25 comentários:
De .Lloyds Bangsters corta 9000. a 26 de Novembro de 2015 às 17:35

(26 Nov2015, derTerrorist)

---- António Horta-Osório a trabalhar para o "aumento do nível de vida [das pessoas] a prazo"


«Reino Unido. Lloyds Bank vai eliminar 945 postos de trabalho

Estes cortes fazem parte do plano de eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2017.»

E no fim bateram todos muitas palmas.


De Perdão aos Bangsters, Tortura Cidadãos. a 7 de Julho de 2015 às 12:32
Perdoa-me

07/07/2015 por João Mendes

Enquanto uns lutam por perdões de dívida (Grécia, ...), outros (bangsters) conseguem-no nos tribunais portugueses.
Hoje foi a vez (outra vez) de João Rendeiro.
A culpa continua a morrer solteira.


De BangstersAgiotas impedem Desenvolvimento a 9 de Julho de 2015 às 16:21
Por Juan Torres López
[Professor catedrático do Departamento de Teoria Económica na Universidade de Sevilha.] (9/7/2015, via Ladrões de B.: "Memória (IX))

Qualquer pessoa que tenha precisado de devolver um empréstimo sabe o que significam os juros na hora de pagá-lo.
Um empréstimo recebido, por exemplo, a 7% ao ano implica ter de devolver quase o dobro do capital recebido ao fim de dez anos.

Tanto é o peso dos juros acarretados pelos empréstimos que durante muito tempo considerou-se que cobrá-los acima de determinados níveis mais ou menos razoáveis era considerado não só um delito de usura como também uma acção imoral, ou inclusive um pecado grave que condenaria para sempre quem o cometesse.

Hoje em dia, contudo, quase todos os governos eliminaram essa figura criminosa e parece a toda gente natural que se cobrem juros legais de até 30% (isto é o que cobram neste momento os bancos espanhóis aos clientes que ultrapassam a sua linha de crédito)
ou que haja países afundados na miséria não exactamente pelo que devem e sim pelo montante dos juros que hão de pagar.

Os países da União Europeia renunciaram a ter um banco central que os financiasse quando precisassem de dinheiro e portanto têm que recorrer à banca privada.
Em consequência, ao invés de se financiarem a 0%, ou a um juro mínimo que simplesmente cobrisse os gastos da administração da política monetária, têm de fazê-lo e 4%, 5%, 6% ou inclusive a 15% em certas ocasiões.
E isso faz com todos os anos os bancos privados recebam entre 300 mil milhões e 400 mil milhões de euros em forma de juros (será, ainda, preciso explicar quem esteve e porque por trás da decisão de que o Banco Central Europeu (BCE) não financiasse os governos?).

Os economistas franceses Jacques Holbecq e Philippe Derudder demonstraram que a França teve de pagar 1,1 mil milhões de euros em juros desde 1980 (quando o banco central deixou de financiar o governo) até 2006 para fazer frente à dívida de 229 mil milhões existente nesse primeiro ano (Jacques Holbecq e Philippe Derudder, La dette publique, une affaire rentable: A qui profite le système?, Ed. Yves Michel, París, 2009).
Ou seja, se a França tivesse sido financiada por um banco central sem pagar juros teria poupado 914 mil milhões de euros e a sua dívida pública seria hoje insignificante.

Em Espanha verificou-se uma coisa semelhante. Nós já pagámos, por conta dos juros (227 mil milhões no total desde então),
três vezes a dívida que tínhamos em 2000 e apesar disso ainda continuamos a dever o dobro do que devíamos nesses anos (Yves Julien e Jérôme Duval, España: Quantas vezes teremos de pagar uma dívida que não é nossa? ).
Eduardo Garzón calculou que se um banco central tivesse os défices da Espanha desde 1989 até 2011 a 1%, a dívida agora seria também insignificante,
de 14% do PIB e não de quase 90% (Situação do cofres públicos se o estado espanhol não pagasse juros de dívida pública) .

E o curioso é que estes juros que os bancos cobram às pessoas, às empresas ou aos governos
é que travam continuamente a sua capacidade de criar riqueza não têm justificação nenhuma.

Poder-se-ia entender que alguém cobrasse um determinado juro quando concedesse um empréstimo a outro sujeito se, ao fazê-lo, renunciasse a algo.
Se eu empresto a Pepe 300 euros e isso me impede, por exemplo, de passar um fim-de-semana de férias com a minha família poderia talvez justificar-se que eu lhe cobrasse um juro pela renúncia que faço das minhas férias.
Mas não é isso o que acontece quando um banco empresta.

O que a maioria das pessoas não sabe, porque os banqueiros encarregam-se de dissimular e de que não se fale disso, é que quando os bancos emprestam não estão a renunciar a nada
porque, como dizia o Prémio Nobel da Economia Maurice Allais,
o dinheiro que emprestam não existe previamente e, na verdade, é criado ex nihilo, ou seja, do nada.(é apenas escriturado, num computador...)

9 de julho de 2015
-------- (ver tb 'posts' de 16/11/2011 do Luminaria, sobre 'bancos', banco central, banco comercial e poder de 'criar dinheiro', ... )


De 'Estado mínimo' neoLiberal e kafkiano. a 2 de Junho de 2015 às 18:24

O Estado de Kafka

(-por Sérgio Lavos, 1/6/2015, http://365forte.blogs.sapo.pt/.)

Uma das expressões mais queridas à direita é o “Estado mínimo”.
Claro que esta expressão, quando pensamos nas políticas prosseguidas pela coligação PSD/CDS, significa Estado mínimo para os mais desprotegidos
e Estado máximo para as empresas monopolistas,
as que sobrevivem à conta de rendas estatais ou vivem sob a asa protetora do Estado,
emulando, até certo ponto, o estado corporativista de Salazar.
A EDP, a Galp, as empresas de telecomunicações e os grandes grupos de retalho são os novos beneficiários
do rendimento social de inserção, usufruindo de margens de lucro altíssimas, benefícios fiscais gigantescos (agora complementados pela descida do IRC que deixa de fora PME’s)
e de uma completa desregulação que leva a que Portugal esteja entre os países da OCDE com combustíveis, energia e telecomunicações mais caros.
E com pior serviço. Um verdadeiro fenómeno.

