5 comentários:
De .MUDAR as REGRAS e ... a 20 de Novembro de 2012 às 10:18
----- Da Responsabilização pelo Empobrecimento...

Aumentou entre 45% e 50% o número de pessoas a precisar de AJUDA para SOBREVIVER (ler e ver AQUI).
A informação da Caritas tem a dimensão do anúncio do terror que sustenta o medo e a ameaça que paira sobre mais de metade da população...
em 2010, o Diário Económico prenunciava, assente em dados que, afinal, nem sequer estavam correctos, o risco de pobreza em 2 milhões (ler aqui)
e o tétrico é perceber a incapacidade e a incompetência com que, ao invés de se tentar prevenir para EVITAR o cenário CATASTRÓFICO implicado pela notícia, se deixou que se tornasse realidade...

hoje, o número total de pessoas muito pobres em Portugal ultrapassou, em muito!, os dois milhões
e regista-se a dificuldade da sua atualização porque o número aumenta todos os dias!...
e está aí, na rua, diante dos nossos olhos, num retrato terrível da cidade que, a partir do meio de cada mês, nos faz encontrar, nas avenidas, pessoas a pedir ajuda -
pessoas que aparentam um perfil de cidadania coincidente com a representação que temos da classe média!...

São desempregados, pensionistas, reformados, pessoas com empregos precários, cada vez mais novos, os que, homens e mulheres, recorrem, cada vez mais, ao espaço público... para "PEDIR" (caridade, emprego e dignidade)

provavelmente, longe do espaço da sua residência para reduzir os custos da VERGONHA que justamente sentem como atentado à dignidade da existência.
Se equacionarmos este cenário no quadro das dinâmicas do fenómeno da pobreza, sabendo que é uma realidade que se reproduz e perpetua geracionalmente e podemos, por isso, saber que, já no muito curto e no médio prazo, populações inteiras são sacrificadas à pobreza
e a viver abaixo dos limites condignos que reconhecemos como um direito.

É preciso responsabilizar a produção e a promoção do empobrecimento.
A pobreza é um crime contra a Humanidade!

(-por Ana Paula Fitas , ANossaCandeia, 19/11/2012)

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Do Placebo da Austeridade...

... a economia europeia continua em queda... agora, depois de terem culpado e sacrificado soberanias, economias e povos do sul,
a "crise" avança o seu ritmo de agravamento pelos que, sobranceiramente, se consideraram imune... quase oficial, a notícia faz hoje título de primeira página na imprensa:
Alemanha e França estão à beira da recessão (ler AQUI).
E agora?
...vão pedir perdão da "dívida", ajuda ao FMI, exigir mais sacrifícios aos "países periféricos"
(note-se o requinte ideológico da expressão que vale a pena interpelar no âmbito de uma concepção política teoricamente fundada na "igualdade de tratamento": periféricos de quem, já agora?)...
ou, finalmente, MUDAR as REGRAS de uma gestão económico-financeira ruinosa e DESTRUIDORA da VIDA, da DIGNIDADE e dos direitos fundamentais?

(-por Ana Paula Fitas , 16/11/2012)


De .Empobreci/ Morte à Classe média. a 20 de Novembro de 2012 às 11:47

O Governo está de parabéns

Já estamos na reta final para subida a plenário, para aprovação final, do Orçamento do Estado para 2013.

A sentença de morte da classe média está decretada.

O cumprimento da meta do empobrecimento apresentada há mais de um ano por este governo vai ser concretizado.

O objectivo de ir além da troica custe o que custar, está cumprido.

Em termos de avaliação nada há a dizer deste Governo. Quem cumpre os objectivos e as metas propostas merece boa classificação. Não se percebe do que se queixam os portugueses.

É verdade que o défice continua a aumentar,
que a despesa também,
que o desemprego também,
que a injustiça social e
a desigualdade também
mas isso são tudo alíneas para se atingir o sucesso da política de empobrecimento em curso (PEC).
...

LNT, ABarbearia, 19/11/2012


De . FP: + horas, + mobilidade, - remuner. a 20 de Novembro de 2012 às 13:37
Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) foi surpreendido pelo anúncio na segunda-feira, feito pelo ministro das Finanças, de que o Governo quer criar uma bolsa de excedentários na Função Pública (para lhes pagar menos e despedir a seguir), garantindo que desconhece as intenções do executivo.

Bettencourt Picanço
"O sindicato não conhece rigorosamente nada.
Ainda há pouco tempo tivemos uma reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, na qual nos foi referido que a redução do número de trabalhadores estava a ocorrer acima do previsto pela 'troika',
e que era uma redução satisfatória que ia ao encontro dos desejos do Governo.
Assim sendo, as declarações do ministro das Finanças, ontem, [segunda-feira] foram, para nós, totalmente surpreendentes" disse à Lusa o presidente do STE, Bettencourt Picanço.

