8 comentários:
De .Ala esquerda do PS e o resto... a 17 de Abril de 2013 às 10:56

13 "jovens turcos" do PS (bancada de trás, 'perigosos radicais da ala esquerda') abstiveram-se no voto de pesar pela morte de M.Thatcher promivido pelo PSD-CDS com 'relambório' ultra-liberal pró-mercados ... e que o resto do PS (centro-direita) votou a favor... Os outros partidos - PCP, Verdes, BE - votaram contra.

Para quem ainda não tinha percebido onde estava a ala esquerda do PS, esta votação foi esclarecedora.

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Acredito que no PS há boas pessoas, cidadãos, técnicos, ... mas também lá estão os alapados aos tachos, troca-de-favores e futuras prebendas da rotatividade no poder ... e as práticas destes fazem desistir e desacreditar no futuro do PS ... e do país.

Militantes (fora da 'entourage' dirigente) são cada vez menos, não aparecem nas secções nem em 'debates'(discursos redondos e apelos passadistas...), deixaram de fazer propostas e moções, não votam, não pagam quotas, ... e simpatizantes também estão a deixar de o ser...

Todos esperam ...
... até que surja um D.Sebastião ou um ditador (se ao menos fosse esclarecido!) ... uma «faísca» que chegue o fogo e provoque a Revolta ... com acertos de contas e excessos...

------ 11 de Abril de 2013, Anónimo disse...

«... não porque tenha muito a contradizer por conhecer a realidade, mas porque é Primavera e na Primavera as árvores que se fazem de mortas no Inverno, enchem-se de folhas.

Há alapados nos Partidos, há alapados fora dos Partidos (que aliás estão na moda e a quem é muito mais favorável ser “independente”), há alapados na política, há alapados políticos que gostam de fingir que não o são (nem políticos, nem alapados – o nosso Presidente da República é um bom exemplo) e principalmente há os alapados na indiferença, aqueles que nada fazem para que algo seja diferente e estão sempre na vanguarda da crítica inconsequente e irresponsável porque, como se sabe, só se responsabiliza quem faz.»
(-por Sr.LNT, A Barbearia)

-- gosto da primavera (na natureza e na política, tipo 'Praga', 'árabe',... 'Syriza', Islândia,...) e já está a tardar.

-- 'outros alapados' ... e 'indiferentes' e falsos 'independentes' também os há ... mas não os valorei pois estava a comentar a «área PS» e os 2 parágrafos seguintes (no comentário anterior) aprofundam o problema, ... que deve conhecer...

-- mas não tenho a certeza se os dirigentes políticos/partidários estão tão conscientes dessas 'novas marés' e 'sopros a exigir mudanças'... radicais !! (incluindo de dentro do grupo parlamentar, das correntes, dos 'auto'-afastados, ... dos 'UGT', dos pensionistas).

Saúde e continuação de bons cortes de cabelo e barba...

Zé T.
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De .voto a não militantes?! inscrevam-se. a 24 de Abril de 2013 às 09:31
Seguro desafiado a abrir PS já no congresso

(-SOL, 22 de Abril, 2013por David Dinis)

Um grupo de 45 personalidades, militantes e independentes, entregou na última sexta-feira uma carta aberta ao líder do PS, pedindo-lhe que inscreva um novo ponto na agenda do congresso deste fim-de-semana. Objectivo: discutir seis propostas concretas para «abrir o partido à sociedade». Noutras palavras: «Temos que dar o exemplo na nossa própria casa».
Com João Tiago Silveira à cabeça, ex-porta voz e governante ao tempo de José Sócrates, o grupo dos 45 ‘jovens turcos’ inclui muitos deputados (Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Pedro Marques, João Galamba, Duarte Cordeiro, Isabel Moreira, Pedro Nuno Santos, Pedro Delgado Alves e Sónia Fertuzinhos). Mas também socialistas ou simpatizantes do partido com currículo no Estado e na vida privada.

Entre as jovens ‘estrelas’ contam-se até familiares de históricos socialistas, já de currículo feito, de Mariana Vieira da Silva, João Constâncio a João Miranda (filhos de Vieira da Silva, Victor Constâncio e Jorge Miranda, respectivamente).

