5 comentários:
De O ciclo vicioso a 9 de Novembro de 2012 às 17:30
Alguém já escreveu, aqui no luminária, e pouca gente terá ligado ao escrito, que este nosso assistencialismo caridoso era acima de tudo a auto satisfação dos assistencialistas.
Não era por acaso o aparecimento de tantos, tantos grupos, a acotovelarem-se uns aos outros para dar a sopa aos sem abrigo. depois lá se entenderam em revezarem-se e em partilhar zonas da cidade.
É por isso que nem as religiões/igrejas nem estes bancos/instituições/casas/centros/etc.,etc., estão interessados que acabem os pobres ou a pobreza quer económica como social ou cultural. Eles/elas vivem disso.


De PL a 14 de Novembro de 2012 às 01:34
O Banco Alimentar faz caridade. Mas também a Voz do Operário faz caridade: possui um programa de "emergência" aos carenciados, com refeições, e até recebeu apoio do Banco Alimentar, como se lê no seu Relatório de Actividades. E também o Estado faz caridade, de muitas maneiras, pelos mais pobres e menos pobres.

Dessa caridade já não se fala, deixou de ser um problema. Qual é então a origem deste ódio? Acontece que Jonet faz mesmo o que outros não fazem. Há 20 anos que lida com a realidade concreta da pobreza. Conhece os mais pobres. Conhece os que dão e recebem. Assiste pessoas carenciadas estando perto delas. Mas é uma voluntária que tem contra si a dicção e a classe, não é uma revolucionária de passeata ou convicção. Não vê os pobres como uma abstracção conveniente, como uma ideologia para a revolução e para a luta política. Não quer destruir o Estado social, mas alguns defensores do Estado social acham que têm de a destruir.

Esses indignados que se levantaram não querem na verdade saber da pobreza. Querem a implosão do sistema, que gerará ainda mais pobreza, para poderem aparecer como os seus profetas. Vivem de abstracções em nome de abstracções. Jonet é um alvo, uma concorrente, uma intrusa. Porque há quem esteja e quem não esteja autorizado a falar pelos mais pobres


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