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De ."Razões" anti-MANIF. (!?!!) a 5 de Março de 2013 às 15:25
Profissionais anti-rua

(-por Catarina Pereira, 365Fort)

Não há manifestação, greve ou protesto de qualquer coisa neste país que não faça os profissionais anti-rua saírem do armário. E não se pense que falamos de uma tarefa fácil, porque não está ao alcance de qualquer um tentar, ao mesmo tempo, defender uma política destrutiva e desvalorizar as vozes dos portugueses que não aguentam mais.

O trabalho começa dias antes.
A primeira tentativa parece básica, mas tem sido eficaz.
«A manifestação é muito política», dizem. Com isto, afastam aqueles crentes numa sociedade sem partidos, sem organizações, sem movimentos, sem activistas, onde os bons superam os maus só porque deve ser assim. Essa sociedade, lamento, mas não existe, a não ser que acreditem no Pai Natal.

Nunca fui a uma manifestação que não fosse política. Até porque o objectivo, normalmente, é protestar contra as políticas de alguém. O povo não sai à rua porque, num sábado qualquer, se levantou indignado. Há sempre alguém que tem de organizar, de pensar, de promover uma manifestação. E eu, simples cidadã apartidária, não o faço porque não o sei fazer. Nem tenho tempo nem vontade para isso. Eu preciso dos partidos, das organizações, dos movimentos, dos activistas. Precisamos todos.

E quem acha que por ir a uma “manifestação política” está a tornar-se militante do Bloco ou do PCP é porque nunca foi a uma. Parece que alguns acreditam que à porta da manifestação há um senhor a perguntar se é do partido x ou y e, se não for, tem de sair. Quem entrar, tem obrigatoriamente de concordar com todas as palavras de João Semedo, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, os alvos compreensivelmente preferidos dos jornalistas. E, durante a manifestação, cresce-nos a barba até ficarmos parecidos com o Che, altera-se a voz até soarmos a Fidel Castro e acabamos todos vestidos com t-shirts vermelhas da URSS. É assim que imaginam, não é?

Para quem não cai nesta, a seguinte estratégia é o medo.
«A manifestação vai ser violenta», «os perigosos radicais estão a organizar-se», «cuidado que eles são maus», argumentam, usando comentadores e manchetes de jornais. E também há quem acredite. É óbvio que também os há, os profissionais da violência, mas enquanto acharmos que é mais importante lutar contra eles do que contra quem está a destruir o nosso país não vamos muito longe. Basta irem a uma manifestação para identificarem rapidamente onde está o perigo. E afastarem-se dele.

Depois chega a manifestação.
E há centenas de milhares na rua, bem representativos dos milhões que estão fartos desta brincadeira. Para quem lá está, sente-se no ar a indignação, a tristeza, a revolta escondida dentro de um povo sereno (até ao dia em que o deixar de ser). Para quem ainda ficou em casa à espera de uma manifestação não política, pacífica, perfeita, que resolvesse todos os problemas do mundo, as imagens trazem algum arrependimento, inveja até, porque há pessoas que estão a lutar por nós. Para esses, ainda há esperança. Juntem-se na próxima.

E, depois, há os outros.
Que se calam, que desaparecem milagrosamente nestes dias. Que são beneficiados por esta sociedade tal como ela está e por isso não querem que ela mude. Que se preocupam quando as pessoas conversam na rua, contam as suas terríveis histórias aos microfones, e choram, e gritam e cantam a «Grândola, Vila Morena». Esses, coitados, tiveram um 2 de Março tramado.

Mas não se pense que eles desistem.
Há um governo, uma troika, um sistema para defender. Ainda por cima não houve confrontos, por isso não podem vir com a conversa anti-violência.
E lá voltam eles à carga, logo pela manhã de domingo.
A primeira tentativa até mete dó. Porque o Terreiro do Paço mede isto e não cabem estes e nesta fotografia há um buraco no meio da manifestação. Que tristeza. Como se a indignação dos portugueses se medisse em metros quadrados.
Como se os números que nos preocupam não sejam os do desemprego, da pobreza, das falências, dos despedimentos, etc etc. Aí já não gostam de números, não é? Os números são uma seca quando não se acerta uma.

A segunda, mais perigosa, é a fase do rejubilo pela ausência de consequências visíveis. ...
...


De ."Razões" anti-MANIF. (!?!!) a 5 de Março de 2013 às 15:29

Profissionais anti-rua

(-por Catarina Pereira, 365Fort)
... ...

