De Bloqueio da economia e Alternativas. a 18 de Fevereiro de 2013 às 16:23
Sic Com Lusa, 18-02-2013]

O Bloco de Esquerda apresentou hoje quatro projetos de resolução para dinamizar a economia.

Baixar o IVA da eletricidade e adaptar a caixa Geral de Depósitos aos objetivos que se pretendem com a criação do Banco de Fomento.

A líder do BE apresentou um projeto de lei que impõe "uma taxa travão" no crédito a conceder às empresas, para que esse financiamento "nunca possa ser em 20% superior à taxa de juro praticada no resto da Zona Euro".

"As pequenas e médias empresas em Portugal representam 75% do emprego e estão neste momento a financiar-se na banca em condições piores do que as empresas gregas", advertiu.

Catarina Martins defendeu também que os bancos recapitalizados pelos fundos públicos devem ser obrigados a utilizar, "pelo menos, 50% desses fundos no financiamento de empresas não financeiras, da economia real, com uma taxa de juro que não ultrapasse a média da Zona Euro".

Para a Caixa Geral de Depósitos, o BE propõe também um papel mais ativo no financiamento das empresas:
O banco público usaria "o remanescente dos fundos de recapitalização dos bancos, mais de seis mil milhões de euros, para financiar empresas não financeiras".

Os bloquistas consideram que a ideia de criar um banco de fomento não faz sentido quando já existe "um banco público, que deve ser o primeiro instrumento de" dinamização da economia portuguesa.

A coordenadora do BE sublinhou que o tecido empresarial português não pode estar à espera de "um banco de fomento que não existe" e que "fragilizaria"o papel da Caixa, quando "todos os dias fecham 24 empresas".

A dirigente bloquista referiu ainda que das "várias reuniões com empresas e sindicatos" que tem tido, o custo da energia é um dos aspetos mais criticados, "é um dos mais elevados na Europa", e que mais pesa nos orçamentos.

"Uma empresa têxtil com 60 trabalhadores gasta o triplo em energia do que gasta com salários e o Governo que não tem feito nada a este propósito", apontou.

Neste contexto, a líder do BE defendeu que o IVA da energia (gás e luz) "deve baixar para a taxa mínima (6%), tanto para empresas e famílias, assim como o IVA na restauração deve voltar aos 13%.

Catarina Martins apontou ainda o aumento do salário mínimo como uma das medidas prioritárias para o BE e que pode levar a uma dinamização imediata do mercado interna.

"Aumentar os rendimentos de quem menos ganha é uma garantia de aumento da procura interna", sustentou.
---------------

João Ferreira do Amaral vê "bloqueio total" da economia
"Um aspeto muito importante que tem sido descurado são as opções claras no investimento público".
"É um erro brutal", diz o economist
[Dinheiro Vivo/Lusa, 18-02-2013]

O economista João Ferreira do Amaral alertou hoje que Portugal pode caminhar para uma situação de bloqueio total se prosseguir com os programas que está a seguir, sem tornar a sua estrutura produtiva mais competitiva e amiga do emprego.

"Nós não podemos imaginar que estes programas que estamos a prosseguir vão dar resultado. Pelo contrário, vamos por uma situação de ausência de saídas, de um bloqueio total", considerou o economista na palestra inaugural da conferência "Economia Portuguesa: Propostas com Futuro", que hoje decorre na Fundação Calouste Gulbenkian.

"Se rapidamente nós não arrepiarmos caminho e se não começarmos a atacar o verdadeiro problema que temos, que é a discussão da estrutura produtiva, para a tornarmos mais competitiva, mas ao mesmo tempo mais amiga do emprego também, podemos ter a certeza que é a própria sobrevivência do país, que, tal como o conhecemos, pode estar em causa", acrescentou.

Ferreira do Amaral apontou como possíveis soluções para dinamizar a economia do país a criação de incentivos fiscais e incentivos ao investimento "seletivos e criteriosos".

Defendeu que é essencial que o sistema bancário português volte a conceder crédito às empresas, o que "poderia ser feito seja através de uma instituição financeira especificamente destinada a apoiar através do crédito ao investimento".

"Mas é essencial que esse apoio ao crédito seja seletivo para aqueles setores que permitam ou substituir as importações ou aumentar as exportações", considerou, salientando ainda que "o facto de as empres ...


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres