7 comentários:
De .PS. Partidos alternantes e más lideranç a 28 de Janeiro de 2013 às 14:00
Às turras no PS
(-http://www.cousasliberaes.com/2013/01/as-turras-no-ps.html#comment-form )

Parece que as várias facções do PS decidiram envolver-se em lutas internas na praça pública.
Os problemas e as divisões não parecem causados por divergências relativas ao programa político a apresentar, visto que nenhuma das facções parece ter ideias para o país.
Como sempre (em outros partidos é parecido), os problemas parecem causados por tricas e alianças pessoais, por lutas entre vários grupos caracterizados por serem variações sobre o vazio.

A imagem que me fica é de António José Seguro aos gritos na TV, berrando chavões na defensiva.
Fala-se em congressos do PS. Fala-se em António Costa decidir sobre se vai avançar para a eleição como novo Secretário-Geral do PS ou para uma recandidatura à Câmara de Lisboa.
Fala-se no processo político, nas tricas, nas guerrinhas internas. Mas não vi ninguém tentar clarificar as divergências programáticas entre António José Seguro e António Costa.
E isso interessa - interessa muito.

Não basta bradar pelo Estado Social.
É preciso dar explicações, exequíveis, para como iria funcionar esse Estado Social, incluindo em relação a financiamento, e basear essas explicações em mais do que conversa fiada.
É este trabalho de casa que a Oposição tem de fazer.
É suposto o PS estar a fazê-lo com o "Laboratório de Ideias para Portugal", e veremos o que sairá dali. Tendo em conta a retórica sobre "project bonds", duvido que saia alguma coisa de muito diferente do que se tem feito cá nas últimas décadas.

Essa minha suspeita de que o PS vai dizer mais do mesmo aplica-se a todas as facções internas do PS.
O pluralismo interno parece ter muito a ver com personalidades e pouco a ver com ideias, o que, de novo, faz sentido, porque as ideias não abundam.
De qualquer forma, parece que a campanha para as autárquicas vai ser apimentada por estas extremamente excitantes manobras políticas de grandes mentes políticas no PS, às quais acrescerão sem dúvidas brilhantes estratégias no PSD e noutras paragens.

Já entrámos no circo político das eleições.
Deixo à escolha do leitor quem são os palhaços, quem são os acrobatas, quem são os domadores de animais, etc.
Vai variar dependendo das preferências de cada um.

A única coisa certa é que nós não podemos ser apenas espectadores passivos.

Temos de intervir. Temos de participar. Temos de votar.

E, principalmente, temos de pensar.


De .PS (in)Seguro ou ... partir a louça.. a 28 de Janeiro de 2013 às 15:14

Se Seguro for reeleito

Reconheçamos que não deve ser fácil aos elementos publicamente mais interventivos do PS – António Costa, João Galamba, Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Pedro Marques, Vieira da Silva, Fernando Medina, Marcos Perestrelo e outros,
os que fazem verdadeiramente oposição ao Governo –
verem o partido conquistar alguma confiança dos eleitores graças às suas intervenções assíduas (são, para todos os efeitos, os rostos públicos do partido)
e ao mesmo tempo verem Seguro colher os louros, apesar das suas desastradas intervenções, dos seus desaparecimentos, da inépcia como líder, da recusa em defender o passado e do desligamento total e notório que existe entre ele próprio e os ditos militantes.
Algo aqui não bate certo.
Há uns que fazem oposição e há outros que esperam que o poder lhes caia no regaço, recusando ir à luta com os mesmos princípios que os primeiros, mas beneficiando da sua qualidade.
Alguém imagina o que seria a oposição do PS sem as ditas intervenções?
A ideia de greve aflora-me à cabeça.

A situação tem, portanto, que ser clarificada.
Se Seguro conquistou os órgãos locais do partido e se quer apresentar a futuras eleições legislativas com base no trabalhinho interno de sedução e promessas,
ou seja, com as bases na mão,
mas sem programa para o país nem mérito para unir o partido e atrair os melhores,
os que em Abril lhe renovarem o mandato devem preparar-se para perder as eleições nacionais (Seguro já mostrou não ter força de argumentação nem consistência)
e entregar o país mais uns anos a este bando de estarolas que se alcandorou ao poder e que, convém não esquecer, dispõe de técnicas políticas poderosas, que não olham a meios.

Se, pelo contrário, Seguro perder, a estratégia de oposição do partido passará a ser coerente, racional e implacável, com pessoas bem preparadas a assumi-la, além de propor sem medo aos portugueses um projeto de desenvolvimento
que vinha fazendo o seu caminho com Sócrates, até ao eclodir da crise, e que deve agora ser bem negociado em Bruxelas e com os credores.
É que a economia entretanto afundou-se, caso não tenham reparado.

Que se reúnam, pois, e partam a louça toda dentro de portas, se preciso for, mas a situação atual do partido não pode continuar.
É demasiado injusta.
Tantas deixas que o Governo oferece – para só citar as mais recentes: o relatório do FMI, a alegada boa execução orçamental, mas que estranhamente exige cortes de 4000 milhões no Estado social, a RTP, a farsa da ida aos mercados –
e que Seguro, como líder, incrivelmente desperdiça!

Quem nelas pega e as desmonta são outros e por sua própria iniciativa, enquanto o líder prefere andar pelas feiras e fábricas locais a angariar apoios das “bases”.
Será preciso que o partido perca as eleições legislativas, vergonhosamente,
dadas as circunstâncias, para a liderança mudar?
E o país, ó gente?


