11 comentários:
De .questões ao Cons./Comissão Eu. +troika a 20 de Março de 2013 às 14:53

Entre o sist. financeiro e offshores que dominam poder político na UE e Estados e oprimem cidadania/democracia;
ou a compra total da dívida de Chipre (e a sua soberania) por uma gr.empresa (Gazprom) ou pela Igreja Ortodoxa Russa ou por oligarcas mafiosos...
venha o diabo e escolha.!!
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Resgate europeu a Chipre
- por AG

A propósito do programa de assistência financeira a Chipre acordado pelo Eurogrupo na semana passada,
enviei a seguinte pergunta escrita à Comissão e Conselho:

Na última reunião do Eurogrupo aprovou-se o programa de assistência financeira a Chipre, que inclui um acordo sobre aumento dos impostos sobre as empresas, que podem chegar aos 12,5%, e um imposto extraordinário de 9,9% sobre os depósitos acima dos 100.000 euros e de 6,7 % para os valores abaixo.


Este acordo, que impôs o congelamento dos fundos sujeitos a imposto, sem decisão do parlamento cipriota e conhecimento dos titulares das contas bancárias, penaliza os depositantes cipriotas e põe em causa a garantia europeia de protecção de depósitos bancários até 100.00 EUR – garantia à conta da qual os Estados-Membros têm justificado o investimento de milhares de milhões de euros dos contribuintes para "salvar" bancos, habilitando-os a ter provisões de capital mínimos para poder honrar os depósitos.

É de conhecimento generalizado, há bastante tempo, que grande parte dos depósitos em bancos cipriotas pertencem a oligarcas russos e evasores fiscais gregos e de outras nacionalidades, que aproveitaram o regime legal e baixas taxas tributárias para aí branquearem os capitais. As autoridades europeias, que nunca tomaram nenhuma medida para pôr fim a esta situação, vêm agora obrigar os depositantes cipriotas a pagar o descalabro do sector financeiro inflacionado em Chipre, em grande parte causado pela reestruturação da dívida grega, que custou 4,5 mil milhões de euros à banca cipriota.

Tendo atenção a estes factos,

1- Porque optou o Conselho / Comissão por não intervir para pressionar Chipre a por fim ao regime legal que lhe permite continuar a ser um centro de branqueamento de capitais e evasão fiscal?

2 - Porque optou o Conselho / Comissão por impor a taxação de todos os depositantes nos bancos cipriotas e não, por exemplo, apenas os estrangeiros, aplicando uma taxa mais elevada, e penalizado mais substancialmente assim aqueles que se aproveitaram do regime cipriota para branquear capitais e fugir ao Fisco?

3 - Porque não intervém agora o Conselho / Comissão para pôr cobro a branqueamento de capitais em outras praças financeiras europeias?


De - Correr c.Bangsters, Troika e desGov !! a 21 de Março de 2013 às 10:22
DEPOIS DO CONFISCO, A PALHAÇADA

AFINAL, QUEM RESPONDE?
...
Na verdade, é uma palhaçada ouvir as advertências de Cavaco à Europa, bem como as de Portas, secundando circunspectamente Cavaco, sem nada mais poder acrescentar…porque estava em “serviço externo”.

Então, Portugal não teve um ministro no Eurogrupo? Como votou ele? Opôs-se ao confisco dos depositantes? E Cavaco não é o Presidente da República? Então, de que está à espera para actuar se entende que quem assim agiu não está no seu perfeito juízo? E Portas não pertence ao mesmo Governo do ministro que lá esteve? Então, por que não tira as consequências?

Schäuble também diz que a ideia não foi dele, apesar de a gente ter visto Merkel a defender, com entusiasmo hitleriano, a decisão do Eurogrupo. Aliás, o que dizem os espanhóis é que a Alemanha até queria mais, queria 12%!

E Seguro? O que diz Seguro? Numa típica demonstração de “solidariedade sucialista”, Seguro não está nada preocupado com o que se passa em Chipre, mas apenas com os eventuais efeitos dessa medida em Portugal, que ele quer acreditar não se verificarão.

Isto é um exemplo acabado do que é a Europa. Primeiro :“Nós não somos a Grécia”
e doravante: “Nos nossos depósitos ninguém tocará”. É esta a Europa.