A segunda, mais perigosa, é a fase do rejubilo pela ausência de consequências visíveis.
A manifestação não resolveu nada, não surgiram propostas, meu deus, eles nem apresentaram um programa político!!!
Como se, ao desfilar pela Avenida da Liberdade no sábado, eu tivesse sido eleita para ocupar um lugar no parlamento, que é onde eles podem efectivamente mudar alguma coisa.
Percebam isto:
nós saímos à rua porque não aguentamos mais, porque queremos outra vida e porque o nosso exercício da democracia não termina no voto.
Isto somos nós a avisar-vos que têm de mudar e dêem-se por gratos por o fazermos de forma pacífica, sem ameaça.
Vamos continuar a fazê-lo, mas ninguém pode prometer que será sempre assim.

Ainda há uma terceira estratégia, que ontem me chegou por via de um ex-líder da JSD na televisão.
“Os problemas do país resolvem-se a trabalhar, a exportar, a investir”. Isto insulta-me. Revolta-me mesmo.
Como se as pessoas que ali tivessem estado não trabalhassem, não quisessem fazer nada na vida além de cantar umas músicas de Zeca Afonso, não fossem suficientemente portuguesas para lutar pela mudança.
Estes meninos vivem no seu casulo laranja, rosa ou amarelo e azul e não nos conhecem.
Acham que o salário médio de um jovem trabalhador ronda os 1500 euros por mês (juro, disseram-me isto), que um pobre tem sempre “ajudas” a quem recorrer (devem estar a falar da amiga Jonet, não sei) e que um desempregado é uma pessoa que apenas não é empreendedora o suficiente para criar o seu próprio emprego.
Eles, que em muitos casos nunca trabalharam além das Jotas, além dos “debates” nas universidades de verão, além das campanhas para eleger primeiro os amigos e depois eles próprios.
Oh, porque isso é que resolve tudo e ir para a rua é uma coisa tão de esquerda, que nojo.

Por último, há os amorfos.
Que não pensam sequer em ir à manifestação, que não pensam em nada, que não reclamam, não reivindicam, não se queixam.
Esses dão-me pena e, se nada os acordou até agora, temo que ficarão de braços cruzados para sempre. Só receio que, na hora do voto, sejam estes que vão lá fazer a cruzinha naquela que lhes parece a alternativa, noutra qualquer figura do bloco central e habitual de interesses, que lhes promete aumentos, menos impostos e uma vida melhor.
E eles acreditam, outra vez.
E votam, cumprem o seu papel de cidadãos, porque é no voto e não numa manifestação que mudamos isto, não é?
Coitados, não percebem sequer que estão do lado deles.


De Hora e Local de Manif. e Minuta de Comun a 28 de Fevereiro de 2013 às 09:42
queselixetroika@gmail.com

| 2 de Março |


10:00
Praça da República | Horta

14:00
Praça 5 de Outubro | Torres Novas

14:30
Praça 25 de Abril | Caldas da Rainha

15:00
Avenida Central | Braga
Praça da República | Coimbra
Praça do Município| Covilhã
Embaixada Portuguesa | Londres
Parque da Cerca | Marinha Grande
Consulado Geral de Portugal | Paris
Largo 2 de Março | Ponta Delgada
Praceta Alves Redol | Santarém
Jardim em frente ao Colégio | Tomar
Praça da República | Viana do Castelo

16:00
Estação CP | Aveiro
Largo do Museu | Beja
Praça do Município | Castelo Branco
Largo das Freiras | Chaves
Estação da CP | Entroncamento
Praça do Giraldo | Évora
Largo do Carmo | Faro
Praça do Município | Funchal
Praça Velha | Guarda
Fonte Luminosa | Leiria
Praça Marquês de Pombal | Lisboa
Praça da República (Mercado) | Loulé
Praça Manuel Teixeira Gomes | Portimão
Praça da Batalha | Porto
Frente à Câmara Municipal | Vila Real
Jardim de Santa Cristina | Viseu

16:30
Praça da República | Portalegre

17:00
Consulado Geral de Portugal | Barcelona
Calle de Lagasca | Madrid

18:00
Boston Public Library | Boston
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Constituição da RP. - artº 45- Direito de Reunião e de manifestação
1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.
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Comunicação de Manifestação

Ao contrário do que muita vez se diz, para organizar uma manifestação não é necessário qualquer tipo de «autorização» — o que o Decreto-Lei nº406/74 estipula é a entrega de um aviso por escrito ao presidente da câmara municipal, com a antecedência mínima de dois dias úteis.

Aqui fica por isso a minuta para que possam, se ainda não o fizeram, enviar o dito aviso escrito para a respectiva câmara.

Em caso de dúvida contactem-nos para o email: queselixetroika@gmail.com

----------- (minuta de :)

"Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de ___________,


Os cidadãos abaixo assinados

- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________


- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________


- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________


vêm por este meio informar que irão realizar uma concentração na "Rua X" (local de encontro), seguida de manifestação até à "Praça Z" (local de chegada da manif), a partir das X horas do dia 2 de Março (sábado) de 2013.


