PS : pela reforma política e partidária

 «     A realização de Eleições Primárias abertas aos cidadãos, independentemente de serem militantes do partido para a escolha dos candidatos a todos os cargos de representação externa (como é o caso do cargo de primeiro-ministro), a revisão da lei eleitoral, com redução do número de deputados e a responsabilização destes perante os eleitores e a exigência de funcionamento da justiça, acabando com a impunidade da corrupção e do enriquecimento ilícito, foram algumas das propostas defendidas no debate sobre a Reforma do sistema político e partidário promovido pela Esquerda Socialista, Corrente de Opinião do Partido Socialista (COES), liderada por Fonseca Ferreira.

      ... Os participantes consideraram que só com profundas mudanças no funcionamento dos Partidos, a renovação e qualificação da classe política, e a transparência na vida pública será possível a governabilidade do país e ultrapassar a grave crise que atravessamos.  

     No debate participaram mais de 50 pessoas, propiciando uma reflexão profícua, com propostas diversificadas, mas convergentes, no sentido da necessidade e da urgência de profundas mudanças no funcionamento dos partidos, nas práticas dos agentes políticos  e da exigência de justiça no firme combate à corrupção.

     A Esquerda Socialista vai apresentar as Propostas saídas deste debate ao Secretário Geral do Partido Socialista e aos outros Partidos com representação parlamentar. E vai defender estas Propostas no próximo Congresso do PS, que se realizará no último fim de semana de Abril.» -  Lisboa, 24/3/2013. 

----------

 «   Hoje mais que nunca e porque brevemente terá lugar (também) a eleição do futuro Secretário-Geral do Partido, urge mudar o PS pelo futuro de Portugal!  Pelo que torna-se imprescindível à concretização de tal inadiável necessidade, sabermos quem poderá ser capaz de mudar o nosso PS. Porque só mudando o nosso PS poderemos mudar Portugal ! A esperança de Portugal, apenas reside na força do nosso PS !

     Mas a força do nosso PS depende também e muito do seu Futuro Secretário-Geral !! Jamais pactuaremos com aqueles que acham que o nosso passado deverá ser esquecido ! O PS intervém activamente no combate à direita, opondo-se sempre e determinantemente a quaisquer "abstenções violentas"  ! O PS não pactua com silêncios ensurdecedores !! »   - Aires Pedro,   candidato a Secretário-Geral do PS

Moção Política de Orientação Nacional (ao XIX Congresso Nacional-.../4/2013) - Refundar o PS pelo Futuro de Portugal - (Índice) :

1. Das motivações e razões da nossa candidatura

2. Introdução

3. Do funcionamento do nosso partido

3.1 Das Primárias para a escolha do candidato a 1.º Ministro, candidatos a deputados e candidatos a Presidentes de Câmaras Municipais pelo PS

4. Da actuação do PS como actual partido da oposição e da sua vocação natural para ser Governo

4.1 Dos desafios da denúncia do Memorando de Entendimento

4.2 Do Projecto Europeu

4.3 Da Economia e do Emprego

4.4. Da Educação para todos

4.5. Do Serviço Nacional de Saúde para todos

4.6. Da Segurança Social para todos

4.7. Da Justiça para todos

4.8. Das Autarquias Locais e Regiões Autónomas

4.9. Conclusão

               (propostas para):

3.1:  

1. A escolha e respectiva eleição do candidato a 1.º Ministro pelo PS, concretiza-se mediante o sistema de lista uninominal e sufrágio direto, considerando-se eleito o candidato que obtenha a maioria dos votos expressos dos militantes e simpatizantes do partido socialista, não se considerando como tal os votos em branco e os votos nulos;

2. O mesmo procedimento será aplicado à escolha e consequente eleição dos candidatos a deputados e candidatos a Presidentes de Câmara do PS;

3. Os respectivos processos eleitorais internos do PS deverão ocorrer até 60 dias antes dos actos eleitorais a que digam respeito.

'1. Nos Congresso Nacionais do PS só têm direito de voto os delegados que para tal, nos termos estatutários e regulamentares, sejam eleitos.