Mas o Estado também é máximo na sua relação com o peixe miúdo.
Somos o país onde o Governo trata criminosos como cidadãos exemplares (Dias Loureiro)
e cidadãos exemplares como criminosos.
Repetem-se os relatos de autênticas perseguições feitas a contribuintes com pequenas dívidas à Segurança Social e ao fisco.
Sob a direção do VIP Paulo Núncio, o fisco dispara primeiro e pergunta depois, isto é,
penhora supostos devedores (incluindo os que têm dívidas a entidades privadas, como as concessionárias das autoestradas)
antes de tentar perceber se a dívida é real ou se o atraso tem justificação.
A Segurança Social (com todos os cargos de direção ocupados por boys do PSD e do CDS) age do mesmo modo,
havendo notícias de diretivas superiores ordenando aos centros regionais cobranças coercivas em altura de necessidade urgente de tesouraria.
Há muitos casos de dívidas que não se confirmam (por erro dos serviços),
mas quando assim acontece o cidadão terá de esperar uma infinidade pelo reembolso da dívida indevidamente cobrada.

Esta completa subversão da relação entre Estado e cidadão
é uma das mais perigosas heranças deste Governo.
É uma subversão que inverte o ónus da prova:
o Estado parte do princípio de que o cidadão é culpado, e este terá de provar a sua inocência.
Franz Kafka não contava certamente vir a ter tão diletos seguidores neste retângulo à beira-mar plantado.


De DesGoverno do BdP e opacidade. a 28 de Maio de 2015 às 17:57
Carlos Costa, (des)governador do BdP


O facto de uma instituição pedir que a auto-avaliem merece um elogio pois os dirigentes da generalidade das instituições tem uma excelente opinião do seu trabalho e dispensam qualquer avaliação.
Mas se é encomendada uma avaliação externa ao comportamento de uma instituição é ridículo e motivo de suspeita que se mantenha essa avaliação no segredo dos deuses. (opacidade! porquê?!)

A decisão do governador do BdP de manter secreta uma avaliação externa à sua actuação no caso BES
só pode ser entendida de uma forma, convencido que a avaliação seeria positiva Carlos Costa tornou pública a sua realização,
mas conhecidos os resultados ou receando os resultados e para proteger a sua própria imagem esconde os resultados.
Conclusão gastou-se dinheiro só para se saber se o relatório da avaliação poderia servir para promover a imagem do governador.

«O Banco de Portugal (BdP) não vai revelar a totalidade do relatório interno da auditoria interna à sua atuação no caso do BES, apesar do pedido do líder socialista para que o fizesse.
O Governador do BdP apenas vai tornar públicas as “recomendações” constantes no processo, garantiu numa audição no Parlamento.
Aos deputados, Carlos Costa diz que a atuação do regulador durante o seu mandato ficou marcada pelo programa de ajustamento e pela queda do Banco Espírito Santo.»
--[Observador]
via http://jumento.blogspot.pt/ 28/5/2015


De Cavaco fez Evaporar Ouro do BdP. a 1 de Junho de 2015 às 09:44
Desapareceram (!) 17 toneladas de Ouro, emprestadas pelo PM Cavaco Silva ... e nada se disse, nada se sabe e nada se procura saber ?!!

Este CS merece ser encavacado, ou se possível mais!...

Pesquisem...

Era só o que faltava ( as 17 ton de ouro)!!! Será mesmo assim? Espero bem que não. Para más notícias chegam as que ouvimos diariamente.

Reenvio conforme recebi (em 29/5/2015):

" Bardo Alcides: Onde estão as 17 (dezassete) toneladas de ouro do Banco de Portugal que Cavaco Silva mandou em 1990 para o Banco Drexel Burnham em Nova York nos EUA e que foi à falência uma semana depois do ouro ter chegado à América?" in O BAR DO ALCIDES.

Bardo Alcides: Façam o favor de se informarem a partir destes dados. ... em 1990, a Drexel Burnham Lambert, um dos principais bancos comerciais na época, foi à falência envolvida no escândalo dos 'junk bonds' de Michael Milken, homem da grande Finança acusado de extorsão e fraude. Poucas pessoas sabem que o Banco de Portugal tinha emprestado 17 toneladas de OURO ao banco. Ouro que simplesmente se EVAPOROU, numa altura em que era cotado a 380 Dólares por onça... (!!) "


Porque será que todos os escândalos que giram à volta desta personalidade sinistra, pidesca, têm sido abafados, como é este, a ser verdadeiro?

O "Caso BPN" e os lucros que obteve, a permuta de uma casa em Montechoro, por um terreno com mais de 1.800 m2 e vivenda com três pisos e piscina, na praia da Coelha, ambas em Albufeira?

O do negócio nebuloso da venda do Pavilhão Atlântico (actual MEO ARENA) a seu genro?

Porque será que não se investiga nada disso, quando há não só há indícios fortes de ilícitos, mas provas?


De Montepio vs Mutualista: tb tu ?! a 28 de Maio de 2015 às 17:00

-- O que há de errado no Montepio?

(para se falar na alteração de estatutos e na separação da Assoc. Mutualista e da Caixa Económica/Banco Montepio.
? Que lutas ou tentativas de controlar + Tachos, há por parte dos boys do centrão de interesses ?.
? Ou será para esconder a má gestão e os cambalachos de alguns 'meritosos barões' desta praça neoliberal e de 'bangsters' amadores ? )
----

«O antigo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, revelou esta terça-feira que recusou o convite que lhe foi endereçado por António Tomás Correia, actual presidente do Montepio Geral, para assumir a liderança do banco mutualista.

"No início de Novembro de 2014, o Dr. Tomás Correia, presidente do Montepio Geral, deu-me conhecimento que esta instituição teria que, dentro de alguns meses, proceder a alterações no seu modelo de governação.
Quis, na altura, saber da minha disponibilidade para integrar a solução que viesse a ser delineada para a Caixa Económica", informou em comunicado o antigo governante.

"Em Março deste ano, [Tomás Correia] renovou aquele convite, uma vez que a Caixa Económica iria proceder a uma alteração dos seus estatutos que implicaria, neste Verão, uma mudança nos seus órgãos de governação", sublinhou.» -[Público]

Parecer:
Paira algo no ar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

( 27/5/2015, http://jumento.blogspot.pt/ )


De CGD, 'Bangsters', Privataria, burlões... a 26 de Maio de 2015 às 10:00
Honestidade e boa-fé

Há umas semanas um colega meu, o Miguel , recebeu um telefonema da Caixa Geral de Depósitos. Comunicaram-lhe que tinham uma boa notícia para lhe dar.
Iam baixar-lhe a prestação do seu crédito à habitação em 118€. Nem mais nem menos, 118€.
Dado que a prestação é de pouco mais de 500€ por mês, estamos a falar de uma redução de mais de 20% no valor mensal.
O meu colega agradeceu a boa-vontade, mas perguntou quais seriam as contrapartidas.
Responderam-lhe que aumentariam a maturidade do empréstimo em 15 anos.
E voltaram a insistir e perguntar se estaria interessado nesta mudança.

