2 comentários:
De .Urge Coligação de Esquerda. a 2 de Abril de 2013 às 11:14

Carlos Carvalhas entrevistada por Flor Pedroso

Sem o explicitar completamente - et pour cause - Carlos Carvalhas considera na entrevista que foi um erro dramático o derrube de Sócrates (com o voto do seu partido) que correspondeu à troca do PEC IV pelo Memorando da Tróica.

"Carlos Carvalhas admite que venha a ser necessária uma plataforma de emergência pós-eleições que reúna no governo PCP, Bloco de Esquerda, PS, independentes e outras forças. O antigo secretário-geral do PCP defende que PSD, CDS-PP e PS continuam com ilusões de que o país vai recuperar com as medidas que estão a ser seguidas.

Aos 71 anos, o homem que foi líder do PCP entre 1992 e 2004 e que foi deputado durante 20 anos afirma que o seu partido “não é doido nem aventureiro”, sendo essencial renegociar a dívida. Carvalhas acredita que se a União Europeia tivesse cedido a José Sócrates - ao não pedir resgate - a história tinha sido outra, porque Merkel e Trichet teriam cedido e não deixariam cair Portugal. [ao minuto 14 da entrevista]

Nesta entrevista conduzida pela jornalista Maria Flor Pedroso, Carlos Carvalhas considera que este governo só se mantém porque o Presidente da República, Cavaco Silva, é “um Conselheiro Acácio”. “Se houvesse eleições, este governo seria corrido”, afiança.
O BPN foi outro dos assuntos abordados.
Pelas contas de Carvalhas, o banco implica 8 mil milhões de euros, o dobro do que vão cortar, e a banca continua sem pagar os juros da sua recapitalização. Cortar no carro do ministro é importante, mas são “tremoços”.


# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra,

http://www.rtp.pt/antena1/index.php?t=Entrevista-a-Carlos-Carvalhas.rtp&article=6210&visual=11&tm=16&headline=13


De .Liberal, neoLiberal, ultra-liberal. a 22 de Março de 2013 às 12:00
Neoliberal é o governo

"Neoliberal é a avozinha", diz-nos João Miguel Tavares no Público de hoje. Pede para que deixemos de usar o adjectivo "liberal" para caracterizar a acção deste governo. Pede para que continuemos a alinhar pelo romance do liberalismo de uma certa elite intelectual portuguesa. Pede para que deixemos que a fraude conveniente continue.
Nem pensar.
Isto é neoliberalismo em acção, como já aqui, por exemplo, se argumentou.
Mesmo a questão fiscal é parte de uma estratégia mais vasta. É feio, bruto e mau? É.
Mas digo-vos que tenho mais respeito por quem enfrenta isto de frente e o aceita com consciência de classe, Borges e Gaspar, por exemplo, do que por esta gente que sonha com ideologias puras e limpas para dar "mais liberdade aos indivíduos", esquecendo-se que as questões centrais no capitalismo, ou em qualquer outro sistema, já agora, são outras:

Quem tem liberdade e quem está vulnerável a essa liberdade?
Quem pode impor custos sobre quem?
Quem controla o Estado e os outros instrumentos de poder menos visíveis?
E não me venha com a conversa da "incapacidade para reformar o país".
De que fala? De privatizações? Está a ser feito.
De desregulamentação laboral e consequente perda de poder do trabalho organizado? Feito e ainda haverá mais.
De regras ambientais menos estritas? Também.
De cortes no Estado social? Claro.
De despedimentos na função pública? Siga.

Sinceramente, já não há pachorra para isto.
Neoliberal é o governo que existe, deixe as empobrecidas avozinhas em paz.

(-por João Rodrigues , Ladrões de B.)


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