O itinerário do percurso será Rua X - Avenida Y - Rua W - Praça Z


Com os melhores cumprimentos,

____________"


De . oficinas populares p. Cartazes . a 28 de Fevereiro de 2013 às 09:53
Oficinas Populares – Aqui e Agora

No dia 16 de Maio de 1968, alunos e professores ocuparam a Escola de Belas Artes de Paris e aí estabeleceram o Atelier Populaire, ou Oficina Popular.

Ao longo de vários dias, e pela noite dentro, este colectivo informal criou, discutiu e imprimiu centenas de cartazes, originando uma vaga de imagens e palavras de ordem que ficaram para a história.

Em Maio de 68, os instigadores do Atelier Populaire declararam que os seus cartazes eram “armas ao serviço da luta”, e que o lugar destes era “nos centros de conflito, ou seja, nas ruas e nas paredes das fábricas.”

45 anos depois, qual é o lugar dos cartazes e imagens de protesto nos centros de conflito actuais?

É precisamente isso que pedimos a designers, artistas, ilustradores e outros criadores de imagens que questionem, aqui e agora.

Temos observado com entusiasmo a criação, por todo o país, de espaços e colectivos independentes de criação e distribuição de materiais impressos, além de makerspaces e hackerspaces.

Juntamente com as escolas de arte e design – como aquela onde foi criada a primeira Oficina Popular – estes espaços concentram uma energia e potencial de criação e produção que urge canalizar para uma causa que nos interessa a todos.

Apelamos assim à criação de Oficinas Populares onde se possam criar, discutir e produzir imagens de protesto destinadas a serem distribuídas e afixadas em paredes, tanto físicas como digitais, por todo o país.

Reproduzidas tanto em cartazes impressos como em rectângulos JPG, estas imagens terão ainda o poder de fazer da manifestação de 2 de Março um acontecimento memorável.
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Guia Rápido para montar uma Oficina Popular

1- Juntar um grupo de pessoas (estudantes, professores, colegas, amigos, desconhecidos).

2- Encontrar um local apropriado de reunião e, se possível, produção/impressão.

3- Encontrar/criar meios e materiais de produção: serigrafia, gravura, tipografia, stencil + tinta de spray, etc.

4- Combinar local, dia e hora para a criação da Oficina.

5- Criar propostas de imagens que sejam facilmente reproduzidas e distribuídas.

6- Imprimir.
7- Distribuir: afixar, colar, partilhar (net).

8- Enviar imagens, ficheiros originais (pdf, jpg) ou uma fotografias dos cartazes afixados para HYPERLINK "mailto:queselixetroika@gmail.com" queselixetroika@gmail.com,
para que possamos partilhar numa galeria de imagens no nosso site e página de Facebook, para que outros possam não só ver como reproduzir/imprimir.

9- Quem tiver uma imagem/cartaz pronta a reproduzir e não tiver Oficina onde o fazer pode enviar-nos por email (pdf, jpg); nós trataremos de o partilhar e fazer chegar a quem possa.

10- Poderão também comunicar-nos o local, data e hora da vossa Oficina, que juntaremos a uma lista nacional. Assim, outros poderão juntar-se a vós.

11- De forma a comunicar a manifestação de forma consistente, apelamos a que cada um dos cartazes inclua a seguinte informação:

Que se lixe a troika
O povo é quem mais ordena
Manifestação 2 de Março
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Algumas regras e sugestões

1- Tudo isto pode ser feito num só dia (a colagem de cartazes faz-se preferencialmente à noite).

2- Se as imagens criadas forem destinadas a serem impressas em formato cartaz, deverão ter 1, 2 cores no máximo, para serem reproduzidos de forma fácil e barata.

3- Em honra do espírito dos Ateliers de ‘68, todos os cartazes/imagens criados nestas Oficinas devem permanecer anónimos.

4- A manifestação de 2 de Março será pacífica. As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão assim bem vindos quaisquer apelos à violência ou mensagens notoriamente racistas, xenófobas ou fascistas.

5- Os cartazes feitos nas Oficinas podem ser vendidos para custear a sua produção, ficando ao critério de cada uma estabelecer o seu valor e tiragem.


Inspiração
Ateliers Populaires bit.ly/mlzFlx + bit.ly/zNkVAk
Oficina Arara (Porto) bit.ly/qOTCKq
War is Over! (Yoko Ono) http://bit.ly/crKvN0


Publicada por Que se Lixe a Troika


De .intervir com a «Grândola, Vila Morena» a 28 de Fevereiro de 2013 às 09:59
15/2/2013- Comunicado de imprensa
(do «Que se lixe a troika !» :)


INTERVENÇÃO POPULAR NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Esta manhã mais de 40 pessoas intervieram na Assembleia da República, a meio da Sessão Plenária, cantando “Grândola, Vila Morena” durante a intervenção do primeiro-ministro. Esta acção de protesto levou para dentro da Assembleia da República o descontentamento generalizado que se sente nas ruas perante a situação inadmissível em que este governo e a troika internacional colocaram este país, em queda livre com o maior desemprego de sempre e com uma recessão acima dos 3%! O protesto apela à participação nas próximas manifestações de dia 16 de Fevereiro, assim como a manifestação de dia 2 de Março em todo o país, sob o lema “Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!”.


