11 comentários:
De Corrupção, Nepotismo no Gov+Adm.Púb. a 7 de Fevereiro de 2013 às 12:12

Às claras
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 6/2/2013)

Ora bem, então é assim: em Outubro passado, Alexandre Nuno Vieira e Brito era membro da Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública (presidida por Bilhim).

Nesse mesmo mês de Outubro, essa comissão abriu um concurso para o cargo de director-geral de Veterinária. Quem foi o nomeado pelo Governo para director-geral de Veterinária? Se pensou em Alexandre Nuno Vieira e Brito, acertou, caro leitor.

A nomeação definitiva aconteceu no dia 30 de Janeiro, depois de Alexandre Nuno Veira e Brito (gosto da pomposidade que emana dos nomes compridos da gente fina do CDS-PP) ter ocupado esse lugar provisoriamente desde o passado mês de Novembro.

No dia 31 de Janeiro - sim, um dia depois de ser nomeado director-geral de Veterinária - Alexandre Nuno Vieira e Brito foi indicado pelo CDS-PP como novel secretário de Estado,
por sinal numa pasta criada por Assunção Cristas, a supinamente baptizada "Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar", seja lá o que isso for.

De acordo com as regras da administração pública, quando sair do Governo o sr. Alexandre Nuno Vieira e Brito terá o seu lugar garantido como director-geral de Veterinária.
O lugar, recordemos, para o qual foi nomeado dois dias antes de ser apontado como secretário de Estado.
Depois de uma decisão da Comissão de Recrutamento a que ele pertencia em Outubro passado.
Tudo claro, certo e limpinho?
Claríssimo, não sei como poderá haver dúvidas neste processo.
Aliás, reforça-se a ideia:
este Governo está em roda livre, sente-se legitimado para fazer às claras o que até há pouco era feito nas sombras.
Estamos todos de parabéns.

tags: crime organizado


De Corrupção? é a vida! a 7 de Fevereiro de 2013 às 19:03
Vivemos num Estado lastimoso em termos de ética e de moral. sejamos coerentes, a lastima emana do próprio povo. então não é isso, o que se refere no poste e no comentário , que toda a gente faz?Qualquer trabalhador tenta meter o seu primo , filho ou neto na empresa onde trabalho, os sindicalistas e representantes dos trabalhadores nas empresas e nas autarquias fazem o mesmo. só quem não pode é que não o faz, sem concurso, nem transparência nenhuma. Pela porta do cavalo com se usa dizer.
Tanto os políticos como o povo só acham ser corrupção quando são outros a fazer o que qualquer faria nas mesmas circunstâncias . Comportamentos que todos condenamos mas que ninguém resiste a deitar mão sempre que possa.
Como alguém diria "é a vida!".


De .Impunidade dos 'Bangsters'. a 13 de Fevereiro de 2013 às 11:42

Troika faz vista grossa aos gangsters

(-por AG , CausaNossa, , 6/2/2013)

"Como disse o Presidente Barroso, o Quadro Financeiro Plurianual é crucial para alguns Estados Membros fazerem face à crise social e para investirem no crescimento da economia e emprego.
É o caso de Portugal, hoje sob resgate e supervisão da Troika.

E isso porque parte substancial da riqueza produzida pelos portugueses continua a ser APROPRIADA e desviada para o exterior, a coberto da selva fiscal na UE e da desregulação global.

A Troika fez, e faz, vista grossa à CORRUPÇÃO e às disfunções dos sistemas financeiro, FISCAL e judicial que garantem IMPUNIDADE a gangsters, agora a aproveitar das privatizações impostas.

Como se compreende que a Troika tenha endossado a amnistia fiscal de 2012 com que o Governo de Passos Coelho tratou de proteger indivíduos como o banqueiro Ricardo Salgado - que se "esqueceu" de declarar ao fisco milhões que tinha na Suíça -
e como os accionistas da SLN/Galilei, que não pagam os milhares de milhoēs que devem ao Estado à conta da fraude monstruosa do BPN?

O Governo permitiu-lhes legalizar os capitais no exterior, sem ter de os repatriar, mediante o pagamento de uma taxa ridícula de 7,5%, sem questionar sequer a origem de tal património e assegurando-lhes a protecção do segredo."

Intervenção que fiz há pouco no debate no PE com Durão Barroso e a Presidência irlandesa,
sobre a preparação das negociações sobre o Quadro Financeiro Plurianual no próximo Conselho Europeu.