4.:
1. O PS assuma o actual Código do Trabalho como um instrumento de ataque aos direitos laborais e lidere uma iniciativa legislativa que englobe centrais sindicais e movimentos de precários e desempregados;
2. O PS deve promover um compromisso de acordos comuns com o BE e/ou PCP para áreas da governação como a Educação, Saúde, Segurança Social e Economia;
3. Na mediática “reforma do Estado”, o PS não negoceie com base em propostas catastrofistas cujo objectivo é o desmantelamento das conquistas sociais das últimas décadas. O PS deve promover um debate interno alargado aos parceiros sociais, à sociedade civil e a outros partidos que se apresentem disponíveis para uma reforma noutros pressupostos contrários àqueles encetados pelo Governo.
4.1:
1. A reestruturação da dívida pública, isto é, outros prazos de pagamento dos montantes em dívida, suspensão das amortizações e renegociação dos juros do empréstimo;
2. A oposição ao processo de privatizações em curso e a necessidade de nacionalizar activos públicos alienados até à presente data, para que no futuro o Estado possa ser a vanguardista em investimento reprodutivo;
3. Uma auditoria à dívida pública. Atentamos especialmente neste ponto pois o seu esclarecimento junto da sociedade é nulo. Devemos assumir a necessidade de uma avaliação da dívida para conhecimento da sua origem e causas, promover a sua transparência e questionar a sua legitimidade.
4.2:
1. Aprofundamento da regulação política do sector financeiro, o reforço dos poderes do Banco Central;
2. Revisão do artigo 123.º do Tratado de Lisboa, que impossibilita o Banco Central Europeu de financiar as economias dos estados;
3. Emissão de dívida pública de forma conjunta (Eurobonds);
4. A harmonização dos regimes fiscais;
5. Reivindicação de investimento público reprodutivo como factor de crescimento económico;
6. Contestação da “regra de ouro” do Tratado Orçamental Europeu que limita os défices dos diferentes países, impossibilitando-os de políticas expansionistas. Nesta lógica, defender uma dívida transparente e sustentável, que permita ao país desenvolver-se.
 4.3:
1. Aumento dos incentivos fiscais para empresas que possam absorver desempregados com mais de 55 anos;
2. Redefinição dos apoios à criação do próprio negócio (MicroInvest e Invest+), disponibilizando uma linha de crédito a juros controlados e, possivelmente, a fundo perdido;
3. Criação de um programa de estágios na Administração Pública que combata, em larga escala, a emigração dos jovens licenciados. 
4.4:
1. O Estado deve continuar a ser o garante da Escola Pública, como pilar fundamental para a criação de uma sociedade de excelência, necessária ao desenvolvimento do país e à afirmação da cultura portuguesa;
2. A Escola Pública tem o dever de denunciar e combater o abandono escolar através do desenvolvimento de acções de qualificação e de valorização dos cidadãos, assentes no conhecimento, no desenvolvimento criativo e inovador como resposta à crescente globalização;
3. É preciso apostar na criatividade e no empreendedorismo como estratégias de valorização das comunidades locais, com interesse nacional e supra nacional;
4. É preciso realizar uma verdadeira articulação entre a Escola Pública e a Sociedade Civil, aproximando os seus intervenientes e desenvolvendo estratégias de promoção comuns;
5. Deve ser combatida a ideia da “aglomeração educativa” (os mega agrupamentos) que visa apenas alcançar uma Economia de Escala. É imperioso defender a Educação sobre o primado da economia, valorizando as realidades educativas ajustadas aos diferentes domínios sociais;
6. Defender uma verdadeira articulação curricular, combatendo a repetição de saberes, através de uma trabalho cada vez mais cooperativo entre os docentes;
7. Valorizar a formação contínua de professores em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional;
8. Valorizar e apoiar o trabalho das unidades de gestão escolar, promovendo uma verdadeira articulação com o Ministério da Educação e os seus respectivos serviços centrais, desburocratizando as relações entre estas entidades;
9. Pensar e discutir uma nova Lei de Bases do Sistema Educativo ajustada às realidades actuais e aos interesses dos jovens, famílias e Sociedade.

'1. O reforço da verba disponibilizada para acção social;

'2. A interrupção dos aumentos anuais do valor das propinas.

4.5:

1. A abolição das taxas moderadoras;

2. O modelo de financiamento do SNS;

3. A constitucionalidade das políticas adoptadas pelo Governo.

4.6:

1. Proceda a uma recolha de informação fidedigna da actual situação da Segurança Social;

2. Promova, através dos seus mecanismos próprios de reflexão política, um estudo técnico de viabilidade financeira do sistema e que, nos seus proponentes, se salvaguarde de quadros das Universidades, do Ministério e de personalidades internacionais com provada competência para tal.