Com mais de um milhão de desempregados, uma recessão profunda e todas as previsões de governo e troika mais uma vez falhadas, para pior, hoje levou-se ao Parlamento o descontentamento popular. A música de José Afonso foi a escolhida para transportar de volta ao local onde se legisla para todos o sentimento de que é necessário outro caminho, que é necessário que haja uma democracia que corresponda às necessidades do povo e não das instâncias internacionais a comandar os destinos do país.


A mobilização popular é urgente para mudar o rumo de destruição e de austeridade que foi escolhido por governo e troika. Apelamos à participação nos grandes protestos que se avizinham, quer já amanhã no Príncipe Real, que no próximo dia 2 de Março em todo o país e no estrangeiro. A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas.

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!


QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA !


De .Basta. Indignados, Revolta, Manifesto. a 28 de Fevereiro de 2013 às 10:47
(Manifesto de Indignação e de 2 Março 2013)
Que se lixe a troika. O Povo é quem mais ordena!

Em Setembro15, Outubro e Novembro enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.

Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito, e acertam no coração de cada um e cada uma de nós.

Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.

Não aguentamos mais o roubo e a agressão.

Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído.
Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros.
Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas.
Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas…
Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios.
Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida.
Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos.
Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome.
Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo.
Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.

Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência.
Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania.
O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.

A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos.
Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.

A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.

UNIDOS como nunca, diremos BASTA.

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!


De .Queremos as Nossas Vidas. a 28 de Fevereiro de 2013 às 10:58
(15 de Setembro 2012: Texto Original)

Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!


É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos.
Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos.
O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo.
É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva.
É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro.
É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.

O SAQUE (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações,
para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.

A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia.
Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte,
desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.

Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.

É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.

Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta.
Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.

Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos.
Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias.

Dividiram-nos para nos oprimir.
Juntemo-nos para nos libertarmos!


De .Protestos referidos nos média. a 28 de Fevereiro de 2013 às 11:04
Eventos referidos nos Média :

2 DE MARÇO 2013: grande MANIFESTAÇÂO Geral

"Grândola Vila Morena" recebe Relvas em Gaia, 18 de Fevereiro (SIC Notícias)
"Grândola Vila Morena" ouviu-se nos protestos de Madrid, 17 de Fevereiro (SIC Notícias)
"Grândola, Vila Morena" com sotaque castelhano, 17 de Fevereiro (TSF)
“Grândola Vila Morena” interrumpe a Passos Coelho en la Asamblea portuguesa, 15 de Fevereiro (El País)
"Grândola Vila Morena" silencia Passos Coelho, 15 de Fevereiro (Rádio Renascença)
Interrumpen a Passos Coelho con el himno de la revolución del 1974, 15 de Fevereiro (Agencia EFE)
Debate quinzenal marcado pela "Grândola Vila Morena" e pelo recorde do desemprego, 15 de Fevereiro (Antena 1)
Passos Coelho interrompido pela "Grândola Vila Morena", 15 de Fevereiro (TSF)
Passos interrompido na AR por pessoas que cantaram «Grândola Vila Morena», 15 de Fevereiro (A Bola)
"Grândola, Vila Morena" interrompe Passos Coelho no debate quinzenal, 15 de Fevereiro (SIC NOTÍCIAS)
Movimento "Que se lixe a troika" explica "Grândola Vila Morena" no Parlamento como ação simbólica, 15 de Fevereiro (RTP)
«Grândola Vila Morena» cala Passos no Parlamento, 15 de Fevereiro (TVI)
"Grândola Vila Morena" interrompe debate quinzenal no Parlamento, 15 de Fevereiro (RTP - DIRECTO)
Movimento Antitroika volta às ruas em março, 29 de Janeiro (Expresso)
Quando os rios confluem, 26 de Janeiro (i)
Movimento “Que se lixe a troika” convoca manifestação para 2 de Março, 22 de Janeiro (Público)


12 DE NOVEMBRO 2012

"Protesto 'A Merkel Não Manda Aqui' desvaloriza alertas sobre violência durante visita", 6 de Novembro

29 DE SETEMBRO

Manifestantes de 15 de Setembro apelam à “participação maciça” no protesto da CGTP", 26 de Setembro.
Subscritores “Que se lixe a troika!" apelam à participação na manifestação de sábado, 25 de Setembro.


21 DE SETEMBRO

Ana Nicolau: "objectivo é que governo e troika se vão embora", 21 de Setembro.
Para o Conselho em Belém "vai tudo e mais alguém", 21 de Setembro.


