Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

O Primeiro-ministro foi apanhado a falar com um sem-abrigo, cuja conversa aqui se divulga, publicamente e em primeira mão.

“Senhor primeiro-ministro, sou um sem-abrigo, adaptado às circunstâncias e com larga experiencia de alguns anos nesta vida de excluído que já mal me lembro da anteriormente vivida.

Não lhe vou contar agora, as circunstâncias e rupturas que para aqui me arrastaram, é uma longa história que levaria muito tempo a contar e o senhor, seu ex-amigo e consigo, também ele, desenganado, que fez o favor de me emprestar o telemóvel, já me avisou que é curto o tempo disponível do mesmo.

O que lhe quero dizer é que o senhor e a camarilha que o acompanha, assim como as suas, desastrosas, políticas me têm complicado, desastrosamente, a vida.

O cartão que me faz de cama e em que me abrigo todas as noites começa a escassear. Com frequência encontro ocupados, com novos concorrentes, os meus cantos e vãos de escada, que habitualmente escolhia, conforme as circunstâncias do tempo e a época do ano ou os eventos na cidade.

As associações de beneficência, até há pouco tempo, quase se acotovelavam umas às outras, para nos darem uma sopa quente e um papo-seco besuntado com margarina que molhávamos na referida, passaram a aparecer mais espaçadamente e agora ou dão a sopa ou o papo-seco, já não ambas.

O senhor além de mentiroso é um ladrão. Está a fazer tudo ao contrário do que disse e foge ao que afirmou quando enganou quem em si votou. O senhor rouba-nos os bens, a dignidade e a esperança.

O senhor não tem um pingo de vergonha e muito menos de ética política, caso contrário já teria concluído ser indigno de continuar no lugar que ocupa, na medida em que faltou, tão profunda e descaradamente, à palavra dada aos seus eleitores, seus compatriotas.

O contrato, que com eles celebrou, já não está valido visto que o senhor não o tem respeitado, minimamente, e, segundo os princípios da boa-fé contratual, o não respeito de um acordo, por uma das partes, permite que o mesmo seja resolvido, tanto pela parte que o defraudou como pela parte defraudada.

Não espere que alguém o coloque em tribunal e lhe peça indemnizações por danos causados. Vá-se embora, por sua própria iniciativa, se não pela honra à palavra dada, que já percebemos não ter mas, para salvar a honra de quem o pariu.  

É essa a vontade expressa por quem passa na rua onde me julgam dormitando e pensam que não oiço o que dizem: este filho da pu.., desculpe mas não sou capaz de dizer a palavra, a senhora sua mãe não tem culpa dos seus desvarios nem da sua falta de seriedade e de respeito à palavra dada mas, numa coisa eles, os que passam por aqui e todos mais, têm razão é que foi ela que o pariu e se tal não tivesse acontecido não teríamos nós agora de o aturar. Está bem, diz-me que não sendo o senhor seria outro no seu lugar mas, nesse caso, já a sua mãe não era para aqui chamada, seria a desse outro.

Mas, concluído a frase sem dizer a tal palavra toda, o que eu oiço é: este filho da pu.. deste Passos Coelho não há maneira  de desaparecer e de deixar de dar cabo do país e estragar as nossas vidas…,  prrirrir……...”

Caiu a chamada ou esgotou-se o plafond!?

 

P.S.

A divulgação desta escuta não teve a autorização do senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça mas, tal como nas mais situações, não há perigo de julgamento ou condenação tanto mais que não disponho de morada certa nem uso identificação. Não há como poder receber qualquer, eventual, citação.



Publicado por Zé Pessoa às 10:17 | link do post | comentar

1 comentário:
De Arre porra a 8 de Novembro de 2012 às 12:33
Arre porra que isto é demais!
E os desempregados e reformados andam todos ocupados, se não já teriam montado acampamento permanentes em volta da Assembleia de Republica e do Palácio de Belem.
Qem estivesse dentro dentro ficava e quem estivesse fora cá fora teria de ficar até que outros fosse ocupar aqueles lugares.


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