9 comentários:
De ...quebrar a corda/garrote ... a 18 de Fevereiro de 2013 às 12:27

A Revolta do Manuelinho (Évora, 1637)

Antes dos conjurados nobres e das reuniões no actual Palácio da Independência (Rossio,Lx), já a classe popular se tinha levantado contra o domínio iníquo dos Habsburgo/Filipes.
Depois do motim das maçarocas no Porto em 1628, uma revolta eclodiu a 21 de Agosto de 1637 em Évora (em nome do Manuelinho...).
Por pouco não antecipou a restauração (1640).

Ainda assim, o povo percebeu que unido poderia fazer frente a qualquer poder vigente e opressor.

(-por Frederico Aleixo , 16/2/2013)
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Portugueses são pacíficos ... mas a partir de certo ponto...
»»» Revoltas / acções populares :

... Maria da Fonte, ... 31 Janeiro/Porto,... Regicídio 1908, ... Implantação da República 1910, ...
...
Abril e Maio 1974,... Buzinão da Ponte, ...
... Manifs dos Indignados 15 Nov.2012, ...


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« Impostos sem representação, é DITADURA »
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De .Dividir para Reinar e CORTAR + e +... a 18 de Fevereiro de 2013 às 12:36
Os aplausos dos imbecis

Ai o desemprego jovem já ultrapassou os 40%? Vamos já combater esta injustiça.
As alterações ao regime do subsídio de desemprego feitas há um ano ainda salvaguardavam o direito dos desempregados mais velhos a beneficiarem do subsídio por mais tempo, mas agora o executivo já pensa em acabar com estes benefícios, lê-se na imprensa da manhã.

Foi assim com o "ai os funcionários públicos têm uma carreira que lhes permite ir melhorando de vida" que resultou no desmantelamento das carreiras da Administração Pública durante a governação Sócrates,

foi assim com o "ai a maioria pensa que os funcionários públicos têm grandes salários" que resultou nos cortes salariais entre 3,5 e 10% introduzidos por José Sócrates
e no roubo de subsídios de férias e de Natal da responsabilidade do actual Governo,

foi assim com o "ai os ferroviários têm direito a bilhetes de comboio gratuitos" que resultou na supressão dos mesmos pelo actual Governo,

foi assim com inúmeras convenções colectivas de trabalho que ofereciam condições de trabalho um pouco melhores do que o regime supletivo consagrado no Código de Trabalho.

Em todos eles se retirou a quem tinha um pouco mais sem dar absolutamente nada a quem continuou a ter menos.
Foi calhando e continua a calhar a vez a todos porque a estratégia vai obtendo apoios entre aqueles que se contentam com a retirada de direitos aos outros em vez de reclamarem uma vida melhor para si.

E é assim que o nosso edifício social vai implodindo.
Ao ritmo das palmas e do silêncio cúmplice deste recurso abundante do nosso país: os imbecis.

O défice de cidadania joga na equipa dos terroristas sociais que nos estão a deixar sem nada.


De .o Analfabeto Político. a 18 de Fevereiro de 2013 às 12:40
"Não há pior analfabeto que o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política.
Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)


De .Enriquecer 1%, empobrecer classe média. a 21 de Fevereiro de 2013 às 11:53
Os fazedores da miséria e empobrecimento

Acabo de ler na imprensa que António José Seguro escreveu ontem "à tróika" a exigir renegociação do memorando.

Não deixo de considerar positivo que o líder do maior partido da oposição tenha tido essa iniciativa e defenda uma renegociação política do memorando, uma renegociação com responsáveis de topo.

Agora não sei as propostas que Seguro, se fosse bem sucedido nesta sua insistência, levaria a essa negociação.

Tenho a sensação que Seguro não tem uma alternativa. Parece pretender mais tempo para atenuar os cortes e eventualmente uma baixa da taxa de juro. Será? interrogo-me. É pouco, muito pouco.

