1 comentário:
De ... a 31 de Outubro de 2012 às 17:33
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O défice de 2012 sem medidas extraordinárias seria de 6% do PIB.
Mas o mau desempenho da economia e o acréscimo da dívida elevaram-no para 7,7%.
Como o Governo se comprometeu a reduzi-lo para 4,5% em 2013, houve que financiar os 3,2% restantes.
E assim nasceu o plano de austeridade mais violento de que há memória em Portugal: entre mais receitas (impostos) e menos despesas (despedimentos e cortes nos salários e nas prestações sociais) o Governo propõe-se usurpar-nos €5.338 milhões.
Deve ter enlouquecido.
Sucede que esta loucura tem custos, que o Governo não deveria ignorar.
E nem sequer vou recorrer aos famosos multiplicadores do FMI, onde os “sábios” se atropelam uns aos outros.
Limito-me a olhar para os cortes brutais a que vai ser submetida a procura interna, entre consumo e investimento:
com aquela machadada de €5.338 milhões, é óbvio que a economia vai bater no fundo.
Ou seja, quando o Governo afirma que a recessão em 2013 será de apenas 1% do PIB só pode estar a brincar connosco.
Mas não tem graça nenhuma.»

Daniel Amaral, em «OE/3013: a ruptura»



----------- D., H disse...

Está desfeito o enigma da refundação!

Convenhamos que com aquela hipótese estupidamente improvável – a do pagamento da dívida nas condições vigentes – não surpreende a conclusão.

Em consequência, Passos Coelho precisa de mais massa, cada vez mais e mais, para satisfazer os apetites insaciáveis dos agiotas que “investiram no resgate”.
Quanto mais resgates, melhor…
O que já não há, é pachorra para aguentar o Ulrich e toda esta pandilha.

(http://economia.publico.pt/Noticia/banca-utiliza-dinheiro-do-bce-para-lucrar-com-a-divida-publica-e-abandona-empresas-1568424)



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