PRESTAMISTAS E EXTORSIONÁRIOS

Malos Prestamistas De Crédito Hipotecario

Os investidores são nossos amigos e os prestamistas também, nem todos pois claro.

o país há muito não pede emprestado para investir em fábricas, hospitais ou projectos agrícolas como, aliás, nunca pediu pela razão simples de não ser necessário. Bastou pedir para auto-estradas de acesso à Europa Central fonte de toda a riqueza e dos bens necessários que milagrosamente nos foram proporcionados nas novas catedrais de consumo.

Agora o país pede emprestado para pagar outros empréstimos e os respectivos, gananciosos, juros.

Agora o país, como não tem riqueza nem forma de a produzir, vende ao preço que os extorsionários lhe oferecerem, o que ainda lhe resta de seu, para pagar os juros a prestamistas ditos nossos amigos. Uns e outros são os mesmos.

Prestamistas e extorsionários não estão minimamente interessados em renegociar qualquer divida, rever montantes, juros e prazos. Mandaram seus agentes, agiotas do FMI, preparar o terreno para uma dita refundação do famigerado memorando. Mandam criar instrumentos que lhes abra caminho e dite o espaço de manobra ao saque patrimonial dos bens do Estado, património de todos nós.

O caso BPN foi o exemplo ensaiado e cujos resultados lhes ultrapassou espectativas permitindo, a uns e a outros, lucrar múltiplas vezes: na fase da nacionalização foram aliviados dos lixos do banco que o Estado passou (nos cidadãos deste país) a suportar, na fase da reprivatização quando o banco foi vendido muito abaixo do valor do seu próprio património e por 40% da avaliação.

Mais, não só querem apanhar o património físico existente, bens imóveis e empresas públicas, como fazem questão de açambarcar (com a ajudo do governo) o património futuro: o controlo, ad aeternum, de todos os sectores de actividade que, no âmbito do “Contrato Social”, compete ao Estado proporcionar, aos seus cidadãos, de forma tendencialmente gratuita por contrapartida dos impostos cobrados.

Por via da acção de vários governos, desde Cavaco Silva até ao actual ultraliberalista Passos Coelho, o referido Contrato Social foi sendo rasgado, folha a folha, dele restando, só e apenas, a parte dos compromissos e obrigações impostas ao povo.

Deste modo o Estado resolve, abusiva e unilateralmente, a sua parte no Contrato não compensa a outra parte por esse incumprimento e ainda a obriga a pagar, repetidamente, os bens e serviços a que está obrigado.

Na falta de cumprimento de um contrato não há responsabilidade civil da parte incumpridora?

Não deveria ser crime lesar o interesse público e a lapidação do património do Estado?

O MP e o TC não deveriam investigar a forma como é gerida a rés-publica e sentar no banco dos réus os criminosos?

Não é tempo de PS, PCP e BE serem capazes de, conjuntamente, apresentar propostas alternativas de governo? Se o não são devem estar quietos e calados, deixem espaço a que surjam outras alternativas!

Se o PS é co-responsável pela assinatura do memorando estabelecido com a trioka, também, o PCP e o BE são co-responsáveis por colocar esta ideologia no governo.



Publicado por DC às 14:47 de 02.11.12 | link do post | comentar |

2 comentários:
De A Islandia e o cu da Europa a 2 de Novembro de 2012 às 16:54
então não temos o melhor povo do mundo que tudo aguenta?
A que alternativas é que DC se quer referir? Só se for um cerco permanente à AR e ali serem eleitos novos deputados que por sua vez elejam outro governo.
Isso é lá para as islândias não para o cu da Europa!


De Contradições e festas a 3 de Novembro de 2012 às 22:07
Efectivamente não deixa de não ser caricato que o melhor povo do mundo não seja capaz de gerar outros políticos mais capazes e competentes.
O melhor povo do mundo, praticamente, só tem gerado políticos incompetentes e corruptos que branqueiam fugas e lavagens de dinheiro que empobrecem drasticamente o país e esse mesmo povo.
O pessoal quer é festa.


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