Infelizmente, também por este lado - pelo lado da mais completa ausência de solidariedade - a medida é racista e discriminatória, bem ao estilo das retaliações referidas no post anterior.
De facto, nos depósitos off shores da Inglaterra, por exemplo, ninguém ousará tocar, bem como nos de qualquer outro país forte da Europa.

Como dizíamos, esta é a Europa que nós temos e aqueles são os palhaços que lhe dão corpo. Durante tempos fizeram-nos rir, agora fazem-nos chorar.
É tempo de correr com eles do circo!
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BRAVO CHIPRE!

VAMOS A ELES!

O Parlamento cipriota recusou a proposta do Eurogrupo sem um único voto a favor do confisco.

Como se pode ler no relato que o Expresso faz da reunião do Eurogrupo, um bando de confiscadores capitaneados pela Alemanha e com a vergonhosa colaboração activa do FMI, mais um conjunto de lacaios,
preparava-se para saquear cerca de metade dos depósitos cipriotas, acabando a "imposição" por ter ficado nos números que se conhecem.
Dois dias depois, à semelhança do que fazem os salteadores, já se contentavam com o que Chipre lhes pudesse dar dar.

Acabaram por não levar nada graças à firmeza e ao patriotismo do Parlamento cipriota.

Sempre aqui defendemos que era absolutamente necessário fazer face a esse bando que hoje domina a União Europeia, a soldo da Alemanha.
E que não interessava que o resistente fosse pequeno ou grande, mais forte ou mais fraco.
O importante era que alguém abrisse as hostilidades.
Esse passo está dado graças ao patriotismo e à coragem do Parlamento de Chipre.

Agora temos que saber tirar as consequências: derrubar imediatamente o Governo e empossar um governo patriótico que, sem o menor vestígio de colaboracionismo, defenda com firmeza os interesses nacionais.

Para isso será necessário deixar claro, sem ambiguidades, que Portugal rejeitará o Memorandum e só pagará a dívida nas condições permitidas pela sua economia.

É altura de actuar sem medo e com coragem:
o colapso iminente do euro na União Europeia terá efeitos devastadores para os mais ricos.

É a hora de tomarmos a palavra.
Temos de demonstrar que não temos medo.

Viva Chipre pelo exemplo que nos deu!


De Uma colossal crise política a 18 de Março de 2013 às 13:49
-por Pedro Marques Lopes


Um dia como os outros (126)


(...) Mas os truques de fraco artista de Gaspar chegam a ofender: há um mês, dizia-nos que a recessão ia passar de 1% para 2%, mais um ponto, perceberam? Pois, o dobro (claro está que anteontem disse que vai ser 2,3% e, como é claro, daqui a umas semanas este número vai piorar) . Sexta-feira, não contente com o cenário que estava a descrever, resolveu voltar a querer aldrabar. Afinal não há um número para o défice para 2012, há três. Quem quiser que escolha o seu. Temos 4,9%, 6% e 6,6%. Pronto, é mesmo 6,6% (alguém se recorda dos insultos aos "profetas da desgraça" que diziam que o número seria aproximadamente deste valor?), mas se mexermos na folha de cálculo e dermos uma pancadinha no computador podemos até ter outros números.

Pensávamos nós que no mundo dos superempreendedores, da gente pouco piegas, dos autênticos novos homens deste extraordinário novo mundo houvesse um bocadinho de exigência, um bocadinho de responsabilidade. Ou seja, não houvesse lugar para incompetentes, não houvesse lugar para quem falha de forma tão clamorosa. O facto é que Gaspar como director financeiro duma PME não durava dois meses.


Mas, convenhamos, é Gaspar o maior culpado? Obviamente que face aos resultados das suas acções não poderia ficar nem mais um segundo no Governo, mas foi ele quem disse que mesmo que não estivéssemos sujeitos a este memorando de entendimento o iríamos aplicar? Foi ele que disse que se devia ir para além da troika? É ele o maior responsável por uma política que o melhor horizonte que tem para nos apresentar é um desemprego de 18% para 2016?

Foi ele quem definiu uma meta que consiste em destruir uma inteira geração através duma austeridade sem perspectivas? Foi ele quem definiu uma política, que agora não há ninguém que não saiba, provocou que todos os sacrifícios, todos os cortes, todas as desgraças provocadas tivessem sido em vão? Foi Gaspar que condenou os nossos filhos, sobrinhos e amigos a emigrar definitivamente pois o País nada lhes terá para oferecer nas próximas décadas?