O meu colega, admirado com o facto de o banco se disponibilizar, sem mais,
a alargar o prazo do empréstimo, dirigiu-se pessoalmente a uma agência da Caixa e perguntou se não haveria mais contrapartidas,
ou seja, se tudo o resto ficaria igual.
Mais concretamente, perguntou o que aconteceria ao ‘spread’ do seu empréstimo neste novo contrato.
A resposta foi a de que o ‘spread’ seria de 2 pontos percentuais.

Sem acreditar na proposta que lhe estavam a fazer, perguntou se sabiam qual era o seu ‘spread’ actual ao que lhe responderam que sim, que sabiam. Era de 0,3 pontos percentuais.

Eu, estupefacto, me confesso. A Caixa Geral de Depósitos, um banco público que tem como única
utilidade impor alguma decência ao mercado bancário,
anda a propor aos seus clientes que aumentem sete vezes o valor dos seus ‘spreads’.
E propõe isto disfarçado de uma descida da prestação.

Isto é tudo tão inacreditável que o meu colega perguntou à funcionária da Caixa Azul se andavam mesmo a propor estas alterações de empréstimos aos seus clientes.
A funcionária pegou numa circular interna e leu-a ao meu amigo, confirmando que tinha indicações para fazer propostas nesse sentindo, aumentando os spreads para 2 pontos percentuais.
Apesar dessa directriz a senhora disse-lhe claramente que a proposta não era financeiramente interessante.
Ou seja, no contacto directo com a sua agência a informação foi correcta e ética, o que também não admira, dado que era bastante óbvio que não seria fácil de enganar um professor de economia.

O problema vem do contacto telefónico.
Dado que as alterações de contrato passarão sempre pela agência de cada um, o resultado final dependerá
da literacia financeira do cliente e do peso de consciência do funcionário que tratar de cada caso em concreto.

É este o sinal que a Caixa Geral de Depósitos ― banco público, lembre-se ― dá ao mercado e aos restantes bancos:
APROVEITAI-vos da iliteracia dos vossos clientes para reformular os vossos contratos de forma ruinosa para os clientes.
Perante isto, é legítimo ficarmos INDIGNADOS com a forma como alguma banca privada impingiu produtos TÓXICOS aos seus clientes?

Hoje sabe-se que o BES impingiu aos seus clientes papel comercial dizendo-lhes que era tão seguro como um depósito a prazo.
Pedro Sousa Carvalho, no Público de 3 de Abril, denunciou um caso de um senhor de 72 anos, analfabeto, que se dirigiu a um banco para fazer um depósito a prazo e que saiu do banco com um produto financeiro complexo, cuja rentabilidade dependia da evolução a Euribor e de um fundo de investimento em acções.

Ao contrário das burlas descritas no parágrafo anterior, a proposta da Caixa Geral de Depósitos tem a vantagem de não ter qualquer tipo de incerteza relativamente ao resultado final.
Ao contrário do papel comercial do BES e do produto financeiro que flutuava ao sabor do mercado, o novo contrato proposto pela Caixa tem um efeito certo.
É certo que o cliente fica altamente prejudicado.

(-por Luís Aguiar-Conraria
-----Lapa, 25 de maio de 2015

É o problema da * pirvataria" (Privatização e Pirataria )
Já não há respeito.

----Rui,25/5/2015
O problema da caixa é este
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/cgd_perde_89_milhoes_no_trimestre_sem_negocio_dos_seguros.html

Com a venda/PRIVATIZAÇÃO dos SEGUROS o grupo caixa começou a dar prejuízo.
Uma questão interessante aqui é se fará sentido os contribuintes suportarem a despesa dos spreads anormalmente baixos que foram concedidos durante o período da bolha do crédito?
adicionalm...
----
vergonhosa a continuação da publicidade ENGANOSA aos clientes por parte das instituições bancárias e a falta de supervisão BdP


De Fim a remun. e pensões DOURADAS. a 26 de Maio de 2015 às 11:25
Estranha opção

(-por Vital Moreira , 26/5/2015 , http://causa-nossa.blogspot.pt/ )

E por que é que a Ministra das Finanças, em vez de insistir no "corte das pensões em pagamento"
-- que, por mais defensável que pudesse ser financeiramente, já foi considerado constitucionalmente inviável pelo Tribunal Constitucional, a não ser no contexto de uma (impossível) reforma geral dos sistema de pensões, que não está na agenda política --,
não propõe uma reforma bem mais justificada e fácil (e porventura mais consensual), como é a
eliminação das pensões douradas do Banco de Portugal e da CGD, dos juízes e diplomatas?

Além da poupança na segurança social, uma tal reforma eliminaria um gritante privilégio corporativo,
que escandalosamente passou incólume o programa de austeridade.
E em vez de suscitar problemas de constitucionalidade, eliminaria uma óbvia inconstitucionalidade.


De Gás e Electricidade esbulham consumidor a 1 de Junho de 2015 às 09:11


E se os 12 economistas que aconselham o PS, em vez de baixarem os custos do trabalho com a TSU, procurassem baixar os custos de contexto?

(por Diogo Moreira, 365forte)

(é que) Gás e luz em Portugal são dos mais caros da Europa.

(mas o oligopólio é fortíssimo e tem o desgoverno no bolso, ... lembram-se que até celebraram com champanhe a demissão de secretário de estado que Tentou pôr alguma racionalidade neste esbulho aos consumidores )


De M!C - Mudar a Política e a Cidadania. a 4 de Janeiro de 2013 às 09:23
[6] Mudar a política e a cidadania

(- M. A., 2013-01-03 em http://micportugal.org/index.htm?no=20002880 :)

Bom artigo de E.Estanque.

Contributos/ linhas de acção para relançar o MIC (ou ...) e revitalizar a Democracia :

1- MIC poderá ser "a ponte e impulso" se conseguir ligar/aliar esquerdas portuguesas e europeias (incluindo deputados europeus e centrais sindicais) nesta Guerra ... caso contrário será mais um espaço de desabafo inconsequente ...

2- MIC poderá mudar estatutos e apoiar Listas de Candidatos (próprias ou de independentes) às Autarquias e ...