De .Islândia vence Máfia Bancos/ 'bangsters a 5 de Fevereiro de 2013 às 14:51
Por que a Islândia experimentou uma forte recuperação económica após o colapso financeiro de 2008?
(- por Martin Zeis, )

O Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimmson, foi entrevistado neste fim de semana (26-27/01/2013) no World Economic Forum, em Davos.
Perguntaram-lhe porque a Islândia desfrutou uma recuperação tão forte após o seu completo colapso financeiro em 2008,
ao passo que o resto do mundo ocidental luta com uma recuperação que não tem pernas para andar.

Grimsson deu uma resposta famosa ao repórter financeiro da MSM, declarando que a recuperação da Islândia se devia à seguinte razão primária:

"… Fomos suficientemente sábios para não seguir as tradicionais ortodoxias prevalecentes do mundo financeiro ocidental nos últimos 30 anos.
Introduzimos controles de divisas, deixámos os bancos falirem,
proporcionámos apoio aos pobres e não introduzimos medidas de austeridade como você está a ver aqui na Europa..."

Ao ser perguntado se a política da Islândia de deixar os bancos falirem teria funcionado no resto da Europa, Grimsson respondeu:

"... Por que é que os bancos são considerados as igrejas sagradas da economia moderna?
Por que é que bancos privados não são como companhias aéreas e de telecomunicação às quais é permitido irem à bancarrota se tiverem sido dirigidas de um modo irresponsável?

A teoria de que você tem de salvar bancos é uma teoria em que você permite aos banqueiros desfrutaram em seu próprio proveito o seu êxito e deixa as pessoas comuns arcarem com os seus fracassos através de impostos e austeridade.

O povo em democracias esclarecidas não vai aceitar isso no longo prazo..."

-------------
Nós, portugueses, continuamos à espera de quê - e de quem?...
- para fazermos, no mínimo dos mínimos, o mesmo que os islandeses?!
Não seremos uma das mencionadas "democracias esclarecidas", admitamos;
mas será preciso muito "esclarecimento" para nos decidirmos
a prender, julgar e varrer esta corja mafiosa
que nos desgraça e humilha como povo?


De .Enriquecer arruinando os outros. a 5 de Fevereiro de 2013 às 11:18

Falir Portugal é como fazer magia... Fácil e dá milhões!
(para grandes empresas, finança/bancos, especuladores, oligarquias 'locais')
Quem sofre são os serviços sociais, o ambiente, o património, o erário público, ... e os pagantes de impostos (trabalhadores por conta de outrem e classe média)..

Neste video, que já foi banido de alguns canais do youtube, explica-se de forma fácil os passos PREMEDITADOS para chegar à CRISE.
Resumo...
1º - Cria-se uma divida privada. Os bancos investem o dinheiro que não é deles, em mercados financeiros e arriscam.
2º - Os bancos endividam-se sem controlo, usando o dinheiro dos cidadãos.
3º - Cedo se apercebem que a sua divida privada é impossível de pagar.
4º - Assim os estados são obrigados a pedir dinheiro aos mercados financeiros.
5º - E com ele ajudam os bancos responsáveis pelo desastre, a tapar buracos.
6º - Cresce a divida pública, com pedidos de empréstimos, que será paga pelos contribuintes e seus descendentes.
7º - Para pagar os buracos desta festa vai-se buscar;
- algum dinheiro aos ricos, pois não queremos uma minoria dominante zangada
- muito dinheiro aos pobre e médios pois nem notarão dado que são uma maioria mas sem poder, e divide-se por todos.
- ás empresas também pouco se pede
- aos bancos não se pede nada... pois são eles que dão crédito e precisam de os manter aliados.
8º - Depois de tudo isto sobra pouco dinheiro para os serviços sociais, já que a maioria dos impostos vai para os juros das dividas.
9º - Finalmente conseguirão convencer os contribuintes que os serviços públicos são muito dispendiosos e medíocres... e os cidadão acreditam que é melhor privatiza-los.
10º - E esta será a desculpa perfeita para os entregar ás grandes empresas privadas. Vende-se o estado e a soberania.
11º - Et voilá ... o objectivo final foi alcançado "Tudo para uns poucos... e nada para o resto"



(Caso o video seja banido entretanto, pode aceder aqui no Vimeo.)

