Terrorismo do patronato/ oligopólios

Baixar o salário de 1700 para 550 euros ou perder o emprego: eis o ataque terrorista do patronato contra os estivadores.

   Ao cuidado especial de António Mota da Mota Engil, Miguel Sousa Tavares, Ângelo Correia, sem esquecer o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro: «Vocês são uma vergonha
   A proposta patronal para a renegociação do contrato colectivo dos estivadores propõe uma redução salarial para menos de um terço (550€) do valor base actualmente auferido por um trabalhador em topo de carreira (1700€)!    Ao mesmo tempo, em Aveiro, pretendem substituir os estivadores profissionais por trabalhadores mal pagos e sem formação e temporários, criando uma empresa de trabalho (ETT) portuário alternativa. Perguntámos a António Mariano, estivador, qual deve ser a resposta dos estivadores a este ataque terrorista.
   Entrevista de Rui Viana Pereira à revista Rubra 
...
Hoje, nós, estivadores, desempregados ou precários, a ganhar 1/3 e amanhã todos os trabalhadores, escravizados.
(extractos):
. pretendem fazer regredir as nossas condições de trabalho para meio século atrás, para condições de vida degradantes
. pretendem substituir os profissionais por trabalhadores mal pagos (temporários), sem formação, sem direitos nem condições laborais minimamente dignas. Tudo feito com a conivência das entidades oficiais, que permitem a abertura de uma empresa de trabalho portuário alternativa.
. tentam fazer aos estivadores portugueses aquilo que Margaret Thatcher fez aos mineiros no Reino Unido nos anos 80 e Reagan fez aos controladores de tráfego aéreo nos anos 90. Querem quebrar a coluna vertebral da organização sindical
. a unidade na acção, concreta e não só em palavras vagas, torna-se mais importante que nunca. E muita concertação sindical será necessária entre aqueles que querem realmente reagir enquanto é tempo
. denunciar a todos os portugueses a brutalidade do ataque contra os trabalhadores, acompanhado do silêncio dos órgãos de comunicação social, controlados pelos grandes grupos económicos e pelo poder.
. avançar para todas as formas de luta possíveis, num cenário de uma maior unidade nacional e de solidariedade internacional, mais efectiva, enérgica
. Contra este terrorismo social, mais do que nos indignarmos, temos o dever de desobedecer e colocar em causa todo o esquema mafioso que nos governa.
. Quanto às ETP (Empresas de Trabalho Temporário) alternativas, temos que actuar de forma que as actuais não entrem em processos, eventualmente fraudulentos, de falência.
. Não podemos aceitar a denúncia dos protocolos/ CCT, a qual coloca em causa uma longa lista de aspectos essenciais para os trabalhadores e que resultam de muitas décadas de negociação colectiva: complemento do subsídio por doença e por morte, férias adicionais, regime de segurança de emprego, limitação à contratação e utilização de trabalhadores precários, regime de prioridades na colocação de trabalhadores e protocolo de extensão do CCT a acordar.
. salários de vergonha que nos propõem em simultâneo com o aumento dos próprios horários de trabalho
. estão a despedir. Será que alguém ainda acredita em quem nos governa, nesta santa aliança entre o governo e o capital, que tudo quer retirar ao factor trabalho?
. Em Portugal existem basicamente três oligopólios que dominam a actividade portuária. ... PSA – Port Singapure Authority – Sines, que faz parte de um dos maiores GTO (Global Terminal Operators) a nível mundial, detida, penso que a 100%, pelo Estado de Singapura, com um contrato celebrado em ajuste directo, ainda válido por um período superior a 50 anos. ... os grupos Mota-Engil e ETE – que estão implantados através de diversas empresas .
...
. como ex. delegado e dirigente sindical, há praticamente 5 anos, num sindicato afeto à UGT tenho a dizer o seguinte: Os ataques contra o fator trabalho, têm ganho terreno neste país, porque temos, salvo raras exceções, uma classe de dirigentes sindicais, que não passam de funcionários dos mesmos e agem como tal, ... sendo as negociações marcadamente sectoriais, em vez de serem gerais, muito particularmente com o “parceiro” governo…
. Em relação, à concertação com outros parceiros sindicais, tanto nas negociações e formas de “luta” principalmente entre as duas centrais sindicais (U.G.T. – C.G.T.P.) esqueçam, porque ambas estão tão “politiquizadas” em relação a certos partidos políticos P.S. e P.S.D. (UGT) e P.C.P. (CGTP), que até parecem inimigos/adversários uns dos outros, em vez de se assumirem como VERDADEIROS CAMARADAS, que devem defender toda a classe trabalhadora e se assim fosse, como nos idos anos 80, seria outra a conversa destes fascistas/corruptos, que nos (des)governam e dos “esclavagistas” salvo também raras exceções, da nossa classe patronal …


Publicado por Xa2 às 07:37 de 06.04.13 | link do post | comentar |

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