Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

O Estado português regressa aos mercados. Bem-vindos ao 2º "resgate" da troika.  (-por Nuno Teles)

         Para quem ainda acredita na operação de propaganda de "regresso aos mercados"

    "O regresso aos mercados não assinala o fim da intervenção da troika em Portugal? Confuso? Não é para menos. É nesta confusão que o Governo joga as suas fichas. Portugal prepara-se para regressar ao financiamento dos mercados através de uma emissão de obrigações a cinco anos. O Estado recapitalizou a banca nacional com o empréstimo da troika, com o compromisso, explícito no caso do Banif, de a banca comprar dívida pública portuguesa. É portanto provável que seja a banca portuguesa a ficar com o grosso da emissão agora anunciada.

      Que importa que seja a banca portuguesa a comprar? O que interessa é livrar-nos do financiamento e da austeridade da troika. Aliás, é excelente para a nossa economia que se dê uma substituição dos credores estrangeiros por domésticos (o serviço da dívida deixa de ser uma sangria de rendimento para o exterior). Pois. No entanto, se a banca portuguesa pode substituir os agentes estrangeiros em algumas emissões, duvido que tenha arcaboiço para aguentar o exigente calendário de obrigações a refinanciar nos próximos três anos, mesmo com as facilidades de liquidez do BCE. Aparentemente, não sou o único a duvidar se tivermos em conta a extensão das maturidades do financiamento europeu também hoje anunciada.
     Mas então isto não passa de uma vã manobra de diversão para enganar os mercados financeiros? Também não. O que o governo português consegue com esta jogada é obedecer a uma das condições fixadas pelo BCE para as operações de compra de dívida comunicada em Setembro. O BCE só compra títulos de dívida pública de um determinado país se este tiver efectivo acesso aos mercados. Ora, é exactamente isso que Portugal poderá agora apresentar em Frankfurt. Posto de forma muito simples, com o apoio do BCE, a banca portuguesa poderá comprar dívida, vendê-la ao BCE e em seguida comprar mais dívida ao Estado. (embolsando o diferencial de juros agiotas)
    Portugal continuará a estar dependente de financiamento oficial, desta feita de um dos elementos da troika, mas agora não haverá memorando nenhum a cumprir. Teremos financiamento sem austeridade? Não. As operações anunciadas pelo BCE estabelecem explicitamente condicionalidade aos países “ajudados”, no quadro do FEEF e do FMI. Trocado por miúdos, teremos novo financiamento associado a nova austeridade desenhada pela troika. Bem-vindos ao segundo resgate."

----- Voltámos aos mercados? Eu pensava que o problema era estarmos excessivamente imersos nos ditos. (-B.S.Martins)

              "Um  falhanço  para  Portugal"     (-por Sérgio Lavos)

     Lá chegámos. Depois de o trampolineiro Pedro Passos Coelho ter andado mais de um ano a proclamar aos quatro ventos que reestruturar a dívida ou pedir mais tempo representariam um falhanço para Portugal - o adiamento do pedido de "ajuda" tem sido, por si só, uma tragédia -, Gaspar lá foi encarecidamente pedir uma ajudinha do BCE para encobrir o falhanço - esse, sim, verdadeiramente falhanço - das políticas do (des)Governo.

     Será bom para Portugal? Qualquer mudança nas políticas europeias em relação ao país seria bem-vinda. O problema é que, mesmo com mais tempo, menos juros ou perdão parcial da dívida - não duvidemos que irá acontecer - enquanto a economia do país não arrancar continuaremos no fio da navalha. E a economia do país só se salvará se as medidas de austeridade forem bastante aligeiradas. Enquanto o objectivo do Governo - e da troika - for contrair a procura interna e assim reduzir os custos do trabalho de maneira a que o país se torne um El Dorado para investidores que pretendem ter uma mini China em plena Europa, nada mudará para nós, que sentimos na pele as consequências destas políticas económicas.

    Que interessa Portugal poder ir aos "mercados" financiar-se se isso significa na prática mais endividamento? Que interessa que os prazos sejam estendidos, se a taxa de desemprego e a pobreza continuam a aumentar vertiginosamente? Que interessa que os juros sejam ligeiramente reduzidos, se o Governo se prepara para acabar com o Estado Social e com a função redistribuitiva da riqueza que ele pressupõe, assim aumentando ainda mais as desigualdades sociais num dos países mais desiguais da OCDE?