4.7:

1. Implementação da Lei do enriquecimento ilícito sem inversão do ónus da prova em face do princípio constitucional da presunção de inocência do arguido;

2. Acabar com a fuga de informações em processos judiciais que se encontrem sob segredo de justiça; combate à corrupção (Lei nº19/2008 de 21 de Abril);

3. Garantir uma efectiva responsabilização dos titulares de cargos políticos em caso de violação;

4. Garantir meios e especialização no combate ao crime económico;

5. Aplicar com eficácia as medidas de descongestionamento dos Tribunais, nomeadamente no âmbito da pendência de acções executivas.

4.8:

1. A promoção de um debate que permita constituir um modelo de Regiões Administrativas para Portugal Continental;

2. Contestar a actual Lei de Compromissos e devolver a gestão dos recursos aos órgãos autárquicos eleitos. Não é justificável que, para actos de gestão corrente, qualquer autarca se tenha de deslocar ao Terreiro do Paço para se justificar perante o Ministro das Finanças;

3. Uma nova Lei das Finanças Locais, ajustada aos novos desafios do Estado.



Publicado por Xa2 às 19:04 de 01.04.13 | link do post | comentar |

8 comentários:
De .«Política», políticos, ...Estado, soc.. a 4 de Abril de 2013 às 10:27

POLÍTICOS, CLASSE POLÍTICA E
OUTRAS ASSOMBRAÇÕES
(-por Rui Namorado, 3/4/2013)

1. A onda branca que parece querer varrer, como se fossem lixo, os políticos, a classe política e a própria política,
por generosas e limpas que sejam as intenções de alguns ou de muitos dos seus protagonistas
é, na verdade, ideologicamente uma onda negra.
Independentemente da subjectividade que mova os seus protagonistas , ou uma parte deles, se algum vento sopra através delas
não é o da salvação democrática,
mas pode ser o que nos traz a sombra negra de um populismo de cariz fascista.

2. Nessa onda, em vez de se olhar a política como um dos aspectos da clivagem que divide toda a sociedade,
ficciona-se uma oposição estruturante entre o Estado e a sociedade, imaginada sem Estado,
demoniza-se indirectamente o Estado, imaginando-o uno através da demonização dos políticos, como se estes fossem apenas o seu rosto.
Um rosto único, unívoco e sem contradições dentro de si.
Quanto à sociedade, ela é angelizada como se contivesse em si apenas virtudes, estando só á espera de se ver liberta do Estado; e assim poder ser para todos uma felicidade geral .
Uma sociedade também imaginada como paisagem uniforme, como se a igualdade fosse o seu modo de ser natural.

Ora, de facto, o ESTADO é uma emanação directa da sociedade que o gera e molda ,
ao mesmo tempo que a sociedade é inseparável da existência de um Estado
que, sendo a sua espinha dorsal politico-administrativamente, espelha as suas características essenciais;
e tem como sua bússola a necessidade de conservar o tipo de sociedade que o moldou.
Quando o tipo de sociedade existente começa a ser pressionado pela História, rumo a uma metamorfose necessária, o funcionamento da sociedade tende a degradar-se e, em sinergia depressiva com ele, o funcionamento do Estado também.
E, principalmente, degrada-se o modo como o Estado se relaciona com a sociedade, o modo como o Estado contribui para que o tipo de sociedade atualmente dominante se mantenha.

Desse modo, a luta por um outro tipo de sociedade, tendencialmente protagonizada (principal e estruturalmente) pelos que vivem este modelo como um sofrimento injusto, tem que fazer-se articuladamente no Estado e na sociedade.
Num e noutro caso , contando-se com a oposição dos que vivem este modelo de sociedade como garantia de privilégios e de bem estar.
Entre estes dois pólos globalmente nítidos, há um território intermédio, hesitante e flutuante,
que a conjuntura e a História dividem quase sempre, fazendo que cada um dos pólos atraia um pedaço maior ou menos deste território intermédio.
Por isso, se percebe bem como é arriscado para os de cima uma penalização excessiva deste território intermédio, desse modo mais pressionado para se coligar com os de baixo,
tornando assim difícil aos de cima travarem a consumação da metamorfose social historicamente sempre em curso.
Risco tanto maior , quanto, no plano individual, muitos dos intermédios são activos ao lado dos de baixo, ficando muito longe dos seus vizinhos que aceitam ser capatazes dos de cima.
Fica assim claro que anatematizar os políticos em geral (o que implica indirectamente visar os Estado como se ele estivesse fora da sociedade) é um caminho que oculta os verdadeiros termos da luta a travar,
fazendo, por isso, o jogo objectivo dos que lutam pela eternização do tipo de sociedade em que vivemos, uma sociedade predominantemente capitalista.

