Há alternativas: estudo da ONU propõe renegociar dívida

           Nações Unidas propõem   renegociação da dívida portuguesa

Uma equipa de sete economistas do PNUD, coordenada pelo português Artur Baptista da Silva, apresenta três pontos para uma negociação com a troika da dívida portuguesa. O ganho rondaria 10,3 mil milhões.
"Se Portugal não o fizer já, terá de o fazer daqui a seis meses, de joelhos", afirma Artur Baptista da Silva, o economista português que coordena uma equipa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), encarregada pelo secretário-geral Ban Ki-moon de apresentar um relatório da situação crítica na Europa do Sul. ...
"Artur Baptista da Silva será encarregado pela ONU para dirigir o Observatório Económico e Social das Nações Unidas que se instalará em Portugal por dois anos. O relatório será divulgado no próximo ano.
"A poupança de 10,3 mil milhões de euros daria para cobrir um défice orçamental de 4,5% e ainda deixaria de saldo cerca de 2,3 mil milhões de euros, que poderiam ser aplicados à devolução de um dos subsídios retirados aos funcionários públicos e aos pensionistas e ao reforço do fundo de emergência social." [link]        (-# posted by Raimundo Narciso )


Publicado por Xa2 às 07:50 de 17.12.12 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Burlões: de id ; e de vidas/economia.!! a 2 de Janeiro de 2013 às 14:10
A canalha
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 26/12/2012)

Curioso é também o êxtase pouco comedido da direita sabuja
- que andava caladinha que nem ratos prestes a fugir do navio desde que os números da economia entraram em queda livre e sobretudo desde que a incompetência do impressionante Gaspar e o seu manga-de-alpaca Coelho se tornou demasiado evidente para continuar a parecer inteligente defender as medidas do Governo
- e agora dá pulinhos de alegria com o número do intrujão Baptista da Silva - sim, sim, são os mesmos que defendem (ou pior, se calam com) a "licenciatura" do Dr. relvas -
e rasgam as vestes pedindo a demissão de um jornalista íntegro como Nicolau Santos, que teve o pejo e a honra de admitir um erro - crasso - e pedir desculpa por isso.

José Manuel Fernandes, por exemplo, que, para quem não saiba, foi corrente de transmissão da* intentona das escutas de Belém (uma vergonha não só jornalística, mas sobretudo pessoal), tem sido dos mais activos na campanha.
O Blasfémias e o Insurgente também ressurgiram das cinzas, jogando a cartada com toda a má fé e sem qualquer vergonha na cara.

Compreendamos o desespero:
desde a estrondosa derrota da TSU que esta gente andava mansa que nem cordeiro.
Aparecer um tipo mitómano que por acaso diz o que neste momento é quase unânime (o problema, claro, não é o que Baptista da Silva disse, mas as suas falsas credenciais e a falta de rigor dos media que lhe deram voz)
é uma oportunidade de ouro para tentar descredibilizar a mensagem anti-austeridade.

Não interessa que economistas de esquerda e direita sejam praticamente consensuais nas suas opiniões, não interessa que o FMI, a Comissão Europeia e o BCE tenham uma posição neste momento muito mais moderada em relação à austeridade na Europa,
não interessa que até Merkel esteja a ceder na Grécia, na Espanha, na Irlanda.

O que interessa a estes sabujos é continuarem a ladrar em defesa do Governo e da sua política de destruição do país,
uma política cada vez mais isolada no seio da Europa, de um Governo que se recusa a ter uma palavra sequer de defesa do país nos organismos europeus e se preocupa apenas em fazer os seus negócios para o pós-eleições.
Um presentinho de Natal para a canalha, um êxtase precoce de gente sem espinha e sem carácter.
Bom proveito.

---------------
*Alterado. José Manuel Fernandes não foi arquitecto da intentona, mas sim Fernando Lima, assessor que acabou por ser afastado por Cavaco Silva. O seu a seu dono. JMF (em conjunto com Luciano Alvarez) limitou-se a ser veículo para um dos episódios mais vergonhosos do jornalismo em democracia.