    O que significa na prática esta possível ajuda do BCE? Que o Governo falhou redondamente não só nas políticas prosseguidas como na teimosia com que defendeu a recusa de renegociações com os nossos credores. Significa também que a esquerda - mais radical - sempre esteve certa na sua defesa da renegociação. E significa que seria sempre impossível pagar uma dívida crescente - mais de 120% (do PIB e a subir !!) - nas condições em que esta foi contraída. Haverá mais renegociações, prolongamentos, perdão parcial da dívida. Como aconteceu na Grécia. Mas se a economia não começar a crescer, de nada adiantarão os cuidados paliativos que estão a ser administrados. E como poderá a economia crescer, se tudo o que o Governo está a fazer é errado?

385366_211899942268259_2039230572_n.jpg  Manif.:  2 Março



Publicado por Xa2 às 18:02 | link do post | comentar

6 comentários:
De 'Polvo' e grandes ...'polvos' de colarin a 23 de Janeiro de 2013 às 18:07
Negócios em família (-por Sérgio Lavos)

O extraordinário sucesso - de propaganda - do regresso aos mercados tem como intermediárias quatro instituições financeiras.
O Barclays, a Morgan Stanley, o Deutsche Bank e o BES.
O Barclays foi um dos bancos intervencionados pelo Governo inglês depois da crise 2008 - tendo beneficiado das ajudas estatais para apresentar lucros logo nesse ano - e nos últimos anos tem andado envolvido em esquemas finaceiros duvidosos por todo o lado.
O Morgan Stanley também foi resgatado em 2008 pela Reserva Federal americana, tendo lucrado bastante com a crise das dívidas soberanas na Europa.
O Deutsche Bank foi o banco que, indirectamente, provocou o resgate ao sistema bancário irlandês - grande parte da dívida dos bancos irlandeses em 2008 era detida por este banco (operações descritas no livro "Boomerang", de Michael Lewis). Em 2012, foi descoberto que ocultou perdas de 12 000 milhões de dólares para evitar o resgate pelo Governo alemão - os resgates feitos desde 2008 na Alemanha implicaram sempre controlo estatal dos bancos, uma "inconveniência" que não se verifica por cá.

Já o BES, conhecido como banco do PSD, tem sido associado nas últimas semanas a crimes de colarinho branco. Um dos seus dirigentes, José Maria Ricciardi, foi constituído arguido, e o presidente Ricardo Salgado visitou duas vezes o DIAP para prestar declarações em dois processos diferentes.

Ontem corria a notícia de que o Governo espanhol pretendia que gestores indiciados por corrupção ligada ao sistema financeiro pudessem voltar a ocupar cargos em instituições bancárias.
Recentemente, foi contratado pela Bolsa um antigo dirigente do BPN que trabalhou de perto com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Um extraordinário sucesso, sem dúvida.
E também se fica a compreender por que razão as notícias sobre corrupção no BES têm sido bastante discretas.
Sendo o banco um dos parceiros privilegiados do Governo nos seus negócios, não conviria sujar uma imagem que, de resto, é perfeitamente imaculada. Tudo está quando acaba bem.
Na Sicília é assim:
os negócios são sempre um assunto de família.


De .Mentiras e desGoverno. a 23 de Janeiro de 2013 às 18:21

As mentiras

Vamos ouvir os Arturinhos da praça dizer algumas mentiras, mas ninguém vai desconfiar e não faltarão mesmo os jornalistas e directores de jornais como o Diário Económico ou o Jornal de Negócios a exclamar que “O Arturzinho até sabe o que é o mastoideu!”.

1.ª Mentira: Portugal conseguiu adiar o pagamento porque tem sido um caso de sucesso.

O que Portugal pediu foi precisamente aqui que sempre recusou, mais tempo e mais dinheiro. AO adiar o pagamento Portugal pede mais tempo e ao não precisar de repor a dívida findo o seu prazo está a pedir mais dinheiro. O que o Gaspar fez foi conseguir um segundo resgate que corresponde ao prolongamento do prazo.

2.ª Mentira: Portugal livra-se mais cedo da troika.

O governo pediu agora mais tempo para pagar, mas já tinha pedido mais tempo para cumprir as metas do défice. É evidente que tudo isto é apresentado como um prémio da troika mas a verdade é que o governo que sempre recusou mais tempo e mais dinheiro poderia ter recusado a prenda, mas em vez disso aceitou logo a generosidade. É evidente que mais tempo no cumprimento das metas e mais tempo para pagar só pode significar mais tempo para a troika.

3.ª Mentira: Portugal vai ao mercado graças ao sucesso do ajustamento

Não, Portugal vai ao mercado graças à mudança de política do BCE e ao ambiente de mais confiança nos mercados. A verdade é que um dia antes de Portugal ir aos mercados uma agência de notação manteve a dívida portuguesa no nível do lixo e isso não alterou as taxas de juro. A verdade é que Portugal vai aos mercados um dia depois de a Espanha ter tido sucesso numa operação idêntica e sem que tenha cumprido o défice, sem ter aceite a presença do Salassie e dos seus incompetentes e sem ter aceite todas as ordens da senhora Merkel.