3. Nesta perspectiva, percebe-se que envolva um efeito idêntico a utilização da noção de “classe política” como elemento operativo da reflexão político-ideológica.
Ele exprime a mesma oposição entre os protagonistas institucionalmente cimeiros do aparelho de Estado,
ficcionados como um conjunto homogéneo,
e todo o resto da sociedade também ficcionada e encarada como se todos os seus protagonistas vivessem, sofressem e aproveitassem as sua características da mesma maneira.

Dum lado, estariam os dirigentes e quadros de todos os partidos e do aparelho de Estado, sejam de direita ou de esquerda;
do outro lado, estariam todos os outros, sejam eles multi-milionários ou sem abrigo, directores de banco ou porteiros do banco, capitães de indústria ou operários.
O mesmo embuste ideológico, ...


De .Esquerda, Direita, ... conceitos e usos a 4 de Abril de 2013 às 10:37
POLÍTICOS, CLASSE POLÍTICA E
OUTRAS ASSOMBRAÇÕES
(-por Rui Namorado, 3/4/2013)
...

O mesmo embuste ideológico, portanto, a mesma garantia de que a partir de um ponto de vista como este a conservação do essencial das sociedades presentes está garantida e, se o não estiver, a infecundidade desta via torna inevitável que através dela ou nada se muda ou apenas se pode mergulhar numa regressão ainda mais funda.

4. E tudo isto torna mais fácil compreender que a desvalorização da política no seu todo apenas conduz a enfraquecer os constrangimentos dos poderes de facto actualmente existentes, apenas lhes garante mais impunidade e maior liberdade de movimentos.
Na verdade, para os de cima a política é, estrutural e predominantemente, um embaraço ao exercício da sua supremacia;
mas, para os de baixo, é a única oportunidade para não serem vítimas dóceis e eternas dos de cima.

Para os de cima a política é principalmente uma auto-defesa de privilégios, uma persistente gestação de uma cortina de fumo que oculte o essencial da realidade;
para os de baixo é uma questão de sobrevivência, de dignidade , a única via para compreenderem realmente o que se passa na sociedade em que vivem; e assim poderem resistir melhor.

5. Por isso, o povo de esquerda tem que vencer as assombrações com que tentam afastá-lo da luta política, ou confundi-lo no modo como combate.

Nunca se esquecendo que não tem sentido falar nos políticos em geral, em classe política como um todo homogéneo, em política como uma zona da vida social insalubre e desqualificante.
Os políticos não podem ser encarados em conjunto.

Os de ESQUERDA podem ser insuficientes, podem como qualquer ser humano errar, mas fazem parte das forças que tentam contribuir para acelerara a metamorfose das sociedades em que vivemos.
Podem ser criticados, devem mesmo estar sujeitos a uma crítica exigente e continuada, para serem corrigidos ou, se for caso disso, substituídos.

Mas não pode ser nunca esquecido que eles são outra coisa, estão de um outro lado relativamente aos políticos de direita, ao pessoal político encarregado da conservação do tipo de sociedade actual, no plano político-institucional.
Os políticos de DIREITA podem ser naturalmente objecto das críticas inerentes ao quotidiano da política, mas fundamentalmente eles devem ser criticados por integrarem o bloco que defende que, no essencial, o actual tipo de sociedade se eternize.

Repito, para o povo de esquerda os políticos de esquerda devem ser rigorosamente escrutinados para se avaliar a qualidade e a intensidade do seu contributo para a transformação da sociedade, no que podem ser insuficientes ou agir equivocadamente.
É imprescindível que sejam fieis à ética republicana e à legalidade democrática, mas também que globalmente sejam eficazes.

Para o povo de esquerda os políticos de direita devem ser encarados como uma parcela das forças político-sociais que o querem manter subalterno, explorado e sem horizontes e como tal combatidos.
Interessa-nos que também cumpram a legalidade democrática e se pautem pela ética republicana, que saibam gerir bem o imediato, mas o resto da sua eficácia é-nos indiferente, ou até desvantajosa, no longo prazo.