Artigo em: http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/12/falir-portugal-e-como-fazer-magia-facil.html#ixzz2K1QhJMx8


De .Amado infiltrado da Banca ultraLiberal. a 5 de Fevereiro de 2013 às 11:51
Choques

Luís Amado não se chocaria se Estado nomeasse um membro para a gestão do Banif. ( !! )
A lata desta gente não tem fim.
Notem que estamos a falar de um periclitante banco, em que 99% do capital está neste momento em mãos públicas, mas em que o governo se abstém no essencial de mandar, já que não tem ninguém na administração.
Negócios estrangeiros, de facto.
Pelo seu percurso, Luís Amado, que acumula com a administração da sociedade de desenvolvimento da zona franca da Madeira, é um bom exemplo da bancarrotocracia vigente,
a que tem em Ulrich um dos seus símbolos mais poderosos e em Franquelim Alves mais um exemplo da rotação entre negócios, com todo o empreendedorismo à mistura.
Que força é esta?
É a força de um governo que faz de tudo para agradar às fracções mais financeirizadas do capital.
É a força de um enquadramento europeu que é a garantia das suas políticas.
É a força de um passado recente, mas já com mais de um par de décadas, feito só de vitórias.
É a força que já não se lembra de um certo decreto-lei, nos idos de Março de 1975, e do espírito dessa época [«os trabalhadores da Nova Banca abrem ao Povo a porta do futuro].
Esta falta de memória, e a arrogância que a acompanha, pode vir a ser a sua fraqueza fatal.
Desculpem, mas é o optimismo da vontade, que escasseia, a falar.
A verdade é que a história não acabou e a da banca muito menos.

(-por João Rodrigues , Ladrões de B., 4/2/2013)


De . Fazer $$$ e arruinar classe média . a 5 de Fevereiro de 2013 às 10:49
DERIVATIVOS - o melhor exemplo !
.
Heidi é a proprietária de um bar em Detroit.
Certo dia ela apercebe-se que praticamente todos os seus clientes são alcoólicos desempregados e, como tal, não podem continuar a beber e a pagar o que consomem no seu bar.
Para resolver este problema, ela aparece com um novo plano de marketing que permite aos seus clientes beber agora, mas pagar mai...s tarde. Ela mantém o controle das bebidas consumidas num "livro de calotes" (criou deste modo uma concessão de empréstimos aos clientes - alcoólicos desempregados). O facto de no bar de Heidi se permitir "beber agora, pague depois" (estratégia de marketing) é espalhado pelas redondezas pelos alcoólicos desempregados e, como resultado, um número crescente de clientes inunda o Bar de Heidi.

Assim, ela consegue o maior volume de vendas em relação a qualquer bar em Detroit.
Ao proporcionar aos seus clientes a "liberdade" de pagarem depois, Heidi não encontra resistência pela parte dos mesmos, quando, em intervalos regulares, aumenta substancialmente o seu preço para o vinho e a cerveja, as bebidas mais consumidas.
Consequentemente, o volume de vendas brutas de Heidi aumenta enormemente
Um jovem e dinâmico, vice-presidente do banco local, reconhece que estas dívidas dos clientes constituem valiosos ACTIVOS FUTUROS e aumenta o limite de endividamento de Heidi, que de outro modo não poderia continuar a pagar aos seus fornecedores de bebidas.
Ele não vê motivos para qualquer preocupação indevida, já que ele tem as dívidas dos ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS como garantia.
Na sede do banco, comerciantes peritos descobrem uma forma de fazer enormes comissões ao transformar as dívidas desses clientes (ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS) em empréstimos BEBEBONDS, ALCOLBONDS e VOMITBONDS.

Esses títulos são então empacotados e comercializados em mercados internacionais; investidores ingénuos que não fazem ideia daquilo a que os títulos dizem respeito (DÍVIDAS DE ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS) estão a comprá-los como títulos AAA garantidos (AAA é o RATING máximo de segurança com que as EMPRESAS DE RATING - pagas pelo banco emissor- classificam os vários títulos - BONDS).
No entanto, os preços dos títulos sobem continuamente, e os títulos em breve se tornam os itens mais vendido por algumas das casas de títulos da nação.
Um dia, e apesar de os preços dos títulos ainda estarem em alta, um gerente de risco do banco local original decide que chegou a hora de exigir o pagamento das dívidas suportadas pelo bebem no bar de Heidi.