4.ª Mentira: a presença nos mercados é a prova do sucesso no ajustamento.

O ajustamento está aquém dos resultados esperados, a economia está à beira de uma crise de nervos, as receitas fiscais colapsaram em 2013, sectores inteiros estão quase falidos, o desemprego continua a aumentar, muitas empresas estão no limite da resistência, as exportações estão a decair, a recessão vai ser muito superior às mentiras orçamentais. Os resultados poderão ser desastrosos nos planos económico, social e político. De pouco serve ir em muletas ao mercado se depois forem amputadas as pernas ao doente quase terminal que é a economia portuguesa.

(-por OJumento)


De .Dívidas Não Legítimas: debtocracy a 23 de Janeiro de 2013 às 18:26
FMI, BCE, UE - serão as dívidas legítimas? Argentina, Equador e Islândia disseram: - NÃO !
.

FMI, BCE, UE - a receita é sempre a mesma: - não é a economia ou o País mas antes
a Banca e os investidores que interessa proteger!
Serão legítimas estas monstruosas dívidas? Como e por quem foram contraídas?

"Só existe uma única opção na próxima década, que é não pagar a dívida porque
foi baseada no neoliberalismo, e a aventura neoliberal foi um crime contra a humanidade"

"Ninguém é obrigado a pagar esta dívida, uma vez que foi contraída em
nome da corrupção e dos mercados financeiros"

"É imoral pagar uma dívida imoral"

Outro vídeo de visionamento obrigatório, "Debtocracy" (Χρεοκρατία) é um documentário poderoso sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou com dinheiros próprios e donativos de amigos.
Os principais actores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de actos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma acção política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".

Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra. Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo. O ex-diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. (...)

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

(Fonte original do vídeo: "Debtocracy")


De .ir ao mercado e ser saqueado... a 24 de Janeiro de 2013 às 09:05
Dizer que a estrondosa vitória foi devida ao BCE é pior que traição

Os telejornais informaram o país que o Governo e tanto ou mais que o Governo o Gaspar resgataram os portugueses do estado de desgraça em que Portugal caíra de há um ano para cá com o êxito da ida aos mercados.
O Passos foi aos mercados pedir emprestado uns milhares de milhões a médio prazo e não só encontrou quem lhe emprestasse dinheiro como lho emprestaram a um juro muito mais baixo do que há um ano.
Apesar de o juro ser 4 vezes maior que o que a Alemanha paga foi um estrondoso êxito e comprova a enorme sagesse do nosso Gaspar.
É certo que o Governo não conseguiu tudo. Nem legitimamente se lhe poderia exigir tudo.
É certo que falhou no défice para 2011 e também logo por azar para 2012.
A dívida, para desfeitear o Governo e por artes maléficas da oposição (figas e recusas em colaborar) também aumentou.
O PIB … bem o PIB também diminuiu mas nem tudo diminuiu, por exemplo a recessão aumentou.
É claro que o desemprego aumentou mas não se pode ter tudo, né?!
Apesar destes contratempos o Governo entra em 2013 com esta vitória estrondosa de ter conseguido ir aos mercados.
O seu trabalho e o do Gaspar, foi tão bom que até a coisa se repercutiu na Grécia e na Irlanda e até na Espanha e em outros países europeus que à custa do bom exemplo do governo português também conseguiram ir aos mercados como nós (mas) com um JURO MELHOR.
Foi o exemplo de “bom aluno”, a experiência adquirida nos bancos pelo Dr. Gaspar, pelo Dr. Moedas e o Dr. Borges no Goldman Sachs, e o facto de o governo ter mostrado, com atos, à troica que não só faria tudo o que os credores lhe mandassem fazer como faria mais do que lhe pedissem que ele não está para outra coisa.

Mas lá está!... a oposição não gostou deste êxito enorme do Governo e pôs-se para aí a dizer que a confiança dos mercados não é em nós nem na nossa economia
mas apenas porque o BCE disse há uns tempos atrás que podiam emprestar dinheiro aos países em dificuldades porque ele, ele BCE, garantiria em última instância o pagamento aos credores.

Digam lá se não é mesmo uma ignomínia, diria mesmo uma traição esta atitude de os opositores da Situação desvalorizarem o trabalho árduo e inteligente do governo Português, aliás com o apoio do Presidente da República ainda que um pouco envergonhado.

(# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra)


De ."Governar" prós Amigos e Bancos... a 24 de Janeiro de 2013 às 09:25

----- O (det)Estado Social

«O actual Governo tem um problema com o Estado Social. Curiosamente, o Executivo não mostra problemas com a industria financeira.

