COMO DEFINIR UM PRESIDENTE?

O facto de um dia dizer uma coisa e ao outro fazer o seu contrário não quer dizer que seja “troca-tintas”. Mesmo as pessoas que “nunca tem dúvidas e que raramente se enganam” mudam de opinião, conforme as circunstâncias e as conveniências do momento.

Cavaco Silva, toda a gente sabe embora só alguns tenham a coragem de o afirmar, não é menos que a figura tutelar do atual governo e da ideologia (se tal se pode dizer) governativa que nos rodeia.

Quem se der ao trabalho de elencar a evolução de alguém que depois de quase trinta anos a viver sob o manto da política e se afirma como não político, que ideologia defenderá? Será de direita? Poderá Definir-se como neoliberal? Ou um escondido e perigoso extremista de esquerda?

Como se poderá definir alguém que andou anos a fio a incentivar a população para aderir ao “capitalismo popular” e a arrancar vinhas e olivais além do abate de navios de pesca e agora afirma como “desígnio nacional o mar”?

Temos alguém no mais alto cargo da nação que parece jugar às escondidas com o governo e com o povo, dando sinais (errados) que, ora tutela um defendendo o outro ora tutela o outro esbofeteando o tutelado anteriormente.

É um dividir para reinar, sem fim à vista!



Publicado por Otsirave às 12:06 de 12.04.13 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Izanagi a 13 de Abril de 2013 às 10:29
Qual a diferença entre aqueles que dizem que “nunca têm dúvidas e raramente se enganam” e aqueles que criam ideias imutáveis, formadas pela comunicação social, sem serem objeto de uma reflexão? Há?
È que estou cansado da conversa do abate de barcos e do arrancar vinhas e olivais? Mesmo que alguma vez tivesse existido uma política de desincentivo á produção agrícola, o exemplo das vinhas e olivais falharia redondamente, porque nunca o país teve tanto olival e tanta vinha.
Mas de fato houve incentivos ao abate de algumas espécies, pouco produtivas face ás exigências de consumo alimentar atual, mas não havia nenhum impedimento que essas verbas fossem aplicadas na área agrícola. A opção pela compra de automóveis de alta cilindrada e de outros consumos que alimentavam sobretudo economias estrangeiras, foi dos beneficiários dos incentivos.
Quanto às pescas, nada impedia, á semelhança da agricultura que com essas verbas adquirissem embarcações mais seguras, o que aliás, alguns armadores fizeram. Mas ninguém pode ignorar, que o peixe no mar tem vindo a reduzir-se de forma acentuada. De há vários anos a esta parte que a palavra mais comum aos pescadores é que há pouco peixe. E se há algum deve-se ao empenho da comunidade internacional em limitar as quotas de pesca, permitindo uma reprodução das muitas espécies em vias de extinção. E se algum país da CEE pesca mais deve-se ao esbulho que fazem nos países que não têm capacidade militar para se defenderem, como a Somália e semelhantes.
Então o que fizeram a maioria desses países onde a pesca tinha algum peso económico? Apostaram na aquacultura. Nada impedia os aramadores portugueses de fazerem o mesmo. De que se queixam após gastarem os subsídios em extravagâncias?
Um país onde há falta de informação e da que existe muita está deturpada, não pode evoluir.



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