Não, não foi ele. Foi o primeiro-ministro. E existisse sentido de Estado, conhecesse Passos Coelho o verdadeiro estado do País, entendesse a enormidade das suas opções e o primeiro-ministro pediria uma audiência ao Presidente da República e faria também o evidente: apresentaria a sua imediata demissão.

A dimensão da tragédia que nos foi apresentada é demasiado brutal para que tudo fique na mesma. Nós já a conhecíamos, mas pela primeira vez o Governo deu a entender que finalmente tinha percebido. Convenhamos, era, aliás, impossível, desta vez, não perceber: os números, sobretudo os do desemprego, são demasiado estridentes.

Falhou, falhou tudo. O fracasso é completo e total. Um Governo que precisa de aqui chegar para perceber que errou não pode permanecer em funções. Um Governo que foi o primeiro agente de destruição duma geração, dum tecido económico, de ter criado uma situação social insustentável, um nível de desemprego que destrói uma comunidade, não pode agora vir dizer que vai mudar (nem essa intenção tem, claro está). Um Governo que espalhou e aplaudiu todo o napalm económico e social que vinha da Europa não tem a mais pequena capacidade de negociar uma outra política.

Pois, ai meu Deus, uma crise política. Mas há maior crise política do que manter em funções um Governo que pelas suas próprias decisões políticas nos trouxe até aqui? Há maior crise política do que manter um Governo que ainda pensa que este caminho é o certo? Manter tudo como está, essa, sim, será uma colossal crise política.


De 'Ajustamento' e programas funcionam.êxit a 18 de Março de 2013 às 15:49
DURÃO BARROSO: AS PALAVRAS QUE NINGUÉM VAI ESQUECER

-por JM Correia Pinto ,17/3/2013,Politeia


BARROSO VAI PAGAR PELO QUE DISSE

Referindo-se aos programas de ajustamento que estão sendo aplicados na zona euro a diversos países, Barroso teve o desplante de afirmar que os "programas" funcionam. E deu o exemplo da Irlanda e da Letónia. Inacreditável que um alto responsável político com aspirações a desempenhar altas funções políticas em Portugal tenha o descaramento de afirmar que um programa devastador para a sociedade portuguesa – devastador no plano económico, financeiro, político, sociológico, psicológico, etc. – funciona. E como se isso não bastasse, como se não bastasse o cortejo de misérias que a espiral recessiva que tal programa engendra, evidenciadas em centenas de milhares de despedimentos, de milhares e milhares de falências e insolvências, do empobrecimento generalizado e acelerado da esmagadora maioria da população portuguesa, aduziu em defesa da sua tese os “êxitos” da Irlanda e da Letónia.


Com o euro no estertor e a "Europa" à beira de se confirmar como o "grande embuste" dos tempos modernos, Barroso, apoiando-se numa descarada mentira, sai em defesa dos credores que estão estrangulando Portual com a colaboração do Governo Português, tentando fazer crer que aqueles "programas", unica e exclusivamente destinados a garantir o pagamento de dívidas contraídas para garantir a rentabilidade de capitais excedentários e sem aplicação nos países que os geraram, se destinam a assegurar um futuro melhor para os povos que agora os suportam. É dá como exemplos a Irlanda e a Letónia.


Sobre estes exemplos, basta dizer o seguinte: a Irlanda não tinha, nem tem, uma crise económica, mas uma crise financeira resultante da actuação desregulada e irresponsável do sector financeiro. Remediado esse problema pelos contribuintes e pela contínua entrada de capitais americanos de origem irlandesa, o sistema financeiro restabeleceu-se, mas o desemprego não se alterou nem há perspectivas de que se venha a alterar a curto prazo. E só não é maior porque os irlandeses, de acordo com uma velha tradição nacional, emigraram em massa para a América, Austrália, Africa do Sul, Nova Zelândia, etc. A Irlanda era um praça financeira e sede privilegiada de multinacionais e assim vai continuar a ser, depois de os contribuintes e a emigração terem evitado o colapso do sistema financeiro. Mas o povo não beneficiou nada com este "êxito": os salários diminuiram, o desemprego aumentou e o pequeno acrécimo do PIB, que todavia se mantém muito inferior ao do início da crise, beneficiou exclusivamente os detentores do capital financeiro.