(selecção de extractos de comentários... em posts de «Xa2» no http://luminaria.blogs.sapo.pt/ )

-----Resistir , informar e Lutar
... - e aquela importante denúncia/chamada de atenção (a que parece ninguém ter ligado) de F.Louçã, sobre a primeira linha dos DEPUTADOS na A.R. do arco do poder (PSD-CDS -PS?) serem empregados do BES (pagos pelo banco que mais saca do Estado !!, como podem depois defender os interesses do Povo ?!!, eles foram lá colocados para defender os interesses da Banca e grandes empresas que lhes pagam as contas !!)

- ou ainda de 1/3 dos deputados serem licenciados em Direito (advogados, juristas, ... integrados em grandes/poderosas sociedades a quem são encomendadas a feitura das Leis, os pareceres ... e depois a defesa dos todo-poderosos clientes/empresas, pois sabem quais as alíneas e virgulas ...que introduziram para poderem contornar a Justiça !!) - como podem ser eles representativos/representantes dos interesses do Povo/ eleitores ?!!

----- PS mudo espera ... ser arrasado

Concordo com a análise em «Palavras Mudas»
(do PS, -por R.Namorado em http://ograndezoo.blogspot.pt/ 27/12/2012 ) e que...

'também' "o povo socialista está a começar a chatear-se!"
(aliás, já está atrasado, e a ser demasiado paciente !!
... e tanto que os 'militantes' de base/sem 'tacho' deixaram de aparecer nas reuniões, as secções só têm pó, ninguém paga quotas, ...) .

----- Quem Beneficia e quem Paga.
A BANCA (e seus grandes accionistas, especuladores, administradores pagos principescamente, consultores sabujos, ...) é que «anda a viver à conta dos trabalhadores» por conta de outrém (directamente pelo que saca aos clientes, e indirectamente pelo que saca ao Estado via ParceriasPP, intermediações, pareceres, outsourcings, juros agiotas, ...)
veja:
http://www.youtube.com/embed/58ZT9PeozzU Raquel Varela no Inferno e seu livro «Quem Paga o Estado Social»
Conclusão:
Mas Há sempre saída : tomar as coisas em mãos..., em vez de (se alienar e só) "passar cheques em branco" (a partidos/governantes/...) !!


De Soberania vs Renegoc. ou Suspens.Dívida. a 4 de Janeiro de 2013 às 11:29

...Enfim, quero então assinalar a minha concordância com alguns pontos da entrevista que Lains deu ao DN no Domingo passado.
Comecemos pela economia política da bancarrotocracia:

“o peso do sistema financeiro na economia portuguesa não cresceu por milagre [no último ano], mas por causa das políticas de apoio e proteção à banca, que são necessárias, mas não podem ser exclusivas (...)

A democracia não pode estar a ser condicionada pelo comportamento dos mercados e mesmo Estado pequenos têm capacidade de os pôr na ordem”.

A questão é mesmo a dos instrumentos disponíveis para proteger soberanamente esse bem público que dá pelo nome de crédito e para colocar os mercados na ordem.
Acabemos na política económica:
“Portugal vai-se apresentar, algures em 2013, em Bruxelas a pedir uma reestruturação da dívida.
Essa é a minha previsão, porque nenhuma economia aguenta aquilo que o Governo está a fazer!”.

De facto, o que não pode ser pago, não será mesmo pago.
Duas questões terão de ser respondidas:
quem é que comandará a dita reestruturação e o que daí advirá para o país em termos, por exemplo, de soberania perdida ou reconquistada?

(-por João Rodrigues 3/1/2013, Ladrões de B.)


De .Rapina da Democracia (putrefacta). a 3 de Janeiro de 2013 às 12:03
Desejos

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Artigo 1.º da Constituição da República Portuguesa. Bom ano de 2013.
------------
Artigo 3. (Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se
na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado,
das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
--------------

O presidente de todas as troikas

Tal como em 2012, um HIPÓCRITA e oportunista pensamento económico mágico mora em Belém (e S.Bento) e a falta de memória mora no editorial de hoje do Público:
“pôr cobro à espiral recessiva”, à crise de procura, e cumprir o memorando,
combinar crescimento e austeridade necessariamente recessiva, denunciar INJUSTIÇAS flagrantes, mas sempre sem tocar nos credores, claro.

Cavaco tenta habilmente MANTER a hegemonia política que garante PRIVATIZAÇÔES e DESREGULAMENTAÇÔES sociais e laborais sem fim.

Este é ainda o DESGRAÇADO centro do debate político.
Cavaco faz tudo para manter o PS e a UGT atrelados a um memorando e a um PUTREFACTO “consenso social”
que os impede de dizer e de fazer qualquer coisa de esquerda, qualquer coisa civilizada, qualquer coisa.

Depois do seu inesquecível silêncio sobre a desunião europeia, que durou até ao momento em que a troika aterrou na Portela,
Cavaco aponta agora para uma vaga SOLUÇÃO solução europeia, ao mesmo tempo que recusa o uso pelo país de uma das poucas armas – a REESTRUTURAÇÂO da DÍVIDA – que pode forçar a superação do impasse perpetuador da actual política.

Enfim, sem surpresa, Cavaco continua a ser o presidente, com p pequeno, de todas as troikas.
(-por João Rodrigues , Ladrões de Bicicletas, 2/1/2013)
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ALEIXO disse...
TALVEZ A CRIAÇÃO DE TRIBUNAIS POPULARES
- COM CONSEQUÊNCIAS CRIMINAIS -

PUDESSE SER UMA RESPOSTA Á IMPUNIDADE, COM QUE SE DESEMPENHAM CARGOS REPRESENTATIVOS NESTE SISTEMA DEMOCRÁTICO,

FEITO Á MEDIDA DE HOMENS SEM PALAVRA E, DOS INTERESSES INSTALADOS.

A REALIDADE DO PRESENTE E PASSADO RECENTE, MOSTRA DE FORMA INQUESTIONÁVEL QUE, O JULGAMENTO DO EXERCÍCIO REPRESENTATIVO,

NÃO PODE LIMITAR-SE... AO VOTO NA URNA!

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Correcto : Resta a luta

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Diogo :
A «reestruturação da dívida», João Rodrigues?

Mas que dívida é esta?
Para começar, quanto devemos exactamente e a quem?
Alguém já viu a lista das dívidas?
Quem a certificou? Quem a auditou?
Quem são os credores? E devemos de quê?
O que comprámos? O que pedimos emprestado?
Em que condições? Quando?
Quem pediu? Quem recebeu? Onde e quando?
Para onde entrou o dinheiro? Para que serviu?