Tudo isto deve alertar-nos para a necessidade de ESCOLHERmos bem os CONCEITOS e as DESIGNAÇÔES que usamos no nosso DISCURSO crítico, de modo a evitarmos que, por erro, estejamos a favorecer aqueles que queremos combater.


De . Aliança Justiça e Bem ... ou MNS. a 3 de Abril de 2013 às 14:13
« Movimento Nova Sociedade (MNS) nas eleições autárquicas 2013

O MNS (via João C.B.A.), disse:
“Verifica-se hoje que o eleitor está a ficar cada vez mais órfão, porque os políticos e as políticas por eles levadas a cabo, estão num estado em que o eleitor acredita cada vez menos,
com as quais não se identifica e tanto de uns como de outras está cansado”
essa é a principal razão que leva este movimento a entrar nas eleições autárquicas. (e ... )

Segundo o candidato do MNS
“Caiu-se numa partidarite balofa, num carreirismo oportunista a que urge por cobro. Este é o estado em que se vive em portugal e que confirma o velho ditado popular “mais vale cair em graça do que ser engraçado.” A situação caiu em desgraça, sem graça”.

E relativamente ao Lumiar: “O Lumiar e os Lumiarenses pedem, um projecto ambicioso, conduzido por pessoas conhecedoras das realidades, credíveis,
capaz de mobilizar os cidadãos e de recolocar a Freguesia numa posição de relevo.

Os residentes independentes conhecem e poderão defender melhor a Freguesia do que muitos daqueles que actualmente se sentam nas cadeiras da Assembleia
e nada melhor que a vivência e a sabedoria popular para encontrar e fazer propostas de modo a irem ao encontro da resolução das necessidades da Freguesia e das populações que nela vivem ou trabalham.

Embora se registe a falta de ambição, a pouca dinâmica e a fraca capacidade reveladas pelo actual presidente de Junta do Lumiar,
não é menos verdade, também, a perspectiva de que o mesmo venha a suceder com as tradicionais oposições (e/ou seu/s sucessor/es)..

É por estes motivos que a classe política detentora do poder e os próprios partidos são cada vez mais olhados pelo cidadão comum com total descrédito.

É necessário agir.
Agir não é ficar em casa ou apenas ir colocar o seu voto em branco na urna, sempre que haja eleições.
É necessário agir, porque a omissão é uma acção destruidora. “


De - Que fazer ? - a 2 de Abril de 2013 às 10:09
---------- De: Zé T. a 2 de Abril de 2013


Crise, cidadãos, governos, políticos, ... MUDAR ...

1- temos um DESgoverno de BURLÕES em Portugal, na UE e ..., a soldo de BANGSTERS, mafiosos, "mercados/investidores"/especuladores agiotas, e grandes grupos económico-financeiros sem pátria nem sujeitos a qualquer Lei ou poder público (nacional ou internacional), que se 'acoitam' em paraísos fiscais/offshores...- luxuosos covis destes novos piratas e corsários.

2- temos cidadãos DIMINUÍDOS nos seus direitos (e abúlicos, mansos, medrosos, egoístas, iliteratos, estupidificados...) e no dever de participação na política, na democracia e na justiça - que se tornam deficientes e pró-ditatoriais ...

3- não temos CANDIDATOS ou os que existem não são apoiados (por individualismo exarcerbado, por incompetência, por descrédito, por ... sim/não/espera/... !!! )



------------De : Escolher alvos e Agir ...

- Como desfazer este triplo "nó górdio" ?
- ... ??? ...
. o outro ... pegou na espada e cortou tudo ...

. neste caso, uma ação semelhante, levaria ao caos e à ditadura (se não fosse selvagem ou de oligarcas, mas esclarecida ... creio que teria apoiantes)... mas mesmo para isso é preciso chegar ao desespero de quem já não tem mais nada a perder...

. se conhecerem alguém nesta situação ... demovam-no/a de agredir a família e de se suicidar ... e indiquem-lhe alguns 'alvos' onde poderá acertar ... e com isso (dar o impulso "brutal" para ) ajudar a sair deste impasse de crise cada vez pior.


De .J. Sócrates e os outros. a 2 de Abril de 2013 às 11:27

Mas qual tsunami ? É o Sócrates, pá.