E quanto à Letónia nem falemos. A Letónia é um caso exemplar de empobrecimento brutal resultante de um programa de “ajustamento estrutural” aplicado a um país europeu. Apesar de a Letónia não pertencer à moeda única, o que à partida seria uma vantagem, mesmo assim o empobrecimento gerado pelo tal programa de que fala Barroso foi da ordem de quase 50% do PIB! Ainda vão decorrer muitos anos até que a Letónia volte a alcançar o grau de desenvolvimento económico existente antes da aplicação do “programa”. Tal desgraça só foi suportável porque a extrema xenofobia dos letões os levou a acreditar que as disfunções do seu sistema económico tinham a sua origem na “perversa” União Soviética, estando agora predispostos a suportar todos os sacrifícios para se “purificarem” e “expiarem” aquela malvada influência…


Mas há mais: Barroso como ex-Secretário de Estado da Cooperação sabe muito bem o que foram os “programas de ajustamento estrutural” em África. A que levaram, que consequências tiveram no plano social e político, a desestruturação que provocaram em sociedades mal saídas da colonização. A expansão do islamismo radical em África é uma consequência da brutalidade desses programas de ajustamento que o FMI aplicou na década de noventa do século passado com a mesma cegueira ideológica com que hoje o faz na Europa em parceria privilegiada com a Alemanha, representada na Troika pelos seus lacaios de estimação.


Durão Barroso pode estar certo de que as suas palavras não serão esquecidas em Portugal.
-por JM Correia Pinto


De Governos apoiam RAPINA... até...? a 18 de Março de 2013 às 11:55
O momento cipriota

O que se passou hoje no Chipre mostra como a crise europeia ainda não bateu no fundo. A partir do momento em que o dinheiro que está no banco já não é de quem o depositou, o Chipre é a Argentina e Portugal para lá caminha.

Por enquanto, os banqueiros ainda têm governos em Portugal, na Grécia e no Chipre que permitam a rapina.
Mas quanto tempo passará antes de acontecer algo de politicamente muito violento?


De ... e segue-se o quê ? !! ... a 18 de Março de 2013 às 12:58
Chipre (-por P.Lains)

1. Não percebo nada do Chipre, mas cinco já não dá para evitar a conclusão.
E o que temos?
Temos cinco formas diferentes de combater a crise, a saber,
a irlandesa, que já usa o ELA (ver abaixo neste blogue);
a espanhola, que não usa troika e tem juros de 1% na ajuda aos bancos;
a grega com austeridade média-alta e dois ou três perdões de dívida;
a portuguesa com austeridade extrema e quase sem perdão de dívida;
e, agora, a cipriota.

É preciso mais para se demonstrar que as soluções passam pelos governos nacionais? O quê? A abertura dos arquivos? Uma sindicância?
Não conheço o Chipre, mas pelo nível de desenvolvimento, pela História golpista atribulada e pelo resultado das últimas eleições, temo que lá também tenha sido votado um governo genial, revolucionário e milagroso, com grandes, enormes, coincidências cá com o burgo.

2. Ora aí está, de um dos lados:
“We had proposed a levy with a rate of zero below €100,000, and a higher one afterwards,” said the [eurozone] official.
'The Cypriot president did not want to agree to a levy higher than 10 per cent, and if you do the numbers you get the 6.75 and 9.9 [per cent].'”(1)

Mesmo assim, o eurogrupo terá as suas culpas no cartório, também.
Mas fico-me por aqui, pois isto é mesmo muito complicado.
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----Isto é apenas o preâmbulo duma falência da maldita UE do famigerado Euro, feita por banqueiros, grandes empresários, agiotas e políticos que poderá vir a descambar numa guerra Europeia, versus guerra mundial...a ver vamos...
-----O imposto extraordinário sobre os depósitos é uma boa medida porque, evita a taxação do trabalho, desincentiva a acumulação de capitais e incentiva em alternativa o consumo e o investimento. Sim! Emprestar a juros não é investir... ; )
-----Quem lucrará são os paraisos fiscais, e os sistemas bancários do norte da Europa, para vai passar a ir todo o dinheiro do sul.
----- O capitalismo mostra a sua raça! E refina,com a idade! Nem na grande depressão de 1929, nos USA, se recorreu a métodos tão brutais. A ladroagem internacional testa a profundidade a que consegue descer, sem que lhe partam os dentes. Amigos:preparemo-nos para o combate que aí vem! É uma questão de meses e, nas barricadas, defenderemos a dignidade e a honradez de homens normais,combatendo a podridão e o desvario!
------ ... e que, depois disto, ninguém venha dizer que não tinha sido avisado com bastante antecedência... (Chipre foi só o ensaio geral, a estreia segue dentro de momentos)
------ mais um roubo, puro e simples; imaginem-se a trabalhar a vida toda e conseguirem juntar os vossos 100 mil e poucos euros e um dia acordam e ZAU, já vos limparam uns milhares enquanto isso, os bancos, os banqueiros (e outros) que enriqueceram à custa de esquemas, fraudes e comportamentos anti-sociais não têm de pagar nada está na hora de partir isto tudo, meus caros, e começar a fazê-los pagar... seja de que forma fôr
-----