Ora isto em nada resolve a questão do endividamento do país e pior do não crescimento desde há muitos anos e por consequência do empobrecimento generalizado do país, onde os cortes no rendimento para ficar serão uma realidade futura com a política deste governo ou de políticas próximas mesmo que mais atenuadas em termos de efeitos.

Sem uma proposta radicalmente diferente não vamos lá, o país com medidas destas, frouxas, não ganha condições para criar riqueza e sem criar riqueza não gera emprego.

Na situação que estamos o país tem mesmo de investir para sair do fosso. Para isso tem de libertar dinheiro para tal, E com os custos da dívida tão elevados não vai longe.

Daí que sem uma renegociação da dívida não haja saída. E há partes da dívida que não devem ser assacadas ao contribuinte. Há que haver uma monitorização das causas da dívida, distinguindo a legítima da ilegítima e esta deve ter um tratamento diferente. É uma condição base, não suficiente para "refundar" a economia nacional. Os actuais elevados custos da dívida são um factor de grande constrangimento ao investimento.

# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra


De .Gr. Fuga ao Fisco e conluio Português. a 18 de Fevereiro de 2013 às 14:02
A lista de Falciani
14/02/2013 Por jorge fliscorno

A história seguinte conta-se a si mesma depois de um enquadramento. Hervé Falciani, informático a trabalhar para a filial suíça do banco HSBC, teve acesso a milhares de nomes de clientes com contas secretas nesse banco. Fez uma cópia desses dados e começou a tentar vender essa lista. Como se ainda não houvesse enredo suficiente, esta novela é ainda apimentada com as reacções dispares daqueles que teriam maior interesse em recuperar os capitais fugidos: os estados.

Capítulo 1 – Robin dos Bosques ou Roubador do Banco?
...Dados protegidos pelo sacrossanto segredo bancário suíço. Contas milionárias engordadas durante anos por transferências invisíveis e fluxos financeiros de origem duvidosa impossíveis de seguir. O que este engenheiro informático tinha à sua frente eram milhares de depósitos de cidadãos e empresas estrangeiras ali colocados, longe do alcance dos seus respectivos governos para não pagarem impostos. Um dos maiores casos de fraude jamais descobertos. [link]

Lendo o restante artigo ficamos a saber que Falciani tentou vender os dados e passou a ser procurado pela polícia suíça, com uma ordem de prisão internacional. Por intermédio da justiça francesa, a lista de Falciane chegou ao ministro das Finanças do governo de Sarkozy e, em consequência, a França já recuperou mil e 200 milhões de euros de impostos que estavam por pagar.

A justiça francesa enviou também cópias a todos os países com quem tem acordos de cooperação em matéria fiscal e que haviam pedido esses dados. Graças aos dados de Falciani conseguiu-se, até ao momento, em Espanha, “a maior regularização da história do fisco”. O dinheiro que aparece, segundo fontes não oficiais, ultrapassa os seis mil milhões de euros. E em Itália recuperou-se 570 milhões de euros que tinham fugido ao fisco.
Todo este dinheiro proveniente apenas das contas secretas de um único banco.

Capítulo 2 – Dilemas de ética… com criminosos

O que pensar [...] de um Governo que tenciona comprar dados roubados a instituições bancárias, a fim de desmascarar os prevaricadores fiscais e reclamar-lhes impostos retroactivos? [...] Sigmar Gabriel, dirigente do SPD [alemão], resumiu este problema delicado declarando que “não se pode deixar fugir os bandidos a pretexto de que foram desmascarados por outros bandidos”. [Em 1 de Fevereiro, a chanceler Angela Merkel declarou, por seu turno, que era necessário "fazer tudo para obter esses dados".] [link]

Mil e quinhentos alemães têm dinheiro escondido na Suíça. Cerca de 400 dos que fugiram ao fisco optaram por se auto-denunciarem, com medo de serem denunciados. O governo alemão espera recuperar 100 a 200 milhões de euros escondidos na Suíça.