Ele então informa Heidi.
Heidi, então, pede o pagamento das dívidas dos seus clientes, mas sendo estes ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS, não podem pagar as suas dívidas de consumo. Como Heidi não pode cumprir as suas obrigações de empréstimo, ela é obrigada a declarar falência, o seu bar fecha e os onze funcionários perdem o emprego.
Durante a noite, BEBEBONDS, ALCOLBONDS e VOMITBONDS sofrem uma queda no preço da ordem dos 90%. O valor patrimonial desmoronou, o vínculo destrói a liquidez dos bancos e impede a emissão de novos empréstimos congelando assim o crédito à actividade económica na comunidade.

Os fornecedores do bar de Heidi tinham-lhe concedido generosas extensões de pagamento e tinham investido os seus fundos de pensão em títulos BOND diversos. Eles agora são confrontados com a necessidade de amortizar a dívida de Heidi e apercebem-se com desgosto da perda de mais de 90% do valor anterior dos títulos que adquiriram.
O fornecedor de vinho avança também com um pedido de falência, fechando as portas de uma empresa familiar, que pertencia à família há três gerações; o fornecedor de cerveja é comprado por um concorrente, que decide fechar imediatamente a fábrica local e demite 150 trabalhadores.
Felizmente, porém, o banco, a correctora e seus respectivos executivos são salvos e resgatados por um multibilionário encaixe financeiro conseguido pelos seus "amigos" no governo.
Os fundos necessários para o resgate são obtidos através da criação de novos impostos cobrados sobre os empregados, de classe média, não-bebedores que nunca estiveram no Bar de Heidi.
Entenderam agora como funciona?

http://gov.blogtok.com/blog/20931//

ARhttp://apodrecetuga.blogspot.com/


De .Fracos políticos e Estado fraco: Corrup a 5 de Fevereiro de 2013 às 12:01
Políticos fracos para um Estado fraco
por Daniel Oliveira

Todos os debates, incluindo o da nomeação de Franquelim Alves ou o caso de Rajoy, parecem começar e acabar na crescente CORRUPÇÃO da classe política. E começando e acabando aí, a conclusão só pode ser uma:
sendo os políticos corruptos, o solução é retirar poder ao Estado.
Porque, Estado e classe política se confundem, e é até natural que se confundam, na cabeça das pessoas.

É uma visão redutora que não se pergunta,
primeiro, se é verdade que a classe política é hoje mais corrupta do que era e,
segundo, se há uma relação entre a degradação da sua qualidade dos políticos e a perda de poder dos Estado nacionais.

Os políticos não são hoje mais desonestos do que eram no passado. Nem os políticos, nem os empresários, nem os cidadãos em geral.
Parece-me até, para quem se lembra dos anos 70 e 80, que há, na sociedade portuguesa, menos corrupção do que antes.
Basta recordar o que era a relação com os serviços do Estado e como a pequena corrupção estava generalizada para o concluir.
E se a pequena corrupção diminui não há qualquer razão para pensar que a grande corrupção tenha aumentado.
Os media e os cidadãos é que têm mais instrumentos de vigilância do que tinham.
Há mais acesso a informação e a corrupção é, por isso, mais visível.

Esse passado bonito, em que a elite empresarial era muito séria e o poder político era ocupado por uma esmagadora maioria de gente impoluta e apenas ao serviço da comunidade, nunca existiu. Nessa matéria, com o crescente pluralismo da informação, com o nascimento da Internet e das redes sociais e até com algumas melhorias técnicas na Justiça e na investigação criminal, é provável que a situação seja hoje melhor do que era.

Mas podemos, apesar disto, assentar numa coisa: que os políticos têm menos capacidade de liderança, são menos populares, têm menos carisma e, em geral, têm menos qualidade. E isso torna o tráfico de interesses e a corrupção ainda mais insuportáveis para os cidadãos. Esta perda geral de qualidade da classe política resulta, a meu ver, da redução das funções do Estado, da globalização e da atomização da sociedade.

O Estado sempre teve, em grande parte, ao serviço de interesses. Mesmo em democracia, nunca houve um tempo em que os cidadãos com menos poder social e económico determinaram tanto as decisões políticas como os mais poderosos. Mas o Estado tinha mais poder do que tem hoje. Primeiro um poder coercivo, depois, com a democratização das sociedades e o nascimento do Estado Providência, mais poder social. O contrato nascido com Estado Social dava aos políticos um poder acrescido sobre os restantes poderes que em torno de si sempre orbitaram.