De Soberania monetária ou extorsão financei a 18 de Março de 2013 às 16:32
Um não-soberano não garante nada
-por João Galamba ,

O mais relevante no plano de resgate do Chipre não é saber se o envolvimento dos depositantes é justo; é perceber a razão pela qual esse envolvimento, justo ou injusto, se tornou necessário. Se os EUA ou o Reino Unido fizessem exactamente o mesmo que o Chipre e decidissem taxar os depositantes, estaríamos a falar de um imposto sobre a poupança. Podíamos discutir se isto faria ou não sentido e se era justo ou injusto, mas ninguém diria que tal medida poria em risco a estabilidade do sistema financeiro americano ou inglês. No caso do Chipre, a história é radicalmente diferente. Ao contrário do que acontece em Estados com soberania monetária, o Chipre teve de penalizar os depositantes para os salvar. É isto, e não o simpes facto de os ter penalizado, que torna o caso do Chipre relevante.

Sem garantia europeia dos depósitos, não há maneira de garantir a tal separação entre bancos e Estados, o que expõe todo o sistema ao risco de insolvência. No fundo o Chipre mostra que, apesar dos LTRO e das OMT, não é possível garantir a integridade financeira da moeda única sem uma verdadeira união orçamental. Isto acontece faça o BCE o que fizer. Na ausência de um verdadeiro soberano, a famosa União Bancária - que é a nova utopia para garantir a integridade da moeda única - é um castelo de cartas.


De Alta Finança (+troika) rouba cidadãos a 20 de Março de 2013 às 11:48
------ A vergonha/crime poderia ter sido evitada pelos que comandam este nosso futuro incerto,
pelos que pela ganância de poder tanto protegem o sistema bancário e financeiro desregrado,
actuando à rédea-solta;
de uma empresa pública russa (Gazprom) vir dizer que se necessário resgata um país da UE.

------ Quem pos Chipre neste estado foram financiamentos
e investimentos especulativos dos bancos.
As pessoas nao tem de pagar os seus erros.

Que deixem falir os bancos!

-----O alemães o dinheiro deles é o nosso dinheiro
É precisamente isso que eu quero! Fiquem com o marco valorizado e deixem os outros países sossegados.

Não sei se já reparou, mas esta crise está a engordar escandalosamente a alemanha. Com a crise,o capital foge todo para a alemanha a taxas de juro negativas (ou seja a alemanha cobra dinheiro para "guardar" o dinheiro), de seguida a alemanha empresta o dinheiro a 3 ou 4%. Resumindo a alemanha empresta o dinheiro dos outros países..........aos outros países com uma boa margem de lucro. Grande negócio! Não acha!
--------


De Sair do Euro, defender Democracia a 20 de Março de 2013 às 11:55
Europa não rima com democracia
--por Sérgio Lavos

O que se tem passado nos últimos dias na Europa apenas vem confirmar o que há muito se sabia: os líderes europeus não sabem o que é democracia, desconhecem os seus fundamentos e desrespeitam a sua natureza.
O voto contra as condições do resgate ao Chipre - ninguém votou a favor e os 19 deputados da coligação que ganhou recentemente as eleições abstiveram-se - mostra como é possível ser-se eleito para servir o povo - conceito estranhíssimo, não é?
Este acontecimento traz à memória o mais recente voto do Orçamento de Estado português. Declarações de deputados do CDS e do PSD-Açores repetiram-se. As ameaças de votos contra ou de abstenção também. Quando o OE foi ao parlamento, unanimidade total em volta de um Orçamento criminoso. Consciência? Coerência? Defesa dos interesses das pessoas que os elegeram? Nada disso, até porque os lugares elegíveis não são assim tantos e nas próximas legislativas o PSD e o CDS correm o risco de se transformar no PASOK português e no mini-partido do táxi, respectivamente.

