3 comentários:
De O que faz falta... a 23 de Fevereiro de 2013 às 19:03
A única alternativa é a revolta popular e correr com toda a corja politiqueira actual, refundar os partidos desde a base até às cúpulas tudo o mais que se diga e que se faça não passa de meras tretas de entretenimentos e falacias.
Encobrem-se uns aos outros, partilham podres e as benesses deles resultantes. não servem a rés-publica , mamam na teta do Orçamento.
O FMI e a banca comercial servem-se de uns e de outros para beneficiar sempre os do costume, aqui na Europa como sucedeu na america latina ou em África A receita e as doses são sempre iguais.


De Contra VAMPIROS e Bangsters. a 23 de Fevereiro de 2013 às 19:49
EU TAMBÉM VOU

, 2 DE MARÇO - NÃO ESQUEÇAM !
Somos todos precisos. Todos:
funcionários públicos e do privado,
efectivos, contratados, precários, reformados, pensionistas,
estudantes e desempregados.

O Orçamento do Estado para 2013 vai ser
posto em prática contra nós.
Cortes, penhoras, despejos, despedimentos, dispensas são uma realidade diária, imposta à força, no país em que vivemos.

Custe o que custar, dizem. Doa a quem doer, dizem. Mas sabemos que custa sempre aos mesmos, que dói sempre aos mesmos. E que os mesmos somos sempre nós.

2013 começou e já sabemos bem demais o que aí vem, porque a fome já se faz sentir em muitas casas, em muitas ruas, em muitas escolas.
A doença e a miséria já matam, aqui e nos outros países reféns da Troika, esse governo não-eleito que continua a decidir o nosso futuro, que continua a condenar-nos os sonhos à morte, o futuro
ao medo, a vida à sobrevivência.

Gente que ninguém elegeu e que fala já de medidas de contingência para este mesmo Orçamento, que passarão, dizem, por novas baixas nos salários. Pela miséria nossa que lhes traz lucro a eles.
Depois de durante quase dois meses sentirmos na pele os efeitos deste Orçamento criminoso e imoral, a Troika regressará ao nosso país a 25 de Fevereiro, para a 7ª avaliação do assalto financeiro a que este
governo, ajoelhado e sem legitimidade, insiste em chamar “de resgate".

Sabemos já de cor o teor das mentiras que dirão: que estamos a cumprir, que vamos no bom caminho, que tudo está como deveria estar.
Mas esse caminho, o "bom" caminho no qual estamos e (se deixarmos) estaremos, será, como é hoje, o caminho para o cadafalso, o caminho da
fome, da miséria, da destruição total da Constituição da República que
este Governo e esta Presidência juraram defender, mas que violam
constantemente, sem qualquer dúvida ou arrependimento. Já não fazem
nada sequer próximo daquilo para que foram eleitos.

Mas nós somos cada vez mais. Somos já muita gente que se recusa a continuar calada.
Já mostrámos a força da nossa voz e do nosso protesto. Em Portugal e noutros países, saímos à rua pacificamente, para dizer Basta.
E o mundo inteiro ouviu e viu a nossa força.
Sabíamos que essas enormes demonstrações de vontade, apesar da sua dimensão, não seriam suficientes, que a luta seria dura e longa e que
teria de continuar. A força dos que nos oprimem é cega e obedece a uma rede internacional, para a qual somos apenas um nó insignificante. Mas esse nó é constituído por milhões de pessoas.
Pessoas que sentem, pessoas que sofrem, mas que não deixam por isso de pensar, não deixam por isso de saber que têm de agir. Não vamos deixar
que se repita a história e que acabemos entregues a regimes totalitários, reféns do ódio, da miséria, da guerra.
Por isso, a 2 de Março, unidos como nunca antes, com a força da revolta na voz e a solidariedade nos braços que entrelaçamos, sairemos de novo à rua, todos para dizer NÃO.
Apelamos a todos os cidadãos, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem espe rança, para que se juntem a nós.
Como apelamos às organizações, aos movimentos cívicos, aos sindicatos, aos partidos políticos, às colectividades, aos grupos informais, de norte a sul,
nas ilhas, no estrangeiro, para que saiam à rua e digam BASTA.
Faremos de cada cidade, de cada aldeia, de cada povoação, um mar de força e gente, exigindo o fim definitivo da austeridade desumana, a queda do governo e o lançamento das bases para um novo pacto social.
Sem troikas, sem políticas recessivas, sem inevitabilida des, sem despedimentos, sem sacrifícios irracionais que já todos percebemos aonde levam: à miséria total, ao fim de toda e qualquer esperança de uma vida digna, ao fim do Estado Social.
Usemos o tempo que nos separa desta data para construirmos um caminho, para alertarmos este, para esclarecermos aquela, sem perdermos de vista os nossos objectivos: o derrube total e inequívoco deste
governo, o derrube da austeridade enquanto política que, ao contrário do que nos dizem, não funciona.

