De Governos apoiam RAPINA... até...? a 18 de Março de 2013 às 11:55
O momento cipriota

O que se passou hoje no Chipre mostra como a crise europeia ainda não bateu no fundo. A partir do momento em que o dinheiro que está no banco já não é de quem o depositou, o Chipre é a Argentina e Portugal para lá caminha.

Por enquanto, os banqueiros ainda têm governos em Portugal, na Grécia e no Chipre que permitam a rapina.
Mas quanto tempo passará antes de acontecer algo de politicamente muito violento?


De Alta Finança (+troika) rouba cidadãos a 20 de Março de 2013 às 11:48
------ A vergonha/crime poderia ter sido evitada pelos que comandam este nosso futuro incerto,
pelos que pela ganância de poder tanto protegem o sistema bancário e financeiro desregrado,
actuando à rédea-solta;
de uma empresa pública russa (Gazprom) vir dizer que se necessário resgata um país da UE.

------ Quem pos Chipre neste estado foram financiamentos
e investimentos especulativos dos bancos.
As pessoas nao tem de pagar os seus erros.

Que deixem falir os bancos!

-----O alemães o dinheiro deles é o nosso dinheiro
É precisamente isso que eu quero! Fiquem com o marco valorizado e deixem os outros países sossegados.

Não sei se já reparou, mas esta crise está a engordar escandalosamente a alemanha. Com a crise,o capital foge todo para a alemanha a taxas de juro negativas (ou seja a alemanha cobra dinheiro para "guardar" o dinheiro), de seguida a alemanha empresta o dinheiro a 3 ou 4%. Resumindo a alemanha empresta o dinheiro dos outros países..........aos outros países com uma boa margem de lucro. Grande negócio! Não acha!
--------


De Banqueiros q. paguem a falência. a 20 de Março de 2013 às 12:02
Três notas sobre o Chipre e a banca

1- O que se tem passado no Chipre por estes dias ilustra eloquentemente como funciona a banca.
Os depositantes são, antes de tudo, credores do seu banco.
O que está aqui em causa não é um imposto, mas sim o CUSTO da FALÊNCIA de dois gigantescos bancos e a forma como os credores são afectados.

2- Os depositantes não são credores como os outros. Dada a função social da banca enquanto guardiã das poupanças, o Estado garante parte dos depósitos em caso de falência.(geralmente até 100.000euros por depositante)
Foi essa garantia – da qual depende a confiança dos depositantes – que foi colocada em causa pela troika ao penalizar os depósitos abaixo dos 100 mil euros.
A confiança que já não é recuperável aconteça o que acontecer.

3- Os depositantes devem ser os últimos a serem afectados por uma falência bancária e, mesmo assim, de forma limitada graças às garantias públicas.
No caso cipriota, não se percebe porque é que os outros credores não são afectados prioritariamente, nomeadamente todos os empréstimos inter-bancários (ver os diferentes azuis do gráfico abaixo, retirado deste artigo).
A única justificação é o poder de cada credor face ao poder político.


De «Obey» obedeçam !! a 20 de Março de 2013 às 12:34
Proposta (da troika e não aprovada pelo parlamento cipriota) de cortar nos depósitos bancários

----manuel-rodrigues----
Parece-me preferível a cortar na saúde, na educação, nos salários e nas pensões... embora reconheça que é psicologicamente diferente. Para mim a medida é melhor do que a receita aplicada em Portugal porque:
-1. É provável que a engrenagem económica não saia tão prejudicada, uma vez que a parte maioritária dos valores em depósito não flui na chamada economia real (isto não significa que a economia real não se possa ressentir, mas pelo menos não é um efeito de primeira ordem como no caso Português);
-2. Deixa os pobres incólumes (pelo menos em primeira ordem; e em segunda ordem se se verificar a predição 1).

Teria ficado mais satisfeito se estendessem a confiscação a outras realizações de capital (penso em fundos de investimento, acções, obrigações, etc.) que parecem ficar de fora...

----Ricardo Alves----
Não concordo. Se eu, por exemplo, estiver farto de ver o salário baixar e as taxas sobre o consumo subirem, posso emigrar e ir ganhar mais. Deixo para trás poupanças que serão taxadas...
De outra forma:
taxarem pensões e salários sempre aconteceu. Mas o dinheiro que pomos no banco pensamos que é nosso, que ninguém lhe vai mexer... E no entanto, podem tirar-nos o que lá pusemos.

---The Hounds Of Doom----
No que diz respeito a "Detroitização" (falência e ruína de um municipio e respectivos serviços públicos) que aí vem, aconselho-vos a irem ao youtube e verem este filme.

"British filmmaker Temujin Doran has released a new movie that is based on the book
"The Death of the Liberal Class" by Truthdig columnist Chris Hedges.
The film, titled "Obey," explores the rise of the corporate state and the future of obedience in a world filled with unfettered capitalism, worsening inequality and environmental changes.

Warning: Viewers may find some of the clips in the film disturbing."
http://www.youtube.com/watch?v=hH6UynI5m7Y

PS: se tiverem a oportunidade, leiam também o livro do Chris Hedges - "The Death of the Liberal Class" que é bastante mais detalhado, embora duvide que encontrem traduções portuguesas.

----Catarina Isabel----
O mais grave de tudo é que as taxas cobradas aos depósitos é convertida em acções dos bancos. No fundo, o contribuinte está a ser chamado a resgatar a banca privada, de forma directa, sem direito a juros nem nada...

----Maquiavel----
A outra opçäo é deixar falir os dois bancos, e em vez de reduçäo de 10% os seus depositantes ficaräo apenas com o fundo de garantia, parece-me que é 50.000€/conta.
Para quem tem 100.000€, entre 90.000€ e 50.000€ (ou entre 900.000 e 50.000...), digam-me lá qual escolheriam?
Entretanto, os senhores do Eurogrupo já vieram a terreiro dizer que natramente o melhor é näo taxar depósitos de menos de 100.000€.

Seja lá como for
http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/03/18/the-%D1%8Fussians-are-coming-the-%D1%8Fussians-are-coming/?smid=tw-NytimesKrugman&seid=auto

Ó RA, o dinheiro que depositamos nos bancos é nosso, espera lá, *deveria* ser todos nosso, mas o que está garantido é só o coberto pelo seguro inter-bancário!
O pessoal é que pensa que os bancos *näo väo* à falência (como se näo tivesse já acontecido, em Espanha no fim dos anos 70).
Ai väo, väo... especialmente quando se misturam bancos comerciais com bancos de especulaçäo, PERDÃO, de investimento.

Como os alemäes näo säo parvos, e näo lhes apetece ter de safar bancos à custa do contribuinte (porque o povo alemäo näo é manso),
legislaram recentemente a separaçäo forçada entre eles (e muito bem).


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