Não morro de amores por Sócrates e sou muito crítico em relação àqueles aspetos da sua governação que representam submissão a interesses de grupos económicos e da banca.
Ela não corresponde ao meu paradigma de governo. Para isso era necessário pôr o capitalismo (ou muito da sua essência) de pernas para o ar. Mas a situação não está bem nesse ponto ou sou eu que não estou a ver bem a coisa?
No entanto a governação de Sócrates não receia meças com as dos seus antecessores basta lembrar o consulado de Cavaco com a destruição da capacidade produtiva do país (indústria, pescas, agricultura) ou os planos para 4 ou 5 linhas de TGV dos Governos de Barroso Santana Lopes.
E muito menos receará meças com esta governação que aí está, para nossa humilhação e ruína, prostrada aos pés de Merkel e de Schauble e leva a peito não os interesses de quem a elegeu mas os dos credores que nos afogam em juros.

A Sócrates devemos algumas boas políticas: defesa do Estado Social, por exemplo com medidas para a garantia da sustentabilidade da segurança social, na Educação, sobrepondo os interesses do ensino e dos alunos aos da FENPROF, apoio às novas tecnologias nomeadamente na Educação, (incluindo o " Magalhães"),
a modernização administrativa por ex. com o SIMPLEX, na Saúde, com o bom trabalho do ministro Correia de Campos, a aposta nas energias renováveis, etc.
De negativo há as corrupções, os favores, as promiscuidades com os grandes interesses, em especial os da banca.

Do homem, do estilo pode-se gostar ou não mas que ele é “uma força da natureza” ficou à vista nesta entrevista onde sobressaiu a frontalidade, a combatividade, a consisitência argumentativa, a coragem no merecido desmascaramento de Cavaco.
E como era de esperar teve uma prestação comunicacional televisiva como há muito não víamos por aqui entre o atual pessoal político.
Deixou em brasa aqueles (e não são todos, longe disso) jornalistas e comentadores que estão sempre inclinados para o poder do momento.
É hilariante ver como são vencedores por jornais e televisões… sem o contraditório, como se multiplicam em argumentos obscurecidos pela raiva em vez de iluminados pela razão.

Não me consigo empolgar com Sócrates nem ficar possesso de raiva com o seu regresso de modo que, no meio da tragédia que o país só começou a trilhar, posso serenamente e com gáudio assistir ao surpreendente despautério dos que barafustam e alguns até subscreveram petições para fechar a RTP a Sócrates (mas não a Nuno Morais Sarmento?) quando por lá e pelas outras TVs afora medrou e viceja a opinião de políticos de todos os quadrantes.


(# posted by Raimundo Narciso, 29/3/2013, PuxaPalavra)


De ." Narrativas... parem de escavar ! ". a 2 de Abril de 2013 às 12:10
...num passeio pelos jardins do Facebook ...na noite em que Sócrates pôs o país em sobessalto (A RTP diz que foi 1 milhão e 700 mil portugas a vê-lo).
... ________________________
A conversa começou com esta minha fala:

Vi o Sócrates. Foi horrível. É claro que estive o tempo todo a fazer figas. Não o deviam ter autorizado a falar.

Porque havia uma "narrativa" e pronto. Agora há duas. Isto baralha as verdades.
Obriga a pensar e a desarruma as conclusões.
E não é só isso. A gente compara... e em que posição fica o Passos Coelho e o Tó Zé Seguro? É horrivel.
Comparado com eles parecia um animal feroz e disse para o ...governo parar a austeridade!
Mas como é que podíamos viver sem austeridade. Nem o povo se habituava.
Que parem de "escavar" na austeridade disse ele.
Deviam ter interrompido a entrevista. E vem com nºs que alteram as "narrativas". Sobre as PPP, p.ex., diz que o Gov do PSD que o antecedeu deixou ao país, em 2005, encargos futuros líquidos de 23 mil milhões de euros e quando ele saíu, em 2011 os encargos tinham sido reduzidos a 19 mil milhões. Acho muito desagradável mudar a narrativa sobre as PPP.

E depois atacou o PR como nunca se tinha visto. Não sei se isso é legal? E vejam só a carinha dele! Cá para mim isto é tudo mentira
...


