2 comentários:
De Constituição ainda protege dir. Greve. a 9 de Setembro de 2013 às 13:42
Patrões queriam derrotar a greve nos tribunais mas a razão foi dada aos trabalhadores
(-por António Mariano, 9/9/2013
http://blog.5dias.net/ )

O patronato portuário de Lisboa instaurou a 17 de Julho de 2013, junto do Tribunal de Trabalho, um Procedimento Cautelar Comum contra o Sindicato dos Estivadores através do qual pretendia decretar a desconvocação e/ou cancelamento das greves em curso e a condenação do Sindicato ao pagamento de uma sanção pecuniária compulsória mínima de 5.000 euros diários por cada dia de atraso na desconvocação ou cancelamento de tais greves.

O Sindicato dos Estivadores apresentou oposição às medidas desse procedimento cautelar através de uma peça jurídica intitulada “Fundamentos legais da improcedência absoluta do pedido de providência cautelar”.

O Tribunal do Trabalho de Lisboa indeferiu a providência cautelar comum argumentando o seguinte:
... ...
Por outras palavras, os patrões de Lisboa tentaram eliminar o direito constitucional dos estivadores à greve, mas o Tribunal do Trabalho não o permitiu.

Mais uma batalha ganha pelos trabalhadores num processo edificante sobre a falta de razão dos patrões.



De ... a 20 de Novembro de 2012 às 11:04
------ O Estado Social está para lá das nossas possibilidades

Os moços (políticos de direita, comentadores, jornalistas e afins)
que andam por aí a dar como adquirido que o Estado Social vive acima das nossas possibilidades,
parecem um pai que depois de convencer o filho a deixar o emprego, refila com ele por não ter dinheiro para pagar o empréstimo da mota.

Fico na dúvida se esta gente é parva e não percebe que com 16% de desemprego, há 16% da população activa que é uma despesa para o Estado em vez de ser uma receita,
ou se nos estão a tomar por parvos para conseguirem em tempo de crise o que não conseguem em tempos normais, a redução do Estado Social.
A primeira parece-me mais plausível.

Entretanto o Eurostat divulgou hoje os 5 países da UE onde a indústria mais caiu foram exactamente os 5 PIIGS.
Dados os desequilíbrios comerciais e quebra do produto nos PIIGS, este será dos índices a mais ter em conta.
A sensatez da actual política europeia está portanto à vista.

Poderá também gostar de:
•A quimera do euro
•Desemprego nos PIIGS
•E uma greve geral europeia?

(-por Miguel Carvalho, 14/11/2012)

------- Perspectivas

O sonho de Sá Carneiro é um pesadelo:
um presidente que é o primeiro que não tenta sê-lo «de todos os portugueses»,
um governo que com a desculpa da intervenção externa realiza um programa revanchista e extremista,
uma maioria que assina por baixo,
um PS anestesiado e
uma esquerda radical guetizada.

A situação política actual só mudará nos seguintes cenários.

1.Acontece um segundo resgate antes do Verão, e Cavaco nomeia um novo primeiro ministro (Ferreira Leite?) à frente de um governo de «tecnocratas», com ou sem apoio do PS;

2.O CDS deixa-se de fitas e sai do governo, passando ao apoio parlamentar (o que não duraria muito tempo);

3.O PSD tem uma derrota estrondosa nas autárquicas de Outubro de 2013, precipitando uma revolta interna e novas eleições;

4.Uma entidade externa «demite» Passos Coelho e Gaspar por manifesta incompetência (talvez isso tenha acontecido com Papandreou, fez agora um ano), empurrando Cavaco para o cenário 1.

Na ausência de qualquer um destes cenários, temos pela frente
ainda mais dois anos e meio de empobrecimento generalizado, subserviência à Alemanha e violência policial.

(-por Ricardo Alves, Esquerda Republicana, 18/11/2012)
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------- Em frente, para trás!

Há um certo conceito de Estado, que se julgava enterrado nos tempos medievais, que faz o seu caminho com este governo.
É menos do que o Estado mínimo, é um Estado que apenas retém as funções pré-iluministas de:
polícia, exército, espionagem e «justiça» (mas só para a plebe).
Que gasta dinheiro em vigilância, mas não em saúde e educação.
Que aumenta em 10% polícias ao mesmo tempo que anuncia o fim do Estado social.
E quando o povo se revoltar... haverá a polícia privada dos senhores feudais, ao redor dos seus condomínios privados...

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FilipeMoura: De acordo genericamente, exceto na parte de aumentar os polícias. Os polícias trabalham em condições absolutamente humilhantes e têm funções de altíssimas responsabilidades. Se queremos exigir mais dos polícias (e eu sou a favor de que se exija!), também temos de lhes dar melhores condições de trabalho.

Ricardo Alves: Filipe, mas num momento em que se baixam salários a enfermeiros e se despedem professores, aumentou-se em 10% as polícias... Isto tem uma clara leitura
..

Ambos têm razão:
- os agentes da polícia estão mal pagos e trabalham em más condições;
- este aumento é um acto político para baixar a contestação dos próprios agentes da polícia e trazê-los para o lado do Governo
(«dividir para reinar» e defender a casta no poder e seus afins ... separando-os dos outros trabalhadores, desempregados e reformados que mostram a sua indignação e descontento.).

Por outro lado, este anunciado aumento não quer dizer que chegue aos agentes... pode ficar pelo caminho, para material, instalações serviços, ... e para os oficiais e comandantes ou apenas para os corpos especiais/intervenção e não para a maioria dos agentes 'normais'.


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