reduz a receita, o ciclo vicioso da troika.


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