Terça-feira, 5 de Março de 2013

Em 2004 foi publicado um livro que além de se constituir numa obra polemica tornou-se num best seller de vendas. “Confissões de um Assassino Económico” foi o título adoptado em português desta publicação autobiograáica de John Perkins que relata pormenores da sua atividade numa conhecida firma de consultoria.

Perkins define os assassinos económicos como sendo “profissionais altamente remunerados que lançam armadilhas de milhões de milhões de dólares aos países do Mundo. As suas ferramentas de trabalho são relatórios financeiros, manipulação de eleições, subornos, extorsões sexo e assassínio”.

Perkins confessa que, também, ele foi assassino económico trabalhando para a empresa de auditoria Chas T. Main, tendo como missão convencer os países mais pobres a aceitarem enormes empréstimos do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assegurando-se que todos os projetos nos quais se investiam esses empréstimos eram concedidos a companhias norte-americanas.

Uma vez tais países, amarrados a dívidas e a empresas que controlam as respectivas economias, o governo norte-americano podia manipula-los, com facilidade e a seu gosto, solicitando/impondo (na maior parte dos casos através de altos subornos), aos respectivos dirigentes nacionais, favores de cooperação militar e aquisição de armamento.

Quando não se conseguiam «dobrar», através destes convincentes relatórios, dada a teimosia das populações ou o esclarecido compromisso dos dirigentes para com o povo, entravam em cena os chacais da CIA com os seu métodos de infiltração e manobrado os exércitos impunham golpes militares e governos ditatoriais. Foi o que sucedeu com Jaime Roldós, no Equador, Omar Torrijos, no Panamá e Salvador Allende, no Chile.

Ao longo das décadas, as potências politicas e económica como EUA, Alemanha, China, Rússia, França Inglaterra, Goldman Sachs, foram fazendo as guerras, ditas convencionais, e impondo políticos ditadores que submeteram, suas populações, décadas a fio aos interesses das elites estrangeiras e nacionais. Há ainda significativas reminiscências dessas políticas tanto em Afica como na Asia ou Sul América. Na europa reinam as Troikas.

Essa estratégia (das ditaduras politicas) deu lugar a uma outra, muito mais sofisticada e rentável, que passa pela subversão económica, lavagem de dinheiro e fugas fiscais. Nela são usados os paraísos fiscais pomposamente designados de «offshore taxes» «offshore servisse» e taxes heaven».

Existem, em todos os países, “generosos” e “conceituados” advogados com escritórios abertos nessas descontroladas “praças financeiras” que a troco de uma percentagem nelas colocam avultadas quantias sacadas de corruptos negócios. É assim que, políticos e homens de negócios, aumentam suas fortunas ao mesmo tempo que as economias e as populações dos países vão empobrecendo. E assim será até que o povo acorde.



Publicado por Zé Pessoa às 17:55 | link do post | comentar

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