O sindicalista disse o STE está "no mesmo barco em que estão todos os portugueses", uma vez que desconhece quais as medidas que o Governo pretende implementar para reduzir a despesa pública em quatro mil milhões de euros.

"O que nós receamos é que o Governo se prepare para uma objetiva reforma da Constituição da República sem reformar a Constituição", declarou Bettencourt Picanço.

O presidente do STE criticou ainda o Governo, acusando-o de promover uma "pseudo-discussão pública" sobre medidas que "afetam a vida dos portugueses", quando, na verdade, "já tem no bolso as medidas que quer implementar".

"Estamos disponíveis para nos sentarmos à mesa para ouvir o que o Governo tem para apresentar. Não estamos disponíveis para que aquilo que hoje existe no nosso país, o ativo social, seja virado de 'pernas para o ar'. Aquilo que esperamos é que o Governo esclareça que alterações é que pretende promover", afirmou.

Sobre a possibilidade de o Governo implementar um aumento de uma hora diária no horário de trabalho dos funcionários públicos, avançada hoje pelo Diário Económico, Bettencourt Picanço disse que "não tem pés nem cabeça".

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou na segunda-feira que a 'troika' aprovou o desembolso de uma nova tranche de 2,5 mil milhões de euros, a sétima inserida no programa de assistência financeira a Portugal.

"Foi concluído com sucesso o sexto exame regular do programa" de ajustamento português, disse o governante na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do sexto exame regular da 'troika' ao programa de ajustamento português.


De Izanagi a 20 de Novembro de 2012 às 12:17
O que Dina Rusself devia era ter avisado quando o país andava a consumir muito mais do que podia pagar. Acabar com a austeridade? Mas foi exatamente a ausência de austeridade, ao invés, o excesso de consumismo estéril que levou o país a esta situação.
O que Dina Rusself não diz é qual a solução para o país pagar as dívidas. E será que o Brasil, com ela na presidência, nos vai fornecer a crédito? Duvido


De .Culpados. a 20 de Novembro de 2012 às 16:11
para quem estiver interessado em acordar!!!

BODE EXPIATÓRIO

"A fúria que muitos sentem relativamente à chanceler alemã Angela Merkel é compreensível.

Mas não foi Angela Merkel a responsável pelo estado a que chegámos, pela crise em que nos mergulharam, pelo enorme endividamento das famílias ou pelos esquemas de corrupção que exauriram as contas públicas.

Foi Cavaco Silva, e não Merkel, que enquanto primeiro-ministro permitiu o desbaratar de fundos europeus em obras faraónicas e inúteis, desde piscinas, pavilhões desportivos sem utentes, ao desnecessário Centro Cultural de Belém.

Foi o seu ministro Ferreira do Amaral que hipotecou o Estado no negócio da Ponte Vasco da Gama.

Foi António Guterres, e não Merkel, que decidiu esbanjar centenas de milhões de euros na construção de dez estádios de futebol.

Foi também no seu tempo que se construiu o Parque das Nações, o negócio imobiliário mais ruinoso para o Estado em toda a História de Portugal.

Foi mais tarde, já com Durão Barroso e o seu ministro da defesa Paulo Portas, que ocorreu o caso de corrupção na compra de submarinos a uma empresa alemã. E enquanto no país de Merkel os corruptores estão presos, por cá nada acontece.

Mas o descalabro maior ainda estava por chegar.

Os mandatos de José Sócrates ficarão para a história como aqueles em que os socialistas entregaram os principais negócios de estado ao grande capital.

Concederam-se privilégios sem fim à EDP e aos seus parceiros das energias renováveis; celebraram-se os mais ruinosos contratos de parceria público-privada, com todos os lucros garantidos aos concessionários, correndo o Estado todos os riscos. O seu ministro Teixeira dos Santos nacionalizou e assumiu todos os prejuízos do BPN.

Finalmente, chegou Passos Coelho, que prometeu não aumentar impostos nem tocar nos subsídios, mas quando assumiu o poder, fez exactamente o contrário.

Também não é Merkel a culpada dessa incoerência, nem tão pouco é responsável pelos disparates de Vítor Gaspar, que não pára de subir taxas de imposto. A colecta diminui, a dívida pública cresce, a economia soçobra.

A RAIVA FACE AOS DIRIGENTES POLÍTICOS DEVE SER DIRIGIDA A OUTROS QUE NÃO À CHANCELER ALEMÃ.

Aliás, os que fazem de Angela Merkel o bode expiatório dos nossos problemas estão implicitamente a amnistiar os verdadeiros culpados."

(in "FIO DE PRUMO", por Paulo Morais - CORREIO DA MANHÃ de 13 de Novembro de 2012)


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