GOVERNO: A QUEDA EMINENTE, E DEPOIS?

Apesar de ontem ter sido (envergonhadamente e em definitivo?) aprovado na Assembleia da República o OE para 2013 há fortes indícios da eminente queda do governo.

Quer seja pela não homologação (nada provável) por parte de Cavaco Silva ou pela declaração de inconstitucionalidade, após o envio ao respectivo tribunal (seja qual for a iniciativa ou a forma de solicitação), é facto que este Orçamento de Estado é, como já alguém lhe chamou, “um nado morto”.

Desse desiderato outra não será a consequência mais imediata que não seja a queda do governo ultraliberal e, concomitantemente, da maioria que o apoia.

Andam muita gente, com razões mais que suficientes e de sobra, a gritar “a luta contínua governo para a rua” e muita mais deveria gritar essa vontade calada que contudo deveria ser acompanhada por reflexões do que a seguir se deveria fazer.

Se o governo cair (como já dentro da própria maioria se teme) e as lutas não mudarem de rumo, continuará “a chover no molhado” e o país a ficar, ainda mais, empobrecido.

A queda é mais que justificada e depois, o que vem a seguir?

Qual vai ser o comportamento dos partidos da, agora, oposição?

Quais são as propostas, credíveis e seguras, que garantam um novo e diferente rumo de governança, diferente do até agora levado a cabo, nomeadamente, pelas gentes do PS?

Continuaremos a ver e ouvir, em período de campanha, propostas demagógicas e não realizáveis, que enganam os incautos eleitores, conforme vem sucedendo há três décadas?

Saberão os eleitores distinguir, entre as diferentes propostas, quais são as mais serias e credíveis?

Fica aqui o “recado” a todos os militantes partidários, sobretudo aos militantes socialistas que, como os do PSD, têm estado, quase sempre, nos governos, para que, dentro dos próprios partidos, questionem os respectivos responsáveis para serem mais sérios, honestos e consequentes com as suas propostas para a governação de Portugal.

Assuma e promovam o desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade e de responsabilização no governo da rés-publica.

 



Publicado por Zé Pessoa às 13:21 de 28.11.12 | link do post | comentar |

10 comentários:
De Fazer o quê, além do blablabá? a 28 de Novembro de 2012 às 19:04
Bons comentários! e depois? como, bem pergunta o zé P.
Para substituir essa corja de maus políticos constituímo-nos em movimentos de vizinhos?
Criamos associações de espoliados contribuintes?
Criamos novas agremiações politicas?
Ao que me parece continuaremos a botar bujardas e recriminações boca fora mas não passamos disso e conviria que deitássemos mãos a alguma forma de materializar algo de diferente, não acham?


De Estou farto deles... a 29 de Novembro de 2012 às 14:42
Só não respondo ao que se podia (devia?) fazer... porque é «pecado»!
Mas que servia para abanar estes merdalecos da política que nunca trabalharam na vida... estes sem curriculo académico ou profissional que nos «governam» ou melhor que se governam dizendo que nos estaão a governar... Estes profissionais da plitica portuguesa, estes sim é que são os do «blá-blá» que refere.
Poeque muitas vezes a solução podia passar por alguém com tomates para «pecar» em nosso nome...


De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Novembro de 2012 às 17:27
Os portugueses deveriam ter já aberto os olhos pois estes partidos PS-PSD-CDS já nos (des)governam há muitos anos. Porque não experimentar outra coisa? Nem todos os economistas defendem esta cura. Reparem por exemplo no caso da Islândia ou até dos gregos que têm resistido à agressão de que têm sido vítimas tal como os portugueses. Agora, vão - e muito - bem ver a sua dívida reduzida pela 2.ª vez e também reduzidos os juros a pagar. Portugal nada tem feito para se opor ao roubo de que temos sido vítimas, mas talvez venha agora a beneficiar um pouco da resistência grega e ver também os seus juros baixar na chamada ajuda que está a receber. Os portugueses foram vítimas porque foram enganados pelo BCE , pois todos nós julgávamos que numa situação como esta houvesse real solidariedade da UE e isso só teria acontecido se tivessem sido imediatamente criados os "títulos de dívida europeia - EUROBONDS ". Tal não aconteceu: ofereceram-nos empréstimos a baixos juros, retiraram-nos a nossa capacidade produtiva e quando os mercados monetários se aperceberam desse facto abandonaram-nos à nossa sorte. MUITA CULPA TEVE A UE.


De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Novembro de 2012 às 17:33
Quero explicar melhor o final do meu raciocínio:
.....................
Tal não aconteceu: ofereceram-nos empréstimos a baixos juros, retiraram-nos a nossa capacidade produtiva e quando os mercados monetários se aperceberam desse facto, baixaram-nos o rating (subindo os juros dos novos empréstimos) e os parceiros da UE abandonaram-nos à nossa sorte. MUITA CULPA TEVE A UE.


De Estou farto deles... a 30 de Novembro de 2012 às 09:53
Eu isso entendo. E concordo., pois é tão evidente e cerinho que não sofre constatação. E depois? De que serve saber que se está «canceroso» e como se «apanhou» o cancro? O negócio da «UE» sempre
foi o negócio de uns poucos para comer à conta de outros... Acham mesmo que quem nos criou a «doença» está interessado na cura? É que são os mesmos que detêm os «fármacos» que agora nos receitam para tratamento da doença. Mas são fármacos que não «curam» só prolongam a agonia porque o negócio é «vender» a ajuda medacamentosa.
E sabem que ainda temos que agradecer a «ajuda»? Ou como se diz agora: ser bons alunos?
Estamos mesmo feitos ao bife ou melhor à isca!


De Zé da Burra o Alentejano a 30 de Novembro de 2012 às 11:45
Resta-nos um TRISTE consolo: Depois dos gregos, de nós, dos espanhóis, todos os países da UE irão cair no "esgoto". Convido-os a ler um comentário meu intitulado "GLOBALIZAÇÃO SELVAGEM". A civilização ocidental está chegando ao seu final!


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