Exemplo recente 1:
o Governo não hesita em injectar dinheiros públicos em mais um banco, neste caso o Banif.
Note-se:
trata-se mais uma vez de um banco recheado de figuras políticas nos seus órgãos sociais (do PSD-Madeira, por exemplo) e de outras mais discretas ligadas directamente ao actual executivo (incluindo, segundo foi descoberto, o sócio de um actual governante).

Exemplo recente 2:
a tutela não emite palavra quando a CMVM anuncia avançar com uma queixa-crime contra uma associação cívica que se manifestou contra a contratação de um director especialista do Millenium BCP que fundou quase 30% das ‘off-shores' criadas sob a tutela do Jardim Gonçalves, condenado em tribunal por processo lançado pela própria CMVM.
Note-se:
este é o mesmo Governo para o qual a "sociedade civil" é um selecto número de personalidades que aceitam o seu convite para discutir a reforma do Estado à porta-fechada. Ora isto, é muito curioso. Porquê?! Porque é claro que se havia sector a portar-se mal antes da actual crise não era o Estado português.

Exemplo recente 1:
O sector público era minoritário na dívida total portuguesa em 2007, correspondia a 25,3%.
Note-se:
com a crise (tendo injectado já 5,6 mil milhões de euros no BCP, BPI, CGD e Banif e outro tanto nos casos BPN e BPP) essa proporção aumentou para cerca de 35%, notavelmente ainda uma componente minoritária do nosso problema com a dívida total.

Exemplo recente 2:
as despesas com protecção social sempre estiveram abaixo da média da UE-15.
Note-se:
os apoios às famílias e aos desempregados têm-se reduzido em plena crise, Portugal tinha em 2012 gastos sociais 3% menores em termos reais que em 2007.
No meio de tudo isto qual a prioridade do Governo?
Encomendar ao FMI (e agora à OCDE) textos para os quais fornece as opiniões, os dados, e as recomendações de proposta.

É tempo destes governantes esclarecem para quem governam e através de que interpostas organizações querem governar.» [DE] Sandro Mendonça.

------- Portugal foi ao mercado

Amanhã o país regressa à sua realidade,
às empresas à beira da falência, à evasão fiscal generalizada, ao OE inexequível, ao desemprego galopante, à recessão crescente, à dívida soberana nos 120% do PIB.
Essa é a realidade que não muda só porque em vez de se financiar na troika o governo se financiou no mercado pagando juros dignos de agiotas, juros bem mais elevados do que aqueles que os bancos pagam pelos depósitos a prazo.
O bancos compraram dívida portuguesa cobrando quase 5% com dinheiro que compraram ao BCE por 1%.

------- Devemos cada vez mais

«Os dados trimestrais da dívida pública do gabinete oficial de estatísticas da UE revelam que, além de ter a terceira dívida pública mais elevada, Portugal também registou a terceira maior subida entre o segundo e o terceiro trimestres de 2012 (2,9 pontos percentuais), apenas atrás da Irlanda (5,9 pontos) e da Grécia (3,4 pontos).

Comparativamente com o terceiro trimestre de 2011, a dívida pública portuguesa aumentou 9,9 pontos (era, na altura, de 110,4% do PIB), com os maiores aumentos homólogos a pertencerem a Chipre (17,5 pontos), à Irlanda (13,4 pontos) e a Espanha (10,7 pontos) e as maiores descidas à Hungria (4,8 pontos) e à Letónia (3,6 pontos).» [CM]

(-OJumento, 24/1/2013)


De . Manif. 2 Março: BASTA de Troikas. a 24 de Janeiro de 2013 às 10:12
Unidos como nunca, diremos BASTA.
A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós.
A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.
De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!
QUE SE LIXE A TROIKA.
O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

MANIFESTAÇÃO dia 2 de Março 2013 em todo o País:
Convocatórias:
Aveiro:
https://www.facebook.com/events/298090300294216/
Boston:
https://www.facebook.com/events/513476595383894/
Braga:
https://www.facebook.com/events/470395739662986/?ref=22
Coimbra:
https://www.facebook.com/events/520187308013989/
Faro:
https://www.facebook.com/events/125580007607659/?ref=22
Leiria:
https://www.facebook.com/events/330828613692329/
Lisboa:
https://www.facebook.com/events/473078392752306/?ref=22
Londres:
https://www.facebook.com/events/429463707121848/
Portimão:
https://www.facebook.com/events/119353168240308/?ref=22
Porto:
https://www.facebook.com/events/143615129128101/
Viana do Castelo:
https://www.facebook.com/events/537518682933986/
Vila Real:
https://www.facebook.com/events/422563644483207/

(22/1/2013, em actualização)



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