---------xxxxxxxxx------------

O burlão da ONU e o seu estatuto

(-por Daniel Oliveira, 27/12/2012, Arrastão e Expresso online)

O caso de Artur Batista da Silva foi usado pelos defensores da austeridade e ignorado pelos que a criticam.
Usado por jornais e televisões que não o entrevistaram e motivo de vergonha para os que lhe deram tempo de antena.
Mas talvez o mais interessante, na história deste burlão, seja mesmo a de mostrar que a credibilidade dos "especialistas" escolhidos pela comunicação social e em tantos debates que se organizam deve ser relativizada.

Batista da Silva não era observador das Nações Unidas, não estava ligado ao PNUD, nunca foi consultor do Banco Mundial e não é professor de Economia Social da Milton Wisconsin University, que na realidade já nem existe.
Até os seus cartões de visita eram falsos.
E, no entanto, foi entrevistado em vários órgãos de comunicação social e foi orador num debate organizado pelo International Club de Portugal sobre a crise europeia.
Não sei exatamente onde começou o fio desta meada. Sei que houve um momento qualquer em que o burlão ganhou o estatuto de especialista e a partir daí subiu na escala mediática.

Imaginemos então que Batista da Silva era mesmo o que dizia ser.
Consultor da ONU, professor em Wisconsin.
O que passávamos nós a saber sobre a sua competência técnica? Nada.
...


De .Burlões PIORES são (des)Governantes !! a 2 de Janeiro de 2013 às 14:15
O burlão da ONU e o seu estatuto
por Daniel Oliveira

...
O que passávamos nós a saber sobre a sua competência técnica? Nada.
Apenas lhe acrescentaríamos um estatuto que afinal usurpou.
Os jornalistas que o entrevistassem, os organizadores de debates que o convidassem provavelmente saberiam o mesmo sobre ele e sobre a sua competência: também nada.
Como as opiniões que deu eram essencialmente isso - opiniões - e não informações técnicas, o que valiam elas?

Vejamos:
Vítor Constâncio é ou não é vice-presidente do BCE?
Vítor Gaspar foi ou não foi um alto quadro daquela instituição?
António Borges foi ou não foi responsável do FMI para a Europa?
Álvaro Santos Pereira foi ou não foi professor na University of British Columbia?

E o que acha, cada um de nós, sobre as opiniões que cada um destes senhores tem sobre a crise?
É que eles têm, para nós, uma particularidade: conhecemos o seu percurso, as suas posições e os resultados dos seus atos.
Ou seja, conhecemo-los para além do seu currículo e do seu estatuto presente ou passado.
O seu estatuto não é uma mera assinatura num cartão de visita.
Tem, para nós, uma história.
E isso é que é relevante.

Não desvalorizo, ao escrever isto, a importância de uma carreira ou de um cargo.
Apenas recordo que, sendo a economia uma ciência política, o estatuto não chega para dar um carimbo de verdade ao que alguém diz e escreve.

Até se pode ser burlão com cartão de visita verdadeiro.
Porque este debate, o da crise europeia e portuguesa, não é essencialmente técnico.
É político.
Como se pode ver ao observar o desempenho em funções políticas de alguns dos técnicos encartados que referi.

Talvez este burlão nos tenha dada uma oportunidade:
a de dar menos importância ao estatuto de quem fala e um pouco mais de atenção à racionalidade do que se diz.
Um disparate não deixa de ser um disparate se for dito por um economista.
Uma verdade não passa a ser mentira se for dita por alguém sem estatuto técnico e com algum estatuto intelectual.
Talvez não seja assim com a astronomia.
Mas quando falamos de grandes opções políticas, o cartão de visita, verdadeiro ou forjado, serve de pouco.
Não há consultor que nos salve da falta de visão política.


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