Em comum, mostram preocupação crescente com o «acentuar do divórcio» entre os partidos e a sociedade, problema que «vem adquirindo dimensões muito preocupantes em Portugal», dizem os subscritores. «Este é, pois, o momento de agir. Se não fizermos este esforço no PS, estaremos a contribuir, através de um comportamento passivo, para discursos demagógicos e populistas que podem até ser atrativos, mas que certamente prejudicam a democracia», explicam na introdução do documento.

Entre as ideias, a mais mediática será a da «atribuição do direito de voto aos simpatizantes do PS na eleição para secretário-geral», já antes defendida por Francisco Assis na campanha interna de 2011. Não era aceite na altura por Seguro, mas fez caminho dentro do partido, seguindo exemplo do que já acontece no PS francês. «A eleição para este cargo passa assim a ser participada por qualquer cidadão que se reveja nos princípios do PS, desde que assine uma declaração nesse sentido no momento do voto», lê-se na carta-aberta, permitindo «aos cidadãos não militantes influenciar na escolha para este importante cargo».

Noutro patamar, mais inovador, estes socialistas pretendem convencer o congresso para «que a Comissão Nacional e a Comissão Política Nacional, que são órgãos centrais na vida do partido, passem a poder incluir 25 e 7 cidadãos independentes ou simpatizantes, respetivamente». Seriam lá colocados por proposta dos mais altos senadores do partido, reunidos depois de cada congresso electivo. Mas teriam participação plena em todas as suas decisões, incluindo na escolha de candidatos a deputados.

No plano da construção de ideias, o esquema repete-se. Sugere-se «a possibilidade de convocação de referendos para decidir sobre as posições do PS onde possam votar militantes e cidadãos eleitores»; também «a criação de um direito de petição para os militantes do PS e cidadãos eleitores para poderem apresentar propostas ao Congresso Nacional na definição das linhas gerais da política nacional do Partido, mediante a assinatura de 1.000 militantes ou cidadãos eleitores». E até «a criação de um processo participativo aberto a todos os cidadãos para apresentação e votação de propostas de políticas através da Internet, com vista à sua integração nos programas eleitorais do PS, desde que, naturalmente, se conformem com os princípios do partido».

Há ainda uma sexta ideia, já com vista ao próximo programa eleitoral do partido: «que as medidas concretas sejam apresentadas com um calendário e programação da sua execução, bem como com uma estimativa de impacto económico-financeiro e seu financiamento. Trata-se de credibilizar as propostas do PS junto da sociedade», justificam os 45 subscritores do documento.

A carta aberta será hoje apresentada publicamente, em Lisboa.



Tags: António José Seguro, PS, Política


De Sobre o Partido e a Política activa. a 24 de Abril de 2013 às 12:44
----- Zé T. : sobre o Partido S. e a Política activa.

1- Para «abrir o partido à sociedade» (e «dar o exemplo na nossa casa») 45 «turcos» deputados do PS (jovens e menos jovens) e simpatizantes com «currículo no Estado e na vida privada», incluindo «familiares de históricos» (vieira da silva, v.constâncio, j.miranda), e para não contribuir «para discursos demagógicos e populistas», . (- http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=73442 - ), propoem: .

1A-- direito de voto a simpatizantes ... permitindo influenciar na escolha... - [ NÃO concordo, ver 2. ]

1B-- incluir na Comissão Nac. e na Comissão Política Nac. 25 + 7 «cidadãos independentes ou simpatizantes»... por proposta dos mais altos senadores do partido, reunidos depois de cada congresso electivo... com participação plena e e escolha de candidatos a deputados... - [ NÃO concordo, ver 2. ]

1C-- idem (participação de 'simpatizantes' e cidadãos) para : os referendos ... ; direito de petição (interna no PS) ... ; apresentar propostas ao Congresso (com assinatura de 1000 cidadãos) ...; apresentação e votação de propostas de política através da internet ...

1D-- Proposta de que no programa eleitoral do partido ... as medidas concretas sejam apresentadas com um calendário e programação da sua execução, bem como uma estimativa de impacto económico-financeiro e o seu financiamento ... - para «credibilizar as propostas do PS junto da sociedade» (eleitores).