De contribuinte cansado a 28 de Janeiro de 2013 às 19:48
Era bom que o comentador entendesse que o País não é um campo de futebol e que a população não é propriamente uma claque de um club, onde independente de o seu club jogar mal, o objetivo principal é a vitória, nem que para isso se utilizem meios ilegítimos.
Mas o país é diferente. Só faz sentido o PS ganhar as próximas eleições, sejam elas quando forem, se isso trouxer melhorias ao país. Ora os nomes que indicou, todos, ou quase, têm imensas responsabilidades pela péssima situação que o Portugal atravessa. Eu sei que a generalidade da população é burra, sim...BURRA, mas até os burros aprendem alguma coisa e duvido que com o leque de "atores" que indica, o PS vença as futuras eleições legislativas.


De Contribuinte cansado a 29 de Janeiro de 2013 às 09:50
«
O PS, como grande partido de Portugal, não deve deixar cair aqueles militantes que, com o seu saber, com a sua honestidade, com a sua democraticidade, o seu desinteressado trabalho em prol dos desfavorecidos e da causa pública, o transformaram numa instituição respeitada e acarinhada pelos portugueses. Aqueles que , sacrificaram os seus interesses pessoais, aos da Pátria e da Democracia, deverão ser os escolhidos na pesada tarefa de liderar o Partido. Saliento as figuras de José Sócrates, Paulo Campos, Mário Lino, José Lelllllo, Edite Estrela, A. Vara, Penedos, Ana Paula Vitorino, como candidatos, de mérito inquestionável , à liderança do Partido, em lugar desses betinhos ligados ao Seguro. Viva o PS. »


De Zé T. a 29 de Janeiro de 2013 às 10:24
Está mesmo cansado...
percebe-se a afectividade aos 'antigos' socratinos ... mas o juízo de 'qualidade/trabalho feito' é questionável ... (como também é questionável a dos afectos a Seguro ou a qq outro...) .
Pessoalmente gosto das intervenções de Galamba e outros jovens economistas deputados do PS, sua ala esquerda e sem 'telhados de vidro' ou papas na língua.

O que os cidadãos sentem é que tanto PS/socrático como PSD/CDS/banca/PPP (e destes há muito + a criticar...) são os culpados.
-São culpados pela crise/austeridade devido ao «forró» dos gastos descontrolados, pelos contratos e ParceriasPP com 'rendas' escandalosas, pela cedência aos bancos e grandes grupos económicos, pelos carteis que só lixam o consumidor, ... pela Corrupção e Nepotismo viral ... pelo abrir caminho ao neo-liberalismo com o «socialismo moderno», «flexinsegurança», «siadap/merdocracia», ... e pela UGT que se vende ao poder do centrão e assina todas as merdas que só prejudicam os trabalhadores por conta de outrem.

E sentem que o PS/Seguro também não vai lá, sem oposição forte e preparação de contra-propostas/medidas político-económicas, sem programa nem ideias claras sobre o que defende ou é contra ou a favor ... é tudo nim... tretas.

O que muitos militantes (e ex-) do PS sentem é que se devia mesmo «partir a louça»,
- responsabilizar quem tem culpas no cartório, afastá-los e dinamizar o Partido com mais Transparência e menos burocracia e esquemas
.- que só favorecem os aparelhistas e os 'barões' que estiveram no poder e ainda têm 'tachos' ou reformas douradas ...
- e que desmotivam/afastam militantes e eventuais candidatos a coordenadores, delegados, ... deputados e governantes.


De contribuinte palerma a 28 de Janeiro de 2013 às 14:23
Câmara de Lisboa
Quadro de Pessoal

Percebo agora a grandeza desta metrópole, bem demonstrada pelos 2521 Técnicos Superiores, licenciados ou doutorados que trabalham arduamente para o meu município, e entre eles:

- 330 arquitectos
- 101 assistentes sociais
- 73 psicólogos
- 104 sociólogos
- 146 licenciados em... marketing!!!
- 260 engenheiros civis
- 156 historiadores !!!, que se devem desunhar a trabalhar...
- 303 juristas, cujo serviço se supõe que deve ser dar parecer sobre os pareceres que a CML
encomenda aos gabinetes de advocacia privados.

Ah! Caramba! Grande cidade esta!
Grande País que alberga tal Câmara no seu Património.

Calculem a inveja dos Holandeses, Alemães, Dinamarqueses, Suíços, Suecos, etc. por não terem esta "vantagem competitiva".
Vais ver que é por inveja disto e de coisas similares que estes e os outros europeus não gostam de nos quererem "alimentar" os vícios.


De .Xulos e vampiros... a 28 de Janeiro de 2013 às 14:28

O Baltazar (do FMI), os xulos e a mirra
(-por OJumento)
...
Onde estavam os que agora estão muito incomodados com o suposto racismo do líder da CGTP quando
o Salassie disse que se os portugueses queriam um Estado Social teriam de ter dinheiro para o pagar?

Então este senhor chama xulos a todo um povo, ignora todo o dinheiro roubado aos fundos comunitários e aos cofres do Estado através da evasão fiscal
para insinuar que os portugueses são uns malandros que querem viver à custa dos alemães e todos ficaram calados?
...


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