De .relvas, escumalha ERC e secretas... a 5 de Abril de 2013 às 14:05
5 de Abril de 2013
Relvas: as instituições que cumpriram (ou não) os seus deveres

1. A Entidade Reguladora da Comunicação Social provou que Relvas MENTIU, SABIA que ele tinha acedido aos ficheiros SIS/SIED sobre a vida privada de jornalistas, e decidiu por votação PARTIDARIAmente orientada não o condenar.
A instituição liderada por Carlos Magno demonstrou que NÂO PROTEGE os DIREITOS dos CIDADÂOS contra o governo, preferindo servir o poder político do momento.

2. A Inspecção Geral da Educação e Ciência propôs a «nulidade do ato de avaliação» de um aluno de 2006 que em 2013 é ministro, com razões fundamentadas, implicando a «declaração de NULIDADE do grau». Cumpriu, mesmo estando na dependência directa do ministério. Serviu a Universidade.

Acontece que é mais grave ameaçar pessoas, acho eu.
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Uma mentira de Relvas cabalmente provada
(28/6/2012)

No ponto 103 do relatório da ERC, é descrito um telefonema (o das 18h03m) entre Relvas e Leonete Botelho.
O registo das comunicações telefónicas (ver ponto 107) comprova que o telefonema existiu.
E no entanto, o ministro negou verbalmente à ERC e depois por escrito (ver ponto 105), que o telefonema tenha existido.
Ah, e curiosamente esse segundo telefonema não foi testemunhado pelos assessores que garantiram à ERC que no primeiro telefonema não se falara da vida privada da jornalista...

Também curioso é que Relvas estivesse tão «irritado» (isso, até os assessores admitem) com algo que o Público chegou a considerar não publicar.
Ou ferve em pouca água, ou temia que aquele caminho levasse a descobrir muito mais sobre as suas ligações à escumalha das secretas.
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21 de Junho de 2012
A ERC a tentar branquear a escumalha das secretas

Nos pontos 170 e 171 do relatório da ERC há uma total falha de lógica: afirma-se que porque o facto da vida privada da jornalista «poderia ser» (sic) «do conhecimento do seu círculo pessoal de familiares, amigos, vizinhos, conhecidos», então «[torna-se] infundada a suspeita de ter sido facultado pelos serviços de informação».

Bom. Em primeiro lugar, uma suposição («poderia ser»...) não autoriza uma conclusão. Em segundo lugar, mesmo que não se trate de um «poderia ser» mas que seja efectivamente, nada permite concluir que o dado da vida privada não tenha vindo do arquivo do ex-director do SIED, ou do arquivo actual do SIS ou do SIED sobre a vida pessoal dos jornalistas. Vou frisar o óbvio: se não fosse conhecido de ninguém, então é que o SIS ou o SIED não poderiam mesmo saber. Só sendo conhecido de alguém pode ter chegado às fichas do SIS/SIED...


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