Capítulo 3 – O exemplo grego

O Governo grego rejeitou uma oferta de compra, a um vendedor anónimo, de diversos CD com os nomes de infractores gregos por fuga a impostos, com o argumento de que isso constituiria um ato de “espionagem industrial”. [...] O diário de Varsóvia Rzeczpospolita salienta que “não é segredo os gregos terem vindo a depositar, desde há muitos anos, milhares de milhões de euros em contas na Suíça”. Segundo a empresa corretora suíça Helvea, o montante em questão pode ser da ordem dos 20 mil milhões de euros. [link]

O governo grego tem a oportunidade de recuperar dinheiro que devia ter sido cobrado em impostos. Mas opta por «negociar um acordo que prevê que os depósitos dos cidadãos gregos em bancos suíços sejam tributados em 19% a 34% (dependendo da sua duração), sendo os impostos arrecadados transferidos para as Finanças gregas.» Um acordo que apenas funciona se aqueles que têm mais a perder – os bancos suíços – colaborarem. Compreende-se a atitude grega. Não têm problemas financeiros.

Epílogo – E Portugal, pá?

Quando há notícias de desastres por esse mundo fora, logo aparece a informação típica sobre vítimas portuguesas. E neste caso da lista de cidadãos de vários países que fugiram ao fisco? Algum português? Não há disso notícia. Mas nem as notícias em causa são sobre desastres nem nós sabemos se o governo português alguma vez pediu à França para disponibilizar essa lista. A forma protectora como Ricardo Espírito Santo foi tratado perante a fuga ao fisco é um sinal do que terá acontecido. Também n


De Tribut. Dividendos, offshores, fuga fisc a 18 de Fevereiro de 2013 às 14:10
Um despacho que vale (centenas de) milhões

Pense nisto: “o Governo altera as regras de tributação da distribuição de dividendos de participadas por SGPS para SGPS, criando com esta alteração uma benesse de centenas de milhões de euros para as grandes empresas”.

Os socialistas contestam a "opção ideológica" vertida num despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que na prática trava a subida de IRC na distribuição de dividendos.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/ps_acusa_governo_de_dar_quotbenesse_agraves_grandes_empresasquot_na_tributaccedilatildeo_de_dividendos.html

⇒ Miguel Abrantes


De Cheira-me a tachos a 18 de Fevereiro de 2013 às 11:45
Essa das listas de independentes à Assembleia da Republica cheira-me a tachos!
Então porque se não começa já pelas autarquias que já está consagrado na Constituição e na lei e até é mais fácil em termos burocraticos?
É estranho não é? Tem razão o comentário anterior que diz que o povo não ordena coisa nenhuma.


De O Povo? Olhe que não! a 18 de Fevereiro de 2013 às 11:40
Manifestar manifesta mas ordenar!?
Ordenar é por em ordem e não creio que seja capaz de o fazer em relação ao governo, aos políticos e até aos partidos enquanto se não organizar a si mesmo.
O povo tem sido um "rebanho" tresmalhado sem ter a coragem de assumir rupturas.
Como poderá querer ORDENAR?


De .Listas de Independentes à A.R. a 18 de Fevereiro de 2013 às 11:36
Sim, porque não?

Foi entregue na Assembleia da República, hoje, a petição que pede que a Constituição seja alterada de forma a que LISTAS de INDEPENDENTES possam concorrer às eleições LEGISLATIVAS.
Seria um bom passo para combater o monopólio dos partidos políticos sobre a política de nível nacional.

Note-se que os grupos de cidadãos concorrem nas autárquicas e conseguiram em 2009 sete presidentes de câmara (mais do que qualquer outro partido com excepção dos «três grandes»).
Nas freguesias, tiveram 8% das presidências de junta.
Dá que pensar.
(-por Ricardo Alves, 14/2/2013)

Melhorar a Democracia é preciso.


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