E na Europa, como se olha para esta coisa da democracia? A reacção do líder do Eurogrupo à decisão de Chipre é esclarecedora:
Jeroen Dijsselbloem "lamentou profundamente a decisão". Fantástico. Uma quase unanimidade democrática teria de ser sempre, na cabeça destes burocratas dos interesses ordoliberais, uma decisão lamentável.

A verdade é que Angela Merkel governa apenas para ser reeleita em Setembro próximo, já sabemos. O problema é que apenas os alemães podem votar nas legislativas alemãs.
Os países que estão a sofrer com as consequências de uma política de terra queimada, de austeridade, resultado de uma doutrina do choque que visa o empobrecimento para liberalizar a economia, embaratecendo a mão-de-obra
(os papagaios como Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos dizem o que Gaspar e Coelho não podem dizer),
reduzindo os direitos dos trabalhadores ao mínimo e aumentando o lucro ao máximo, têm pouco a dizer sobre o seu destino.
Alguém imagina Merkel a ser reeleita se aplicasse um programa de austeridade na Alemanha semelhante ao nosso?
Se em dois anos os alemães fossem espoliados de 30% do seu rendimento, votariam em Merkel?

A questão é simples: a actual União Europeia não é uma democracia.
Elegemos deputados para o Parlamento Europeu que pouco ou nada influenciam as políticas europeias;
temos uma Comissão Europeia liderada por um fantoche nas mãos de Merkel, Durão Barroso (ainda me lembro de se ter dito como seria vantajoso haver um português num cargo de prestígio "lá fora");
e o BCE limita-se a aplicar, com um ou outro estertor rebelde, o programa do banco central alemão. As políticas da Europa são de facto as políticas da Alemanha.
Mas os gregos, os irlandeses, os espanhóis, os italianos, os cipriotas e os portugueses não votam nas eleições alemãs.

A União Europeia, tal como está, não tem futuro. Começam-se a fazer ouvir as vozes que defendem a saída do Euro.
O economista João Ferreira do Amaral há dois anos que anda a dizer que a única maneira de escaparmos ao aperto em que estamos é sair do Euro. Há dois anos, os economistas mainstream que se passeavam pelas TV's a defender a "austeridade além da troika", diziam que economistas como Ferreira do Amaral erma loucos.
Agora, os economistas da troika desapareceram do mapa. João Duque, Cantiga Esteves, Vítor Bento, por onde andam eles?
O que antes era "loucura" começa a tornar-se inevitável. Não é um caminho fácil, a saída do Euro. Mas quanto mais cedo acontecer, melhor.
Uma saída ordenada do Euro permitiria que Portugal voltasse a ter todos os intrumentos para sair da crise em que mergulhou
- a desvalorização cambial, o proteccionismo económico e fiscal, a possibilidade de transformar o tecido económico português, estimulando as exportações e substituindo as importações por produção nacional, contrariando as directivas comunitárias.
Neste momento, Portugal vive num sufoco sem fim à vista. Precisamos de respirar.
Não há alternativa? Em democracia, há sempre. Livrarmo-nos da Europa anti-democrática pode ser o caminho mais rápido para nos reconquistarmos, enquanto povo, enquanto pátria. Antes que seja demasiado tarde.

tags: crise, união europeia


De Banqueiros q. paguem a falência. a 20 de Março de 2013 às 12:02
Três notas sobre o Chipre e a banca

1- O que se tem passado no Chipre por estes dias ilustra eloquentemente como funciona a banca.
Os depositantes são, antes de tudo, credores do seu banco.
O que está aqui em causa não é um imposto, mas sim o CUSTO da FALÊNCIA de dois gigantescos bancos e a forma como os credores são afectados.

2- Os depositantes não são credores como os outros. Dada a função social da banca enquanto guardiã das poupanças, o Estado garante parte dos depósitos em caso de falência.(geralmente até 100.000euros por depositante)
Foi essa garantia – da qual depende a confiança dos depositantes – que foi colocada em causa pela troika ao penalizar os depósitos abaixo dos 100 mil euros.
A confiança que já não é recuperável aconteça o que acontecer.

