8 comentários:
De .PS - 'jovens turcos' da esquerda. a 21 de Fevereiro de 2013 às 15:09
Pedro Nuno Santos
Idade: 35 anos
Currículo político: Ex-líder da JS, ex-vice-presidente da bancada do PS, presidente da Federação do PS/Aveiro

Foi um dos grandes impulsionadores da candidatura que não saiu do adro de António Costa, mas está à esquerda do presidente da Câmara de Lisboa. Defendeu o voto contra o Orçamento de 2011 – e manifestou-se também opositor do Tratado Orçamental – e foi aí que cortou com a direcção de Seguro. Licenciado em Economia, está agora a fazer uma pós-graduação em Mercados Financeiros. Foi secretário-geral da JS entre 2004 e 2008, quando a organização começou a defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um tema que provocava ainda uma grande contestação dentro do PS. Tornou-se presidente da Federação de Aveiro do PS em 2009 e nas autárquicas foi candidato do PS à Câmara de São João da Madeira. Não foi candidato a deputado porque Sócrates impediu as duplas candidaturas nas eleições de 2009, mas voltou ao parlamento em 2011. Nesses dois anos fora de São Bento esteve a trabalhar no grupo empresarial que pertence à sua família, no sector do calçado. Um dia vai ser candidato à liderança do PS, mas tudo indica que este congresso não é a véspera desse dia.

João Tiago Silveira
Idade: 42 anos
Currículo político: Foi secretário de Estado da Justiça e da Presidência do CM na era Sócrates

O berço político de João Tiago Silveira foi embalado por António Costa. Aos 24 anos pisou pela primeira vez um gabinete de governo, o de António Vitorino, então ministro da Presidência. João Tiago era adjunto e a partir de 1999 assumiu as mesmas funções, mas com outro dos homens do primeiro-ministro Guterres: António Costa. O então ministro da Justiça confiou nele a tal ponto que o pôs a dirigir o Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério, onde ficou até o governo cessar funções, em 2002. O seu regresso ao meio político deu-se em 2005, já na era Sócrates. Mestre em Direito, sobe a secretário de Estado da Justiça de Alberto Costa e em 2009 passa a ser tido e achado no núcleo político de Sócrates.
É nomeado secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros dirigido por Silva Pereira. A confiança deste núcleo vale a João Tiago a nomeação como porta-voz do partido, mas a função não lhe assentaria bem. Apesar do currículo, o jogo de cintura político não é o seu forte, ainda que tenha sido sua uma das intervenções mais críticas da comissão nacional de Coimbra.

Pedro Delgado Alves
Idade: 32 anos
Currículo político: Foi líder da JS entre 2010 e 2012. Candidato à junta de freguesia do Lumiar

Assistente universitário na Faculdade de Direito de Lisboa, Pedro Delgado Alves está a fazer o doutoramento em Ciências Jurídico-Políticas. Foi um dos 17 deputados socialistas que no ano passado afrontaram a direcção de António José Seguro quando decidiram enviar o Orçamento viabilizado pelo PS para o Tribunal Constitucional. Foi também um dos que recusaram votar a favor da ratificação da lei que transporta para a legislação nacional o Tratado Orçamental Europeu – e que institui o famoso défice zero que o governo queria ver na Constituição. Em entrevistas recentes, admitiu
que as relações entre o PS e o Bloco “podem evoluir de forma diferente” – uma das características que têm unido este grupo informal é estar mais disponível para dialogar à esquerda do que as últimas direcções do PS desde a de Jorge Sampaio, que conseguiu um acordo PS-PCP para a Câmara de Lisboa. Pedro Delgado Alves abandonou recentemente a liderança da Juventude Socialista. Agora vai ter a sua primeira experiência autárquica: candidato à junta de freguesia do Lumiar.

