Quinta-feira, 14 de Março de 2013

Muito se tem falado e escrito sobe instalados e sobre indignados, duas realidades (quase) diametralmente opostas. Da necessidade de reinventar a democracia e transformar o sistema político atual, segundo as palavras do filósofo José Gil. É pois, necessário materializarem-se formas novas de exercer a gestão da coisa pública e de representação democrática.

Muito se tem falado e escrito, é verdade e não é menos verdade que não se foi além disso. Pouca coisa se concretizou, efetivamente. Não se verificou ação significativa de registo para lá de uma ou duas manifestações de rua com dias e tempos, de início e de términos, marcados.

Ora isso é, democraticamente, louvável é, intelectualmente, enriquecedor mas não deu resposta às questões de fundo, nem fez qualquer mudança no que urge mudar. Falta, de fato, fazer, falta mudar. Haverá vontade para isso?

Há, no tempo e no espaço (mesmo sendo escassas as possibilidades permitidas pelo sistemas) ocasião para que se faça o que tem de ser feito, quando para isso haja vontade.

Vão realizar-se, este ano, eleições para as juntas de freguesia e para os municípios (órgãos deliberativos e executivos), barafusta-se “a torto e a direito” (quer dizer à esquerda e à direita) sobre a corrupção de interesses e falta de democracia dentro dos partidos, contestam-se que os dinossauros instalados mudem de santuário, tanto se fala em reduzir os encargos do Estado, porque não formam os partidos políticos lista com base em cidadãos reformados? Ou mais cidadã e democraticamente pensando, porque não se organizam, autonomamente, os reformados para constituir grupos de vizinhos que concorram às suas respectivas freguesias e câmaras municipais?

Há possibilidades de mudanças e elas serão realizadas quando houver vontade de conjugar esforços e de fazer.

Os partidos políticos, esses, continuarão iguais a si próprios aprisionados que estão a certos grupos de interesses particulares que não mudarão nunca, apenas se readaptam talqualmente o sistema de exploração financeira que se globalizou e criou os seus próprios instrumentos de engano e controlo.



Publicado por Otsirave às 12:30 | link do post | comentar

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