De Governos apoiam RAPINA... até...? a 18 de Março de 2013 às 11:55
O momento cipriota

O que se passou hoje no Chipre mostra como a crise europeia ainda não bateu no fundo. A partir do momento em que o dinheiro que está no banco já não é de quem o depositou, o Chipre é a Argentina e Portugal para lá caminha.

Por enquanto, os banqueiros ainda têm governos em Portugal, na Grécia e no Chipre que permitam a rapina.
Mas quanto tempo passará antes de acontecer algo de politicamente muito violento?


De Soberania monetária ou extorsão financei a 18 de Março de 2013 às 16:32
Um não-soberano não garante nada
-por João Galamba ,

O mais relevante no plano de resgate do Chipre não é saber se o envolvimento dos depositantes é justo; é perceber a razão pela qual esse envolvimento, justo ou injusto, se tornou necessário. Se os EUA ou o Reino Unido fizessem exactamente o mesmo que o Chipre e decidissem taxar os depositantes, estaríamos a falar de um imposto sobre a poupança. Podíamos discutir se isto faria ou não sentido e se era justo ou injusto, mas ninguém diria que tal medida poria em risco a estabilidade do sistema financeiro americano ou inglês. No caso do Chipre, a história é radicalmente diferente. Ao contrário do que acontece em Estados com soberania monetária, o Chipre teve de penalizar os depositantes para os salvar. É isto, e não o simpes facto de os ter penalizado, que torna o caso do Chipre relevante.

Sem garantia europeia dos depósitos, não há maneira de garantir a tal separação entre bancos e Estados, o que expõe todo o sistema ao risco de insolvência. No fundo o Chipre mostra que, apesar dos LTRO e das OMT, não é possível garantir a integridade financeira da moeda única sem uma verdadeira união orçamental. Isto acontece faça o BCE o que fizer. Na ausência de um verdadeiro soberano, a famosa União Bancária - que é a nova utopia para garantir a integridade da moeda única - é um castelo de cartas.


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