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De .PS - alternativa na Esquerda. a 21 de Fevereiro de 2013 às 15:19
Duarte Cordeiro
33 anos
Líder da JS entre 2008 e 2010, passou pelo gab. do sec. Estado da Juventude e Desporto

A sua carreira política é recente. Formado em Economia, entre 2008 e 2010 foi líder da Juv. Socialista e logo depois de sair foi chamado para uma tarefa de peso: director da campanha presidencial de Manuel Alegre, que, durante muitos dias, foi marcada com o carimbo de ter pouca atenção da direcção do partido, sobretudo quando comparada com a de Mário Soares 5 anos antes. O ambiente era pesado e a envolvência do PS era questionada diariamente. Além disso tinha mais uma tarefa de peso: coordenar-se com o Bloco de Esquerda (quem assumia as funções de estratego pelo lado bloquista era Jorge Costa), numa união pioneira e até agora não repetível. Por tudo isto, a estrada deu-lhe calo. Ainda mais no conhecimento das base do partido, o que o tornou num daqueles activos com valor para qualquer campanha (interna ou não). A admiração política por Ant.Costa é grande e foi junto dele que surgiu nos últimos tempos, até porque tem funções na concelhia de Lisboa do PS. Era um dos empenhados numa candidatura de Costa à liderança do PS.

Ana Catarina Mendes
40 anos
Deputada desde 1995.
Ex-vice da bancada do PS.
É licenciada em Direito e advogada. Também foi criada na JS, onde no fim dos anos 90 era uma das principais dirigentes – perdeu as eleições no ano 2000 para Jamila Madeira, por um voto, o que na altura abriu uma polémica incrível. Destacou-se na defesa da despenalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo – facto transversal a todos os elementos deste grupo.
Também participou na organização do Congresso Democrático das Alternativas – onde vários elementos deste grupo também estiveram –, porque defendia que “a gente social-democrata tem que estar nisto”. Recusou integrar a dir. parlamentar
de Carlos Zorrinho, no que foi visto como um corte com A.J. Seguro. Aliás, foi a directora da campanha interna de Francisco Assis. Defensora do casamento entre homossexuais antes mesmo de o PS de Sócrates dar a ordem para aprovar, num relatório que fez para um projecto-lei nesse sentido do partido Os Verdes afirmava que o projecto era “pouco ambicioso” por excluir a adopção.

Sérgio Sousa Pinto
40 anos
Licenciado em Direito, deputado, ex-deputado ao Parlamento Europeu
Foi talvez o mais mediático de todos os líderes da JS – foi secretário-geral entre 1994 e o ano 2000 – e aquele que introduziu no PS as chamadas “causas fracturantes”. Desde o início que percebeu que o PS não podia perder para a sua esquerda a capacidade de iniciativa na revolução dos costumes – despenalização do aborto e das drogas, por exemplo. Isto causou-lhe vários problemas de confronto com a direcção do partido, liderada nessa época pelo católico conservador António Guterres. Foi deputado ao Parlamento Europeu durante cinco anos. Foi aí que se aproximou de Mário Soares – cabeça-de-lista do PS a Bruxelas em 1998 – e juntos escreveram um livro, “Diálogo entre Gerações”. Foi sempre um dos dirigentes mais próximos de Ant. Costa e, sob a liderança de Seguro, tem manifestado com frequência a sua oposição à estratégia seguida.

João Galamba
36 anos
Deputado desde 2009, é coordenador do PS na Comissão de Orçamento e Finanças
Entra nas listas de José Sócrates como independente e é eleito para o parlamento em 2009. Por esta altura João Galamba escrevia num blogue de apoio à política socrática, com o nome com que o então primeiro-ministro baptizava uma vertente da sua acção:“Simplex”. Foi mesmo dado como o impulsionador do blogue que surgiu durante a campanha eleitoral do PS. É mais um licenciado em Economia deste grupo de jovens socialistas e é coordenador do grupo parlamentar do PS na comissão de Orçamento e Finanças. Polémico q. b. nas sua intervenções nesta área, Galamba é daqueles deputados que não se cansam dos apartes no plenário. Na discussão do último Orçamento disse, perante o ministro das Finanças, estar indisponível para “discursos salazarentos” e deixou Vítor Gaspar “chocado”. Hoje já é militante do partido, mas, apesar de coordenar uma comissão parlamentar de peso é distante de Seguro. Deixou-o vincado na acesa discussão (entre a bancada socialista) sobre o Tratado Orçamental Europeu. Ameaçou votar contra, mas acabou por ac


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