2 comentários:
De .Emigração e/é Escravatura ou Revolta. a 28 de Janeiro de 2013 às 14:20

Uma forma de escravatura
(-por Sérgio Lavos)

Emigrar pode ser apenas uma escolha, mas quando é por necessidade última, porque o país não consegue criar condições para as pessoas ficarem juntos dos seus, das suas raízes, já estamos a falar de política.

Toda a conversa sobre "mobilidade laboral" e "globalização do trabalho" não passa de fumo lançado para encobrir as
políticas económicas que estão a forçar a saída não só da geração mais qualificada de sempre, mas também de muitos portugueses mais velhos e menos qualificados, que pura e simplesmente não encontram trabalho em Portugal.

Ainda a propósito de mais um execrável Prós & Contras no qual os convidados via Skype eram todos exemplo de uma emigração por escolha, e não por obrigação, a qual constitui a maior parte dos casos registados nos últimos anos
(todos nós, os que ficamos, conhecemos pessoas que estão a emigrar deixando ficar a família, trabalhando em empregos pouco qualificados, em sobre-exploração),
ficam aqui as palavras do escritor Rentes de Carvalho, ele próprio emigrante forçado na Holanda por razões políticas:

"De um ponto de vista social, a emigração portuguesa constitui a manifestação de uma forma de escravatura que subsiste ainda hoje.
De um ponto de vista ético, a emigração portuguesa significa a negação constante do direito mais elementar da pessoa:
o direito à vida no próprio país.
De um ponto de vista político, a emigração portuguesa supõe a renúncia à revolta".


De Falta-me a pachorra a 28 de Janeiro de 2013 às 01:34
Deve ser por ter uma taxa de natalidade elevada, que na India se vive muito bem.
Já na Finlândia e na Suécia, com densidades populacionais mais baixas do que Portugal, vive-se bastante mal.


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