2- Creio que a sociedade, cultura e sistema político português é diferente do modelo 'supra-sumo' dos EUAmérica.
- Só deve/pode VOTAR quem for Membro (de pleno) !! - isto é para o PS, para qq associação, e para um país de cidadãos !!
- E deve existir Registo de filiado/ militante e uma quota anual, nem que seja de apenas 1€ por ano !!
- Não seguir esta regra é permitir a infiltração e destruição ou tomada de poder da organização/partido por forças adversárias... com a ajuda, ou não, de indivíduos/grupos internos instalados na máquina ou de barões/caciques ou de elites de gabinete e academia ...

3- Para MELHORAR a organização, neste caso o PS, e a participação na Política do SEU País (e na sua autarquia e União Europeia ) é preciso fazer algo COM e PARA os militantes/inscritos e eventuais candidatos, sejam adolescentes, jovens ou veteranos e ex-militantes/desmotivados !!!
E é preciso actuar tanto a nível nacional como nas concelhias e secções, ... e nas faculdades, nos sindacatos (e na UGT), nas assoc. moradores, ... nos jornais, TV, redes sociais ... .

Todas as outras propostas ( 1C e 1D) são interessantes se for mantido o princípio DEMOCRÁTICO de que «quem manda são os Membros plenos da organização, com direito de candidatura e de voto igual entre si».
Se isto não for respeitado é trocar uma deficiente democracia interna por uma péssima palhaçada antidemocrática !!


De Sempre as mesmas receitas a 22 de Fevereiro de 2013 às 19:15
A única alternativa é a revolta popular e correr com toda a corja politiqueira actual, refundar os partidos desde a base até às cúpulas tudo o mais que se diga e que se faça não passa de meras tretas de entretenimentos e falacias.
Encobrem-se uns aos outros, partilham podres e as benesses deles resultantes. não servem a rés-publica , mamam na teta do Orçamento.
O FMI e a banca comercial servem-se de uns e de outros para beneficiar sempre os do costume, aqui na Europa como sucedeu na america latina ou em África A receita e as doses são sempre iguais.


De .PS-3ªv. namora Direita será mini-Pasok. a 22 de Fevereiro de 2013 às 17:33

[ O Grande Zoo
"Entre os animais ferozes, o de mais perigosa mordedura é o delator; entre os animais domésticos, o adulador". Diógenes Laércio ]
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21/2/2013

MODERE-SE A MODERAÇÃO !

Fico desvanecido com a sucessão de altas vozes dentro da área socialista a torcerem o nariz a alguma vozearia CRÍTICA que tem assolado em público alguns circunspectos expoentes do actual Governo.

Será uma sensibilidade ultra-sensível a enviar uma mensagem subliminar oriunda das mais celestiais virtudes? Se assim for, eu um insensível curvo-me respeitosamente, em face deste tão subtil perfume democrático.

Mas esta velha costela de cepticismo de um lusitano inveterado deu-me logo sinal.
E se, pelo contrário, estamos afinal perante uma mensagem cifrada também subliminar que, através das entrelinhas discretas do não-dito,
quer afinal comunicar aos poderes fáticos e aos reservatórios de capatazes da direita, por agora mais ou menos suavemente críticos,
a sua generosa disponibilidade para um matrimónio secreto que possa, em caso de necessidade, surgir à luz do dia?

Que os adoradores ocultos da falecida "terceira via" tenham saudades de uma subalternização ostensiva em face dos poderes de facto e da direita, eu até posso compreender, mesmo sem aceitar.
Que achem que podem fazer com que o povo socialista se limite a ronronar uns protestos, se essa malfadada aliança com a direita for tentada, parece-me delirante.
Não, não será mesmo um passeio.
Ou então ficará aberto o triste caminho do redimensionamento “pasokiano” do PS (reduzido a uma insignificância de direita travestida),
talvez então finalmente expurgado de socialistas e convertido numa espécie de sacristão laico de uma santa direita, só então piedosamente fruidora da liberdade de poder ser “pimba”.