De .Análise c. Positivos e Negativos. a 2 de Abril de 2013 às 14:56

Sobre a entrevista (do ex-PM, e ex-líder do PS)

Neste blogue já se escreveu muito, e quase sempre de forma crítica, sobre muitas das políticas do governo de José Sócrates, das suas engenharias neoliberais à atitude passiva e subalterna do seu governo em relação a um enquadramento europeu pernicioso. O mas já aí vem.
Antes disso, gostaria de apontar uma das principais contradições da entrevista de ontem:
- por um lado, José Sócrates desmonta, e bem, a narrativa dominante e aldrabona sobre a crise,
- por outro lado, continua a exibir uma confiança inexplicável num PEC4 de austeridade cuja lógica, instituída por Merkel, pela Comissão e pelo BCE era e é totalmente tributária da narrativa que precisamente denuncia.
Sócrates diz que é preciso parar já com a austeridade que destrói a economia.
Fica a pergunta: o mesmo não era válido com o PEC4, numa altura que a economia resvalava para a recessão depois de, em 2010, ter crescido 1,4%?
Vamos ao mas.
- Em primeiro lugar, Sócrates aponta a Cavaco e faz muito bem: a duplicidade hipócrita do mais mesquinho político português, calado em relação à crise europeia até à eleição de Passos, apoiante de todas as austeridades subsequentes, é inegável.
- Em segundo lugar, Sócrates tem toda a razão quando enfatiza de forma adequada o nexo causal: da crise financeira internacional à crise da dívida que não é soberana.
- Em terceiro lugar, Sócrates tem toda a razão quando recusa acusações de despesismo:
o défice é uma variável endógena, que aumentou devido à crise, sobretudo devido à quebra das receitas, como aqui temos insistido,
e não devido a qualquer impulso deliberado de despesa pública, como insistem editores e economistas aldrabões em demasiada comunicação social.
No entanto, Sócrates, como europeísta acrítico e social-liberal que foi e é, ainda não é capaz de identificar as estruturas internas e externas que colocaram Portugal aqui e que o seu governo não enfrentou (podia tê-lo feito com um Amado no MNE, por exemplo?):
um euro disfuncional, uma economia dominada pela finança e por outros grupos económicos rentistas.

(- por João Rodrigues , Ladrões de B., 28/3/2013)


De .Sebastianismo Simplista e S. . a 2 de Abril de 2013 às 16:27

Sebastianismo de pernas para o ar
...
...
A terceira: com o PS dominado pela moleza de quem o dirige e a indecisão de quem gostaria de o dirigir, o regresso de Sócrates assusta.
Por concentrar o debate num passado que se quer esquecido ou por mostrar a ineficácia do atual líder do PS e dos seus supostos opositores internos.
Tanto faz.

Fui opositor de Sócrates.
Foi a sua paixão pela "terceira via" de Tony Blair (o suicídio ideológico da esquerda),
o seu entusiasmo acrítico pelo Tratado de Lisboa (a última machadada no projeto europeu),
o seu estilo autoritário (um pecado em democracia)
e os seus PEC's (que aceleraram a crise) que me levam a não simpatizar com o seu legado.

Mas não faço coro com os que o criticam por supostamente ter defendido o investimento público (que a União Europeia aconselhou aos Estados membros até à 25ª hora)
ou por alegadamente ter tentado adiar a intervenção externa que se adivinhava trágica.
Seria, da minha parte, uma desonestidade política.

Não faço coro com o antisocratismo dos que sempre sonharam com a revolução neoliberal que está a destruir este País.
Porque sei que a demonização do anterior primeiro-ministro apenas dá jeito a quem não quer assumir as responsabilidades das decisões que agora toma.

Escrevi, quando Sócrates era primeiro-ministro:
"E tudo se resume a livrarmo-nos de Sócrates.
São sempre tão simples os dilemas nacionais:
encontra-se um vilão, espera-se um salvador.

Sócrates foi um péssimo primeiro-ministro? Seria o último a negá-lo.
Mas, com estas opções europeias e a arquitetura do euro, um excelente governo apenas teria conseguido que estivéssemos um pouco menos mal.
Só que discutir opções económicas e políticas dá demasiado trabalho.
Discutir a Europa, que é 'lá fora', é enfadonho.
É mais fácil reduzir a coisa a uma pessoa.
Seria excelente que tudo se resumisse à inegável incompetência de Sócrates.
Resolvia-se já amanhã".
Não retiro uma palavra. Até porque o presente mostra como tinha razão.

(-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)


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