UMA MEMÓRIA SENIL OU A MEA CULPA ENCAPOTADA?

Anda por aí uma certa figura pública que afirma a pés juntos não ser nem nunca ter sido político, a dizer, à boca cheia, que “nas últimas décadas os portugueses esqueceram o mar, a agricultura e a industrialização do país”.

Sei que esse tribuno público, a residir ali perto do belenenses (não sei se será sócio, visto que a sua reforma mal lhe dá para viver), foi 1º ministro durante mais de 10 anos, pelo menos uma dessas últimas décadas.

Sei também que esse ancião, nos seus tempos de juventude e de primeiro mandante deste jardim à beira mar plantado, mandou abater navios de pesca e mercantes, incentivou o arranque de vinhas, subsidiou o abate de oliveiras, pagou para que se fechassem fábricas e se abrissem santuários de venda e consumo de produtos importados da europa central e não só.

Sei o seu nome, que tenho quase na ponta da língua, mas a minha memória está um pouco senil. Deve ser o efeito do Alzheimer!



Publicado por Zurc às 09:03 de 25.11.12 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Economia política a 26 de Novembro de 2012 às 15:04
Entrevista do economista Alexandre Abreu, no programa Opinião Pública ( link: http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/ 23 nov.2012
e http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4018985866499281301&postID=3279482251332501558 )

«... Esta proposta de Orçamento de Estado para 2013 assenta em estimativas erradas, que têm vindo a ser sucessivamente confirmadas como erros, ... por incompetência e deliberada vontade de enganar os Portugueses, ...para legitimar o que querem fazer: a "refundação do Estado", passando este para moldes ultra-neoliberais/ de capitalismo selvagem ... Portugal é hoje um país em vias de SUBdesenvolvimento e retrocesso civilizacional, com grande aumento das DESIGUALDADES e do poder das OLIGARQUIAS. ...»

--------
« Como contraponto à excelente e invulgar intervenção do economista Alexandre Abreu, registo a fraca qualidade da generalidade das intervenções dos telespectadores:
essas concentram-se na sua maioria nas "regalias da classe política", ignorando que essas são uma pequena parte do
autêntico assalto que está em curso no nosso país, como explica o economista melhor do que mais ninguém que eu tenha acompanhado recentemente.
...
É com isso que conta quem nos governa:
que deixemos todos de acreditar na política e os políticos,
para que no fim de contas continuemos mansos, ignorantes e à mercê de quem realmente está a lucrar com a nossa desgraça colectiva.

Tempos negros estes.»


De Izanagi a 25 de Novembro de 2012 às 12:04
O que não deixa de ser curioso é que o país nunca produziu tanto vinho e de tão boa qualidade. O mesmo acontece com os olivais. Nunca teve tanta oliveira e só desde 2011 conseguiu produzir tanto azeite como o que consome. Ironias.
Acontece que a plantação de oliveiras em Portugal, se deve a iniciativas de agricultores espanhóis, que na mesma altura em que o tal senhor incentivou (convém aqui recordar que não foi o tal senhor, mas a política da altura da EU, em que a maioria era socialista, quem atribuiu subsídios para o abate de determinadas espécies, mas que não impedia que se cultivassem outras espécies) o abate, também em Espanha, outro idêntico senhor, fez igual “apelo” aos espanhóis, e o resultado é que Espanha produz 110% do que consome e Portugal, produz cerca de metade do que consome.
O mesmo se diga quanto às pescas. Também nessa altura houve incentivos para abate de barcos com determinadas caraterísticas (que quase ninguém contestou e muito menos os donos dos mesmos) mas houve incentivos, que alguns aproveitaram, para construção de barcos com caraterísticas diferentes.
Mas o problema das pescas não resulta da redução dos barcos, até porque há muito menos peixe e começa a ser pouco rentável a pesca no mar alto ou mesmo a pesca de costa. Atualmente, metade ou mais do peixe que se consome, é de aquacultura, e Portugal e as pessoas ligadas ao mar não conseguiram, ou não quiseram, acompanhar a evolução. Mais uma vez, no pouco que por cá se faz nessa área, resulta da iniciativa de investidores espanhóis.
É muito cómodo desculparmos o nosso atavismo com o desempenho de um homem, mas tem sido essa atitude, de canalizar as culpas sempre para os outros, evitando tomarmos consciência dos problemas, da sua real dimensão e causas, que ao longo da história este país foi desperdiçando as riquezas que sacou aos outros povos, porque nunca foi rico pelo mérito do seu trabalho.
Como dizia o outro, nem se governa nem se deixa governar. Resta a consolação que também nunca se esforçou.


De Estou farto deles... a 26 de Novembro de 2012 às 10:25
É como diz o outro, temos os governantes que merecemos.
Eles são os nossos «dignos» representantes.
Ou seja, só somos «bons» lá fora... ou nem por isso!


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