Ainda podemos questionar se o dinheiro foi bem gasto ou não.
Se serviu principalmente para encher os bolsos das empresas das PPP, da Soares da Costa, da Mota-Engil, do grupo Espírito Santo, do grupo JoséMello, se serviu para fazer estádios
ou se serviu algum objectivo social meritório, mas antes disso
eu gostava de saber se devemos mesmo, a quem, quanto e porquê. Eu não sei.

E penso que há uns milhões que também não confiam.
É que todos sabemos que há VIGARISTAS que se acoitam nos organismos do Estado, a começar pelo Governo, para servir INTERESSES inconfessáveis.

Podemos confiar no Banco de Portugal ou no Tribunal de Contas quando ambos
se deixam enganar como anjinhos pelas declarações dos administradores do BCP e do BPN ou pelas contas das PPP?
Alguém saberá alguma coisa verdadeira sobre a dívida?
Na verdade, deveremos alguma coisa?


De " Fim da Linha " - Desespero ... mortal. a 3 de Janeiro de 2013 às 13:57

“Fim da Linha” – Carta de um desempregado ao “amigo” Pedro

Caro Pedro,

Enquanto desempregado que vai rapidamente ficar sem poder dar de comer aos seus filhos, é-me difícil aceitar que promovas o meu desemprego para que eu aceite ir trabalhar por migalhas que nem chegarão para pagar o mais básico para manter a minha família.
Estás a deixar-nos sem lugar nesta sociedade.
Estás a condenar-nos à morte.

Gostaria que recordasses que esta minha condição não resulta da minha vontade, pois sou só um meio para que tu atinjas um único fim:
baixar os salários de quem ainda trabalha.
Resulta sim da tua teimosia, dos teus dogmas, da tua ideologia, das tuas crenças de que a minha morte provocará, por alguma inexplicável razão, o bem-estar dos restantes.
Quer parecer-me que é esta a forma que encontras para evitar retirar àqueles que têm dinheiro acumulado e que, não encontrando forma de comprar a minha força de trabalho, não conseguem multiplicar o dinheiro que lhes sobrou.
É evidente que preferes gastar dinheiro em bancos, que preferes pagar uma dívida que eu não contraí;
que em vez de fomentar a indústria, a agricultura, as pescas ou as minas, preferes ir destruindo cada vez mais postos de trabalho.

O que me estás a fazer é de uma violência mortal.
Considero, e tu estarás certamente de acordo, que sou obrigado a fazer tudo aquilo que estiver ao meu alcance para evitar que consigas alcançar o teu propósito.

Quero dizer-te que à medida que se for aproximando o momento da morte da minha família,
que menos soluções encontre, que mais dor inflijas à minha família;
maior é a probabilidade de pôr em prática tantas ideias que me vão passando pela cabeça e cujo resultado seria que tivesses o mesmo fim ao qual me estás a levar.

Para evitar o que te digo, gostaria que considerasses seriamente a possibilidade de te demitires rapidamente e deixasses o caminho livre à realização de eleições, pois sabes perfeitamente que já não tens o apoio do Povo.

Sinceramente,
Alcides Santos
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Via MSE-Movimento Sem Emprego.
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De .Dívida (rende 57%) Rouba e Mata. a 4 de Janeiro de 2013 às 11:22
------ Comer brioches (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

Gabinetes ministeriais ignoram austeridade.(e comem brioches à custa do erário público)

Austeridade? Isso é coisa que não assiste a ministros, secretários de estado, adjuntos, assessores, secretárias e motoristas que trabalham nos gabinetes ministeriais. Já sabíamos.

Austeridade? O povo que pague! Não andaram a viver acima das possibilidades?

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Acabem com a Farsa dos Sacrifícios (demasiado reais para o povo; mas mentira para governantes e élites financeiras-económico-sociais).
... ou (talvez seja melhor) avancem mais um pouco (até ao ponto em que o povo francês ouviu a rainha Antonieta : «se não têm pão que comam brioches» !! ) e pode ser que a sua cabeça role no cepo...

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...
Por outro lado, seria interessante que lançassem o mesmo ódio sempre que uma qualquer instituição financeira, como o sacrossanto BCP, é financiado pelo Estado e pela Segurança Social, [- Governo autoriza trabalhadores que vão sair do BCP a receberem subsídio de desemprego- Lusa,3/1/2013] que dizem ser insustentável (pudera!), para despedir.

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Não há Legitimidade em Defender a Renegociação da DÍVIDA. Ela deve ser SUSPENSA.
(-por Raquel Varela , 4/1/2013)

A Dívida de Portugal rendeu 57% a quem nela investiu em 2012.
Depois de tudo o que foi publicado em Portugal nos últimos 2 anos, do que conhecemos sobre os gastos sociais do Estado, do que sabemos sobre o mecanismo de funcionamento da dívida, não há qualquer legitimidade em continuar a defender a renegociação da dívida.
Ela é uma RENDA privada de ALTA rentabilidade porque baseada na transferência de salários para a carteira dos investidores.

A “dívida pública” deve ser pura e simplesmente suspensa, os depósitos ou certificados de aforro de nível médio assegurados e todos os bancos colocados sobre controle público.
NÃO há nenhuma lei natural que diga que um POVO tem que ASSEGURAR as PERDAS da banca que é todos os dias sustentada por si, garantindo que os dividendos só são distribuídos aos accionistas.
Tudo o resto que se diga ou faça, incluindo a renegociação da dívida, adia a resolução da questão.

E adiar a questão é garantir que a cada minuto, todos os dias, por este mecanismo, é ROUBADO, assim mesmo, roubado, o salário do TRABALHADOR industrial, do médico, do professor, do funcionário público, do pequeno comerciante local, do produtor de leite…,
a cada minuto que passa, rolam os 57%, o número mágico que a cada minuto tira a VIDA a quem está no desemprego.
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De .2013- Merda de desgovernação. a 3 de Janeiro de 2013 às 11:08
"2013 será o ano da inversão económica" - Pedro Passos Coelho, em Agosto passado, na festa do Pontal (-por Sérgio Lavos, Arrastão, 2/1/2013)

Sob os auspícios de Sua Excelência o Presidente da República, entramos em 2013 com um Orçamento aprovado, porém provavelmente inconstitucional, depois do pior Natal para o comércio desde há muitos anos, com quebras entre os 25 e os 40%,
quebras essas que se vão reflectir na previsível falência de muitos estabelecimentos e na cada vez maior dificuldade em pagar a fornecedores e funcionários para aqueles que ainda vão conseguindo aguentar a crise provocada pelas políticas do Governo PSD/CDS.

