PS - ONDE ESTÁ A DIFERENÇA?

O “Tó Zé” que sobre a responsabilidade do Partido Socialista, enquanto governo liderado por Sócrates, sobre a política de betão, quilómetros de alcatrão entrega da economia aos banqueiros, tubarões das finanças, nada disse;

António José Seguro, agora líder do PS, que nenhuma catarse explicativa do conteúdo do memorando que submeteu o país ao inferno em que foi mergulhado não foi capaz de produzir qualquer nota responsabilizadora veio agora afirmar existir uma “clara ruptura entre o PS e os partidos do governo”. Insuficiente, muito insuficiente!

Seguro, depois de reproduzir as já, demasiadamente, repetidas constatações factuais, as desgraças que os portugueses sentem diariamente, muito mais que ele e seus “compagnons de route”, apela à mobilização “em torno de uma alternativa” e que essa alternativa só pode ser liderada pelo PS.

José Seguro, enquanto líder socialista, pede para que os portugueses se mobilizem em torno do projeto do PS.

É caso para perguntar a José Seguro se ele próprio conhece o projeto socialista para a governação do país e as propostas para encontrar as melhores respostas aos problemas que tanto afligem os portugueses?

Quantos, em cada 100 portugueses, conhecem as ideias e propostas alternativas de governo e, que coloquem, efetivamente, as pessoas à frente da especulação financeira?

Serão, em cada 100, uns 10, uns 5, uns 3, 2, 1? As últimas estatísticas dão pouco mais de 20% mas só dos que tencionam votar, que é uma minoria da população, para mal da democracia.

A avaliar pela dinâmica da democracia e pelo índice de abstencionistas pode dizer-se que, o PS e todos os restantes, são partidos potencial e democraticamente com tendência para a morte, se é que no plano interno não o estão já. Internamente já só funcionam os aparelhos em momentos eleitorais e a democracia, lá por dentro, há muito se sumiu.

É por tudo isso que, nem militantes e muito menos os eleitores em geral, podem ser mobilizáveis em torno do total desconhecimento de propostas. Mesmo aparecendo as ditas não podem ser umas quaisquer propostas elas tem de comportar, em si mesmas, coerência e credibilidade. Têm de ser debatidas pelos eleitores.

Seguro e o PS deverá/ão, enquanto é tempo, lançar o debate, internamente (dentro de toda a estrutura, fazendo funcionar os secretariados e a participação dos militantes) e com a sociedade. Com os eleitores, na medida em que somos nós a decidir, através do voto e neste regime democrático em que (pelo menos ainda julgamos) viver.



Publicado por Zurc às 12:57 de 19.03.13 | link do post | comentar |

2 comentários:
De .Censurar desGoverno. Mudar políticas. a 21 de Março de 2013 às 12:11

Alegre e Soares querem Seguro a censurar governo
[DN (excertos), 21-03-2013]

Manuel Alegre junta-se a Mário Soares apelando ao PS para que passe das palavras aos actos
e apresente uma moção de censura ao governo – ou vote uma que venha a ser apresentada à sua esquerda, pelo PCP ou pelo BE.

Comentando um artigo de Mário Soares no DN – onde o antigo Presidente da República escreveu que “se fosse deputado votaria a favor” de uma moção de censura, mesmo vindo do PCP – ,
Alegre afirma que este é “um grande alerta” porque
“se os partidos não cumprem o seu papel, o descontentamento volta-se contra os partidos e contra o sistema político no seu conjunto”.

“É um artigo muito lúcido que tira as conclusões do que se passou por exemplo na Itália e do que se pode passar noutros países da Europa e é também um alerta ao PS”, sublinha Alegre ao DN.

Para o histórico socialista – que há semanas reatou relações com Soares depois de um “divórcio” com origem nas presidenciais de 2006 – é de salientar que
“o PS declarou que está em ruptura com o Governo”.
Porém, acrescenta, “a verdade é que o Governo não cai por si e o papel do PS é fundamental”.

“Já sabemos que uma moção de censura pode ser derrotada pela maioria mas concordo com as preocupações de Mário Soares e com o alerta que ele lança aos partidos e nomeadamente ao PS.
Falta a expressão política e institucional do descontentamento.”

Ou, dito de outra forma:
“Há um momento em que é preciso ir mais à frente” e perante as afirmações do Governo na sétima avaliação
(mais desemprego, mais recessão, mais défice)
então “algo tem de acontecer, não bastam as palavras, é preciso tirar as consequências”.

Uma moção de censura reunindo o voto favorável de toda a oposição seria ainda, segundo Alegre, um “sinal importante para o País” mas também “um sinal muito importante para o Presidente da República”

No artigo da edição de ontem no DN, Mário Soares escreveu ainda que, “como é de regra, na política partidária
ou se está de um lado ou do outro” – “estar a meio caminho só serve para os partidos se enfraquecerem.”

E o “vasto eleitorado” do PS tem razões para estar “desconfiado” enquanto o partido não pedir a demissão do Governo.


De Feitores a 19 de Março de 2013 às 15:09
O pior é que, por mais catastrófica que seja a situação do país, da Europa e dos cidadãos, os partidos, ou melhor dito, as mafias que deles se apoderaram, põem sempre na linha da frente e em primeiro lugar os interesses dessas forças corruptas e especuladoras.
Alguma vez, em algum país, a intervenção das agências de notação, do FMI e Banco Mundial resultaram em benefício para as populações? Não, foi sempre e em todo lado em benefícios dos especuladores financeiros.
Não seria diferente em Portugal. Os feitores de serviço é que nos andaram a iludir, dizendo que seria diferente. Esses feitores não são outra coisa que funcionários do sistema, nada mais.


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