Só que a crescente redução do poder do Estado na economia fragilizou-o. A ideia de que podemos ter um Estado mínimo com poderes reguladores fortes é absurda. Um Estado mínimo é um Estado fraco. Um Estado fraco é um Estado vulnerável. Um Estado fraco e vulnerável não é dirigido por gente forte e firme.

Se se tem mais poder numa empresa ou num jornal, e se ainda por cima se tem mais popularidade e se é menos escrutinado, por que raio se há de querer ocupar um lugar político? Se se manda mais de fora, porque raio se há de querer estar dentro? Para a política vão algumas pessoas com convicções fortes e uma enorme maioria de representantes de outros interesses com muito mais poder do que o próprio Estado. A começar pelo maior poder do capitalismo atual: o das instituições financeiras. Degradado o contrato social que o Estado Providência determinava, estes políticos estão dependentes dos verdadeiros poderes sociais e económicos, não encontrando nos que o elegeram qualquer apoio para lhes resistir. Funciona então a teoria da boa e da má moeda, tão popularizada por Cavaco Silva. Os melhores não querem sujar a sua reputação e dão lugar aos piores, sem qualquer reputação a defender.

Por outro lado, o poder deslocou-se das Nações para fora delas. A globalização retirou aos Estados Nacionais grande parte dos seus instrumentos económicos e políticos. Como isso não foi acompanhado pela democratização de instituições internacionais ou transnacionais, a intuições democráticas nacionais perderam a capacidade de determinar o futuro das Nações.
Os políticos..


De .Políticos fracos para um Estado fraco: a 5 de Fevereiro de 2013 às 12:08

Políticos fracos para um Estado fraco
(- por Daniel Oliveira, 5/2/2013, Arrastão )
...
...
Os políticos passaram a ser mais gestores de inevitabilidades do que líderes capazes de oferecer aos povos desígnios nacionais.
E nenhum potencial líder está disposto a entregar a sua vida à mera gestão de decisões vidas de fora.

Por fim, a nossa sociedade atomizou-se.
Os partidos deixaram de ser mediadores entre a sociedade civil e o Estado e são, por isso, incapazes de construir narrativas que determinem visões políticas e ideológicas coerentes.
Os sindicatos estão debilitados e cada trabalhador foi entregue a si próprio.
A empresa deixou de ser uma morada certa.
As Igrejas deixaram e conseguir oferecer às pessoas edifícios morais sólidos.
A família tradicional está em vias de extinção e já não estrutura o resto da sociedade.
O capitalista industrial deu lugar ao gestor assalariado que representa uma massa indistinta de acionistas sem estratégias de longo prazo, apenas ávidos de lucro rápido.
A comunicação social, apesar de ter mais instrumentos do que tinha, perdeu espaço para redes sociais horizontais e inorgânicas.
A sociedade é hoje composta por indivíduos isolados e perdidos.

Nestas circunstâncias, que resultam de algumas dinâmicas que até posso considerar globalmente positivas, como poderia o poder político ter alguma substância que lhe desse a capacidade de dar um rumo às Nações e não CEDER a INTERESSES mais PODEROSOS do que ele?

Os políticos não são mais corruptos do que eram.
São apenas mais FRACOS, porque se limitam a gerir um Estado mais fraco numa sociedade atomizada que não pode ser representada através de narrativas coerentes.

Quem pensa que a melhor forma de combater a corrupção é retirar ainda mais o Estado da vida social e económica,
reduzir o papel dos partidos políticos e dissolver as grandes clivagens ideológicas não compreende as razões profundas desta fraqueza.

A falta de QUALIDADE da classe dirigente não é a causa, é a CONSEQUÊNCIA da FRAGILIDADE do ESTADO.
Porque não se pode esperar que os melhores escolham ser dirigentes que pouco ou nada dirigem.


De .1% ricos contra 99% cidadãos. a 5 de Fevereiro de 2013 às 13:49
Escolher entre

. Estado Forte (controlado por maioria dos cidadãos, com Liberdade, Justiça e Solidariedade)
ou
. Estado Fraco (manipulado por oligarquias, ditadores ou grandes interesses forasteiros)

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. «Entre le fort et le faible, entre le riche et le pauvre, c´est la liberté qui opprime et la loi qui affranchit.» - (Lacordaire)

[ " Entre o forte/poderosos e o fraco/cidadãos comuns, entre o o rico e o pobre, é a 'liberdade'/neoliberal/dinheiro que oprime e a Lei/justiça (de um Estado não manipulado) que liberta."]

