Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

As facturas, o saque das contribuições para as pensões de reforma, a retirada de direitos adquiridos na ditadura, a própria ideologia governativa…

O governo dos Srs. Passos, Portas e Gaspar ultrapassou, há muito tempo, a fasquia atingida pelo próprio Salazar.

O dito “António das botas” nunca chegou tão longe, na agressão fiscal aos contribuintes, no desrespeito pelos funcionários públicos e na retirada de direitos, contratualmente consagrados, aos trabalhadores.

Diga-se, em abono da verdade, que também aquele governante, ditador, nunca chegou tão longe no emprego de rapazes “especialistas” ou na, conivente, promiscuidade com a corrupção e corruptos, nomeadamente banqueiros.

É verdade que a PIDE tinha o seu exército de bufos mas nunca o ditador impôs que cada português o fosse, muito menos que se tornasse num polícia das finanças ou cobrador de impostos.

Salazar era ditador sim, mas foi, pelos vistos, mais transparente que estes ditadores travestidos de democratas. Nomeava os presidentes de câmara sem os encapuzar de democratas saltimbancos granjeadores de financiamentos partidários.

Um governo, minimamente, inteligente e democrático teria reduzido a carga do IVA para metade (o que seria um incentivo à economia), fazia a pedagogia do dever cívico de toda a gente para cumprir as suas obrigações fiscais, levando a efeito uma adequada campanha publicitaria sobre as vantagens de cada um pedir a respectiva factura, sempre e em qualquer pagamento, no interesse dos próprios. Mas não foi isso que fez. Foi ditador!

Este governo é um governo salazarento travestido de democrata e acolitado por partidos aprisionados por “mafiosos” grupos traficantes de interesses de diversos poderes, incluindo o económico.

Parece que nem os negros resultados estatísticos da economia e do cerca de milhão e meio de desempregados os aflige. São mesmo, humanamente, insensíveis.

O que os portugueses têm de dizer, ao governo, é que vá tomar no dito de Francisco José Viegas (in A Origem das Espécies), com toda a razão.



Publicado por Zé Pessoa às 19:18 | link do post | comentar

2 comentários:
De Cordas partidas a 17 de Fevereiro de 2013 às 22:18
A corda estica mas não parte, diz o Coelho. deve estar a referir-se ao governo porque para muitos portugueses já partiu quando ele destruiu os seus postos de trabalho ou reduziu as suas pensões cujas capitalizações foram roubadas para equilibrar os orçamentos esbanjadores .
Cada povo tem os governos que erscolhe e os políticos que merece.


De Salazarismo, onde? a 18 de Fevereiro de 2013 às 12:10
Em boa verdade vos digo que o salazarentismo está no próprio povo. Um povo que não fosse, culturalmente salazarento já tinha agarrado nas sua próprias mãos as possibilidades que têm em meios, leis e conhecimentos para se auto organizar em comités e equipas concorrentes aos vários níveis das estruturas democráticas a começar por "freguesias de Vizinhos".
Em Outubro próximo realizam-se eleições para as freguesias, o actual governo quer acabar com grande parte delas, vamos ver em quantas os cidadãos confrontam os partidos e o poder politico instalado.


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