De Zé da Burra o Alentejano a 28 de Novembro de 2012 às 14:11
Eis o meu comentário sobre o assunto que não aparece nas pesquisas:
Por ora existe um orçamento aprovado e é credível que venha a ser aplicado na íntegra, porque: 1º) O Presidente da República se identifica perfeitamente com ele, apesar das poucas críticas que por vezes tem feito a algumas políticas do governo, que é do seu partido e da maioria que apoiou a sua reeleição; 2º) O Tribunal Constitucional como é escolhido pela Assembleia da República acaba sempre por refletir o equilíbrio de forças ali existente, o que condiciona à partida a reprovação das decisões daquele orgão de soberania. Assim, apesar dos grassos atropelos constitucionais do orçamento, O TC não deverá chegar a apreciá-lo; mas se o fizér acabará por aceitá-lo com mais ou menos críticas, à semelhança do que fez em 2012.

Os partidos deste governo serão inevitavelmente punidos na consulta popular das próximas eleições governamentais e o CDS correrá então o risco de se sumir do espetro político português se entretanto não se demarcar do atual governo de Passos Coelho. Tal deverá acontecer quando os dirigentes do CDS/PP julgarem ser oportuno, mas uma coisa é certa, no ano anterior ao fim da legislatura, portanto em 2014, aquele partido não poderá votar favoravelmente o orçamento de 2015 e já deverá ter deixado a coligação, mas isso poderá ocorrer até mais cedo. O CDS poderá começar a afastar-se estratégicamente do governo logo a partir do primeiro trimestre do próximo ano. Se assim for, o governo acabará por cair antes do verão, o PS deverá suceder-lhe no poder e o orçamento seguinte (na mesma linha do atual) será aprovado pelo PS, que, se não tiver maioria absoluta, deverá contar com a abstenção do PSD e do CDS. O voto de um deles só será necessário se o PS não conseguir ter mais deputados que a ESQUERDA toda junta (desta ESQUERDA excluo óbviamente o PS).


De Estou farto deles... a 28 de Novembro de 2012 às 18:47
O PS só não está interessado em derrubar o governo porque está todo borradinho de medo de vir a substituílos no poleiro. E como diz o compadre Zé, iriam aprovar um orçamento idêntico a este ou até mais miserável ainda... porque o PS e o PSD são gémeos idênticos da mesma mãe e de pai incógnito. Só foram separados à nascença porque assim convinha aos progenitores para alternarem no mundinho da raquítica social democracia porteguesinha...
Por isso é que só são bons no parlapié quando estão na oposição e tão maus na ação quando estão no poder.
E pelo que ultimamente se tem visto ou ouvido, até no parlápié estão fraquinhos, fraquinhos... então envaginem que se estão tão mal como opisição a desgraça que seria se os Zés Portugueses os puserem outra vez no galinheiro.


De Fazer o quê, além do blablabá? a 28 de Novembro de 2012 às 19:04
Bons comentários! e depois? como, bem pergunta o zé P.
Para substituir essa corja de maus políticos constituímo-nos em movimentos de vizinhos?
Criamos associações de espoliados contribuintes?
Criamos novas agremiações politicas?
Ao que me parece continuaremos a botar bujardas e recriminações boca fora mas não passamos disso e conviria que deitássemos mãos a alguma forma de materializar algo de diferente, não acham?


De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Novembro de 2012 às 17:27
Os portugueses deveriam ter já aberto os olhos pois estes partidos PS-PSD-CDS já nos (des)governam há muitos anos. Porque não experimentar outra coisa? Nem todos os economistas defendem esta cura. Reparem por exemplo no caso da Islândia ou até dos gregos que têm resistido à agressão de que têm sido vítimas tal como os portugueses. Agora, vão - e muito - bem ver a sua dívida reduzida pela 2.ª vez e também reduzidos os juros a pagar. Portugal nada tem feito para se opor ao roubo de que temos sido vítimas, mas talvez venha agora a beneficiar um pouco da resistência grega e ver também os seus juros baixar na chamada ajuda que está a receber. Os portugueses foram vítimas porque foram enganados pelo BCE , pois todos nós julgávamos que numa situação como esta houvesse real solidariedade da UE e isso só teria acontecido se tivessem sido imediatamente criados os "títulos de dívida europeia - EUROBONDS ". Tal não aconteceu: ofereceram-nos empréstimos a baixos juros, retiraram-nos a nossa capacidade produtiva e quando os mercados monetários se aperceberam desse facto abandonaram-nos à nossa sorte. MUITA CULPA TEVE A UE.


De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Novembro de 2012 às 17:33
Quero explicar melhor o final do meu raciocínio:
.....................
Tal não aconteceu: ofereceram-nos empréstimos a baixos juros, retiraram-nos a nossa capacidade produtiva e quando os mercados monetários se aperceberam desse facto, baixaram-nos o rating (subindo os juros dos novos empréstimos) e os parceiros da UE abandonaram-nos à nossa sorte. MUITA CULPA TEVE A UE.


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