3 comentários:
De .Demonizar adversários da máquina Mortal a 9 de Janeiro de 2013 às 09:06
Um Olhar sobre Hugo Chavez ... (e a Venezuela)


"A DEMONIZAÇÃO DE CHÁVEZ

Hugo Chávez é um demônio. Por quê?
Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um ...país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.
Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo.
Tinha 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos...
Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer:
"As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”.
Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo.

Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade.
Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo.
Mas esses médicos também foram fonte de escândalo.
Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres.
Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos.

A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno.
Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo.
O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte."

(Texto: Eduardo Galeano – Tradução: Ocupa a Rede Globo - via Fernando Pinto no Facebook).

(-por Ana Paula Fitas 9/1/2013)


De .Finança Kafkiana ordo/neoliberal crimin a 8 de Janeiro de 2013 às 09:35

A Máquina
(-por Alexandre Abreu, 7/1/2013, Ladrões de Bicicletas)

A trama de “Na colónia penal”, de F. Kafka, gira em torno de uma máquina, operada com zelo burocrático, que executa os condenados de um modo especialmente sádico: inscrevendo-lhes no corpo, ao longo de doze horas, o mandamento que infringiram.
O último executado é o próprio executor-chefe: imola-se voluntariamente, por amor à máquina, quando confrontado com a crescente contestação face à desumanidade do método.

É uma metáfora apropriada para aquilo que, a nível europeu, as elites alemãs criaram a partir de três elementos principais:
um BCE à imagem do Bundesbank e por este controlado;
a consagração nos tratados europeus dos princípios do ordoliberalismo (a variante alemã, precoce e mais corporativista, do neoliberalismo);
e a compressão salarial levada a cabo na última década na própria Alemanha.

O resultado: uma máquina neo-mercantilista, geradora de enormes excedentes comerciais na Alemanha a par de défices comerciais e endividamento na periferia europeia, que condena esta última ao declínio inexorável.

Na Alemanha, o pensamento ordoliberal não está confinado à CDU de Merkel. É uma componente tão central do modelo económico alemão no pós-guerra que a sua hegemonia abarca igualmente o FDP, o SPD e até os Verdes.
Obviamente, não é um modelo generalizável (os excedentes de uns são sempre défices de outros), mas isso não impede este pensamento de dominar a política alemã de tal forma que as eleições de 2013 serão, face aos tempos da crise europeia, totalmente irrelevantes.

Indiferentes à contestação crescente, as elites alemãs e europeias continuarão a operar zelosamente a máquina mesmo quando ela se virar contra os executores - neste caso, através da recessão na própria Alemanha induzida pelo colapso das periferias.
A máquina kafkiana é imparável uma vez iniciada e só se detém quando, no final do conto, todo o aparelho se desmorona com estrondo.
Assim será com o Euro, independentemente das eleições alemãs e do indizível sofrimento inútil entretanto originado.

-------- Diogo disse...
Caro Alexandre,

Eu fui um dos que gravou a sua intervenção na SIC Notícias, no Opinião Pública, e que o colocou no Youtube.
Considerei-a uma excelente intervenção e colocou o dedo na ferida ao dizer que
os membros do Governo que regulam as nossas finanças nada têm de ingénuos e que, portanto, são uns vigaristas.

Mas não pense que são (só) as elites alemãs que controlam a finança europeia. Como já dizia Henry Ford, nos anos vinte:

Existe no mundo de hoje, ao que tudo indica, uma força financeira centralizada operada por meia dúzia de homens que está a levar a cabo um jogo gigantesco e secretamente organizado, tendo o mundo como tabuleiro e o controlo universal como aposta.

Hoje ninguém acredita que a finança seja nacional nem ninguém acredita que a finança internacional esteja em competição. Existe tanta concordância nas políticas das principais instituições bancárias de cada país como existe nas várias secções de uma empresa – e pela mesma razão, são operadas pelas mesmos poderes e com os mesmos objetivos.

---- Anónimo disse...
Veremos se nao descamba em guerras .


De .Relatório FIM do Estado social. a 10 de Janeiro de 2013 às 08:51
O relatório do FMI

O relatório do FMI que deu lugar a uma conferência de imprensa de Carlos Moedas, um homem de peso deste governo e com algumas ligações internacionais (não nos podemos esquecer que esteve no Goldman Sachs), e sobre qual teceu largos elogios, não aparece por acaso mas a pedido do governo e aparece para em grande parte ser implementado.

O Governo pensa que pode impor medidas quando são sugeridas ou "fabricadas" por organismos internacionais.

O governo já disse que o documento é só de apoio. Mota Soares já disse também que há premissas erradas.

Mas não nos deixemos iludir. Este governo sabe o que quer fazer a este país. Quer um Estado mínimo mesmo quando nacionaliza o BANIF. Não é um contrasenso. É que o Estado mínimo é para servir o capital e sobretudo o grande capital. PME e mesmo algumas grandes não interessam a este governo ou outro parecido. Assim se o capital estiver em dificuldade este governo intervém para o fazer sair da situação crítica. É o caso do BANIF.

Este relatório é um atentado ao povo português. Ou nos unimos para por este governo no sítio certo que é apeá-lo ou então estamos a caminhar para esse Estado mínimo que cada vez mais estár ao serviço do grande capital.

(# posted by Joao Abel de Freitas , PuxaPalavra, 9/1/2013)


Comentar post