15 DE SETEMBRO 2012

15 de Setembro: as fotografias contra a austeridade, 17 de Setembro.
Portugal vai mandar a troika "se lixar", e não está sozinho, 14 de Setembro.
15 de Setembro: sábado começo a mudar o mundo, 13 de Setembro.
15 de Setembro: os cartazes dos descartados portugueses, 13 de Setembro.
Mais de 50 mil confirmados no protesto de Sábado, 12 de Setembro.
Portugal clama a la troika: "Queremos nuestras vidas", 12 de Setembro.
Vídeo: 15 de Setembro será o "início de uma revolta popular", 12 de Setembro.
"No dia 15 de Setembro, quem ficar calado não tem razão", 11 de Setembro.
Milhares comprometem-se a ir à manifestação antitroika, 11 de Setembro.
Cale-se, senhor primeiro-ministro, 11 de Setembro.
“Este silêncio mata-nos”. Faltam cinco dias para testar a indignação dos portugueses, 10 de Setembro.
Mais Vale ser um cão raivoso, 4 de Setembro.
"É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário", 1 de Setembro.
Manifestação contra a troika a 15 de Setembro, 31 de Agosto.
15 de Setembro: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas vidas!, 29 de Agosto.
Screw the Troika!, 29 de Agosto.
Screw the Troika, We Want Our Lives!, 29 de Agosto.
Manifestação: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas, 28 de Agosto.
Manifestação: Que se Lixe a Troika, Queremos as nossas Vidas!, 28 de Agosto.
Convocada Manifestação anti-troika com passagem frente à representação do FMI, 27 de Agosto.
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De .2 Março.- porque vou à Manif. a 28 de Fevereiro de 2013 às 09:27
O MEU AMIGO MATOU-SE
(-por Isabel do Carmo, 27/2/2013)

É um dos motivos porque vou à manifestação do dia 2 de Março.
Vou também em nome do meu amigo. No dia 18 de Fevereiro o meu amigo J. C. deu um tiro na cabeça. Já não vai a esta manifestação.
Era um indigente ou um faminto? Não. Era um exemplo da chamada classe média. Gostava da vida. De comer, de dançar, de ir à praia. Ele e a mulher comportavam-se como dois namorados, depois de todos estes anos. Gostava dos filhos, a quem era muito chegado, gostava da neta. Gostava do trabalho. Mas, a situação a que nos levaram criou um labirinto sem saída. De facto, sem saída para uma grande parte da população. Deixemo-nos de flores, de «há soluções para tudo», de «é preciso ter esperança» ou de «há-de correr bem». Há certas situações que não têm solução à vista. Tinha os pais em casa com oitenta e tal anos e tinham chegado ao ponto de não conseguirem tratar de si próprios. Solução? Um «lar» custa 1300 euros para cada um. Uma empregada permanente anda por aí.
Tinha empregados a quem tinha que pagar salários todos os meses. Tinha empréstimos ao banco, crédito a cumprir, letras. Tinha clientes que não pagavam, porque por sua vez não lhes pagavam a eles.
Os filhos trabalhavam, mas havia um apoio indispensável, por causa da precariedade e por causa de situações de doença.
O senhorio acabava de, em concordância com a nova lei das rendas, passar-lhe a renda para o dobro.
Tinha solução para esta espiral que todos os dias se agravava? Não tinha.
Declarava insolvência, renunciava a todos os pequenos bens, ia para a rua, abandonava pais e filhos ao destino? Claro, tudo é possível.
Mas a dignidade tem um preço.
Os amigos podiam ajudar? Muito pouco.

Foi com certeza em nome da dignidade que teve a coragem de acabar com a vida.
Nesse mesmo dia veio ter ao Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria uma senhora que se atirou para debaixo do comboio do Metro. Salvaram-na, mas ficou sem um braço. Dias antes atirara-se a professora e o filho de uma janela em Bragança. Na ponte da Arrábida são frequentes os ajuntamentos porque alguém se atirou.
Estamos a assistir a uma epidemia?
Como os nossos governantes e as estruturas internacionais e o poder financeiro mundial já não distinguem entre o Bem e o Mal, temos nós que desobedecer às leis do Mal, protestar, mas não só. Encontrar o caminho para derrubar este Poder. No dia 2 de Março o meu caminho começará na Maternidade Alfredo da Costa na Maré Branca e continuará com todos os outros, através de Lisboa.
Também em nome do meu amigo que NÃO AGUENTOU.
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De .apontar e acertar nos Alvos certos. a 28 de Fevereiro de 2013 às 10:12
compreende-se o Desespero e a Dignidade desses Cidadãos.
Desculpem-me as famílias e os amigos , mas há uma crítica a fazer-lhes :
o seu Suicídio seria bem mais úil e eficaz se, antes,
dessem uns ... abaixo dos cornos de vários ministros, banqueiros, administradores de grandes empresas, e comentadores avençados que defendem as medidas de austeridade e o empobrecimento dos portugueses !