Há casos em que a moderação, mesmo melíflua, em vez de ser o sinal virtuoso de quem voa alto, é o sintoma mole de quem se põe debaixo da mesa.

Acham que o povo irá buscar alguém debaixo da mesa para o guiar na resistência aos vendavais ?

(-por Rui Namorado )
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--- Anónimo disse...
Penso que a chamada " 3º via " de Tony Blair não tem qualquer implantação nas bases do PS Portugues

--- Rui Namorado disse...
Mas várias direcções a copiaram sem o confessar.
Também acho que os militantes do PS na sua larga maioria não são seguidores dessa via ,
mas não estou certo que os automatismos defensivos do aparelho partidário não abram a porta a quem a queira recuparer, repito,
sem no entanto o confessar.


De .ACORDA largo do Rato / PS. a 22 de Fevereiro de 2013 às 17:51
Artur Santos Silva tem razão em quase tudo o que disse depois de os estudantes terem corrido com o falso doutor da sua universidade, só não tem razão quando manda acordar Belém.
Tanto quanto se sabe o maior partido da oposição é o PS e o seu líder é Seguro.
Tanto quanto se sabe Seguro esteve calado durante todas as revisões do memorando feitas nas sua costas, não discordou frontalmente das medidas mais brutais limitando-se a defender meias doses de inconstitucionalidades, só quando o seu próprio cargo esteve em perigo Seguro deu uns guinchinhos armado em grande opositor.

Não é Belém que tem de acordar, é o Largo do Rato, a verdade é que apesar de tudo Cavaco até tem incomodado mais o Passos Coelho do que o Seguro e se alguém questionou os princípios da política económica do Gaspar foi Cavaco e não Seguro.

O PS é que precisa de acordar e perceber que quando não se é oposição é-se uma espécie de ala de namorados do governo
e é esse o papel que até aqui foi desempenhado pela liderança do PS.
Ou já se esqueceu de um extremista que para além de tudo o que o governo tenciona destuir ainda sugeriu a destruição total e imediata da ADSE.
Pois é, esse extremista não é nem da extrema-direita nem do governo, é um braço direito de Seguro.

«"Algo se passa no palácio de Belém. Nós temos o desemprego no nível que temos, temos o PIB a cair, as insolvências, suicídios de empresários da restauração,
vemos com os nossos olhos membros do governo serem ameaçados e o Presidente da República não diz nada?
Este clima de exasperação que se sente nas pessoas não merece uma palavra de intervenção, uma palavra responsável do Presidente?",
questiona, classificando "este silêncio de incompreensível".

O ex-ministro de Sócrates ironiza e recomenda assim que "alguém envie para Belém" a canção 'Acordai', alertando que a situação pode tornar-se mais violenta:
"Estas reacções inorgânicas podem ser explosivas.
Por enquanto, ainda só se chama gatuno.
Um dia destes, se isto não pára, querem bater no ministro", vinca.

Tendo por referência o protesto desta terça-feira contra Miguel Relvas, o comentador da TVI24 considera que "este clima e estes comportamentos que estão um pouco na margem do sistema democrático também
existem porque há um défice de representação politica e de projecção politica dos protestos, dos medos, das raivas, das angústias que as pessoas estão a sentir
porque não vêm nenhuma luz ao fundo do túnel".» [DE]
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A ingenuidade do PS
...
Agora a economia está à beira do colapso, Gaspar já pediu mais dinheiro e agora pede mais tempo para poder continuar a despedir, a destruir e a forçar à emigração.

Perante isto o PS festeja aquilo a que designa por pirueta de Vítor Gaspar, qual pirueta?
o ministro não disse que ia mudar de política, não prometeu aliviar a austeridade, não jurou passar a repeitar e a cumprir a Constituição.
, limitou-se a dizer que ia haver mais do mesmo durante pelo menos mais um ano.
Primeiro inventou ou criou desvios colossais para justificar as medidas que sempre achou que deviam constar no memorando,
agora pretende eternizar estas medidas.

Que motivos terá o PS para rejubilar com esta suposta pirueta.

