De .Finança e polít. neoliberais: Culpados! a 17 de Dezembro de 2012 às 14:17
Leituras

«Fui surpreendido pela capacidade de resiliência política da Europa - a disponibilidade dos países devedores para suportar uma dor aparentemente interminável, a capacidade do BCE para não ir além do que é suficiente, no último minuto, para acalmar os mercados, quando a situação financeira parece prestes a explodir.
Mas a Economia da austeridade tem estado a funcionar exactamente de acordo com o argumento - o argumento keynesiano, que não é, evidentemente, o argumento austeritário.

Repetidamente, os tecnocratas "responsáveis" induzem os seus países a aceitar o remédio amargo da austeridade;
e repetidamente não conseguem apresentar resultados.
(...) Tudo se passa, realmente, como na medicina medieval:
quando se sangram os doentes para tratar das suas doenças, e a sangria os torna ainda mais doentes, decide-se sangrá-los ainda mais.»


Paul Krugman, «A Europa a sangrar»

«A dívida pública atinge neste momento os 200 mil milhões de euros ou seja 110 por cento do PIB.
A aposta na austeridade e nas privatizações tem sido a solução dos últimos governos.

Mas de onde vem a dívida? Será pública ou privada?
Quem a deve pagar?
E por fim, a derradeira questão: há uma alternativa?

A Iniciativa por Uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública e os autores do livro "Quem paga o Estado Social em Portugal" acreditam que sim.»

Da reportagem de Patrícia Maia no Boas Notícias, que analisa a questão da dívida, da austeridade, das privatizações e do desmantelamento do Estado Social, a partir de entrevistas a José Castro Caldas e a autores da obra coordenada por Raquel Varela.

«O declínio do estado social "não é inevitável" e tem uma origem "económica e não demográfica", disse hoje o economista João Ferreira do Amaral.
(...) Apesar do envelhecimento da população (que implica um gasto crescente com pensões e cuidados de saúde), argumenta Ferreira do Amaral, o problema do financiamento do estado social está no "crescimento muito insatisfatório" que se tem registado na última década e meia.
O economista chama a atenção, em particular, para o "alto nível de desemprego", sublinhando que "convém não esquecer que há níveis muito altos de ativos que não estão a trabalhar".»

Da entrevista da Agência Lusa a João Ferreira do Amaral, no «i».

(-por Nuno Serra às 16.12.12 , Ladrões de B.)


De RC a 18 de Dezembro de 2012 às 10:09

Ren.-C. -NewsLetter de Dezembro de 2012

O ano de 2012 chega ao fim com uma garantia:
o governo trocou definitivamente as condições de vida dos portugueses pelo único objectivo que, sendo uma miragem, procura fazer dele a razão de todas as medidas de austeridade incluídas no orçamento de estado para 2013,
e aquelas que prepara para tomar no quadro do que designou por refundação das funções sociais - o salvífico regresso aos mercados em Setembro do próximo ano.

Para o governo é uma espécie de vale tudo, de jogar todas as fichas numa derradeira jogada.
O desemprego aumenta, seja.
As falências sucedem-se, paciência.
Os despedimentos disparam, o que se há-de fazer.
O PIB cai, há-de crescer.
A imigração regressa, boa viagem para os que partem.
A pobreza alastra, a caridade que cumpra a sua missão.
...


Prosseguir a luta pela demissão do Governo, defender o Estado Social!
Cons.Nac. da Associação Política Renovação Comunista

1 – Os últimos 4 meses foram marcados por um amplo movimento popular, com o seu ponto mais alto alcançado na luta contra a TSU,
e por movimentos na esfera política em busca da convergência, como foi a realização do Congresso Democrático das Alternativas,
mas igualmente pelas dificuldades no diálogo à esquerda que a Convenção do Bloco de Esquerda e o Congresso do PCP em boa medida não superaram.

Foi este período igualmente marcado pela tibieza do Partido Socialista que prefere esperar o apodrecimento da situação sem cuidar do sofrimento social que isso representa
e sonhar com a subida nas sondagens para alcançar a maioria absoluta.

O ano de 2013 será centrado na iniciativa governamental de “refundar” o Estado Social.
A nova fase política, pelas ameaças que contém, torna ainda mais premente a convergência para alcançar o derrube do governo e devolver a palavra ao povo,
a única esperança para o país iniciar efectivamente a superação das suas dificuldades actuais.
...


Subscreva a petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N32810

Petição Alteração de Políticas

Dirigida à Assembleia da República, com conhecimento ao Presidente da República.

Cujo texto, após várias considerações, propõe:
........
«Perante estes factos, os signatários interpretam - e justamente - o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência,
para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República,
poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.
.......
Petição subscrita por:
«MÁRIO SOARES; ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa) ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo) ALICE VIEIRA (Escritora) ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto) AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico) ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra) ANA SOUSA DIAS (Jornalista) ANDRÉ LETRIA (Ilustrador) ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado) ANTÓNIO ARNAUT (Advogado) ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor) ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário) ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado) ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa) ARTUR PITA ALVES (Militar reformado) BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra , ... ... ....


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres