3 comentários:
De Economia política a 26 de Novembro de 2012 às 15:04
Entrevista do economista Alexandre Abreu, no programa Opinião Pública ( link: http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/ 23 nov.2012
e http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4018985866499281301&postID=3279482251332501558 )

«... Esta proposta de Orçamento de Estado para 2013 assenta em estimativas erradas, que têm vindo a ser sucessivamente confirmadas como erros, ... por incompetência e deliberada vontade de enganar os Portugueses, ...para legitimar o que querem fazer: a "refundação do Estado", passando este para moldes ultra-neoliberais/ de capitalismo selvagem ... Portugal é hoje um país em vias de SUBdesenvolvimento e retrocesso civilizacional, com grande aumento das DESIGUALDADES e do poder das OLIGARQUIAS. ...»

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« Como contraponto à excelente e invulgar intervenção do economista Alexandre Abreu, registo a fraca qualidade da generalidade das intervenções dos telespectadores:
essas concentram-se na sua maioria nas "regalias da classe política", ignorando que essas são uma pequena parte do
autêntico assalto que está em curso no nosso país, como explica o economista melhor do que mais ninguém que eu tenha acompanhado recentemente.
...
É com isso que conta quem nos governa:
que deixemos todos de acreditar na política e os políticos,
para que no fim de contas continuemos mansos, ignorantes e à mercê de quem realmente está a lucrar com a nossa desgraça colectiva.

Tempos negros estes.»


De Izanagi a 25 de Novembro de 2012 às 12:04
O que não deixa de ser curioso é que o país nunca produziu tanto vinho e de tão boa qualidade. O mesmo acontece com os olivais. Nunca teve tanta oliveira e só desde 2011 conseguiu produzir tanto azeite como o que consome. Ironias.
Acontece que a plantação de oliveiras em Portugal, se deve a iniciativas de agricultores espanhóis, que na mesma altura em que o tal senhor incentivou (convém aqui recordar que não foi o tal senhor, mas a política da altura da EU, em que a maioria era socialista, quem atribuiu subsídios para o abate de determinadas espécies, mas que não impedia que se cultivassem outras espécies) o abate, também em Espanha, outro idêntico senhor, fez igual “apelo” aos espanhóis, e o resultado é que Espanha produz 110% do que consome e Portugal, produz cerca de metade do que consome.
O mesmo se diga quanto às pescas. Também nessa altura houve incentivos para abate de barcos com determinadas caraterísticas (que quase ninguém contestou e muito menos os donos dos mesmos) mas houve incentivos, que alguns aproveitaram, para construção de barcos com caraterísticas diferentes.
Mas o problema das pescas não resulta da redução dos barcos, até porque há muito menos peixe e começa a ser pouco rentável a pesca no mar alto ou mesmo a pesca de costa. Atualmente, metade ou mais do peixe que se consome, é de aquacultura, e Portugal e as pessoas ligadas ao mar não conseguiram, ou não quiseram, acompanhar a evolução. Mais uma vez, no pouco que por cá se faz nessa área, resulta da iniciativa de investidores espanhóis.
É muito cómodo desculparmos o nosso atavismo com o desempenho de um homem, mas tem sido essa atitude, de canalizar as culpas sempre para os outros, evitando tomarmos consciência dos problemas, da sua real dimensão e causas, que ao longo da história este país foi desperdiçando as riquezas que sacou aos outros povos, porque nunca foi rico pelo mérito do seu trabalho.
Como dizia o outro, nem se governa nem se deixa governar. Resta a consolação que também nunca se esforçou.


De Estou farto deles... a 26 de Novembro de 2012 às 10:25
É como diz o outro, temos os governantes que merecemos.
Eles são os nossos «dignos» representantes.
Ou seja, só somos «bons» lá fora... ou nem por isso!


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