Janeiro é o mês mais cruel para milhares de empresas (retalho, grossistas, produtores e fábricas) que dependem do pico de vendas do Natal para equilibrar as suas contas, e quando virmos os números de falências durante este mês, perceberemos porquê.
Claro que para os portugueses que trabalham nestas empresas e que estão durante estes dias a receber, por carta, telefonema ou SMS, o aviso de despedimento, Janeiro vai representar uma oportunidade para mudar de vida.
É certo que, num país onde os bancos distribuem dividendos à conta dos lucros obtidos com os juros pagos pelo Estado português mas não emprestam dinheiro a empresas, dificilmente se poderá seguir o conselho dos governantes e começar um negócio.
O empreendedorismo é uma coisa bonita e uma saída, mas nunca neste momento em Portugal.
Sem crédito e com os impostos elevados, apenas os loucos poderão ter vontade de seguir esse caminho. Emigrar é sempre uma opção e, lá está, uma oportunidade.
Deixar mulheres e filhos em casa e partir para outras paragens.
Para que serve uma licenciatura tirada em Portugal? (agora até o irmão Brasil suspendeu o reconhecimento dos nossos engenheiros ! tb com o exemplo de licenciatura Relvas...)
Para trabalhar num hotel suíço, a mudar a roupa das camas ou a carregar malas, ou num lar de idosos na Grã-Bretanha. Para trabalhar num café alemão ou nas obras, no Canadá. É assim a vida.

Não somos a Grécia - mas como eles temos o défice externo quase equilibrado. É verdade que o ritmo de crescimento das exportações travou a fundo.
Mas ainda assim, com as exportações a cair - e, recorde-se, se há mérito no bom desempenho das exportações não é do Governo, mas dos privados, que souberam encontrar mercados para escoar os seus produtos -, celebramos a redução do défice externo. Como a Grécia.
E como Portugal de 1943. Sim, não somos a Grécia. Nem o Portugal de há setenta anos. Mas certamente estamos a ficar mais próximos.

Importamos menos porque as famílias deixaram de ter rendimento para consumir.
Há quem veja neste facto algo de positivo, mas basta pensar um pouco: não é assim que funciona o capitalismo? Sem consumo, não há sociedade capitalista que possa continuar a existir.
Ou quererá o Governo ter um consumo interno semelhante à saudosa Checoslováquia nos anos 70 ?
A balança comercial nesse momento será positiva.
Teremos fila para o pão e para o leite, fome generalizada, mas pelo menos exportamos mais do que importamos. Um sonho.

Sua Excelência o Presidente da República acha que a austeridade provocou uma espiral recessiva.
Os apoiantes do Governo dizem que não. Havia um ministro de Saddam Hussein que, com o exército americano em Bagdad, garantia que as tropas iraquianas estavam prestes a vencer a guerra.
O nosso Governo, o triste bando de deputados que o apoia e que votou a favor de um OE inexequível e criminoso e a cáfila que continua a dizer que os resultados da política governativa são brilhantes e que Gaspar é personalidade do ano, um santo a que apenas a História fará justiça, serão rapidamente uma vírgula na democracia portuguesa - foi isso que Cavaco Silva disse ontem, no seu bipolar discurso de fim de ano.
Certo é que a saída desta gente já está a ser preparada.
O Dr. relvas fortalece os laços com os seus amigos brasileiros e angolanos, Gaspar tem um lugar assegurado numa qualquer instituição internacional e Passos Coelho sabe que terá sempre os braços de Ângelo Correia à sua espera.
Tudo está tem quando acaba bem. 2013 será o ano da inversão económica.


De .Empréstimo/j é ROUBO aos contribuintes. a 3 de Janeiro de 2013 às 11:23
A caridade para os banqueiros como desígnio nacional
(por Sérgio Lavos)

O novo ano também trouxe excelentes notícias para o contribuinte português.
Não só passaremos a contibuir ainda mais para o grande desígnio nacional de Passos Coelho - mal podemos esperar pelo final do mês - como também tudo indica que iremos ser donos de mais um banco privado.
O BANIF está dificuldades - coitados dos accionistas que não receberam este ano os dividendos a que tinham direito - e portanto iremos dar uma ajudinha no valor de 1100 milhões de euros.
Mentes mal intencionadas poderiam sugerir que 1100 milhões de euros é cerca de um quarto do corte previsto no Estado Social, mas tais criaturas não estão a ver bem as coisas:
só alguém sem coração poderá negar o contributo que o BANIF - e antes dele, o BPN, o BPP, etc. - deu para a riqueza nacional.
A esmola de 1100 milhões é caridade, no bom sentido, na acepção de São Paulo: a caridade é amor, como muito bem explicou a piedosa Dona Jonet. E todos os homens de boa vontade deverão sentir amor ao contribuir com parte das suas poupanças para a salvação destes bancos.
Os bancos são um dos instrumentos de Deus na Terra, e os banqueiros, ao contrário do que alguns querem fazer crer (algo que tem a ver com agulhas e camelos), só podem ter um lugar assegurado no Reino dos Céus.
Veja-se por exemplo o sentido de entrega, de cidadania, de dedicação, do ilustre Ricardo Salgado, que voluntariamente se prestou a ir ao DCIAP (na sua qualidade de cidadão) testemunhar sobre o que "fosse considerado necessário pelas autoridades com vista ao cabal esclarecimento dos factos". Quantos, de entre nós, poderão orgulhar-se de tal altruísmo, de tamanha abnegação cidadã?
Deveremos sentir uma grande honra em poder contribuir - modestamente, é certo - para os lucros e rendimentos de gente como Ricardo Salgado, e de todos os gestores e accionistas do BANIF, do BPN, do BPP, etc., etc. Eu sinto. E você?
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... Quanto ao BANIF, claro que não é esmola ou caridade - esmola ou caridade é dar 20 cêntimos e esperar que o pobre não gaste tudo em vinho.
1100 milhões é ROUBO puro aos contribuintes.

O dinheiro vem da troika mas somos nós que vamos pagar os juros do empréstimo.
E portanto seremos nós que vamos ajudar a pagar os futuros dividendos que irão ser distribuídos pelos accionistas.
Eu gostaria que, já que o Governo se afirma liberal, deixasse os mercados funcionarem.
Se um banco não é viável, não deve ser injectado dinheiro público.
Deixe-se falir, assegurando apenas os depósitos dos clientes.