3- Os depositantes devem ser os últimos a serem afectados por uma falência bancária e, mesmo assim, de forma limitada graças às garantias públicas.
No caso cipriota, não se percebe porque é que os outros credores não são afectados prioritariamente, nomeadamente todos os empréstimos inter-bancários (ver os diferentes azuis do gráfico abaixo, retirado deste artigo).
A única justificação é o poder de cada credor face ao poder político.


De «Obey» obedeçam !! a 20 de Março de 2013 às 12:34
Proposta (da troika e não aprovada pelo parlamento cipriota) de cortar nos depósitos bancários

----manuel-rodrigues----
Parece-me preferível a cortar na saúde, na educação, nos salários e nas pensões... embora reconheça que é psicologicamente diferente. Para mim a medida é melhor do que a receita aplicada em Portugal porque:
-1. É provável que a engrenagem económica não saia tão prejudicada, uma vez que a parte maioritária dos valores em depósito não flui na chamada economia real (isto não significa que a economia real não se possa ressentir, mas pelo menos não é um efeito de primeira ordem como no caso Português);
-2. Deixa os pobres incólumes (pelo menos em primeira ordem; e em segunda ordem se se verificar a predição 1).

Teria ficado mais satisfeito se estendessem a confiscação a outras realizações de capital (penso em fundos de investimento, acções, obrigações, etc.) que parecem ficar de fora...

----Ricardo Alves----
Não concordo. Se eu, por exemplo, estiver farto de ver o salário baixar e as taxas sobre o consumo subirem, posso emigrar e ir ganhar mais. Deixo para trás poupanças que serão taxadas...
De outra forma:
taxarem pensões e salários sempre aconteceu. Mas o dinheiro que pomos no banco pensamos que é nosso, que ninguém lhe vai mexer... E no entanto, podem tirar-nos o que lá pusemos.

---The Hounds Of Doom----
No que diz respeito a "Detroitização" (falência e ruína de um municipio e respectivos serviços públicos) que aí vem, aconselho-vos a irem ao youtube e verem este filme.

"British filmmaker Temujin Doran has released a new movie that is based on the book
"The Death of the Liberal Class" by Truthdig columnist Chris Hedges.
The film, titled "Obey," explores the rise of the corporate state and the future of obedience in a world filled with unfettered capitalism, worsening inequality and environmental changes.

Warning: Viewers may find some of the clips in the film disturbing."
http://www.youtube.com/watch?v=hH6UynI5m7Y

PS: se tiverem a oportunidade, leiam também o livro do Chris Hedges - "The Death of the Liberal Class" que é bastante mais detalhado, embora duvide que encontrem traduções portuguesas.

----Catarina Isabel----
O mais grave de tudo é que as taxas cobradas aos depósitos é convertida em acções dos bancos. No fundo, o contribuinte está a ser chamado a resgatar a banca privada, de forma directa, sem direito a juros nem nada...

----Maquiavel----
A outra opçäo é deixar falir os dois bancos, e em vez de reduçäo de 10% os seus depositantes ficaräo apenas com o fundo de garantia, parece-me que é 50.000€/conta.
Para quem tem 100.000€, entre 90.000€ e 50.000€ (ou entre 900.000 e 50.000...), digam-me lá qual escolheriam?
Entretanto, os senhores do Eurogrupo já vieram a terreiro dizer que natramente o melhor é näo taxar depósitos de menos de 100.000€.

Seja lá como for
http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/03/18/the-%D1%8Fussians-are-coming-the-%D1%8Fussians-are-coming/?smid=tw-NytimesKrugman&seid=auto

Ó RA, o dinheiro que depositamos nos bancos é nosso, espera lá, *deveria* ser todos nosso, mas o que está garantido é só o coberto pelo seguro inter-bancário!
O pessoal é que pensa que os bancos *näo väo* à falência (como se näo tivesse já acontecido, em Espanha no fim dos anos 70).
Ai väo, väo... especialmente quando se misturam bancos comerciais com bancos de especulaçäo, PERDÃO, de investimento.

Como os alemäes näo säo parvos, e näo lhes apetece ter de safar bancos à custa do contribuinte (porque o povo alemäo näo é manso),
legislaram recentemente a separaçäo forçada entre eles (e muito bem).


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