De .ERRO doloso e INDIGNIDADE nacional. a 28 de Fevereiro de 2013 às 15:04
Falhados (muito PERIGOSOS, com DOLO e CRIME social )
(-por OJumento, 28/2/2013)
...
... Em todas as profissões ou no dia a dia de cada cidadão todos cometemos erros, mesmo não sendo incompetentes ou negligentes há o risco de se cometer um erro.
Por isso temos capacidade para compreender e perdoar os erros alheios.
Mas nas situações descritas não se admite o perdão, quem lida com riscos ambientais ou quem transporta pessoas deve ter cuidados acrescidos, não deve ter descuidos.

Mas há uma excepção a esta regra, uma situação em que se pode ser negligente, incompetentes, irresponsável e até fazer experiências que ninguém autorizou.
O ministro das Finanças pode usar milhões de portugueses em experiências pessoais, pode destruir centenas de empresas e lançar muita gente na falência e no desemprego, pode destruir uma boa parte da riqueza do país, pode forçar milhares à emigração, pode condenar muitos a perder a casa ou a cair na miséria.
Até pode agravar as condições das suas experiências para chegar a situações mais extremas e poder experimentar soluções ainda mais radicais.

Sucede alguma coisa ao ministro?
Não, não é negligente, não é criminoso, não é incompetente, o presidente continua a repetir-lhe as falsas promessas e os prognósticos falseados, continua a ser ouvido com muita atenção por audiências de militantes escolhidos e protegidos por seguranças de cantores incómodos.
Há dois tipso de falhados, os que podem ser condenados e os que podem falhar repetida e intencionalmente.

Quantos suicídios, quantos emigrantes forçados, quantos portugueses a ficar sem casa, quantos despedimentos, quantos falidos, qual a percentagem da dívida soberana no PIB,
o que será necessário para que um ministro incompetente ou que faça experiências abusivas com todo um país será necessário para que possa ser condenado ou, pelo menos, corrido do cargo?
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...
Portanto com gentalha deste jaez, que culpa têm as pobres elites dirigentes ? Devemos estar-lhes muito agradecidos, pelos seus esforços inauditos, na criação dos novos portugueses.
- Até quando aguentaremos a sua competência?
Não sei. Mas julgo que já deve ter faltado mais tempo, para que a paciência se nos esgote.
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O mito escangalhado
...
...No domingo, durante o programa Prós e Contras, de Fátima Campos Ferreira, um dos melhores que vimos, o general Loureiro dos Santos referiu que, nas Forças Armadas, um oficial superior que se enganasse tanto e tantas vezes, já tinha sido despedido.
Aliás, durante a sessão, as críticas às definições e às decisões do Governo foram das mais lúcidas interpretações que tenho ouvido acerca da maneira e do modo como estamos a ser conduzidos e governados.
Todo o poder encontra sempre uma resistência, sobretudo quando actua admitindo não haver possibilidade de escolha e de alternativa.
As decisões são aceitas e tomadas em conjunto.

É, pois, preciso não esquecer de que a desgraça que nos atinge estende-se, na sua imperiosa e grave crueldade, à CULPA de todos os membros do EXECUTIVO.
Nenhum é inocente e cada um e todos terão de ser PUNIDOS, para lá do que as urnas disserem.
A correlação entre acção e indulgência, que se tornou uma absurda normalidade, tem de ser interrompida, e os governantes RESPONSABILIZADOS.

Recordo que a França, após a Libertação, criou a figura jurídica de "INDIGNIDADE NACIONAL" aplicável aos que haviam tripudiado sobre "a honra da pátria e os direitos de cidadania."

O lado "punitivo e ideológico", de que fala a eurodeputada socialista Elisa Ferreira, foi por eles criado e desenvolvido com inclemência e zelo.
Resgatar a tragédia aplicando-lhes o mesmo remédio é uma tese que faz caminho, como resposta de JUSTIÇA, nunca como retaliação ou vingança.
Justiça, pura e simplesmente

O que este Governo nos tem feito representa a mais grave contraconduta social, política, cultural e humana verificada em Portugal desde o salazarismo.
O discurso oposicionista não pode, somente, ser "diverso" e incidir, apenas, na "actualidade" portuguesa.
Os sicários deste projecto encontram-se espalhados transversalmente por todos os sectores da actividade europeia, mas não há batalhas inúteis, nem LUTAS sem sofrimento.»

[DN]Baptista-Bastos.