(OJumento)


De .PS - 'jovens turcos' da esquerda. a 21 de Fevereiro de 2013 às 15:09
Pedro Nuno Santos
Idade: 35 anos
Currículo político: Ex-líder da JS, ex-vice-presidente da bancada do PS, presidente da Federação do PS/Aveiro

Foi um dos grandes impulsionadores da candidatura que não saiu do adro de António Costa, mas está à esquerda do presidente da Câmara de Lisboa. Defendeu o voto contra o Orçamento de 2011 – e manifestou-se também opositor do Tratado Orçamental – e foi aí que cortou com a direcção de Seguro. Licenciado em Economia, está agora a fazer uma pós-graduação em Mercados Financeiros. Foi secretário-geral da JS entre 2004 e 2008, quando a organização começou a defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um tema que provocava ainda uma grande contestação dentro do PS. Tornou-se presidente da Federação de Aveiro do PS em 2009 e nas autárquicas foi candidato do PS à Câmara de São João da Madeira. Não foi candidato a deputado porque Sócrates impediu as duplas candidaturas nas eleições de 2009, mas voltou ao parlamento em 2011. Nesses dois anos fora de São Bento esteve a trabalhar no grupo empresarial que pertence à sua família, no sector do calçado. Um dia vai ser candidato à liderança do PS, mas tudo indica que este congresso não é a véspera desse dia.

João Tiago Silveira
Idade: 42 anos
Currículo político: Foi secretário de Estado da Justiça e da Presidência do CM na era Sócrates

O berço político de João Tiago Silveira foi embalado por António Costa. Aos 24 anos pisou pela primeira vez um gabinete de governo, o de António Vitorino, então ministro da Presidência. João Tiago era adjunto e a partir de 1999 assumiu as mesmas funções, mas com outro dos homens do primeiro-ministro Guterres: António Costa. O então ministro da Justiça confiou nele a tal ponto que o pôs a dirigir o Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério, onde ficou até o governo cessar funções, em 2002. O seu regresso ao meio político deu-se em 2005, já na era Sócrates. Mestre em Direito, sobe a secretário de Estado da Justiça de Alberto Costa e em 2009 passa a ser tido e achado no núcleo político de Sócrates.
É nomeado secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros dirigido por Silva Pereira. A confiança deste núcleo vale a João Tiago a nomeação como porta-voz do partido, mas a função não lhe assentaria bem. Apesar do currículo, o jogo de cintura político não é o seu forte, ainda que tenha sido sua uma das intervenções mais críticas da comissão nacional de Coimbra.

Pedro Delgado Alves
Idade: 32 anos
Currículo político: Foi líder da JS entre 2010 e 2012. Candidato à junta de freguesia do Lumiar

Assistente universitário na Faculdade de Direito de Lisboa, Pedro Delgado Alves está a fazer o doutoramento em Ciências Jurídico-Políticas. Foi um dos 17 deputados socialistas que no ano passado afrontaram a direcção de António José Seguro quando decidiram enviar o Orçamento viabilizado pelo PS para o Tribunal Constitucional. Foi também um dos que recusaram votar a favor da ratificação da lei que transporta para a legislação nacional o Tratado Orçamental Europeu – e que institui o famoso défice zero que o governo queria ver na Constituição. Em entrevistas recentes, admitiu
que as relações entre o PS e o Bloco “podem evoluir de forma diferente” – uma das características que têm unido este grupo informal é estar mais disponível para dialogar à esquerda do que as últimas direcções do PS desde a de Jorge Sampaio, que conseguiu um acordo PS-PCP para a Câmara de Lisboa. Pedro Delgado Alves abandonou recentemente a liderança da Juventude Socialista. Agora vai ter a sua primeira experiência autárquica: candidato à junta de freguesia do Lumiar.