Porque apenas funciona contra nós, contra o povo, contra os povos, quem quer que seja o seu intérprete
- troika ou troikistas.
Concentremos energias e forças numa mobilização sem precedentes, sabendo que só juntos enceremos.
É preciso união. Somos TODOS precisos.


De .Indignados: Grandolar... senha p.Liberd a 25 de Fevereiro de 2013 às 11:44
Grandolando
(-por Tiago M.Saraiva , 24/2/2013, blog.5diasnet)

Convocado a partir de uma base social extraordinária que junta mais de cem activistas de diferentes áreas e sectores unidos como há decadas não se via, o “Que Se Lixe a Troika” enfrentou uma muralha de silêncios.
Contudo, a “Grândola Vila Morena” cantada ao Parlamento, desencadeou um processo absolutamente inesperado replicando-se por todo o país, em muitos momentos.
Da Grândola e da iniciativa do Que Se Lixe a Troika, o povo construiu um novo verbo: Grandolar.

Grandolar é um firme sinal de revolta popular de quem se sente indignado.
Em poucos dias, este verbo transformou-se no maior pesadelo dos governantes, derrubando a muralha do silenciamento do protesto.

Com a troika ainda a marimbar-se para os protestos –
quando se preocuparem ordenarão ao governo que lance a tropa de choque contra o povo tal como fizeram noutros países sob “intervenção” – o governo ficou sozinho a gerir a crise.

A estratégia tem dois eixos centrais:
identificar pessoas dentro do movimento – comunistas, bloquistas, gays, estrábicos, manetas, etc… –
e criar um clima de terror – durante esta semana, não é difícil de adivinhar, sairão inúmeras notícias sobre os actos de terrorismo que estarão a ser planeados por zarolhos violentos e lá virá à baila o braço armado da mafiaria alertar para os perigos da manifestação.

Quanto à primeira linha estratégica, é indesmentível, encontrarão de tudo. E o que eles ainda não perceberam, é que as pessoas estão tão indignadas, que querem ver todos na rua.
Comunistas, bloquistas, socialistas, social democratas, todos os militantes do PSD que têm feito frente aos ministros deste governo pelo país fora.

Ao contrário do que teria sucedido em 2011, na altura do 12 de Março, a maioria fica muito contente que a CGTP declare o seu apoio à manifestação.
É para todos muito claro que o 2 de Março não é uma manifestação de nenhum partido ou sindicato e nem sequer será uma manifestação do Que Se Lixe a Troika ou de cada um que organiza e convoca.
Esta será uma manifestação em que o povo reinvidica o direito de decidir.
É uma manifestção de todos para fazer cair o governo e fazer frente à troika.

Quanto à segunda linha estratégia é clássica e repetitiva. Ser-nos-á afirmada e reafirmada por quem não devemos respeitar. Veremos se a estratégia do medo vinga.

Por nós, para nós, por todos e para o Zeca ontem, no Largo do Carmo, cantou-se a Grândola mais sentida e cada vez mais alto:
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23/ fev.:
EM CADA ESQUINA UM AMIGO

Hoje faz 26 anos que deixaste de nos poder cantar a Vila Morena. Não podia deixar de o lembrar neste momento em que a “Grândola” está a ser recuperada para a luta do povo que te viu nascer.
Desde a semana passada, por todo o país, o poder estremece cada vez que se ouve cantar que o povo é quem mais ordena. O sinal foi dado na Assembleia da República num momento impressionante que correu mundo.

Diz-nos o PS, imediatamente secundado pelo governo e pela esmagadora maioria dos comentadores que se alinham à noite nas televisões, que cantar a tua canção, que alguém entendeu transformar na nossa senha para a liberdade, atenta contra a liberdade de expressão de quem nos rouba o futuro.
Eles, sempre juntos quando o poder estremece, passam horas a discorrer sobre os perigos da canção cantada pelos que não têm voz.

Travar quem ocupa todo o tempo mediático para fazer a propaganda que quer sem contraditório, quem intercede para despedir e censurar opiniões rebeldes ou quem faz sair notícias falsas sobre duas ou três militâncias das mil militâncias que se juntam na organização do protesto do próximo dia 2 de Março, deixou de ser um direito e passou a ser um dever.
O dever de RESISTÊNCIA.

A senha está lançada.
De hoje a oito dias, os que não têm voz, de todas as cores, em todas as cidades, de todos os partidos e sem partido, sairão à rua.

Encher-te-emos de orgulho.
Faremos, outra vez, da tua música a nossa arma.


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