De "Marés ...contra desGoverno e Destruição a 28 de Fevereiro de 2013 às 15:23
Fundador do SNS subscreve manifesto da “Maré da Saúde” - António Arnaut considera ser “absolutamente essencial” sair à rua contra a “destruição do Serviço Nacional de Saúde”.
[Fabíola Maciel, publico.pt, 28-02-2013]

António Arnaut, subscreveu na terça-feira o manifesto criado pela “Maré da Saúde”, um grupo que se juntará no próximo sábado à manifestação convocada pelo movimento Que se Lixe a Troika.

António Arnaut disse ao PÚBLICO que “estão [o Governo] a tentar transformar o SNS num serviço residual para pobres”.
O “pai” do SNS vinca ser “absolutamente necessária uma MANIFESTAÇÃO de INDIGNAÇÃO e esperança”, para que “a voz do povo seja ouvida”.

“Tenho esperança de ainda viver num tempo de dignidade nacional”, revelou Arnaut, acrescentando que Portugal vive uma situação de “humilhação nacional”.
“É preciso dizer NÃO porque estamos à beira de um precipício”, defendeu.

António Arnaut não estará presente na manifestação por razões de saúde, mas garante estar “solidário com todos os movimentos cívicos que defendam o SNS”.
“O Governo, à excepção do ministro da Saúde, tem uma insensibilidade social incrível”, argumentou, alertando que a «Grândola, vila morena» pode vir a ser usada novamente como uma SENHA de MUDANÇA.
“É preciso ouvir os sinais”, frisou.

Bruno Maia, um dos membros da "Maré da Saúde", disse ao PÚBLICO ser "de grande importância" a associação de António Arnaut à manifestação.
"Significa que percebe que os ataques ao SNS são muito fortes e concertados", vincou.

"Há um grande divórcio entre o Governo e as aspirações da população" e, neste sentido, Bruno Maia salientou que "SAIR À RUA" significa tentar INVERTER uma política de DESTRUIÇÃO do SNS".


De .Empobrecer e Reduzir Estado ao min. a 28 de Fevereiro de 2013 às 15:38
Tendo sido questionado pelo diário económico se o governo Passos Coelho/Vítor Gaspar/Paulo Portas não deveria ter já uma plano pós troika, eis a minha opinião publicada hoje no DE
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Pós Tróika.

Situação actual - A economia portuguesa está num atoleiro PERIGOso com sérios riscos de afundamento.

Este Governo, apesar de insistir que o comportamento evolutivo dos indicadores económicos está em linha com os objectivos fixados, veio reconhecer, implicitamente, nestes últimos dias, que a realidade é bem outra (muito PIOR !).

A recessão para Portugal em 2013 vai duplicar anunciou Vítor Gaspar.
A taxa de desemprego de 16,5%, prevista para Dezembro, em Fevereiro já atingiu 16,9%.
A execução orçamental do mês de Janeiro foi um desastre.
As exportações não se consolidam.
A procura interna cada vez se afunda mais.
Não há investimento, nem privado nem público.
O financiamento às PME continua inacessível.
As falências contrastam com a não existência de medidas de reestruturação e inovação do tecido empresarial.
Enfim, a emigração está a roubar-nos mão de obra habilitada.
Neste contexto, a pergunta só pode ser: - para onde caminha a economia do país?

Perspectivas
- Fui questionado se o governo não devia ter já um plano pós ‘troika'.
Atenção, este Governo tem uma estratégia assente em dois pressupostos:
o EMPOBRECIMENTO do País, o que está a fazer, varrendo os estratos da classe média de menos recursos para situações angustiantes e de pobreza e,
a REDUÇÃO do ESTADO ao mínimo,
com os cortes na saúde, educação e segurança social na tentativa de revigorar o grande capital.

Esta a estratégia a consolidar pós ‘troika' por este Governo, caso não seja destituído.
Com esta estratégia a economia do País não produzirá suficiente riqueza e emprego,
não pagará a dívida nem reduzirá as fortes desigualdades sociais.

O País, apesar da racionalidade na despesa e da estratégia de mudança de padrão de desenvolvimento de que precisa, jamais gerará capacidade de pagar a dívida.

Aliás, o dinheiro dos contribuintes não é para custear as partes ilegítimas da dívida.
Exemplo, a dívida privada tornada pública no caso BPN.
A dívida deve ser auditada e as partes ilegítimas anuladas.
Quando muito repercuti-las nos causadores.
Há ainda que renegociar prazos e taxas de juro com os credores.

(-por João Abel de Freitas, Economista, PuxaPalavra, 28/2/2013)


De -Quem são os irResponsáveis e Ladrões?!. a 1 de Março de 2013 às 14:28
. Irresponsáveis, irrealistas e utópicos

Ontem, enquanto se cantava a Grândola à porta, Passos Coelho voltou a afirmar que todos aqueles que defendem ALTERNATIVAS ao caminho da Troika são irrealistas e irresponsáveis.