------------ do « Esquerda Republicana » - um blogue à esquerda, independente dos partidos mas não de valores e causas, republicano, laicista, democrata e plural.
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De .Carta a banqueiro 'bangster'. a 11 de Fevereiro de 2013 às 15:50
CARTA ABERTA A UM ANORMAL QUE SE ACHA DE RAÇA SUPERIOR.
Exmos Senhores,
Se o Exmo Senhor Presidente da vossa instituição (BPI) pode vir aos media dizer as bacoradas que lhe sobem à boca, tipo vómito, ditas com raiva, gostaria de perceber porquê, então também tenho o direito de lhe endereçar algumas observações:
Primeiro, deixe-me desfazer o mito que a culpa da crise é das famílias, que se endividaram em demasia.
Ó Sr. Fernando (Ulrich), olhe, mesmo antes da crise, quase todos os dias me ligavam da agência do Lazarim para me tentar vender jóias com diamantes (até sabiam a data de aniversário da minha mulher), serviços da Vista Alegre, relógios de ouro.
Até me convidaram a experimentar um SAAB novinho em folha que estaria à porta da agência.
Tudo tipo, leva já e começa a pagar daqui por uns meses.
Dentro da minha ignorância, parecem-me ser outras as razões da crise, tais como:
- criação de activos tóxicos por parte dos BANCOS- fraudes criminosas de milhares de milhões de Euros cometidas por administradores de BANCOS (BPN, BPP, BANIF e outros)
.- PPP altamente lesivas dos interesses do Estado, efectuadas com consórsios participados por BANCOS
- Facilitismo no crédito concedido pelos BANCOS
- Desvio de fundos pelos BANCOS, provenientes do BCE, destinados ao crédito às empresas e a reanimar a economia, para comprar divida pública, a taxas mais proveitosas
(registe-se o exemplo recente do caso do sr. Nogueira Leite. Este mafioso, administrador na Brisa e mais 12 idênticos tachos -10 dos quais como executivo -, foi nomeado pelo governo mafioso de Passos Coelho para administrador da Caixa Geral de Depósitos, donde saiu há pouco tempo, para voltar a ocupar o seu anterior lugar na Brisa, entre outras empresas).
Ao abandonar a Caixa, um jornalista perguntou-lhe porque razão deixava a Caixa, afinal, um tacho tão apetecível, para voltar à Brisa, ao que o mesmo respondeu dizendo que já tinha cumprido a sua missão na Caixa.

E qual foi a missão? É simples.
Há uns tempos foi concedido pela Caixa Geral de Depósitos um empréstimo de 500 milhões à Brisa a José Manuel de Melo, accionista maioritário na Brisa.
Para quê? Para que aquele comprasse as participações dos pequenos accionistas a 2,75 €/ por acção para, passados uns meses, as vender a 6 € cada uma.
Resultado: ficou accionista maioritário e ganhou na operação 375 milhões.

A mesma entidade de crédito, entretanto, negou financiamentos a milhares de pequenas e médias empresas que, apesar de terem uma boa carteira de encomendas, acabaram em falência, levando ao desemprego milhares de pessoas.

Acha que foi o povo, a classe média, que provocou isto?
Porquê? Como? Indo de férias para as caraíbas com um empréstimo do seu banco? Não, Sr. Fernando. Não nos coma por parvo.

A ganância das instituições financeiras parecidas com a sua, mas muito maiores, a actuar nos mercados nacionais e internacionais, sem controle de reguladores, segundo a linha política liberal, aliadas ao compadrio, pressão de lobbies, levou à corrupção, ao roubo, com apoio em offshores nacionais e internacionais, levou à situação de crise nos Estados Unidos em 2008, que de imediato se estendeu à Europa, nomeadamente a Portugal, sendo certo que, logo em 2008, a Irlanda, Islândia e Grécia, entraram em falência.

Foram essas as causas.
Mas têm o descaramento e pouca vergonha de, ainda por cima, responsabilizar o povo por ter gasto mais do que as posses.
Os ladrões em Portugal (só no BPN foram quase 10 mil milhões), onde não há justiça e o grande crime compensa.

Entretanto, servem-se de falso pretextos para que seja agora o povo, a classe média e até os mais mal pagos, os reformados, os doentes, os desempregados, que pagam a factura!!!
E diz o Senhor, desculpe, mas que idiota:
“ai aguentam, aguentam”. Sendo o “ai” uma atribuição de culpa.


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