Mas nestas coisas já sei que sou mais liberal do que a direita dos interesses que nos governa


De 'Empreendedorismo' condicionado/carteis. a 3 de Janeiro de 2013 às 11:41
Harmódio:

Vamos começar por esclarecer que o 'EMPREENDEDORismo' no nosso país (tal como a Livre CONCORRÊNCIA) nunca foi mais que um conceito universitário importado (sem qualquer cuidado de adaptação à realidade no terreno… o mesmo cuidado e primor do costume que os nosso académicos nos têm habituado).

Mesmo em melhores tempos a maioria dos mercados estavam dominados por algumas empresas de “grande” dimensão (e boas ligações) que fechavam o jogo a todos os outros.
- é CARTELismo e quase-MONOPOLismo sobreEXPLORADOR de Trabalhadores, de Clientes/ Utentes e de Fornecedores/ Produtores

E o crédito bancário a investimento de risco sempre teve um valor anedótico estando DEPENDENTE da LINHAGEM FAMILIAR mais do que o mérito do plano de negócios.
Sempre foi este o ambiente de negócios português.
Sempre foi um (exclusivo) JOGO de LIGAÇÕES pessoais, FAMILIARES, partidárias e religiosas (+ OpusDei e Maçonarias).
Logo, o empreendedorismo nunca foi saída e para ninguém neste país.

Depois será conveniente dizer que os ganhos em exportações se ficam em parte a dever à DIMINUIÇÃO dos CUSTOS SALARIAIS (e fragilização do trabalhador, salários baixos, +horas mal ou não pagas, tarefeiros/ precariedade sem direitos...)
por isso o tal “mérito” dos privados de pouco nos serve a não ser que o modelo social que se esteja a apontar como objectivo seja o das Filipinas. Bom proveito nos façam esses
“ganhos” que além de não serem distribuídos equitativamente (como urge num país de DESIGUALDADES sociais galopantes) depressa se transformarão em armas para CHANTAGEAR o país a aceitar condições laborais permanentemente MÁS (“não podemos melhor nada senão perderíamos competitividade”).

Quanto ao resto pouco há a dizer que todos não saibam já.
A OPOSIÇÂO (PS) é um fantasma que não quer assumir o poder porque sabe que não vai existir saída airosa deste buraco de dívida ILEGÍTIMA que resolvemos assumir.

A CORRUPÇÃO política prossegue como sempre prosseguiu, mesmo quando envolve regimes ditatoriais. Business as usual.
Todos sabem e pode dar um post simpático mas a verdade é que pouquíssimos querem saber de uma vírgula daquilo que aqui foi escrito.


De Resistir e assumir a 2 de Janeiro de 2013 às 23:50
È isto mas não só. convém ler o livro BASTA, de Camilo Lourenço, que explica por linguagem simples e gráficos as razões porque nos deixamos arrastar par o abismo económico e financeiro, enquanto país e povo que somos. perante os vícios privados e as publicas virtudes é precuiso:

Resistir, nunca desistir

por BAPTISTA-BASTOS

Entrámos no ano de todos os perigos e de todos os medos. Ninguém ameniza as perspectivas, e o primeiro-ministro acentuou a nossa angústia afirmando que nunca as coisas, depois do 25 de Abril de 74, tinham estado tão escuras. Os seus apaniguados, contentíssimos, aplaudiram as declarações, considerando-as sinal de honrada "transparência". Esqueceram-se, evidentemente, de que, à esquerda e à direita, gente altamente qualificada e sensata já advertira da tragédia próxima. E Passos Coelho continua a não reconhecer, claramente, o que a aplicação da ideologia neoliberal nos tem feito. Nem o que essa ideologia significa de risco para a própria democracia, cada vez mais acanhada até ao ponto de constituir uma humilhação e um desespero intoleráveis para quem nela acredita.
O ano traz, portanto, malvados prenúncios. E, embora sabedor da nociva sorte que nos aguarda, Passos Coelho não move uma palha para inverter a funesta tendência. Não move ou não sabe mover. A representação do poder demonstra enorme desprezo pelos protestos de rua, pelos movimentos de massas (o 15 de Setembro testemunhou a recusa da apatia e da resignação, pelas razões que em si mesmo comportava), pelos depoimentos e pelas declarações veementes de economistas, sociólogos, políticos, alarmados com o caminho para o desastre a que o País é impelido. Interpelado sobre se a população aguenta o caudal de restrições, impostos e constrangimentos, o banqueiro sr . Ulrich admitiu: "Aguenta! Aguenta!", num escabroso convencimento, a roçar o insulto e o impudor. É em criaturas deste jaez e estilo que o primeiro-ministro se apoia, pois elas mesmas caracterizam um dos pilares em que assenta a ideologia que defende.
A ideologia. Eis a questão capital. E o novo paradigma político e social, que nos tem sido imposto, inscreve--se nessa nova experiência do capitalismo, como emergência de sair da crise por si criada.
A regressão a que Pedro Passos Coelho nos obrigou contém uma incerteza dramática, que o atinge, atingindo-nos cruelmente. Ele abriu a caixa de Pandora e, agora, não sabe como fechá-la. É um tonto perigosíssimo. Arruinou a pátria, não somente a pátria política, social e económica mas, sobretudo, a pátria moral. Nem daqui a duas ou três décadas o desastre será remediado, diz quem sabe. O nefasto "rotativismo" ocultará ou dissimulará os erros e os crimes cometidos. Ninguém vai parar à cadeia, porque eles protegem-se uns aos outros, com o impudor de quem se reconhece acima de deus e do diabo.
É pungente assistir-se às torções do PS, como aos embustes, ao vazio de sentido dos discursos do PSD. Não desejo referir-me, neste texto, ao dr . Cavaco, por nojo e estrito resguardo mental. Desejo, isso sim, demonstrar o orgulho e a vaidade que sinto por pertencer a um povo como este, sofrido, cercado, mas decente e indomável.


De . Resistir, informar, Lutar . a 3 de Janeiro de 2013 às 09:40
Resistir , informar e Lutar

- sobre o Camilo L. não partilho a sua visão política/ macro-económica (embora concorde pontualmente ).
- sobre o texto de Baptista Bastos concordo.

- e aquela importante denúncia/chamada de atenção (a que parece ninguém ter ligado) de F.Louçã, sobre a primeira linha dos DEPUTADOS na A.R. do arco do poder (PSD-CDS -PS?) serem empregados do BES (pagos pelo banco que mais saca do Estado !!, como podem depois defender os interesses do Povo ?!!, eles foram lá colocados para defender os interesses da Banca e grandes empresas que lhes pagam as contas !!)