Para o governo, realista é em Junho de 2011 assinar-se um programa baseado em previsões de dívida pública de 115% do PIB para 2013 e, no inicio deste ano, essas previsões já terem saltado para 122%.
Também é realista fechar um orçamento de estado com uma previsão de quebra do PIB de 1% e, em Fevereiro, já estar a admitir que essa quebra será o dobro.
Responsável é assinar um acordo de financiamento que previa que a taxa de desemprego atingiria o seu pico em 2012 nos 13%, um ano e meio depois ela já estar nos 17,6% e continuar a achar que o programa é uma boa ideia.

Na perspetiva do governo, é irrealista querer admitir os verdadeiros custos económicos e sociais desta crise e MUDAR, já, de rumo.
É irresponsável enfrentar os credores que for preciso para começar, já, uma politica de recuperação económica e de criação de emprego.
Para a direita, aqueles que acreditam num futuro onde a economia esteja ao serviço das PESSOAS e NÃO seja ESCRAVA dos MERCADOS são utópicos.

Para esses, resta juntar-se a um grupo de ladrões de bicicletas e pedalar por aí !

Ou então pedalar avenida abaixo, neste 2 de Março, com tantas outras pessoas que acreditam num futuro melhor e numa economia que nos leve até ele...
(-por Sara Rocha, mais uma no Ladrões de B., 1/3/2013)


De .Lixar ... Tríade + Troika + Bangsters. a 1 de Março de 2013 às 17:15

A reformatação (de Portugal e dos portugueses pela Tríade +Troika )
(-por o Jumento, 1/3/2013)

Para os senhores do 4.º Reich não há um problema de sobrevalorização do euro, a globalização só trouxe benefícios e os custos e proveitos de uma união monetária feita à pressa são distribuídos equitativamente.
Esta é a tese da senhora Merkel, do estado maior da Wehrmacht, agora instalado na sede do BCE em Frankfurt, bem como de todos os gemanófilos, germanofilozinhos e banqueiros locais de ascendência alemã.

Se as coisas correram mal em Portugal é porque os portugueses são um povo inferior de gente pouco dada a trabalhar, só querem beber e descansar, um misto entre pretos e ciganos.
Aliás, é um mal comum aos países do sul, nem a Itália escapa a esta doença climática do Mediterrâneo, mesmo sendo um velho aliado da Alemanha nunca mereceu grande confiança pois desde Mussolini que gostam de ser dirigidos por palhaços.

Portanto o problema de Portugal não era económico, o país é com um computador com o disco danificado, ocupado por vírus e com software demasiado lento.
Não bastava um upgrade, era necessário REFORMATAR, reparar o disco, eliminar o software inadequado, instalar novos programas e reorganizar os ficheiros.

Isto significava que os portugueses tinham de ser reprogramados, muitos deviam ser convidados a EMIGRAR, uma boa parte das empresas deviam ser encerradas e os seus recursos serem usados pelas novas empresas.
O país devia ser tratado como um computador, pouco importando o que sucederia enquanto este estivesse em reparação.
Tira-se português daqui e põe-se ali ou manda-se para acolá, fecha-se uma empresa aqui e cria-se um directório de empresas ali, as que estiveram a mais, bem como os portugueses considerados inúteis, incapacitados ou politicamente inadequados deverão ir para a reciclagem e
atirados para o lixo com a reformatação pois não devem ocupar espaço durante o backup.

No fim teríamos empresas mais rápidas, menos tempo de paragem da máquina e portugueses com os bits no lugar.
O país lento e desactualizado daria lugar a uma máquina rápida e sem paragens, o facto de ter um processador velho pouco importa, seria útil para correr programas que já não são usadas em máquinas como a alemã.
Depois de devidamente reformatado, o país já pode ser ligado de novo à rede do euro que tem o servidor na Alemanha.

Pouco imposta os SACRIFÍCIOS humanos, a vontade dos portugueses ou a DEMOCRACIA, tudo foi suspenso e cabe ao programador da confiança da Wehrmacht decidir quem pode continuar em Portugal,
quem enriquece, quem empobrece,
quem pode ser curado num hospital público ou quem pode ir à escola.
Durante o período de ocupação esse programador, equiparado a sargento-mor da Wehrmacht, tem plenos poderes para fazer o que bem entender aos indígenas, escolher os mais aptos para trabalhar, meter nos combóios com destino à Alemanha os que estiverem a mais mas forem aptos para trabalhos na emigração, nacionalizar os recursos dos que forem considerados parasitas.

O país ou aceita a reformatação, pagando os juros e as devidas comissões, ou trata os ocupantes com subserviência e proporcionando-lhe instalação nos melhores hotéis, ou não leva mais dinheiro.
Quem o costuma dizer é o controleiro do sargento-mor da Wehrmacht, um tal Simon O’Connors.


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