...
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De .PS - alternativa na Esquerda. a 21 de Fevereiro de 2013 às 15:19
Duarte Cordeiro
33 anos
Líder da JS entre 2008 e 2010, passou pelo gab. do sec. Estado da Juventude e Desporto

A sua carreira política é recente. Formado em Economia, entre 2008 e 2010 foi líder da Juv. Socialista e logo depois de sair foi chamado para uma tarefa de peso: director da campanha presidencial de Manuel Alegre, que, durante muitos dias, foi marcada com o carimbo de ter pouca atenção da direcção do partido, sobretudo quando comparada com a de Mário Soares 5 anos antes. O ambiente era pesado e a envolvência do PS era questionada diariamente. Além disso tinha mais uma tarefa de peso: coordenar-se com o Bloco de Esquerda (quem assumia as funções de estratego pelo lado bloquista era Jorge Costa), numa união pioneira e até agora não repetível. Por tudo isto, a estrada deu-lhe calo. Ainda mais no conhecimento das base do partido, o que o tornou num daqueles activos com valor para qualquer campanha (interna ou não). A admiração política por Ant.Costa é grande e foi junto dele que surgiu nos últimos tempos, até porque tem funções na concelhia de Lisboa do PS. Era um dos empenhados numa candidatura de Costa à liderança do PS.

Ana Catarina Mendes
40 anos
Deputada desde 1995.
Ex-vice da bancada do PS.
É licenciada em Direito e advogada. Também foi criada na JS, onde no fim dos anos 90 era uma das principais dirigentes – perdeu as eleições no ano 2000 para Jamila Madeira, por um voto, o que na altura abriu uma polémica incrível. Destacou-se na defesa da despenalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo – facto transversal a todos os elementos deste grupo.
Também participou na organização do Congresso Democrático das Alternativas – onde vários elementos deste grupo também estiveram –, porque defendia que “a gente social-democrata tem que estar nisto”. Recusou integrar a dir. parlamentar
de Carlos Zorrinho, no que foi visto como um corte com A.J. Seguro. Aliás, foi a directora da campanha interna de Francisco Assis. Defensora do casamento entre homossexuais antes mesmo de o PS de Sócrates dar a ordem para aprovar, num relatório que fez para um projecto-lei nesse sentido do partido Os Verdes afirmava que o projecto era “pouco ambicioso” por excluir a adopção.

Sérgio Sousa Pinto
40 anos
Licenciado em Direito, deputado, ex-deputado ao Parlamento Europeu
Foi talvez o mais mediático de todos os líderes da JS – foi secretário-geral entre 1994 e o ano 2000 – e aquele que introduziu no PS as chamadas “causas fracturantes”. Desde o início que percebeu que o PS não podia perder para a sua esquerda a capacidade de iniciativa na revolução dos costumes – despenalização do aborto e das drogas, por exemplo. Isto causou-lhe vários problemas de confronto com a direcção do partido, liderada nessa época pelo católico conservador António Guterres. Foi deputado ao Parlamento Europeu durante cinco anos. Foi aí que se aproximou de Mário Soares – cabeça-de-lista do PS a Bruxelas em 1998 – e juntos escreveram um livro, “Diálogo entre Gerações”. Foi sempre um dos dirigentes mais próximos de Ant. Costa e, sob a liderança de Seguro, tem manifestado com frequência a sua oposição à estratégia seguida.

João Galamba
36 anos
Deputado desde 2009, é coordenador do PS na Comissão de Orçamento e Finanças
Entra nas listas de José Sócrates como independente e é eleito para o parlamento em 2009. Por esta altura João Galamba escrevia num blogue de apoio à política socrática, com o nome com que o então primeiro-ministro baptizava uma vertente da sua acção:“Simplex”. Foi mesmo dado como o impulsionador do blogue que surgiu durante a campanha eleitoral do PS. É mais um licenciado em Economia deste grupo de jovens socialistas e é coordenador do grupo parlamentar do PS na comissão de Orçamento e Finanças. Polémico q. b. nas sua intervenções nesta área, Galamba é daqueles deputados que não se cansam dos apartes no plenário. Na discussão do último Orçamento disse, perante o ministro das Finanças, estar indisponível para “discursos salazarentos” e deixou Vítor Gaspar “chocado”. Hoje já é militante do partido, mas, apesar de coordenar uma comissão parlamentar de peso é distante de Seguro. Deixou-o vincado na acesa discussão (entre a bancada socialista) sobre o Tratado Orçamental Europeu. Ameaçou votar contra, mas acabou por ac


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