- ou ainda de 1/3 dos deputados serem licenciados em Direito (advogados, juristas, ... integrados em grandes/poderosas sociedades a quem são encomendadas a feitura das Leis, os pareceres ... e depois a defesa dos todo-poderosos clientes/empresas, pois sabem quais as alíneas e virgulas ...que introduziram para poderem contornar a Justiça !!) - como podem ser eles representativos/representantes dos interesses do Povo/ eleitores ?!!


De .Quem Beneficia e quem Paga. a 3 de Janeiro de 2013 às 10:01
A BANCA (e seus grandes accionistas, especuladores, administradores pagos principescamente, consultores sabujos, ...) é que «anda a viver à conta dos trabalhadores» por conta de outrém (directamente pelo que saca aos clientes, e indirectamente pelo que saca ao Estado via ParceriasPP, intermediações, pareceres, outsourcings, juros agiotas, ...)
veja:
http://www.youtube.com/embed/58ZT9PeozzU Raquel Varela no Inferno e seu livro «Quem Paga o Estado Social»
Conclusão:
Mas Há sempre saída : tomar as coisas em mãos..., em vez de (se alienar e só) "passar cheques em branco" (a partidos/governantes/...) !!

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MAIS MIL e CEM MILHÕES

A dívida nunca mais tem fim! Esta é a última grande decisão do governo português em 2012 (31/12/2012 de transferir dos cofres do Estado para o BANIF a quantia de 1.100.000.000,00 € (mil e cem milhões de euros).
O caso passou de certo modo despercebido dada a coincidência com a data que as pessoas aproveitar para se distrais um pouco daqui que as atormenta, mas a verdade é que a SIC não se esqueceu dele, tendo veiculado a notícia no programa "Notícias da Tarde" pelo editor de economia daquela estação, José Gomes Ferreira, em delarações à jornalista Conceição Lino e mais tarde também politicamente por Miguel Sousa Tavares.

Enquanto isto, o (des)Governo continua a arranjar mil e um pretextos para tornar INSUSTENTÁVEL a vida de milhões de portugueses, para além dos 2 milhões de indigentes e 3 milhões desempregados e/ou precários, e centenas de milhar que expulsa, forçando-os a emigrar !...

Se, ao contrário do que diziam no início da crise, esta é, na maior parte, de Bancos Privados,
porque hão-de ser os cidadãos contribuintes(o Estado) a pagar tudo isto?
E o que fez a Justiça para condenar e reaver os milhares de milhões roubados de alguns desses Bancos?
Até hoje, nada!

As pessoas estão já fartas disto !!!


De .'chinificação' putrefacta por vendidos. a 3 de Janeiro de 2013 às 13:43
“Um dos grandes objectivos da troika é aproximar-nos da China”
(- 29/12/2012 por Raquel Varela, Entrevista que dei ao Jornal I, edição de hoje, a propósito de Quem Paga o Estado Social Em Portugal?. Entrevista de Nuno Ramos de Almeida.)
Aqui, alguns destaques:

«A obra contraria a tese muito em voga de que o nosso problema é que os pobrezinhos comeram muitos bifes. Nas suas páginas fazem-se contas e chega-se à conclusão de que alguém ficou com o dinheiro dos nossos impostos»

«Se nós tivemos de nos endividar nos últimos 20 anos para compra de habitação isso não significa que tenhamos vivido acima das nossas possibilidades, mas abaixo delas.
Os salários portugueses mantiveram-se tão baixos nos últimos 20 anos que as pessoas para resolverem este direito básico que é a habitação tiveram de se endividar»

«Estão-se a criar condições para ter um mercado de trabalho à escala continental.
É por isso que a nossa precarização vai ser o enterro dos direitos sociais dos trabalhadores alemães.
O que se prepara é que de hoje para amanhã os trabalhadores qualificados do Sul ocupem por um salário muito mais baixo o lugar de um trabalhador alemão.
É este o objectivo da política da troika»

«O processo de globalização que vivemos é um processo de globalização imperialista.
Era bom que recuperássemos a esse respeito este conceito que os cientistas sociais têm tido medo de usar.
Embora recentemente nas discussões de instituições internacionais como a OIT (Organização Internacional do Trabalho) haja alguns autores que recuperam estes conceitos»

«É preciso ter cuidado com todas essas chamadas teorias do decrescimento.
Dizer que um país vive acima das suas possibilidades não é correcto do ponto de vista histórico.
Num país há pessoas que vivem acima das suas possibilidades e outras que não (…)
Nós não temos um consumo excessivo, temos é um consumo exagerado de hidratos de carbono, temos um consumo deficitário de legumes frescos com nutrientes, temos um consumo exagerado de transportes individuais e um consumo deficitário de transportes colectivos.
Ou seja, o problema do consumo não é abstracto, concretiza-se numa sociedade que é DESIGUAL »

«Os historiadores marxistas estão sempre a anunciar crises terminais que nunca o são.
Aquilo que eu tenho lido é que se não tivesse havido um socorro enorme ao sistema financeiro estaríamos numa crise muito semelhante à Grande Depressão de 1929, embora nós vivamos um processo substancialmente diferente devido à globalização da economia.
A interdependência dos mercados é hoje infinitamente superior.
Se a crise teve as consequências que teve, revoluções e contra-revoluções durante dez anos, eu não sei que consequências teria tido esta sem as medidas que foram adoptadas.
Agora salvar o sistema financeiro teve um preço que é a situação de BARBÁRIE social que vivemos»

«Chegamos a um nível de desenvolvimento tecnológico que naturalmente acarreta um patamar de desemprego estrutural se nós não mudarmos a nossa forma de viver.
Temos de criar uma sociedade em que toda a gente trabalhe menos horas, mas que trabalhe»

Entrevista completa aqui
http://www.ionline.pt/portugal/raquel-varela-dos-grandes-objectivos-da-troika-aproximarmo-nos-da-china


De .PS mudo espera ... ser arrasado. a 3 de Janeiro de 2013 às 10:33

Concordo com a análise em «Palavras Mudas»
(do PS, -por R.Namorado em http://ograndezoo.blogspot.pt/ 27/12/2012 ) e que...

'também' "o povo socialista está a começar a chatear-se!"
(aliás, já está atrasado, e a ser demasiado paciente !!
... e tanto que os 'militantes' de base/sem 'tacho' deixaram de aparecer nas reuniões, as secções só têm pó, ninguém paga quotas, ...) .
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Zé T.


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