3 comentários:
De .. a 7 de Novembro de 2012 às 14:33
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Até tu Freitas?

«O fundador do CDS disse ontem que “o PS fez muito bem em recusar” qualquer diálogo sobre a refundação do Estado Social e criticou os centristas.» [CM]
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Vichy (República Francesa colaboracionista dos NAZIs)

«Curioso governo este que queria acabar com as fundações e propõe agora uma “refundação”. Eis algumas reacções.

Pergunta Adriano Moreira: como pode o primeiro-ministro de um País com "estatuto de protetorado" lançar esta questão sem esclarecer o que realmente quer dizer. Mário Soares afirma: Passos Coelho "não tem sentido de pátria". O deputado Ribeiro e Castro implora: qualquer reforma do Estado tem de ser "feita por nós". Paulo Trigo Pereira do ISEG explica: "demotroikacia" é quando primeiro se urdem os estratagemas com as forças estrangeiras e só depois se informa o país.

Esta é uma nação com soberania a meia-haste. Como pode um governo confortável com a situação de protetorado ser considerado patriota?

Este governo converteu o país numa república de Vichy. Assume-se como uma administração delegada de forças poderosas e actua como cúmplice dos interesses locais de sempre. É esta administração que, para nos distrair do debate do Orçamento do Estado, fala em desactivar a dimensão social do Estado.

Numa economia em falência parcial o executivo chama de fora mais ‘advisors' para aprofundar a adversidade, constitucionalizar a austeridade e desproteger a sociedade da injustiça económica. E nesta conjuntura um Presidente, que se fez eleger como economista mas que assiste à duplicação do peso da dívida pública no PIB durante o seu consolado, insiste em não nos servir de nada: nem económica nem politicamente.

A estes agentes é preciso oferecer resistência. A resistência tem de passar por uma melhor coordenação nas barricadas da verdadeira democracia. Sim: a rua é uma das barricadas, mas não é a única. A imprensa livre e de qualidade também o é, apesar da crise do sector. Mas o parlamento é a primeira barreira contra os excessos de quem manipula o poder, apesar destes quererem afundar à força os melhores legados da democracia. Este ainda é o país da revolta de 1383-1385 e da insurgência perante o Ultimato de 1890. E Vichy nem 5 anos durou. Colaboracionismo não!»

[DE] Sandro Mendonça.


De Colaboracionismo pró NAZI e Ditadura. a 7 de Novembro de 2012 às 14:30
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Ditadura sem golpe de estado

Manuela Ferreira Leite voltou a ser notícia graças à sua tese da ditadura útil, a economista defendeu e voltou agora a defender que por causa dos interesses corporativos as reformas só são viáveis em ditadura. O perigo desta tese está nos pressupostos perigosos que encerra, faz pensar que as ditaduras surgem para enfrentar grupos corporativos poderosos e que as reformas só são impossíveis por causa dos grupos corporativos.

A história mostra que nem há ditaduras por seis meses, nem estas costumam enfrentar grupos corporativos e os grandes BENEFICIÀRIOS das DITADURAS são precisamente grupos corporativos. Aliás, Portugal até viveu décadas sob uma ditadura que designava o regime económico, social e político imposto aos cidadãos precisamente por CORPORATIVISMO. Não deixa de ser irónico que alguém que viveu metade da sua vida no corporativismos venha agora defender que para enfrentar os grupos corporativos daria jeito uma ditadura.
.... (-por OJumento, 6.11.2012))
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Estado de Guerra
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«1.“Não se pode pedir mais a este povo que já deu tudo o que tinha a dar” – disse o presidente grego, no discurso do dia nacional da Grécia, país onde nem as escolas funcionam por falta de aquecimento. No entanto, dias depois, foi imposto o centésimo pacote de austeridade ao povo grego. “E continuam vivos” – os gregos – disse por cá o presidente de um banco, ao fundamentar que os portugueses ainda “aguentam” muito mais privações...
... estratégia de domínio político, económico e financeiro da potência que, de novo, domina a Europa – a Alemanha. E o empobrecimento dos povos europeus, segundo os seus ideólogos e defensores, ainda está no começo. Como ontem informou a chanceler alemã, num congresso regional do seu partido, a Europa será sujeita a “mais austeridade nos próximos 5 anos”. Por cá, o nosso primeiro-ministro, uma espécie de duquesa de Mântua da senhora Merkel, não se fez rogado: chamou, em segredo, os “técnicos” do FMI, especialistas em empobrecimento, para “refundarem” o Estado, ou seja, destruir tudo o que for possível destruir na Saúde, Educação e na Segurança Social, pelo menos. O objectivo é, como revelou o desbocado Van Zeller, numa entrevista televisiva, nos próximos anos privatizar tudo, a começar pelos hospitais públicos e pela segurança social. ...
(-por Tomás Vasques)
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Naufragar com Gaspar (' o salazarzinho')
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Em 1933, em plena Grande Depressão, o economista americano Irving Fisher escreveu que, quando existe um elevado ‘stock' de dívida, quanto mais se tenta reduzir os níveis de endividamento mais acaba por se dever. E o ajustamento acaba por não se fazer pela poupança, mas pelas falências. O que está a acontecer em Portugal é a confirmação desta tese.

Em nome da poupança, a austeridade de Vítor Gaspar não só não está a reduzir o endividamento do Estado, como está a empurrar as famílias e as empresas para a falência. Este processo - que o Orçamento de 2013 irá agravar - tem um impacto negativo no balanço dos bancos, que são forçados a reforçar o seu capital efectuando cortes ainda maiores na concessão de crédito o que leva ao agravamento da recessão; e/ou a recorrer a fundos públicos para recapitalização, o que agrava o endividamento do Estado. Se olharmos para a economia portuguesa como um sistema integrado, a conclusão torna-se evidente: este processo é insustentável. Estamos num ciclo vicioso que só pode resultar na falência generalizada de toda a economia portuguesa. Ao contrário do que pretende Gaspar, este, sim, é caminho do incumprimento.
... (-por João Galamba)


De Izanagi a 7 de Novembro de 2012 às 10:50
O que é que Ferreira do Amaral disse que dezenas de “iluminados” não tenham dito antes? “Iluminados” que tiveram responsabilidades neste processo de falência do país. E ele, tem também a sua quota-parte, enquanto professor universitário que deveria ter denunciado a fraca qualidade dos cursos em benefício dos interesses dos “professores”.
Também e á semelhança dos demais “iluminados” diz banalidades. O que ele deveria apontar eram medidas concretas de produção de riqueza, mas de produção em Portugal e não em produtos que importamos. E já nem digo que ele deveria dar o exemplo, criando empresas que produzissem riqueza. Aí sim, é que daria um bom contributo ao país. Agora, mais demagogia… o país não precisa.
A crise não se resolve, cavando mais o buraco e a solução por ele apresentada, da saída do euro, para o escudo, seria o passo que nos fazia cair do precipício.
Para quem tiver um razoável pé-de-meia depositado fora de Portugal, a saída do euro, era um bom negócio. Não sei se será o caso


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